Stormwatch

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  1. Claro que não é o mesmo nível, mas alguns jogos têm um visual bem agradável.
  2. E a versão original (no pacote StarCraft Anthology) passará a ser grátis. https://arstechnica.com/gaming/2017/03/starcraft-remaster-unveiled-and-original-sd-version-becomes-free-as-in-beer/
  3. Quero um jogo 3D com uma dose razoável de exploração, sem essa linearidade absurda que se vê nesse trailer. Quero estar no comando sempre, e não entrar nessas porras de aceleração automática o tempo todo. Quero ambientes bonitos, não essa tentativa tosca de ser badass hardcore grimdark. Enfim... quero SONIC ADVENTURE 3, porra!
  4. Esse aí nem conta, o jogo foi refeito no CryEngine 3 porque era mais fácil que portar o CryEngine 2 pros consoles. Com isso o visual mudou muito. Entendo que reduzam os detalhes, até aí tudo bem... o que mata é que eles cagaram a iluminação, aumentaram contraste e saturação de um jeito absurdo, perdeu o tom natural do PC.
  5. Ataque terrorista em Londres, 4 mortos e 29 feridos... chuto que é coisa de kebab. https://www.theguardian.com/uk-news/2017/mar/22/attack-houses-parliament-london-what-we-know-so-far
  6. JXD é outra marca com porra nenhuma de controle de qualidade.
  7. Não vejo sentido nesses consoles-nostalgia. Qualquer PC produzido neste SÉCULO consegue emular perfeitamente Atari, NES, Mega Drive, etc.
  8. Certeza, a caixa deixa claro que é um daqueles da AtGames. 50 doletas, mas uns reviews dizem que os controles são péssimos: https://www.amazon.com/Atari-Flashback-Classic-Console-Controllers-2600/dp/B01KV6E6Z2
  9. Toma aí: https://mega.nz/#!ywVTEIbR!ghQsFXXHq8aU_GPwbXqEDzXWmF1xHgd2-Yx_tUVOzLc
  10. Aperte pra frente: o jogo.
  11. Falando em aparelho indestrutível: O bichinho é forte mesmo, corresponde à reputação da marca.
  12. >150 gramas >60 reais Apenas DEZ VEZES o preço do chocolate em barra, que pechincha!
  13. Mais um post do Tomi sobre esse tema: China, Índia, EUA: os 3 maiores mercados de telefone vs Nokia via HMD. Por que o Nokia 6 não importa nos EUA, mas vai dominar na Índia: Fundamentos de Marketing 03/março/2017 A história do retorno da Nokia aos celulares via HMD é um desafio de marketing. Como a HMD está lidando com isso nos diz que eles conhecem seu marketing e estão executando uma estratégia que deve agradar a todos os professores de marketing. A HMD compreende oferta segmentada, diferenciação regional, posicionamento frente à concorrência, pontos fortes e fracos da marca, oportunidades de mercado, e o mais importante quanto a celulares, eles compreendem distribuição de varejo. Esta é a análise sensata do Nokia 6, o Nokia 5, e o Nokia 3. Deixe-me adicionar este pensamento provocativo para você. A Apple nos deu o iPhone SE como uma reciclagem de baixo custo de tecnologia antiga, para reorientar um iPhone velho e obsoleto para a Índia, que agora também é ridiculamente caro para suas especificações toscas. A Nokia usou a mesma fábrica e fez o que Steve Jobs teria feito. O Nokia 6 é como Steve Jobs teria lançado o seu "smartphone barato para a Índia". É um excelente smartphone a esse preço. Não é uma ponta de estoque. Steve Jobs não teria lançado o iPhone SE até que estivesse tão bom quanto o Nokia 6. Então ele seria um sucesso global. (Compare os dois lado a lado, é uma desgraça! O SE é imediatamente ultrapassado, enquanto custa 50% mais.) Compreenda o mercado e a segmentação. Este artigo é sobre precisão de marketing. Este artigo explica por que é bobagem esperar que estes telefones "venham para a América". Este artigo explica por que é burrice falar sobre esses telefones sendo a maneira da HMD/Nokia enfrentar o iPhone ou o Samsung Galaxy ou qualquer outro smartphone premium topo de linha. Estes aparelhos foram projetados para não enfrentar o iPhone e o Galaxy (tais smartphones virão, o primeiro será provavelmente chamado Nokia 8 e será lançado no final deste ano). É tão bobo como alegar na Guerra do Vietnã os norte-vietnamitas estavam lutando uma batalha naval contra a Marinha dos EUA e seus porta-aviões (como o Japão tinha tentado três décadas antes). Os norte-vietnamitas sabiam que seu inimigo era mais forte no mar. Você não luta onde o inimigo é mais forte e você é mais fraco. Você faz o oposto. Você luta onde eles são mais fracos e você é mais forte. Não era no ar, onde a força aérea dos EUA tinha uma superioridade esmagadora. Não era nos campos abertos, onde tanques americanos poderiam matá-lo de longe. Não, o lugar onde o Vietnã do Norte era mais forte e os EUA mais fracos... era a selva. Os vietcongs eram treinados e equipados para lutar em uma guerra na selva (os EUA não eram) e todas as armas vietnamitas foram otimizadas para esse tipo de combate (o rifle americano, que é bom em muitos aspectos, não conseguia disparar através de árvores; o rifle vietnamita (da Rússia) conseguia - uma distinção vital na guerra da selva, para dar apenas um exemplo). Este é o conceito de "posicionamento inteligente". Saber onde você é forte e onde seu inimigo é fraco. Então vamos ver o caso do retorno do Nokia, e considerar os três maiores mercados de telefones celulares - China, Índia e EUA (nessa ordem, sim, os EUA caíram para terceiro lugar). Como a HMD vai jogar nesses três mercados? E qual é a lógica dos smartphones Android, Nokia 6, Nokia 5 e Nokia 3? Ah, e neste contexto, qual é o negócio com o 3310? Vamos fazer a análise "séria" do retorno da HMD e não o besteirol que você leu de quase todos os outros escritores de tecnologia esta semana. Lembre-se, só este blog previu corretamente cada passo do colapso da Nokia de 2011 a 2016, incluindo que a Nokia seria vendida para a Microsoft e que a Microsoft também não poderia fazer esse negócio funcionar. QUATRO FATORES PARA TRÊS MERCADOS Vou construir um modelo de quatro fatores muito simples sobre as questões que atualmente mais importam para o sucesso do retorno da marca Nokia ao mercado. Quando a HMD/Nokia considerou seus mercados iniciais para o lançamento, e onde colocar seu primeiro projeto e lançar esforços de marketing, ela teve que priorizar. Ela não pode fazer tudo. Não se pode tentar ganhar em todos os lugares. Mas algumas áreas são muito mais promissoras do que outras. Primeiro: os aparelhos são vendidos com subsídio (escondendo os verdadeiros custos em contratos de dois anos) ou sem subsídio. A Nokia tradicionalmente vende melhor em mercados sem subsídios, onde os consumidores pagam o preço integral e sabem exatamente o que estão comprando. A Apple, por outro lado, vende seus iPhones melhor em mercados que são fortemente subsidiados para que os consumidores não obtenham comparações justas em termos reais (como EUA e Japão). A HMD poderia certamente começar a vender também em países que têm grandes subsídios de operadora para celulares, mas esses ciclos de vendas serão muito longos, as operadoras vão exigir todos os tipos de concessões ou promoções exclusivas (lembre-se como a Apple começou com o iPhone? Quase todos os seus primeiros mercados estavam em uma base de "rede exclusiva", nos EUA você só poderia obter um iPhone na rede AT&T, por exemplo). O esforço de vendas levaria muito esforço e tempo, e renderia um retorno modesto, se todo o processo acabasse bem. (Este é um risco, pode dar errado também. Lembra dos telefones Microsoft Kin? As operadoras deram para trás apenas algumas semanas antes do lançamento, destruindo a Microsoft). A HMD foi sábia em se afastar de mercados fortemente subsidiados e suas operadoras exigentes. A segunda consideração é a concorrência. Na maioria dos mercados importantes, existem algumas marcas locais (muitas vezes apenas aplicando suas marcas a algo feito na China). Mas em alguns mercados há marcas fortes. A Coréia do Sul é um exemplo perfeito. Seria terrivelmente caro tentar invadir o mercado sul-coreano de telefonia, no quintal da Samsung e da LG, sem mencionar todas as necessidades domésticas (os coreanos ainda têm seu próprio alfabeto, sua escrita é diferente da escrita chinesa, etc). O mercado americano também terá forte concorrência interna (bem, o iPhone da Apple é tudo o que sobrou, mas enquanto a Motorola é agora propriedade da chinesa Lenovo, ainda é vista como uma marca local por muitos). Da mesma forma, a China tem uma grande quantidade de marcas domésticas poderosas que já são grandes potências internacionalmente - Huawei, ZTE, Oppo, Vivo, TCL-Alcatel, Xiaomi, etc. Na Índia existem também marcas nacionais, lideradas por Micromax e Karbonn, mas as marcas domésticas da Índia não são tão poderosas e não são uma grande força internacionalmente (pelo menos ainda). Para mostrar seu poder relativo, a Samsung domina facilmente as vendas de aparelhos na Índia, enquanto é apenas uma marca de nível médio na China. A competição local é mais fraca na Índia do que na China ou nos EUA. A terceira consideração é a taxa de migração. Quão maduro é esse mercado para smartphones? Nos EUA, quatro entre cinco telefones vendidos no ano passado eram smartphones. Na China, eram três em quatro. Mas na Índia, no ano passado, a maioria dos novos telefones vendidos não eram smartphones. Telefones básicos ainda superam smartphones em uma proporção de dois para um. Portanto, se você quiser vender um smartphone na China ou nos EUA hoje, é provável que o comprador estará substituindo um smartphone existente. Mas na Índia é provável que o comprador de smartphones é um comprador de smartphones pela primeira vez. Isto é uma notável diferença na oportunidade de mercado e apresenta oportunidade de direcionar uma oferta de marketing. A quarta e última consideração para o nosso modelo simples é a própria imagem de marca da Nokia nesse mercado. No mercado dos EUA, a Nokia nunca foi um jogador importante. Por causa das más relações com as operadoras que duraram mais de uma década - as operadoras se recusaram a vender os melhores aparelhos da Nokia, de modo que a marca Nokia aos olhos dos americanos é a de uma marca de desconto. Um aparelho simples que você poderia comprar para uma criança, ou que um traficante poderia usar e jogar fora. A marca Nokia no mercado de telefonia dos EUA é notavelmente fraca - e a de um telefone barato. Na China, a Nokia tinha uma reputação estelar, a marca era poderosa. A Nokia estava no topo do mercado chinês de smartphones - até o Elop suicidar a empresa em 2011. Os últimos seis anos para a Nokia foram desastre após catástrofe após calamidade no maior mercado de telefonia do mundo. No entanto, sua marca ainda perdura e há muito amor pelo nome Nokia. No entanto, a marca da Nokia agora está presa num meio do campo lotado. Ela não está no topo como era há sete anos. Contraste com a Índia. Até recentemente a Nokia não era apenas a marca de tecnologia mais valiosa lá. Era a marca mais valiosa e ponto final. À frente de todos, e quero dizer literalmente todo mundo. Nokia à frente de Mercedes Benz, Rolls Royce, IBM, Rolex, Nike. A marca mais valiosa na Índia. Eu acho que foi só há dois anos que a marca Nokia caiu do topo para o segundo lugar. O dano gigantesco da saga Lumia-Windows nos últimos seis anos também feriu a Nokia na Índia - mas lembre-se, mesmo no ano passado, dois terços dos novos celulares vendidos na Índia eram básicos e featurephones. Não smartphones. Assim, o dano do tropeço da Nokia com smartphones teve um impacto comparativamente limitado na Índia. E a Nokia tinha muito a oferecer de forma consistente nesse espaço - incluindo os featurephones mais avançados da série Asha (que superaram os smartphones da série Lumia globalmente nos trimestres em que esses dois telefones rivais foram vendidos lado a lado pela Nokia). Seja qual for o dano que Elop causou à marca Nokia, ele foi menos sentido na Índia. A marca Nokia já foi a mais forte antes, na Índia, e destes 3 mercados, é onde a marca Nokia mais manteve o valor. TRÊS MERCADOS E A HMD Então, os EUA. Um mercado onde os telefones são vendidos com subsídio (ruim). Onde marcas de telefones locais são fortes (ruim). Onde a taxa de migração de smartphones é alta (ruim). E onde a marca Nokia é mais fraca (ruim). Isso para mim é uma escolha ruim-ruim-ruim-ruim. Depois, há a China, onde os telefones não são vendidos com subsídio (bom). Onde rivais de telefone locais são fortes (ruim). Onde a taxa de migração para smartphones também é muito alta (ruim). E marca Nokia ainda é muito forte (bom). Este é um mercado muito melhor do que os EUA, para a HMD. É um mercado bom-ruim-ruim-bom. Compare com a Índia. Onde telefones não são vendidos com subsídio (bom). Onde os rivais locais são fracos (bom). Onde a migração para smartphones ainda está no começo (bom). E marca Nokia é muito forte (bom). Este é, obviamente, o mercado ideal para a HMD/Nokia, é um mercado bom-bom-bom-bom! Entenda esse ponto. A HMD tem que fazer escolhas. Ela não pode tentar lutar em todos os lugares. Tem que priorizar. Existem 3 grandes mercados de aparelhos. A HMD poderia ir para um país que é ruim-ruim-ruim-ruim (os EUA). Seria uma idiotice suprema, quando existem opções melhores. A HMD poderia ir para a China, que é bom-ruim-ruim-bom. Isso seria melhor. Por isso a HMD já lançou o Nokia 6 na China. Mas o mercado óbvio com uma enorme oportunidade enorme pra HMD é a Índia, que é bom-bom-bom-bom. É para isso que o Nokia 6, o Nokia 5 e o Nokia 3 parecem ser perfeitamente concebidos: para a Índia. E, em particular, o 3310, não se destina como um "telefone retro" para americanos (ou europeus, ou australianos, ou singapurenses). Não, ele existe para ajudar a ganhar na Índia! COMPARANDO O NOKIA NOS TRÊS MAIORES MERCADOS Item . . . . . . . EUA . . . . . . . . . China . . . . . . . Índia Subsídios. . . . . sim . . . . . . . . . não . . . . . . . . não Concorrência . . . forte . . . . . . . . forte . . . . . . . fraca Migração . . . . . 80% . . . . . . . . . 75% . . . . . . . . 33% Marca Nokia. . . . fraca . . . . . . . . boa . . . . . . . . forte Fonte: TomiAhonen Consulting Analysis, 3 de março de 2017 Isso explica exatamente por que temos um Nokia 6, um Nokia 5 e um Nokia 3. Isso também explica por que o 3310 não tem 3G e é apenas um telefone 2G. A maior parte da Índia ainda é 2G. A HMD tem como alvo a Índia e países semelhantes à Índia em seu ponto de vista. Assim, os mercados onde não há subsídios aos aparelhos, onde a concorrência local não é forte, onde a taxa de migração para smarthpones ainda não é forte, e a marca Nokia tem historicamente uma boa posição. Ou seja, mercados como Nigéria, Egito, Paquistão, Indonésia, Brasil, Rússia... TELA GRANDE, CÂMERA, LUXO A Nokia (e HMD) compreende o consumidor móvel globalmente e por vários segmentos do cliente melhor do que qualquer outra empresa. Eles têm mais pesquisas e estudos sobre os consumidores do que qualquer outro no planeta. Eles estudaram detalhadamente tudo sobre celulares. E atualmente duas coisas dominam os telefones. O fator determinante é o tamanho da tela. Não densidade de pixels de tela e clareza. O tamanho da tela decide. Isso é ainda mais verdadeiro para os compradores de smartphones de primeira viagem. Para muitos deles, seu primeiro smartphone é o "computador pessoal do pobre". É sua escolha quando eles também brevemente consideram comprar um tablet. Eles muitas vezes querem uma tela de phablet para que o smartphone possa se comportar como um mini-computador. A tela é a peça mágica do telefone. Ela mostra nossos vídeos, ela mostra as imagens, ela age como o espelho quando se usa a câmera selfie. Ela exibe sites e você pode jogar com ela. Então, a Nokia sabe disso. Colocam telas gigantes em seus telefones e asseguraram-se de que são grandes telas com muito brilho, elas parecem boas. Porque esses telefones serão comparados, lado a lado, em uma loja de telefones. Estes 3 smartphones, Nokia 6, Nokia 5 e Nokia 3 - foram projetados para ganhar dentro da loja. Como você pode ilustrar uma CPU mais rápida? Isso leva uma tonelada de esforço pelo vendedor, e o resultado final pode nem mesmo ser notado pelo comprador. Um monte de esforço para nenhum ganho. Mas uma tela maior é fácil de ilustrar. E uma tela mais brilhante parece melhor. Depois há a câmera. A Nokia entende de câmeras de celular. As câmeras da Nokia ganharam mais prêmios do que todos os outros fabricantes de telefone combinados. E da própria pesquisa, a Nokia/HMD sabe que, para os compradores leais da Nokia, eles classificam a câmera consistentemente como uma de suas prioridades ao comprar um novo telefone. Se você se lembra dos primeiros iPhones (quando tinham câmeras de 2mp ou 3mp), muitos compradores de iPhone esnobemente disseram: eu não me importo com a câmera porque eu possuo uma câmera digital. Eu não me imagino usando um smartphone como minha câmera principal. Hahahahahahahahaha. A Nokia sabia melhor. É por isso que os topos de linha da Nokia consistentemente tinham as melhores câmeras da indústria. Agora, esses três smartphones não são telefones de topo. A Nokia muitas vezes marca seus melhores telefones com lentes Carl Zeiss, e mesmo o Nokia 6 não tem a marca Zeiss. Estes não são os melhores que a HMD pode fazer quanto a câmeras. Mas nesta classe de telefones (que custam menos de 300 dólares sem subsídios) estas são câmeras fantásticas, incluindo uma câmera selfie de 8mp com lente grande-angular. NÃO LUTE NO MAR, LUTE NA SELVA O Nokia 6, o Nokia 5, e o Nokia 3 não foram projetados para enfrentar o Galaxy e o iPhone. Eles não foram projetados para ganhar no mercado dos EUA ou na Europa. Eles não foram projetados para ganhar na China. Eles foram projetados para ganhar onde a HMD tem suas melhores chances - na Índia (e mercados semelhantes). O preço médio mundial dos smartphones é de 254 dólares. 26% de todos os telefones vendidos no ano passado estavam nesta mesma faixa de preço onde se encontram estes três novos smartphones Android da Nokia. Esse mercado é de 520 milhões de novos telefones vendidos neste ano. E a Apple não vende um único smartphone nesta faixa de preço. Os smartphones da Samsung vendidos na faixa de menos de 300 dólares são decididamente versões baratas e plásticas, pois a Samsung naturalmente preferia que seus clientes migrassem para os Galaxies mais caros. Agora, aqui está o detalhe. Como é o mercado de telefonia doméstica da Índia comparada com o mundo? Veja só: o preço médio mundial para todos os telefones (smarts e básicos) era de 193 dólares no ano passado. Mas no mercado indiano, a média é de 75 dólares. Sim, esse é o mercado de telefone da Índia. Isso é o que um comprador médio de telefone da Índia pode pagar. A Índia está a 120 dólares abaixo da média mundial. Não há nenhuma maneira da Apple vender iPhones de 700 dólares em qualquer quantidade significativa na Índia. Agora considere o Nokia 3. O preço do smartphone médio mundial é de 254 dólares. Se tirarmos 120 dólares desse preço, em seguida, a grosso modo o preço médio de um smartphone na Índia hoje é de 134 dólares. Agora considere o Nokia 6, com preço de 299 dólares. O Nokia 5 a 249 dólares e o Nokia 3 a 179 dólares. A Nokia está vendendo um tantinho acima do ponto médio do mercado interno da Índia - como uma marca de luxo para esse mercado. Esses telefones não foram projetados para europeus ou americanos. Eles foram intencionalmente projetados para ganhar na Índia (e Nigéria, Brasil, Indonésia, Rússia, África do Sul, Argentina, Ucrânia, Filipinas, Vietnã, Bangladesh, Egito, Paquistão, Irã, Turquia, etc). Agora considere o aspecto luxuoso dos novos telefones Android da Nokia. São bem diferentes das cores de neon dos smartphones Lumia com Windows. Eles são elegantes, de metal, classudos e luxuosos. Eles parecem premium, caros. Eles são projetados para ganhar na loja. Que quando você compara dois telefones com preços semelhantes, um Huawei ou um ZTE contra o Nokia, você acaba dizendo: vou levar este Nokia. Por quê? Porque a Nokia conhece as lojas. Eles conhecem este aspecto da indústria, novamente melhor do que ninguém. Eles sabem que, metade das vezes, o comprador sai da loja com um telefone diferente do que pretendiam comprar quando entraram. Estes 3 smartphones foram projetados para ganhar dentro da loja. Não contra o iPhone! Estes telefones nunca serão seriamente considerados lado a lado por um comprador genérico não-geek que tenha comprado um iPhone novo (que não tenha sido antes um cliente fiel da Nokia, há alguns desses também). Não. Quero dizer, um cliente cujo orçamento é limitado a 300 dólares (ou menos). Esse comprador não vai comparar o Nokia com um iPhone na loja. Esse comprador irá compará-lo com um Huawei ou ZTE ou LG ou talvez um Motorola e quaisquer marcas locais que existam como Lavas e Solos e Mifones e Xiaomis e Micromaxes e Karbonns. E é aí que o luxo do design da Nokia vai conquistar muitos clientes. Em particular qualquer um que já tenha amado a Nokia. Eles vão facilmente ser seduzidos pelo estilo luxuoso do novo Nokia. Grande tela, ótima câmera, corpo muito elegante. Sim, estou estourando um pouco o orçamento, mas vou levar este Nokia... Estes 3 smartphones foram projetados para ganhar na Índia. Não na Europa, não nos EUA. Projetado para ganhar na India (e os outros mercados que listei). Nem mesmo é projetado para ganhar na China (ainda que eles também vão vender bem por lá). Eles foram projetados para ser um sucesso nas melhores oportunidades de mercado para o retorno da HMD/Nokia. Começando com a Índia. Então: MicroSD. Duh. Grande duração da bateria. Duh. Radio FM. Duh. Dual SIM. Duh. Todos estes são aspectos muito importantes na India que a maioria dos jornalistas ocidentais não se importaram em mencionar quando falam do Nokia 6, do Nokia 5, e do Nokia 3. A maioria da imprensa ocidental escreveu sem parar sobre como é competitivo que a Nokia usou um sistema operacional Android limpo e sem adições. Quem se importa? Alguns geeks talvez. Estes telefones não foram feitos para ganhar na Europa ou América! Eles foram feitos para conquistar compradores de smartphones de primeira vez na Índia! Esses compradores não dão a mínima para esta ou aquela versão do Nougat. Sim, você e eu podemos gostar disso, pessoalmente - mas, para o mercado, isso é irrelevante. Esses compradores não vão decidir "eu pego este telefone e não aquele porque tem um sistema operacional puro", é sério? Que merda de jornalismo é esse? Estes telefones foram projetados para ganhar na Índia. O comprador lá mal entende o que é um smartphone. Eles ouviram dizer que um Asha é ou não é um smartphone, então eles próprios podem já ter tido um smartphone ou não. Eles se preocupam com Facebook e Angry Birds. Talvez alguns se preocupem com Pokemon Go ou Super Mario. Mas eles não se importam com qual a versão do Nougat. Qual é. Dois terços dos novos telefones vendidos no ano passado na Índia ainda eram básicos. Parte do país ainda é analfabeta! O telefone médio vendido no país custa só 75 dólares quando no resto do mundo custa 193 dólares. Vamos entender este mercado e tratar este lançamento corretamente? ENTÃO, O NOKIA 3310 O Nokia 3310 não é o único básico que a HMD/Nokia está oferecendo para o mundo. Eles lançaram, por exemplo, o Nokia 150 em dezembro, que é um 2G muito simples, custando 26 dólares sem subsídio. Mas ele tem uma tela colorida, uma câmera de nível VGA (incluindo flash LED), rádio FM, dual SIM, e suporte a microSD. Este é o caminho lógico para a HMD seguir, pois há um enorme legado de clientes rentáveis que compram telefones básicos da Nokia em todo o mundo (exceto EUA, Japão, ou Coréia do Sul), e no extremo muito baixo, a Nokia ainda é capaz de lucrar neste tipo de telefone básico. O 3310 não é uma anomalia. É um produto sensato numa classe de produto com milhões de clientes. Mesmo quando a Microsoft era dona do negócio de celulares da Nokia, este setor era solidamente rentável, enquanto o lado do smartphone com o Windows trazia perdas gigantescas. Um quarto dos celulares vendidos no ano passado não eram smartphones. Isso são quase 500 milhões de telefones! Entenda como é gigantesco este mercado global. Isso é maior do que o mercado total de tablets, mais o mercado total de PCs portáteis, mais o mercado total de PCs de mesa - todos somados. Podemos botar em até mesmo os consoles de videogame no montão, e ainda não é um mercado tão grande quanto o mercado de celulares básicos. 500 milhões de telefones é quase 1,5 milhões de telefones vendidos a cada dia do ano, todos os dias da semana. Só porque você e eu temos um smartphone, é muito fácil esquecer que, para meio bilhão de novos compradores no ano passado, o único tipo de telefone que podiam pagar (ou o único tipo que estavam dispostos a comprar) era um básico. A HMD/Nokia está servindo a essa necessidade do mercado. Estes telefones, como o Nokia 150 e agora o Nokia 3310 - eles são projetados para vender para aqueles clientes que não querem ou não podem se dar ao luxo de comprar um smartphone. A marca Nokia atua globalmente nessa área do mercado, e como o negócio é rentável, a HMD seria idiota de não aproveitar isso para ajudar a construir o seu negócio de smartphones. Agora considere a estratégia indiana como eu descrevi acima. Esqueça os estúpidos jornalistas de tecnologia europeus que falam de um cliente "retro" que rejeita smartphones e quer simplicidade e que compraria o 3310 - o 3310 não foi feito para ganhar na Europa, ou América, ou Austrália. Ele foi projetado para ganhar na Índia! O preço global médio de um celular básico é de apenas 23 dólares. Mesmo assim o Nokia 150 está acima deste preço médio (é vendido como um telefone superior dentro de sua faixa). Agora considere o 3310 - que custa mais que o dobro da média. A 49 dólares, o 3310 custa mais do que o dobro do básico médio hoje. E ele também não tem especificações astronômicas. Ele tem uma boa câmera e tela grande (para um celular básico), mas é apenas um telefone 2G, sem tela touch ou funções de internet como muitos rivais nesse nível de preço. O que o 3310 pretende fazer? Pense no seu mercado e no comprador. Estamos agora na Índia novamente, então esqueça todos os seus pensamentos estúpidos sobre ser um europeu ou americano. Na Índia. A marca Nokia representa uma durabilidade sólida e uma bateria lendária, além de uma notável facilidade de operação. Um valor de revenda que qualifica uma compra da Nokia quase como um investimento (se você tomar muito cuidado com ele e proteger sua posse mais preciosa). O 3310 original tem toneladas de fãs, e muitos usuários ativos ainda, telefones antigos em sua sexta ou sétima bateria e ainda funcionando direitinho. Há em cada mercado um segmento de compradores que não querem mudar. Quem gosta das coisas como elas são, e não quer nenhuma mudança. Quem preferiria que todo o progresso fosse interrompido. E muitos desse tipo de compradores de telefones celulares, eles tendem a ser usuários mais velhos, que se apegam a um velho Nokia básico e se recusam a progredir. Pode ser um 3310, mas poderia ser outro telefone dessa época. Normalmente, porém, é um Nokia. E não é um telefone touch-screen. Ele é operado com um teclado. É isso que o cliente quer. Não é o que você e eu queremos. Não é o que quer a maioria dos consumidores hoje. Podemos rir do fato de que o 3310 não é moderno, mas não podemos negar, todos nós temos alguns parentes que são assim - eles querem se agarrar àquela velha tecnologia que eles amavam. Há ainda mercado para esse tipo de cliente em quase todos os mercados onde a Nokia já foi forte. Mas e a Índia? Na Índia, no ano passado, dois terços de todos os novos telefones vendidos ainda eram celulares básicos! Este não é um telefone "retro" na Índia, este é um telefone atual para muitos compradores! Eu não quero dizer isso como uma ofensa para a Índia, quero dizer, literalmente, muitos na Índia ainda estão usando telefones como este - eles não vão enxergar o 3310 como um telefone "retro", eles o vêem simplesmente como uma atualização para o que é normal em suas lojas de telefone. Ei, gostei desse novo Nokia... Agora considere o preço. 49 dólares pelo 3310 (contra 26 dólares pelo mais simples Nokia 150). Apesar do preço médio dos celulares básicos ser 23 dólares. Por que esse preço é tão alto? Isso é parte da magia e do brilho do posicionamento. Há certamente um segmento do mercado que não se importa de verdade com o preço (dentro de uma faixa razoável, digamos uns 10 ou 20 dólares) se for exatamente aquele telefone que eles queriam. O 3310 é o presente perfeito para qualquer parente obcecado por tecnologia, para o seu velho tio rabugento, cujo Nokia antigo está literalmente caindo aos pedaços e é mantido inteiro com fita adesiva. É "exatamente" como os velhos básicos da Nokia, mas tem uma câmera moderna e uma tela grande e colorida para tirar fotos da família. Para os compradores preocupados com preço, se o preço médio é de 23 dólares, então 26 dólares é um preço alto, e 49 dólares é tão tolo como oferecer a eles um veleiro ou um jatinho executivo. O 3310 está totalmente fora de sua faixa de preço. No entanto, se o comprador é relativamente rico, mas um tecnófobo - que poderia pagar por um smartphone simples, mas simplesmente os detesta ou teme - para eles isto é um presente dos céus! Então o preço torna-se quase irrelevante. É um Nokia? Tem uma bateria removível? Tem certeza de que não tem aquela esquisitice de tela de toque? Ok, vou levar. Estou certo de que uma fatia significativa daqueles que compram o 3310 para si mesmos poderia facilmente pagar por um Nokia 3, mas simplesmente não vão comprar um smartphone hoje. Para esses clientes, 49 dólares é um preço irrelevante. É um bom telefone, familiar, é a sua marca favorita, é igual ao seu aparelho antigo. Tem uma tela maior, e uma câmera também, isso é legal. Mas sim, eles querem o telefone. E eles vão comprá-lo. E não vão comparar preços contra um telefone rival de uma marca local desconhecida que custa 19 dólares. O comprador típico do 3310 não visita lojas de telefone. Eles vão entrar e dizer o que querem, vão pagar e sair. Eles não vão fazer comparações. Eles são clientes que já decidiram anos atrás que este seria o telefone que iriam comprar. Da mesma forma, uma fatia importante das vendas do 3310 serão de presentes. Presentes aos velhos tios rabugentos, e também o primeiro celular para as crianças. E por causa da duração incrível da bateria, alguns irão comprar o 3310 como seu "telefone de emergência" (mas esta será uma fatia muito menor do mercado). Alguns que compram o 3310 devem considerá-lo uma "ferramenta" (como os taxistas) que considerarão seu ciclo de vida de 5 anos ou mais, e é apenas um "investimento" que é sábio fazer agora, nunca se sabe quando outro 3310 vai sair novamente, se é que vai algum dia. Esses clientes principalmente não ligam tanto para o preço, seja 49 ou 39 ou 29 dólares - mas este telefone é caro e, portanto, tem uma margem de lucro ridícula pra HMD. E vai vender às pencas (pelo menos inicialmente, por um ou dois semestres. Vamos ver se o nível de vendas é sustentável por um ano). E isso trará grandes lucros à HMD, sem falar no monte de publicidade gratuita que está gerando. O 3310 não tem 3G, porque não foi planejado para vender na Europa ou Cingapura ou Austrália ou EUA. Foi projetado para ganhar clientes na Índia. Aí está a beleza do 3310. Ele serve a duas finalidades estratégicas da HMD no mercado de Índia (e similares). Primeiro, ele leva para as lojas consumidores que de outra forma não estariam lá. Isso significa que as lojas vão adorar o 3310. Olhe para os elogios que o 3310 recebeu em todos os lugares. Assim, isto torna mais fácil para a HMD construir a sua distribuição de varejo - o que é, obviamente, uma necessidade da HMD para o Nokia 6, o Nokia 5, e o Nokia 3. Portanto, o 3310 é um produto "headliner" para abrir portas - e é tão inteligente como a HMD fez isso. Eles foram capazes de fazer um produto headliner a partir de um celular básico antigo e esquecido (em vez de tentar projetar um rival para o iPhone para conseguir este mesmo efeito). O segundo efeito estratégico é mais profundo, mas leva mais tempo para ser realizado. É a futura conversão desses compradores de 3310 em compradores de smartphones da Nokia. Considere os compradores de 3310 nos próximos 18 meses. A maioria dos que compram um 3310 para si próprios vai se encaixar no perfil: proprietário de Nokia existente, não possui smartphone, o Nokia atual é um básico ou featurephone sem tela de toque (ou seja, não era um Asha). Sim, haverá outros também, alguns comprarão o 3310 para si mesmos como seus segundos telefones, mas a maioria vai se encaixar no perfil: proprietário existente de Nokia. O telefone atual (anterior) é (era) um básico sem tela de toque. Esse Nokia mais velho também não tinha uma câmera! Então o 3310 causa uma mudança de comportamento do comprador. Agora o comprador do 3310 tem uma câmera - geralmente será a primeira câmera que esse consumidor já possuiu na vida. Eles não vão usá-la de cara, mas nos próximos dois anos, a maioria dos usuários de 3310 se acostumará a usar a câmera pelo menos em uma base semanal. Alguns vão se tornar obcecados com ela e usar diariamente. A maioria não, mas vão usá-la umas duas vezes por mês. Estes clientes agora tenderão a tornar-se usuários de smartphones da Nokia no futuro, por causa da câmera (e da tela maior). O telefone seguinte será considerado por sua câmera (e tem que ser novamente um Nokia), e então... de repente eles apreciarão uma tela maior. As fotos e vídeos tiradas no telefone parecerão tão melhores, quando exibidas em uma enorme tela de 5 polegadas em vez da tela de 2,5 polegadas no 3310 que eles usaram. Em seguida, adicione microSD e software fácil da Nokia para ajudar a mover arquivos de um telefone para o outro, e você tem um feliz proprietário do Nokia 3310, finalmente passando para o seu primeiro smartphone - que será um Nokia com Android. Talvez um Nokia 1 ou Nokia 2 daqui a cerca de 2 ou 3 anos. Isso é o que o 3310 pretende fazer. Não é o telefone "retro" para nós ocidentais. Ele atende uma verdadeira necessidade agora, em mercados como a Índia. Onde ainda existem milhões de adultos analfabetos e não têm nenhum uso para qualquer smartphone, muito menos seus aplicativos. Mas uma câmera não precisa de alfabetização, pressione o botão e veja a imagem. Mesmo um consumidor mais velho e analfabeto - mas pode ser bastante afluente - na Índia pode aprender a amar a câmera intuitiva e simples em seu novo 3310. Entender o que ela pode fazer. Qual é o seu mercado pretendido. Leia a imprensa nos mercados emergentes e veja o quanto eles amam o Nokia 6, o Nokia 5, e o Nokia 3. E como eles acham que o 3310 será um grande vendedor em seus mercados domésticos. E eles acham que isso tudo é muito normal, por uma marca inteligente que é forte em seu mercado doméstico. RESUMINDO Não há esperança da HMD/Nokia tomar o mercado dos EUA. Mesmo quando a Nokia era a maior fabricante mundial de celulares e lançou todos os seus esforços de marketing para ter sucesso no mercado dos EUA, não conseguiram. Os EUA são ruins pra HMD/Nokia agora, por seus subsídios de aparelhos; por causa da forte concorrência local; pela taxa avançada de migração; e porque a imagem da marca Nokia é ruim no mercado dos EUA. A China é melhor, mas não é ideal pra HMD. A China é boa por não haver subsídio de aparelhos, mas é ruim por haver muitas marcas de aparelhos concorrentes fortes, e também é ruim pela sua taxa de migração para smartphones, mas é boa pela imagem da marca Nokia ainda ser muito forte. A Índia é de longe o melhor destes três grandes mercados. Não há subsídios de aparelhos, os rivais locais são fracos, a taxa de migração para smartphones está apenas em seus estágios iniciais, e a marca da Nokia é notavelmente forte. O Nokia 6, 5 e 3 foram projetados para ganhar onde importa - na Índia e outros países similares. Se você deixar de fora a China, e tomar os próximos 10 maiores países do mundo emergente (como Índia, Indonésia, Brasil, Rússia, Nigéria, etc), você tem um mercado global que é literalmente um terço de todos os telefones vendidos. Este não é o mercado onde a maioria dos iPhones são vendidos (embora naturalmente os ricos nesses países comprem iPhones também). A HMD está deixando Apple, Samsung, Sony e outros brigarem pela América, Japão, Austrália e Europa Ocidental. A HMD foi onde está sua melhor oportunidade. Ela visou três smartphones para onde um terço do mercado está, e onde o iPhone não compete. Onde metade de todos os telefones vendidos ainda são básicos. Onde a maioria dos compradores de smartphones está mudando de um básico. Onde a marca Nokia vale ouro. E onde a maioria dos proprietários de telefones básicos atualmente tem um Nokia. Para esses clientes, eles criaram o Nokia 6, 5 e 3. E se você não quiser comprar um smartphone ainda, não se preocupe, temos um 3310 para você. Ele tem uma ótima câmera, ótima tela, bateria removível, e dura um mês em modo espera... A HMD mirou no alvo fácil. Note que a Apple, mais uma vez, em sua infinita sabedoria, escolheou não avançar neste mercado, embora ele tenha estado disponível por anos. Olhe para o Nokia 6. Sério. É fabricado pela mesma empresa que o iPhone, ou seja, a Foxconn. Olhe para o Nokia 6. Sério. Olhe para ele. Imagine que sua caixa dissesse "iPhone 6E". Custando $299 sem contrato. Mercado pretendido: Índia, Brasil, Nigéria, Indonésia, Bangladesh... Ele teria vendido às pencas. E a Apple teria hoje 20% de participação de mercado no mundo dos smartphones e 10% de participação nos mercados emergentes. Novamente estão deixando passar a oportunidade. Olhe para o Nokia 6 e aperte seus olhos, ele poderia muito bem ter sido o iPhone 6E. Letra E de Emergente. E agora (pode parar de apertar os olhos) pense na HMD. Eles aprenderam com a Apple. A geração anterior da Nokia (Lumia / Windows) foi tudo plástico barato, contra a Apple. Agora eles estão indo de ultra-luxo-premium. Como o Sony Xperia. Metal, classudo. Não é como os cafonas da Samsung, que você pode identificar de longe por causa das partes de plástico. Novamente, jogada inteligente, HMD. Steve Jobs viu o protótipo original do conceito de celular multimídia da Apple e disse - não. Ele forçou os designers a voltar, fazer um redesenho total, e fazê-lo melhor. Não era "Apple o bastante". O iPod-Music-fone original era, de acordo com rumores, um telefone com botões tradicionais e sem tela sensível ao toque. Os designers começaram novamente, e um ano depois eles tinham o iPhone. Isso fez a Apple perder um ano em sua entrada no mercado de telefones, mas Steve Jobs conseguiu o seu "Jesusfone". Era um dispositivo digno da marca e do esforço da Apple. Ele mudaria o mundo. Foi realmente incrível. Agora vá para o evento da Apple no ano passado com Tim Cook e o iPhone SE. O que é que foi aquilo? Imagine se fosse Steve Jobs. Ele teria olhado para o SE e sua equipe e diria - gente, este não será o telefone mais amado na Índia, ele não vai mudar o mundo. Voltem, redesenhem tudo, façam isso direito. E sabe de uma coisa? O que a Apple teria agora é... o Nokia 6. Claro que Steve Jobs ainda poria o preço a uns 399 dólares, e não 299 dólares, mas, caramba, é sério! Olhe pro Nokia 6. Se você colar um logo da Apple sobre ele, poderia muito bem ter sido o iPhone 6E. E esse smartphone, que teria vendido bem na Índia... este Nokia 6 (e seus irmãos), caramba, ele vai dominar o mundo emergente para a Nokia/HMD. Grande jogada. O movimento de um mestre. Um movimento Jedi. A HMD fez o smartphone que Steve Jobs teria feito. Ok, era isso o que eu tinha em mente hoje. Se você precisar de todas as informações sobre a indústria telefônica, o novo TomiAhonen Phone Book 2016 saiu faz dois meses. Todos os dados atuais. Compre já. Custa apenas 10 euros, vamos lá, não vai te levar à falência. 180 páginas, 100 tabelas, absolutamente obrigatório se você curte telefones.
  14. Não. Sim. Mais ou menos. É complicado. A Nokia propriamente dita ainda existe, e é uma das maiorais em equipamento e serviços de rede. A divisão da Nokia que fazia celulares foi comprada pela Microsoft, que usou a marca Nokia sob licença. Depois, a Microsoft vendeu a divisão de celulares básicos pra HMD Global (uma empresa nova formada por veteranos da Nokia), e as fábricas em si pra FIH Mobile (uma divisão da Foxconn). Então, o que se chama de "celulares da Nokia" agora são aparelhos projetados pela HMD, fabricados pela Foxconn, usando a marca Nokia sob licença. Agora, se isso for motivo pra dizer que é "celular básico chingling", então iPhone também é celular básico chingling, porque também é fabricado pela Foxconn.
  15. Isso é ótimo pra calar a boca de uns loucos que insistiam que o DRIMFODAUM ainda era da geração anterior.