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pumpkin coast

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  1. Me parece que isso ilustra o que julgo ser um problema grave no país: os burocratas são mais valorizados do que as pessoas que efetivamente constroem coisas e resolvem problemas. Esse cara tem uma fortuna (ou não, pode ser um novo rico já endividado para manter o "statis") baseada em desembaraçar papelada. A humanidade não iria um centímetro para frente a partir do trabalho do cidadão. É impressionante que os valores sociais permitam a um atravancador ganhar muito mais do que um engenheiro, por exemplo. É um sintoma de inversão de prioridades que ajuda a justificar o fato de que o país cresce e ganha importância sem, no entanto, ter uma economia baseada no empreendedorismo de vanguarda, ou tornar-se polo tecnológico.
  2. Na minha opinião, o texto tem um ou outro insight interessante, mas é meio simplista. Mas os europeus fizeram uma escolha mesmo: decidiram trabalhar menos e ganhar menos, para, teoricamente, aproveitar outras coisas. Os americanos, no melhor da ética protestante, decidiram trabalhar mais, muito mais. Os franceses debocham porque não morrem de fome, e embora sejam muito mais pobres (em termos de riqueza absoluta gerada) do que a América, dizem que vivem melhor. Os americanos debocham, acham que estão trabalhando por eles e pelos franceses para fazer o mundo "ir para frente", e que o american way of life supera qualquer estilo de vida europeu. Aí entramos no campo da escolha, não do certo e errado. Eu pessoalmente gosto mais do "american way of life". E, economicamente, a europa está uma droga. Do que eu conheci pessoalmente, Inglaterra é um país mais evoluído, e França também, em certa medida. Itália é um negócio muito atrasado. Portugal é uma lástima, consegue ser pior que o Brasil. Mas... escolhas. Todos os países são próximos, há ferrovias conectando-os todos, a vida cultural é boa, os melhores vinhos ainda vêm de lá... enfim...
  3. De acordo com a legislação dos Estados Unidos, a empresa pode patentear algo como "pinch to zoom". A culpa é da Apple?
  4. A culpa não é da Apple, mas do sistema de patentes dos Estados Unidos, que permite o registro de coisas que não poderiam ser patenteadas em outros países.
  5. Cultura de trabalhar. Quem trabalhou em empresa estrangeiras com estrangeiros colegas teve a oportunidade de ver que incompetente tem de todas as bandeiras, mas o comportamento médio no trabalho tem suas diferenças em cada cultura. Brasil, Portugal e Itália têm muito do "deixa para amanhã", "estão me pedindo demais", "meu chefe é um cuzão"... estes valores pesam na hora de executar um trabalho. Acho absurda essa idéia que fazem de pensar que tudo é "roubo". Pensam que dinheiro não foi desviado na África do Sul? Ou no Japão? As Copas deram certo... E olha que eu detesto o Brasil...
  6. Em escala acho que não. Commoditizada a produção, fica mais barato o tênis fazer isso. Claro que se for um atleta Olímpico, vale a pena gastar com uma análise laboratorial exaustiva. Mas se for minha tia, que corre de forma amadora, competindo contra ela mesma, pode ser legal. Ela não iria em um laboratório, mas tenho certeza que compraria um bem de consumo que fizesse isso de forma rápida e prática. E a Apple é uma empresa de bens de consumo, não de performance olímpica. So...
  7. Acho completamente errado pensar que o problema é o "roubo". Brasil, assim como Portugal, Itália (em alguns aspectos), que são países cujas culturas ajudaram a formar a brasileira, tem a cultura de fazer devagar e mal feito. Nem tudo é desvio de dinheiro, camaradas.
  8. Francamente? Eu não sei. Mas não gosto muito da idéia implícita de que "todo mundo é bobo, menos eu". Acho que a Apple deve ter algum motivo para isso. Se ele será interessante para consumo, saberemos quando e se o produto for lançado.
  9. Vocês nem sabem para que utilizarão (e se o farão). Quem trabalha com projetos sabe que, por vezes, é necessário deter-se em algo aparentemente estúpido para poder montar uma idéia complexa por inteiro. É que criticar parece ser cool.
  10. Quando dizem que eles estão atrás do petróleo pretendem outra coisa. Não é que os americanos colocarão barris e mais barris de petróleo árabe debaixo do braço e correrão para casa. Ocorre que oscilações na quantidade de barris produzidos por dia foi um mecanismo utilizado pelos países árabes para atingir o ocidente e Israel, já que foram humilhados em todas as tentativas militares contra o Estado judeu. Em 1973, por exemplo, pós derrota na Guerra do Yom Kippur, os países árabes produtores de petróleo secaram a oferta para haver alta de preços. Como o combustível é um bem de demanda inelástica, a população do ocidente não deixava de abastecer seus carros, mas sim parava de gastar em outras coisas, gerando deficiênca de demanda em setores econômicos. O Brasil, na época, fodeu-se bonito com isso. Tirando o controle de preços das mãos de caras como Saddam Hussein, os Estados Unidos garantem maior estabilidade na oferta, a despeito de conflitos regionais. Isso faz mais sentido.
  11. Veja, eu escrevi que a guerra traz incentivos para setores específicos e pode gerar efeitos de longo prazo benignos na economia. Todavia, analisada de forma isolada, a guerra é sempre um ônus econômico monstruoso para os cofres de um governo. Antigamente, inclusive, o governo emitia dívida para poder financiar uma guerra, literalmente apostando o futuro econômico do país em uma vitória. A razão para um país entrar em guerra é formada por um conjugado de interesses, e dificilmente há uma razão só. Em geral, variam de interesses econômicos difusos a convicções ideológicas. Sim, nem tudo é medido em riqueza. Isto é uma idéia hollywoodiana, de que quem tem o poder só liga para dinheiro. Paz, bem-estar e etc. são coisas de bem-feitores da classe média. Isso é, creio, uma falácia. É a idéia de que o cara rico/poderoso torna-se insensível, e nada é mais incorreto. Não são mais ou menos sensíveis do que os demais. A questão é MUITO mais complexa do que: guerra = petróleo = US$ = capitalistas alegres bebendo sangue.
  12. Inverdade! Guerra é o troço mais caro do universo. Nunca uma guerra será lucrativa, em absolutamente nenhuma hipótese. O raciocínio é muito mais complicado, economicamente falando. Guerras necessariamente implicam em gastos astronômicos. Os Estados Unidos precisaram aprovar um novo e ineditamente alto orçamento para ir à Guerra contra Afeganistão e Iraque. O que uma guerra pode sim gerar de proveitoso, economicamente falando, são choques econômicos com efeitos benéficos de longo prazo. Ou seja: pode estimular setores específicos da economia, como produção científica. Pode também garantir mercados, embora essa seja uma perspectiva meio colonialista que hoje faz muito menos sentido e, de fato, acontece muito menos. O que fez as guerras americanas no Oriente Médio, falando em interesses, é transferir dinheiro. É como o mercado acionário. Não criou valor, apenas alocou. Permitiu a aprovação de um enorme regime gastos militares. Isso é lucrativo sim para as indústrias de armas, que empregam muitoa gente nos Estados Unidos. É um PAC perverso: o governo gasta os tufos na guerra para garantir a saúde econômica de um setor que, gostemos ou não, traz crescimento. Acontece que, no caso americano, a coisa foi além do esperado e a conta na saúde macroeconômica americana não fechou, principalmente combinada com outros fatores que já se criavam desde a década de 1980, como a desregulação do sistema parabancário. O resultado foi o declínio. Por sinal, o único país que conseguiu criar um regime de desenvolvimento lucrativo a partir da guerra, nos tempos atuais, foi Israel. E essa visão hollywoodiana de filmes natalícios de que no governo só há gordos famintos por dinheiro é boba. É o interesse que move as engrenagens de regra, claro, mas há ideólogos. Para o bem e para o mal: há sim pessoas na cúpula americana que têm legítimo interesse em trazer paz à Síria, e acham que estão prestando um grande serviço. Igualmente, há quem, ideologicamente, ache que é mais uma chance para a Grande Potência dar uma pancada nos terroristas árabes. Duvido que seja por "riqueza". A Síria não é um grande produtor de bosta nenhuma. E a doutrina de gastos militares mudou muito desde a era Bush.
  13. Reparei nisso também. Além de uma série de outros problemas.
  14. Possivelmente o tamanho se deve à inflltração com óleo, que "inunda" a fascia muscular, alongando-a e dando um tamanho sobrenatural sem a necessidade de treino (embora seja óbvio que o cara treina). Isso, como disse o Luo, é quase certeza de cagada, diferentemente de esteróides.
  15. Há alguns economistas proeminentes indicando que, a partir de um certo estágio, o melhor é um crescimento baixo constante para conter picos inflacionários. De fato, o que parece ser pior de tudo é a estratégia "cresce para", notadamente por gerar instabilidade inflacionária e iludir a população com pequenos surtos de grande crescimento.
  16. Eu não acho que ele estivesse. Apenas porque ele estava na emissora não significa que ele estivesse trabalhando. No exemplo que dei, considere então que fosse o banheiro da BAND. O audio vazou, ele não estava reportando as notícias e disse "um comentário: garis que se fodam!". Foi um ridículo comentário pessoal que veo a público porque o ambiente em que foi externalizado é cheio de microfones, e houve uma falha da produção. Eu acho uma distinção importante. Juridicamente é possível responsabilizar o Boris sim, me parece que é um caso de responsabilidade solidária, civilmente. Fico curioso se ele será condenado na esfera penal. Mas como a opinião que eu estou emitindo não pretendo seja uma análise da lei, porque está implícito na minha opinião que a lei acerca disso é, acho, boba, penso que não deveria caber indenização neste caso. Não por parte do BORIS, ao menos.
  17. Não concordo. Acho que são questões importantíssimas. Se por hipótese ele estivesse cagando houvesse uma câmera oculta no banheiro, e, enquanto no trono, ele falasse cobras e lagartos dos garis. Caísse o vídeo no youtube. Sem dúvida nenhuma a categoria sentir-se-ia ofendida. Fato consumado. Cabe punição para você? Situação diferente, claro, mas ilustra a sutileza que distingue uma ofensa dirigida e uma escutada.
  18. Muito desagradável, sem dúvidas. Entretanto, na minha opinião, há uma diferença entre o reprovável e lamentável e o judicializável. A "ofensa" não teve destinatário. Apenas foi conhecida por um problema técnico. Faz sentido ofender alguém em silêncio? Acho que nem é possível usar este verbo em casos assim. Ofender é falar algo com esse teor a alguém que com isso possa sentir-se ofendido. Faltou a parte do destinatário. Achei um comentário absolutamente lamentável, que combina muito bem com o Boris, mas não acho adequado punição judicial por isso. No máximo creio que deveria ser responsabilizada somente a rede de televisão, porque ela veiculou uma mensagem ofensiva, e responde pro problemas técnicos que tenham esse resultado.
  19. Nem tudo é preto ou branco. Não gosto do Bóris, mas não houve intenção de ofender, o tal do animus. O áudio vazou. Acho que sanção social seria suficiente. Diferente seria se ele abrisse o jornal falando isso. Da maneira que foi, ele bem poderia ter sido punido por falar sozinho e ser escutado. Acho muito perigoso punir pessoas por opiniões, por mais escrota que ela seja. No Brasil não posso dizer que negros são fedidos, ou que judeus são usurários. É crime. Acho que são duas declarações lamentáveis, mas penso que não seja problema de justiça. Edit: ressalto que foram exemplos. Não acho os negros fedidos, nem os judeus usurários.
  20. Alguém teve a curiosidade de ler a Carta do Hamas (Hamas Charter), que declara os meios e propósitos daquela organização? "Gosto" muito do artigo 7º, cujo texto diz, em essência, que o objetivo do Hamas é a paz, mas que esta somente pode ser obtida depois de matarem todos os judeus. O judaísmo não tem previsão para infiéis, nem é dogmaticamente intolerante. A religião muçulmana demanda guerra santa contra quem não acredite em no Corão. Ainda que haja correntes radicais dentro de Israel, nunca foi uma política oficial do governo o extermínio de árabes, enquanto que líderes políticos de nações islâmicas já disseram querer "jogar os judeus no mar", acabar com israel etc. Tenho uma foto aqui, divulgada no jornal outro dia, de um outdoor no Irã com um míssil Fajr 3 (um lixo de engenharia) dentro de um envelope, com os dizeres "Destino: Tel Aviv". Um outdoor do governo, vejam bem. Havia um Estado Palestino constituído em 1948, quando também constituiu-se o Estado de Israel. Engraçado que os árabes dizem ser o problema todo o território anexado por Israel na guerra de 1967, mas, em 1948, quando a porção de tal país era menos e havia a Palestina, o mundo árabe inteiro declarou guerra a Israel. Diga-se: grande parte do território que o Estado judeu teria, de acordo com a divisão proposta, eram terras pobres e não cultiváveis do deserto do Negev. Israel venceu, e continuou a vencer os árabes em absolutamente todas as guerras. Aliás, Israel foi o único país a ganhar todas as guerras que disputou e CEDER território conquistado. Israel é um pedaço minúsculo de terra, com 80% de território desértico. Construíram uma economia sólida, tornaram o deserto fértil, plantaram uma floresta no Negev. É o terceiro ou quarto país que mais registra patentes no MUNDO, berço do chip Pentium e de grande parte dos sistemas de segurança de internet, entre outras realizações em todas as áreas. Venceu todas as guerras com superioridade tecnológica, lutando em inferioridade numérica. E o mundo árabe? Creio que nos últimos 30 anos a Síria registrou algo como 20 patentes. Deve ser por isso que os muitos árabes que vivem em Israel não querem sair. Observam que o exército de Israel admite árabes, que estes gozam dos direitos de todos os cidadãos israelenses. Em comparação, os telefones dos países árabes sequer ligam para Israel. Parabéns às Forças de Defesa de Israel, que destroçaram alvos de lançamento de bombas do Hamas. Lembremos que Israel, nesta breve guerra, despejou 1500 bombas em Gaza; em troca, recebeu 1506 mísseis. Acontece que em Israel se estuda, e há o melhor sistema de interceptação de mísseis de curta distância, o Iron Dome, que liquidou 88% dos mísseis do HAMAS atirados conta território Israelense. Atirados sem alvo: onde cair e matar gente, muito bem; Israel ao menos mira alvos significativos.
  21. Eu já acho que, idealmente, ele não deveria pagar nenhuma indenização.
  22. Acho que to vendo muita novela, porque a primeira imagem que se formou n minha cabeça foi bastante engraçada.
  23. Minha avó frequentemente desconfigura a televisão. É tudo muito novo para ela. Suponho que o princípio seja parecido. Boa, apenas que é injustiça com o menino Róbson lá atrás, e que o Ganso não levará nenhum dinheiro, pq ninguém quer a tralha. Ficará atrapalhando até 2015.
  24. De fato, o Steve Ballmer é muito limitado em alguns aspectos, como dizia o próprio Steve Jobs.
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