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Showing content with the highest reputation on 11/21/2017 in all areas

  1. 2 points
    Em novembro de 1982 a Atari Inc. lançou o Atari 5200, um console adaptado da sua linha de computadores. Uma jogada interessante, visto que o console era mais potente que seus concorrentes. O problema do 5200 foi que o console não possuía nenhuma compatibilidade com os softwares ou periféricos dos computadores 8-bit. Nem mesmo havia compatibilidade com os cartuchos do videogame anterior da empresa, o Atari 2600. Em 1987 a Atari Corp. recriou a estratégia colocada em prática cinco anos antes, mas com algumas melhorias. O Atari XE Game System foi criado usando o Atari 65XE (um computador da linha 8-bit) como base. A principal diferença desse lançamento com o anterior, é que o Atari XEGS, como é conhecido, possui total compatibilidade com a família 8-bit. De fato, o console pode se comportar como um computador e, nesse caso, até mesmo impressoras e drivers de disquete podem ser ligados a ele. A ideia da Atari era criar um computador para iniciantes somado com um videogame sofisticado, isso convenceria as produtoras e desenvolvedoras a lançarem jogos para o console. De fato o XEGS realmente funcionava como um computador para iniciantes, já que era mais simples que os outros Home Computers da época, como o Atari 130XE. O problema estava no videogame sofisticado. O videogame era vendido em duas versões diferentes: uma somente com o console e seu controle (um joystick similar ao do Atari 2600) e a outra com o joystick, um teclado (que faria o XEGS se comportar como um videogame) e uma pistola. O controle em formato de pistola já havia sido apresentado ao público pela Nintendo e era a vez da Atari tentar trazer a novidade para seus consoles. Com compatibilidade com os Atari 2600 e 7800, aXE Light Gun era utilizada em jogos com função de tiro ao alvo, onde o jogador iria usá-la para atirar em alvos na tela. Uma ótima ideia, porém sem muitos títulos bons para serem aproveitados no XE Game System. Outro problema em relação aos jogos foram os lançamentos que chegaram as lojas junto com o console. A maioria dos jogos eram relançamentos de antigos jogos para os 8-bit, sem nenhuma alteração gráfica ou de jogabilidade. Aconteceu o óbvio, o Atari XE Game System era um console com uma biblioteca de jogos gigantesca, mas a grande maioria desses títulos eram antigos e ultrapassados. Simplesmente não foi possível competir com o Nintendinho e seus jogos inéditos. Outro grande empecilho para as vendas do console foi que ele co-existiu nas prateleiras com outros dois videogames da empresa, o Atari 2600jr e o Atari 7800. Com três videogames da mesma empresa para escolher, além do Nintendo Entertainment System, as vendas do Atari XEGS não foram boas. Em 1992 a Atari Corp anunciou oficialmente o cancelamento do Atari XE Game System, junto com toda a linha de computadores 8-bit. Fonte: Atari Family
  2. 2 points
    O site Polygon publicou uma extensa reportagem, assinada por Charlie Hall, sobre a palestra de Frank Cifaldi, da empresa de preservação tecnológica Digital Eclipse, na Game Developers Conference (GDC). O desenvolvedor defendeu abertamente a prática de emulação, diferente do posicionamento das grandes empresas no mercado. "De acordo com a Film Foundation, metade dos filmes feitos antes dos anos 1950 foram perdidos. Então eu comecei a pensar se alguém está fazendo isso [restaurando filmes] nos games. Queria saber se alguém dá certeza de que a mesma porcaria não será feita com os videogames, aquilo que condenou alguns longas a desaparecerem do mercado. E, yeah, existem pessoas fazendo isso. Mas não chamamos eles de arquivistas. Nós não nomeamos eles como arquivistas digitais ou algo do naipe. Chamamos eles de piratas de software", disse Frank em sua palestra de cerca de uma hora. O discurso dele vai contra a resolução que a Nintendo tomou contra emuladores há mais de 10 anos. "Emuladores desenvolvidos para jogar cópias ilegais de software promovem a pirataria. É simples assim e não é aberto ao debate", afirma o texto. Frank diz que o Virtual Console do Wii U não é nada mais e nada menos do que um emulador. Ao solicitar novos comentários da Big N sobre o assunto, a empresa diz que não utiliza ROMs ou arquivos baixados indevidamente da internet. O posicionamento conservador da Nintendo é conhecido. Ela demorou até 2006, pelo menos, para começar a investir em games baixados pela internet ou mesmo em simples transações online. No Brasil, a presença do mercado cinza de troca pirateada de games impede grandes faturamentos em relação a outros mercados menos sobretaxados e mais legalizados, o que fez a empresa japonesa pular fora do país em 2015. Mas será que a pirataria não acaba conservando os games que tanto gostamos? O questionamento de Frank Cifaldi não foi só provocador e relevante na GDC, mas as questões recorrentes muito além de uma criminalização superficial da pirataria. Ele levanta uma das discussões centrais hoje: Queremos beneficiar apenas as empresas desenvolvedoras ou a cultura gamer que existe entre nós? Fonte: Polygon
  3. 1 point
    Sonic 2 Remastered lançado no Sega Forever... Versão mais que completa de um jogo épico!
  4. 1 point
    Exatamente! Ele podia ainda ter citado a transição de tecnologia e sua perda. Na transição de VHS para DVD, nem todos os filmes foram convertidos, então se não tem uma cópia de vhs, perdeu. Sobre games, diferente das equipes que correm para destravar um console que está ativo no mercado (seus lindos do meu coração) fazendo perder vendas. Lembro de ler na época que isso ferrou a SNK em 90/2000, pela renda maior dela ser em arcade e neo geo e não jogos para outros consoles. Tem a equipe aí que dumpam ROMs, alteram emuladores e estão resgatando uma caralhada de coisa! Olha só por exemplo o mame. O quanto de games de arcade que ele salvou e ainda salva, jogos que tiveram uma máquina apenas e o dono disponibilizou pra pegar a ROM etc etc.
  5. 1 point
    Acho que a última notícia faltava sobre Sonic Mania era saber se o jogo foi realmente rentável para a SEGA e isso seria essencial para a empresa pensar em uma continuação ou olhar a possibilidade de fazer o mesmo com outras franquias do passado. O resultado simplesmente deu um grande upgrade nas vendas da empresa neste segundo semestre e teve uma menção honrosa no relatório de demonstrações financeiras consolidadas para este semestre. Acho que podemos esperar um segundo Sonic Mania em breve! Sonic Mania Helps Boost Sega Sales For The Season By ROBERT WORKMAN - November 5, 2017 Sega hasn’t had too many games to lean on this holiday season, but its latest Sonic the Hedgehog adventure, Sonic Forces, will be arriving in just a couple of days. But it’s another Sonic title that has helped the publisher push to profitability for the quarter. Sega Sammy Holdings recently posted its financial statement for the period ending September 30th, and, thanks to the retro-fied Sonic Mania that came out back in August, the company has seen a huge increase in net sales and operating profit. According to the report, the company has reported net sales nearing 194.7 billion yen, a 14.9 percent increase from the same period the year before. Operating income also increased to 26.8 billion yen, up 74.5 percent from the previous year. Approximately 10.1 billion yen of the operating income came from Sega’s Entertainment Contents Division, and sales were led by the strong reception of Sonic Mania, which released in August. It contributed to overall better physical sales, with 8,650 thousand copies sold this year, compared to 4,650 thousand sold the previous year. The company noted the following: “In the packaged game software field, sales amounted to 8,650 thousand copies (4,650 thousand copies for the same period in the previous fiscal year) thanks to the strength of the new title Sonic Mania, which earned the highest Metascore in the new titles of the Sonic series released in the past 15 years. In addition, the Group launched Total War: WARHAMMER 2, a new title of the Total War series, following its popular predecessor in PC games.” Needless to say, the company is having a great year, and Sonic Forces and other forthcoming releases for 2018 can only make it better. Sonic Mania is available now for Xbox One, PlayStation 4, Nintendo Switch and PC. Fonte: http://comicbook.com/gaming/2017/11/06/sonic-mania-sega-sales-sonic-forces/ Relatório da empresa (pdf): https://www.segasammy.co.jp/english/pdf/release/20171102_2q_tanshin_e.pdf
  6. 1 point
    Redes sociais realmente prejudicaram todos os fóruns. Mas para mim não existe comparação. Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa.
  7. 1 point
    A melhor coisa é baixar um set inteiro do MAME e ir testando jogo por jogo, excluindo os clones (tem como filtrar e mostrar o parent/clone aninhado) e jogos mecânicos, poquer, mahjong e etc. Tu descobre muita coisa boa.
  8. 1 point
    Conheça o japonês que salvou a vida de milhares de judeus Durante a Segunda Guerra Mundial, um cônsul japonês arriscou sua vida e sua brilhante carreira para salvar a vida de mais de 6 mil judeus. Por este motivo, ele ficou conhecido como o “Schindler japonês”, em referência ao industrial alemão Oskar Schindler. Segundo consta, Oskar Schindler teria salvo 1200 judeus durante o Holocausto. Sua história foi amplamente divulgada, dando origem a um romance e até um filme. Já Chiune Sugihara, jamais alardeou seu heroísmo e sua história foi pouco divulgada na época, porém hoje é reconhecido como um dos maiores humanistas do mundo. Estima-se que mais de 80 mil descendentes de judeus devem sua existência a Chiune Sugihara. Em sua lápide, está gravado seu nome: Chiune. Coincidência ou não, essa palavra, em japonês, quer dizer mil novas vidas. A história de Chiune Sugihara Chiune Sugihara nasceu em 1 de janeiro de 1900 em Yaotsu, uma área rural e bem pobre na província de Gifu. Ele foi o segundo filho de uma família com 6 irmãos. Seu pai queria que ele seguisse a carreira de medicina, mas o sonho de Chiune era estudar literatura e morar no exterior. Sugihara seguiu seu sonho e foi estudar inglês na conceituada Universidade Waseda em 1918, se formando em Literatura Inglesa. Em 1919, passou no exame para o Ministério das Relações Exteriores, indo trabalhar em Harbin, na China, onde também estudou os idiomas Russo e Alemão. Em março de 1939, quando a Segunda Guerra Mundial estava prestes a eclodir na Alemanha, ele foi designado pelo Governo japonês a abrir um consulado em Kaunas, Lituânia. Seis meses depois, a Alemanha invadiu a Polônia e uma onda de refugiados judeus correram para a Lituânia. As notícias e relatos sobre as atrocidades alemãs contra judeus poloneses se espalharam rapidamente. A Lituânia estava dominada pelos russos, mas era questão de tempo até que as tropas alemãs chegassem ao local. O cônsul holandês em Kaunas, Nathan Goodwill, concordou em emitir vistos para Curaçao, possessão holandesa no Caribe. A Rússia permitiu a emigração dos judeus desde que apresentassem visto de entrada e de trânsito em outro país, após cruzarem a União Soviética. Mas, para chegar ao Caribe, os refugiados deveriam passar pelo Japão. Assim, na manhã de 27 junho de 1940, havia uma multidão de pessoas em volta do prédio (do consulado). No início eram apenas 200, mas logo chegariam milhares. Sem saber o que fazer, Chiune pediu instruções a Tóquio sobre os vistos de trânsito requeridos pelos judeus. Foram três os pedidos e os três foram negados. Mas os olhares suplicantes dos refugiados, fizeram com que Chiune tomasse uma decisão que mudaria para sempre os rumos da sua vida. Ele desobedeceu as ordens superiores com um único objetivo: salvar vidas. No início, Chiune pretendia emitir 300 vistos por dia e registrá-los nos livros consulares. Quando já havia preenchido à mão cerca de 2.000 vistos, o cônsul parou de registrar os vistos e de cobrar a taxa oficial. Durante quase um mês, trabalhou de manhã até a noite sem almoçar, sem pausa para um descanso. De 31 de julho a 28 de agosto, foram emitidos cerca de 6.000 vistos. No final de agosto, o consulado foi fechado por ordem das autoridades soviéticas, que haviam anexado a Lituânia. Mas Chiune continuou emitindo cartas de autorização no hotel em que ficou hospedado antes de seguir para seu novo posto e mesmo dentro do trem parado na estação. Os portadores dos vistos emitidos por Chiune saíram de Kaunas de trem rumo a Moscou e depois, pela estrada de ferro Transiberiana, até o Pacífico e o Japão. A maioria dos refugiados conseguiu salvar-se. O preço da sua generosidade O ato de Chiune Sugihara salvou milhares de vida, mas custou sua brilhante carreira diplomática. Ao voltar para o Japão depois da guerra, em 1947, foi sumariamente demitido. Por ser fluente em russo, Chiune mudou-se com sua família para Moscou em 1950, onde trabalhou como tradutor em uma empresa de comércio exterior. Aposentou-se em 1975, quando resolveu regressar ao Japão. Apesar do seu país ser aliado da Alemanha nazista, Sugihara não temeu seguir o que mandava o seu coração. Além disso, jamais mencionou os seus feitos a ninguém. Por este motivo, por quase 30 anos, pouco se sabia dele até que em 1968, ele foi localizado por Joshua Nishri, um dos refugiados a quem ele concedeu o visto na Lituânia. Esse encontro foi muito especial para Chuine, pois até então ele não tinha certeza se os vistos concedidos por ele haviam realmente ajudado os refugiados. Sua ação a favor dos judeus foi reconhecida pelo governo de Israel, que o condecorou em 1985. Em 31 de julho de 1986, Chiune Sugihara morreu aos 86 anos, cinco anos antes do vice-ministro das Relações Exteriores do Japão, Muneo Suzuki, reconhecer seu ato humanitário e pedir desculpas à família. Sua história pode ser encontrada no livro “Passaporte para a Vida”, escrito por sua esposa Yukiko Sugihara e também no documentário “Conspiracy of Kindness” (assista-o aqui). Em 11 de Outubro de 2005, a Yomiuri TV (Osaka) exibiu o filme “Vistos para a Vida”, baseado no livro de sua esposa. Vistos para a Vida (completo sem legenda) Em 2015, outro filme sobre sua vida foi parar nas telinhas dos cinemas: Chiune Sugihara (杉原千畝), mas em inglês recebeu o nome de “Persona Non Grata”. O filme foi dirigido por Cellin Gluck e tem o ator Toshiaki Karasawa como protagonista. Assista ao filme abaixo: Chiune Sugihara é um grande exemplo de como a generosidade e a compaixão podem fazer a diferença neste mundo. http://www.japaoemfoco.com/conheca-o-japones-que-salvou-a-vida-de-mais-de-seis-mil-judeus/
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