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  1. Ex-ministra: deputados pressionaram para “manter bandido” na fiscalização Embora não tenha citado os nomes dos parlamentares na tribuna , a senadora já admitiu fora dos microfones que se tratam dos peemedebistas Sérgio Souza e Osmar Serraglio, hoje ministro A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), ex-ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento na gestão Dilma Rousseff, disse ter sofrido uma “pressão nunca vista” de dois deputados federais do PMDB do Paraná para manter um “bandido”, um “marginal”, no comando da representação do Ministério da Agricultura no Paraná (Mapa). As declarações foram dadas na tarde desta terça-feira (21) em discurso na tribuna do Senado. A senadora se referia à manutenção de Daniel Gonçalves Filho, preso durante a Operação Carne Fraca, no comando do órgão de controle. Assista ao discurso completo da senadora. Carne Fraca: confira a cobertura completa Embora não tenha citado na tribuna os nomes dos parlamentares que a pressionaram, a senadora já admitiu fora dos microfones que se tratam dos peemedebistas Sérgio Souza e Osmar Serraglio, hoje ministro da Justiça e da Segurança Pública. A bancada do PMDB do Paraná foi a responsável pela indicação de Daniel Gonçalves Filho, apontado pela Polícia Federal como o chefe do esquema de corrupção desmantelado sexta-feira (17) pela Carne Fraca , para o comando do órgão. Presos comandaram representação do Ministério da Agricultura no Paraná por mais de uma década Hoje preso preventivamente, Daniel foi nomeado para o posto máximo da Superintendência do Mapa no Paraná em julho de 2007, permanecendo no cargo até fevereiro de 2014. Quase um ano e meio depois, voltou para a mesma função, ficando até abril de 2016. Ele foi exonerado por força de um processo administrativo disciplinar aberto contra ele. Kátia Abreu disse ainda que o senador Roberto Requião (PMDB-PR) deixou nas mãos da bancada de deputados federais do PMDB do Paraná a indicação do comando do braço do Ministério da Agricultura no estado. Ainda segundo a senadora, a então presidente Dilma concordou com o afastamento imediato de Daniel, a despeito da pressão que os peemedebistas faziam a favor de Daniel. Tanto Serraglio quanto Sérgio Souza já disseram à Gazeta do Povo que “a bancada do PMDB como um todo” é responsável pela indicação de Daniel. Eles afirmam ainda que, por pertencerem à bancada ruralista, possuem uma “proximidade natural” com representantes do Mapa no Paraná. Post de Katia Abreu confirma pressão de Serraglio.
  2. Meus pêsames burn.
  3. Acerto de propina com Aécio Neves foi de R$ 50 milhões, diz Marcelo Odebrecht Campeão de pedidos de investigações para o Supremo Tribunal Federal (STF) na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) manteve conversas com o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, para receber R$ 50 milhões. A informação consta da delação premiada de Marcelo Odebrecht e foi divulgada neste domingo (19) em reportagem da Folha de S.Paulo. O acordo entre Aécio e Odebrecht tinha também a participação da Andrade Gutierrez e está relacionado ao leilão para a construção da hidrelétrica Santo Antônio, em Rondônia, em dezembro de 2007. Outras delações complementaram as informações dadas por Marcelo Odebrecht: a Odebrecht se comprometeu a pagar R$ 30 milhões para o senador tucano, enquanto a Andrade Gutierrez faria o repasse dos R$ 20 milhões restantes. Ainda segundo a Folha, embora fosse um dos principais nomes de oposição ao governo Lula, Aécio, à época governador de Minas em seu segundo mandato, tinha sob seu comando uma das empresas que integravam o consórcio que ganhou a disputa, a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais). Ainda hoje a empresa de energia é controlado pelo governo mineiro. Aécio tinha, ainda, influência sobre o principal investidor da usina, a empresa Furnas (Furnas é a principal acionista da Santo Antônio Energia, com 39% do capital). A Odebrecht e a Andrade Gutierrez detêm, respectivamente, 18,6% e 12,4% das ações. Um fundo da Caixa Econômica Federal controla outros 20% e a Cemig tem 10%. A construção da hidrelétrica custou R$ 20 milhões. Marcelo Odebrecht e outros executivos da empreiteira disseram aos procuradores da Lava Jato que o acerto com Aécio Neves foi feito para que houvesse uma boa relação com as duas sócias da usina sobre as quais o senador tucano tinha influência (Furnas e Cemig).
  4. Chuck Berry, lenda do rock, morre aos 90 anos Considerado um dos pioneiros do gênero, guitarrista ídolo de Beatles e Rolling Stones foi encontrado morto pela polícia em sua casa em Missouri, nos EUA. http://g1.globo.com/musica/noticia/chuck-berry-morre-aos-90-anos.ghtml
  5. Serraglio recebeu verba eleitoral de empresas investigadas pela Carne Fraca Duas companhias que são alvo da operação da Polícia Federal repassaram um total de R$ 230 mil para as campanhas de 2010 e 2014 do hoje ministro. Serraglio nega irregularidades Citado na Operação Carne Fraca, o ministro da Justiça, o deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR), recebeu doações eleitorais oficiais de duas empresas investigadas pela Polícia Federal (PF) no suposto esquema de pagamento de propina para fiscais do Ministério da Agricultura. Na eleição de 2010, na qual disputou uma vaga para a Câmara dos Deputados, Serraglio ganhou R$ 30 mil da Unifrango Agroindustrial S.A. Em 2014, o peemedebista se reelegeu deputado numa campanha que teve uma doação de R$ 200 mil da JBS S.A., feita por intermédio do diretório nacional do PMDB. Essa foi a maior doação recebida por Serraglio na eleição de 2014. Por meio da assessoria de imprensa do ministério, negou qualquer irregularidade e destacou que as doações foram legais e registradas na Justiça Eleitoral. A JBS é uma gigante do setor de alimentos. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta sexta-feira (17) em unidades da empresa. O mesmo ocorreu com a Unifrango, que tem sede no Paraná. Segundo o despacho do juiz Marcos Josegrei da Silva, que autorizou a operação da PF, conversas telefônicas gravadas entre fiscais do Ministério da Agricultura e de representantes da Unifrango “sinalizam para possíveis irregularidades” – dentre os quais, suposto pagamento de propina. Propina da Carne Fraca abastecia PMDB e PP, diz Polícia Federal Terceira empresa O despacho cita ainda uma terceira empresa que doou oficialmente R$ 60 mil para a campanha de 2010 de Serraglio. Não há nenhuma acusação de irregularidade contra esse frigorífico – por esse motivo, a Gazeta do Povo optou por não divulgar o nome da empresa. Mas ela consta numa lista de frigoríficos com quem, segundo a PF, o ex-superintendente do Ministério da Agricultura Daniel Gonçalves Filho, acusado de chefiar o suposto esquema, teria “intenso relacionamento”. Gonçalves Filho, por sua vez, é o fiscal com quem Serraglio foi flagrado numa gravação telefônica tentando buscar informações sobre uma fiscalização que havia fechado um frigorífico em Iporã, no interior do Paraná. Na ligação, o hoje ministro chama o fiscal de “grande chefe”. Dilma sobre Temer: “um cara extremamente frágil, fraco e medroso” Em entrevista ao “Valor Econômico”, ex-presidente disse que as perguntas feitas por Eduardo Cunha a Temer mostram que o presidente tem ligação com desvios na Caixa e no FGTS Em entrevista ao jornal Valor Econômico, publicada nesta sexta-feira (17), a ex-presidente Dilma Rousseff afirma que as perguntas formuladas pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deixam claro que o presidente Michel Temer (PMDB) tem ligação com desvios na Caixa Econômica Federal e no FGTS. Ainda sobre Temer, a petista afirma que considera “um erro” ter dado a ele a coordenação política do governo e ataca o peemedebista o chamando de “um cara extremamente frágil, fraco e medroso”. Durante a entrevista, Dilma faz referência a uma lista com 41 perguntas direcionadas a Temer, protocolada pela defesa de Cunha na Justiça Federal do Paraná, em novembro do ano passado. Em uma das peguntas, Cunha indaga qual é a relação de Temer com José Yunes, ex-assessor especial da Presidência, e se Yunes recebeu alguma doação de campanha para o PMDB “Quando li a primeira vez, já sabia quem era José Yunes. Mas lá está Eduardo Cunha dizendo que quem roubava na Caixa Econômica Federal, no FGTS, é o Temer. Leia, minha filha. Não tenho acesso às delações, mas sei o que é um roteiro. E lá está explícito roteiro da delação de Eduardo Cunha. Explícito. Alguém não sabe que o Cunha está dizendo que não foi o Yunes, mas o Temer?”, questiona Dilma. Em fevereiro, José Yunes prestou depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) no qual relatou que recebeu “um pacote”, em 2014, em seu escritório em São Paulo, entregue pelo operador Lucio Funaro, a pedido do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Yunes disse ter sido uma ‘mula involuntária’ de Padilha. “Não deixei o gato angorá roubar” Na entrevista, a ex-presidente também afirma que, durante o seu governo, não permitiu que Moreira Franco (atual ministro da Secretaria Geral da Presidência) roubasse na Secretaria Nacional de Aviação Civil. “Saber demais não significa que você é capaz de impedir algumas coisas. Por exemplo, o gato angorá [Moreira Franco] tem uma bronca danada de mim porque eu não o deixei roubar, querida. É literal isso: eu não deixei o gato angorá roubar na Secretaria de Aviação Civil. Chamei o Temer e disse: ‘Ele não fica. Não fica!’. Porque algumas coisas são absurdas, outras não consegui impedir. Porque para isso eu tinha de ter um nível de ruptura mais aberto, e eu não tinha prova, não tinha certeza, entendeu? Não acho que é relevante fazer fofoca, conversinha. Posso contar mil coisas do Padilha e do Temer, então?” Moreira Franco participou do governo Dilma entre 2011 e 2014. Foi responsável pela pasta de Assuntos Estratégicos de 2011 a 2013, com status de ministro, e comandou a Aviação Civil até o fim de 2014. Sobre o presidente Michel Temer, Dilma considera que foi um erro ter dado a ele a coordenação política do governo. Ao ser indagada sobre um possível arrependimento, a ex-presidente diz que, na época, ‘não sabia que o nível de cumplicidade dele com o Eduardo Cunha era tão grande”. De acordo com a reportagem do Valor, Dilma avalia que Temer é fraco e medroso. “Porque o Temer é isso que está aí, querida. Não adianta toda a mídia falar que ele é habilidoso. Temer é um cara frágil. Extremamente frágil. Fraco. Medroso. Completamente medroso. (...) É um cara que não enfrenta nada!”. A petista admite, ainda, que foi um erro ter concedido tantas desonerações tributárias às empresas. “Vou te falar, acho que cometi um erro importante, o nível de desoneração de tributos das empresas brasileiras. Reduzimos a contribuição previdenciária, o IPI, além de uma quantidade significativa de impostos. Com isso, tivemos uma perda fiscal muito grande. Nossa expectativa era evitar que a crise nos atingisse de forma pronunciada. Por isso, aumentamos também o crédito, mas acho que aí não erramos. Erro foi a desoneração porque, ao invés de investir, eles aumentaram a margem de lucro às custas de mais fragilidade nas contas públicas”. A ex-presidente também conta, na entrevista, como vive desde que perdeu o mandato. Dilma Rousseff mora em um apartamento em Porto Alegre, próximo da casa da filha e dois dois netos. Viaja uma vez por mês a Belo Horizonte, para visitar a mãe, e se sustenta com a aposentadoria de R$ 5.578 do INSS e aluguéis de imóveis.
  6. Em gravação, Serraglio chama líder de esquema fraudulento de “grande chefe” Diálogo entre ministro da Justiça e fiscal foi gravado pela Polícia Federal e faz parte das investigações que originaram a Operação Carne Fraca Ministro da Justiça há cerca de um mês, o paranaense Osmar Serraglio aparece em grampo utilizado nas investigações que originaram a Operação Carne Fraca da Polícia Federal (PF), subordinada à pasta. A operação foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (17) para coibir esquema de comercialização ilegal de carnes por frigoríficos, entre eles os maiores grupos nacionais do setor, mediante pagamento de propina a fiscais do Ministério da Agricultura. Outro Lado: Nota do Ministério da Justiça sobre a gravação Escutas da Polícia Federal interceptar um diálogo entre Serraglio, quando era deputado federal pelo PMDB, e o ex-superintendente federal de Agricultura do Paraná, Daniel Gonçalves Filho, descrito pela PF como “líder da organização criminosa”. Serraglio, que chama o servidor público de “grande chefe”, liga para Daniel para saber sobre fiscalização no frigorífico Larissa, em Iporã, interior do estado, após ter sido procurado por Paulo _ que a PF identifica como Paulo Rogério Sposito, dono do frigorífico Larissa. Sposito foi candidata a deputado fedetal por São Paulo em 2010, como o nome Paulinho Larissa. O diálogo Osmar: Grande chefe, tudo bom? Daniel: Tudo bom? Osmar: Viu, tá tendo um problema lá em Iporã. Cê tá sabendo? Daniel: Não Osmar: O cara lá....que o cara que tá fiscalizando lá...apavorou o Paulo lá...disse que hoje vai fechar aquele frigorífico...botô a boca..deixou o Paulo apavorado. Mas para fechar tem o rito, não tem? Sei lá...como funciona um negócio deste? Daniel: Deixa eu ver o que está acontecendo..tomar pé da situação de lá...falo com o senhor. Logo após encerrar a ligação, Daniel ligou para Maria do Rocio, fiscal na região implicada na Operação Carne Fraca, contando que o fiscal de Iporã quer fechar o frigorífico Larissa. Ele pede a ela que averigue o que está acontecendo e o informe. Ela diz que não há nada de errado. Daniel repassou a informação a Serraglio, segundo a PF. Alvos da Operação Carne Fraca foram indicados por deputados federais do Paraná Daniel Gonçalves Filho e Gil Bueno de Magalhães foram indicados a cargos de comando por deputados federais do PP e do PMDB Dois alvos de mandados de prisão preventiva no âmbito da Operação Carne Fraca, Daniel Gonçalves Filho e Gil Bueno de Magalhães, foram indicados a cargos de comando no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) por deputados federais do Paraná do PP e do PMDB. De acordo com a Polícia Federal, à frente da Operação Carne Fraca, deflagrada na manhã desta sexta-feira (17), a dupla integra uma organização criminosa que recebia vantagens indevidas pagas por empresas sujeitas a inspeção pela Superintendência Federal da Agricultura no Paraná (SFA/PR). Daniel já foi superintendente regional do MAPA no Paraná entre julho de 2007 e fevereiro de 2014. Também atuou durante um período menor, entre junho de 2015 e abril de 2016. Gil era o atual superintendente regional da pasta no Paraná. Ele assumiu o cargo em julho de 2016, indicado pelo Partido Progressista (PP), sigla dos deputados federais paranaenses Dilceu Sperafico, Nelson Meurer e Ricardo Barros – o último licenciado para o Ministério da Saúde. Marcelo Belinati (PP), hoje prefeito de Londrina, também exercia mandato na Câmara dos Deputados no ano passado. “Tínhamos uns três nomes. O Gil foi o escolhido pela Casa Civil. Mas só indicamos. Ele sempre foi atencioso e preocupado com as questões da área”, disse Sperafico, em entrevista à Gazeta do Povo. Gil foi indicado pelos pepistas a despeito de protestos de fiscais contra a nomeação. A rejeição ocorria porque Gil, na época, já era formalmente acusado pelo Ministério Público Federal em Paranaguá por corrupção passiva. Em março de 2016, ele foi denunciado por receber propina para beneficiar duas empresas que eram alvos de fiscalização do Mapa, entre 2004 e 2008. Ele já se tornou réu, mas o processo corre em sigilo. Já Daniel teria sido uma indicação do ex-deputado federal pelo PMDB do Paraná Moacir Micheletto, morto em um acidente de carro no ano de 2012. Durante as investigações, a Polícia Federal também flagrou uma conversa entre Daniel e o deputado federal pelo PMDB do Paraná Osmar Serraglio, hoje licenciado para o Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Propina da Carne Fraca abastecia PMDB e PP, diz Polícia Federal Esquema seria liderado por fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio. Parte do dinheiro arrecadado pelo esquema de corrupção envolvendo fiscais e maiores frigoríficos do país, descoberto pela Operação Carne Fraca, era abastecia o PMDB e o PP. “Dentro da investigação ficava bem claro que uma parte do dinheiro da propina era, sim, revertido para partido político. Caracteristicamente, já foi falado ao longo da investigação dois partidos que ficavam claros: o PP e o PMDB”, afirmou o delegado da polícia federal Maurício Moscardi Grill. Executivos do frigorífico JBS e da empresa BRF Brasil foram presos. O esquema seria liderado por fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio. Segundo a PF, a operação detectou em quase dois anos de investigação que as Superintendências Regionais do Ministério da Pesca e Agricultura do Estado do Paraná, Minas Gerais e Goiás “atuavam diretamente para proteger grupos empresariais em detrimento do interesse público”. Alvos da Operação Carne Fraca foram indicados por deputados federais do Paraná “Os agentes públicos, utilizando-se do poder fiscalizatório do cargo, mediante pagamento de propina, atuavam para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva”, diz PF.
  7. Richa e mais quatro governadores estão na “segunda lista de Janot” Não se sabe em que circunstâncias o nome do tucano foi citado nos acordos de colaboração premiada firmados com 77 executivos e ex-executivos das empresas Odebrecht e Braskem O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), e mais quatro governadores estão na“segunda lista de Janot” que foi entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (14). Não se sabe em que circunstâncias o nome do tucano foi citado nos acordos de colaboração premiada firmados com 77 executivos e ex-executivos das empresas Odebrecht e Braskem, no âmbito da Operação Lava Jato. As informações foram divulgadas pelo Jornal Nacional, da TV Globo, na noite desta quarta-feira (15). “Desconheço o contexto no qual tive meu nome citado. Todas as minhas campanhas tiveram a origem dos recursos declarada à Justiça Eleitoral”, afirma em nota o político do PSDB. As investigações referentes aos governadores deverão correr no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Conforme mostrou a Gazeta do Povo, o governador paranaense aparece em uma planilha com valores de doações de campanha para políticos na eleição de 2010 apreendida pela Polícia Federal na deflagração da Operação Acarajé. Empresas usadas como “laranja” pela Odebrecht doaram R$ 200 mil ao PSDB do Paraná naquele ano.
  8. TSE ordena que citações a Aécio sejam tarjadas e internautas debocham da decisão Ex-presidente da Odebrecht citou doação à campanha do tucano em 2014 na ação contra a chapa Dilma-Temer Brasília - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, na tarde desta segunda-feira, que os trechos do depoimento do ex-presidente da Odebrecht, Benedicto Júnior, referente à chapa do então candidato Aécio Neves (PSDB) à Presidência, seja "tarjado" nas transcrições que constarão nos autos da ação sobre a chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB). Em sua fala, Benedicto afirmou que houve doação de R$ 9 milhões à candidatura do senador tucano. A decisão é do ministro Herman Benjamin, após pedido feito pelo PSDB, que alega que as menções foram "exploração política patrocinada junto à imprensa, com a finalidade exclusiva de causar danos à imagemdo PSDB, e ao seu presidente, Aécio Neves" De acordo com o ministro, o vazamento do depoimento foi "lamentável". Mas os internautas não reagiram muito bem. No Twitter, usuários lembraram de antigas citações ao senador tucano em delações vazadas. Também brincaram com a camisa do ex-jogador Ronaldo que, na época da campanha para o impeachment de Dilma Rousseff, afirmava que "a culpa não é minha, eu votei no Aécio".
  9. Nintendo Switch vende 1,5 milhão de unidades em 1 semana de lançamento e bate recorde Trata-se do console mais vendido em um curto prazo de tempo da companhia. Superdata atribui motivo do bom desempenho ao novo game da série Legend of Zelda A Nintendo já vendeu 1,5 milhão de unidades do novo console Switch no mundo todo em apenas uma semana de lançamento. O levantamento é da empresa de pesquisas Superdata baseado em números da consultoria GfK e da Famitsu, renomada publicação japonesa sobre games. Os Estados Unidos concentra, até então, o maior número de proprietários do console. Lá, a Nintendo conseguiu vender 500 mil unidades, no Japão foram 360 mil, na França, 110 mil e no Reino Unido, 85 mil. A fabricante japonesa informou ao jornal The New York Times que o Switch bateu o recorde de console mais vendido em um curto prazo de tempo. A Nintendo espera vender 2 milhões de unidades até o fim de março, objetivo que parece estar próximo de ser atingido. A Superdata atribui o motivo do bom desempenho do Switch ao novo game da série "The Legend of Zelda". De acordo com a companhia, 89% dos compradores do console também levaram o jogo "The Legend of Zelda: Breath of the Wild". http://idgnow.com.br/internet/2017/03/15/nintendo-switch-vende-1-5-milhao-de-unidades-em-1-semana-de-lancamento-e-bate-recorde/
  10. Dilma acusa Gilmar Mendes de “mudar o tom” após denúncias chegarem ao PSDB Durante debate em evento na Suíça, ex-presidente atacou a gestão Temer A presidente cassada Dilma Rousseff disse que, depois que as denúncias atingiram outros partidos, notou uma mudança na forma de tratar o financiamento irregular de campanhas eleitorais. Nesta semana, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, disse que as empresas “optam” por doações via caixa 2 para evitar serem achacadas por outros políticos. “Por que será que ele fala sobre isso agora? É muito interessante. Eu passei uma campanha eleitoral e não escutei nada disso. Agora, como o assunto não tem como deixar de chegar ao PSDB, e já chegou, falam essas coisas”, disse. Para ela, os grampos das conversas entre membros da oposição, que acabaram sendo publicadas pela imprensa em 2016, revelaram que havia uma “conspiração” que “envolvia o PSDB”. Sobre o atual governo, Dilma afirma que a crise política “se deteriora” com a saída de ministros. “Vivemos uma situação indefinida no Brasil e ninguém sabe como as coisas vão se desenrolar”, disse. Durante debate em evento na Suíça, ela foi questionada sobre como, mesmo na posição de presidente do Conselho de Administração da Petrobras, não sabia da corrupção na estatal. “Essa pergunta não é simples”, disse. Segundo ela, há uma diferença entre o Conselho e a diretoria da empresa e “a corrupção é feita às escondidas”, com “modelos sofisticados”. Dilma reivindicou para seu governo a descoberta da corrupção na estatal petrolífera. “Sabe como descobrimos? Via um doleiro”. Dilma voltou dizer que sua chapa na campanha eleitoral de 2014 não recebeu recursos ilegais. Em dezembro, o Estado revelou que pelo menos a delação de um executivo da Odebrecht indicou que a chapa da ex-presidente Dilma Rousseff e Michel Temer recebeu dinheiro de caixa dois da Odebrecht durante a campanha presidencial de 2014. A presidente cassada está na Suíça para uma série de eventos. Nesta sexta-feira, foi recebida por organizações internacionais, numa agenda programada para ocorrer no mesmo momento em que o Brasil reassume uma cadeira no Conselho de Direitos Humanos da ONU. O Estado apurou que a diplomacia brasileira se irritou com o tratamento concedido pelas entidades à ex-presidente. A agenda incluiu um encontro com o diretor máximo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, com o Conselho Mundial de Igrejas e com lideranças parlamentares da Suíça. Neste sábado, ela ainda será a principal convidada de um festival de cinema que se transformou no mais importante evento paralelo às reuniões de direitos humanos da ONU. Na segunda-feira, 13, ela dará uma palestra num dos principais centros de estudos internacionais da Europa.
  11. Temer pediu apoio financeiro da Odebrecht ao PMDB, reafirma delator Ex-diretor da empreiteira, Claudio Melo Filho foi ouvido pelo ministro Herman Benjamin em meio ao processo de cassação da chapa Dilma-Temer no TSE O ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Claudio Melo Filho confirmou ao ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin que o presidente Michel Temer participou da reunião no Palácio do Jaburu e solicitou a Marcelo Odebrecht doações para o PMDB na campanha de 2014. Melo confirmou “literalmente” todas as informações por ele entregues no acordo de colaboração premiada com a Lava Jato. O depoimento foi prestado no âmbito da ação que investiga abuso de poder político e econômico na campanha presidencial de 2014 e pode gerar a cassação de Temer. No acordo de colaboração premiada de Melo Filho, que vazou em dezembro do ano passado, o ex-diretor da Odebrecht detalha um encontro no Palácio do Jaburu no qual participaram, além dele próprio, Temer, o ministro Eliseu Padilha e Marcelo. “Eu participei de um jantar no Palácio do Jaburu juntamente com Marcelo Odebrecht, Michel Temer e Eliseu Padilha. Michel Temer solicitou, direta e pessoalmente para Marcelo, apoio financeiro para as Campanhas do PMDB no ano de 2014”, disse Melo. Presidente Temer estuda medidas para anular depoimentos da Odebrecht Em depoimento à Justiça Eleitoral na semana passada, Marcelo Odebrecht disse não se recordar de Temer ter falado ou pedido os R$ 10 milhões diretamente. O herdeiro da empreiteira confirmou o jantar no Palácio do Jaburu e disse que o encontro era sobre tratativas para as doações ao PMDB nas eleições de 2014, mas disse que não houve pedido expresso de valores por Temer. Segundo Odebrecht, o encontro serviria para confirmar que parte da doação ao partido seria destinada à campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo. O pagamento foi acertado, segundo Marcelo, entre Cláudio Melo e Eliseu Padilha. De acordo com Marcelo o acerto do valor foi feito depois da saída de Temer do local. Ainda em seu relato para os procuradores da Lava Jato, Melo contou que parte dos pagamentos solicitados, cerca de R$ 4 milhões, “foram realizados via Eliseu Padilha, preposto de Temer, sendo que um dos endereços de entrega foi o escritório de advocacia do Sr. José Yunes, hoje Assessor Especial da Presidência da República” (Yunes já não é mais assessor de Temer). De acordo com Melo,os outros R$ 6 milhões pedidos por Temer teriam sido “alocados o Sr. Paulo Skaff”, que foi candidato ao governo de São Paulo pelo PMDB. Sobre Padilha e o também ministro Moreira Franco, Melo contou na sua colaboração que se valia dos dois peemedebistas para fazer chegar em Temer os pleitos de interesse da construtora. Segundo Melo, era de conhecimento de todos que Temer, historicamente, era o líder do grupo político do PMDB da Câmara. “Resumindo, para fazer chegar a Michel Temer os meus pleitos, eu me valia de Eliseu Padilha ou Moreira Franco, que o representavam. Essa era uma via de mão dupla, pois o atual Presidente da República também utilizava seus prepostos para atingir interesses pessoais, como no caso dos pagamentos que participei, operacionalizado via Eliseu Padilha”, explicou Melo em sua delação. Outros depoimentos Também prestaram depoimentos na segunda-feira (6) ao TSE os executivos Hilberto Mascarenhas e Alexandrino Alencar. Mascarenhas foi chefe do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como o departamento de propina, e operava pagamentos da contabilidade paralela da empresa. Já Alencar também foi diretor de relações institucionais da Odebrecht e vice-presidente da Braskem.
  12. Michel Temer estuda medidas para anular depoimentos da Odebrecht A defesa do presidente Michel Temer estuda a possibilidade de pedir a impugnação de todos os depoimentos dos delatores da Odebrecht ao TSE, no processo que pode cassar a chapa eleita em 2014 A defesa do presidente Michel Temer (PMDB) estuda com sua equipe jurídica a possibilidade de pedir a impugnação de todos os depoimentos de delatores da empreiteira Odebrecht ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O argumento é o de que tanto a convocação de Marcelo Odebrecht como a de outros empresários pelo ministro do TSE Herman Benjamin, relator do processo que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Temer, baseou-se em ato ilegal. Para os advogados de Temer, o relator não poderia ter pedido o depoimento tendo como ponto de partida uma “prova ilícita”, que foi o vazamento da delação premiada do ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho. A delação estava sob sigilo e veio a público em dezembro do ano passado. Na prática, a estratégia da defesa do presidente vai depender do teor do conjunto dos depoimentos. Há, nos bastidores, uma avaliação de que algumas informações dadas por delatores à Justiça Eleitoral aparecem descontextualizadas, com potencial para prejudicar Temer, que pode perder o mandato. Marcelo Odebrecht disse, na quarta-feira (1), que o valor acertado para a campanha presidencial da chapa Dilma-Temer, em 2014, foi de R$ 150 milhões, sendo uma parte por meio de caixa 2. De acordo com ele, deste total, R$ 50 milhões eram uma contrapartida à votação da Medida Provisória do Refis, enviada ao Congresso em 2009. A MP beneficiou a Braskem, empresa controlada pela Odebrecht. O pedido de impugnação dos depoimentos dos delatores pode retardar o processo no TSE, empurrando o julgamento para 2018, último ano do governo Temer. Além disso, em abril e maio, terminam os mandatos de Henrique Neves e Luciana Lóssio no TSE. Temer poderá indicar dois novos magistrados para o Tribunal. Herman Benjamin – que tem dado sinais de que pedirá a cassação da chapa – encerra o seu mandato em outubro. “Nós não colaboramos para que o processo não tenha sido julgado ainda”, disse Gustavo Guedes, advogado de Temer. “Até agora não houve nenhum requerimento de prova e não procede essa história de que estamos esperando a troca de ministros no TSE.”
  13. Prescreve investigação contra Aécio sobre doação ilegal de R$ 1 milhão Tucano, segundo ex-presidente da Transpetro, teria recebido dinheiro em 1998, quando ainda era deputado federal Uma das frentes de investigação surgidas a partir da delação de Sérgio Machado — ex-presidente da Transpetro, uma empresa subsidiária da Petrobras — vai se encerrar sem sequer ter começado. O motivo: já se passou tanto tempo desde os supostos delitos, ocorridos em 1998, que houve prescrição. A denúncia envolve dois políticos do PSDB: o atual presidente do partido, senador Aécio Neves (PSDB-MG); e Teotônio Vilela Filho, que era presidente da legenda na época. O depoimento de Machado foi prestado em 6 de maio de 2016. O pedido de investigação foi protocolado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em 4 de outubro de 2016 no Supremo Tribunal Federal (STF). No mesmo dia foi devolvido à Procuradoria Geral da República (PGR), que se manifestou outra vez apenas na última quinta-feira, pedindo seu arquivamento. Janot disse que o crime de corrupção passiva para fatos ocorridos entre 1998 e 2000 só poderia ser punido até 2016. Machado, que na época era líder do PSDB no Senado, disse que Aécio recebeu, de forma ilícita, R$ 1 milhão em dinheiro em 1998, quando era deputado. O dinheiro veio de um fundo montado por Machado, Aécio e o então senador Teotonio Vilela, para financiar a bancada do partido na Câmara e no Senado. O dinheiro seria usado em campanhas para a reeleição. O plano era “eleger a maior bancada federal possível na Câmara para que pudessem viabilizar a candidatura de Aécio Neves à presidência da Câmara dos Deputados no ano 2000”. O trio teria arrecadado R$ 7 milhões, sendo que R$ 4 milhões do total teriam sido obtidos da campanha nacional do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso, que era candidato à reeleição. O restante teria saído de empresas. Segundo o delator, parte do dinheiro teria vindo do exterior. A divisão do bolo daria “entre 100 mil e 300 mil a cada candidato”, segundo Machado. Cerca de 50 deputados receberam a ajuda de custo para as campanhas. O maior beneficiado teria sido Aécio. “A maior parcela dos cerca de R$7 milhões de reais arrecadados à época foi destinada ao então deputado Aécio Neves, que recebeu R$ 1 milhão de reais em dinheiro”, disse Machado. O depoente também disse que Aécio “recebia esses valores através de um amigo de Brasília que o ajudava nessa logística”. Entre as empresas que contribuíram para o fundo do PSDB está a Camargo Correa, uma das investigadas na Lava Jato. Segundo Machado, em 1998, recebeu “um pacote de dinheiro de R$ 350 mil reais para o PSDB” das mãos do presidente da empreiteira, Luiz Nascimento. “A Camargo ajudava fortemente e sempre foi um grande doador nas campanhas tucanas”. Na época em que a delação se tornou pública, Aécio chamou de “falsas e covardes” as declarações de Machado. Na ocasião, por meio de nota, o senador disse que o ex-tucano Sérgio Machado “não hesita em mentir e caluniar no afã de apagar seus crimes e conquistar benefícios de uma delação premiada”.
  14. PSDB pede retirada de trechos em que Aécio foi citado em depoimentos ao TSE PSDB é autor da ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer no TSE, mas não quer que citações a Aécio Neves Os advogados do PSDB na ação que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitaram ao ministro Herman Benjamin, relator do processo, que retire dos autos os trechos nos quais o senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente nacional do partido, é citado nos depoimentos do empreiteiro Marcelo Odebrecht e do ex-executivo do Grupo Odebrecht Benedicto Júnior. “O PSDB fez ontem [quinta-feira] apenas uma solicitação verbal ao TSE para supressão de declarações relacionadas ao PSDB durante os depoimentos prestados. A petição apresentada foi uma iniciativa dos advogados do partido que buscam preservar a integridade dos ritos processuais, ao solicitar que não constasse do relatório conteúdos alheios ao objeto das investigações. A solicitação teve o apoio do Ministério Público Eleitoral”, informou o partido ao jornal “Estado”. Segundo o PSDB, o objetivo da supressão dos trechos nos quais Aécio é citado é apenas processual, para evitar atrasos no andamento da ação, e a íntegra dos depoimentos, inclusive com as menções ao tucano, poderá ser acessada depois que for levantado o sigilo dos autos. “O objetivo é unicamente de natureza processual, uma vez que o assunto é estranho à ação em andamento no tribunal eleitoral”, diz a nota. “A manutenção das declarações implicaria em possível protelação do processo. A solicitação feita não impede acesso ao conteúdo após o fim do sigilo determinado pela Justiça.” Durante os depoimentos, advogados da presidente cassada Dilma Rousseff alegaram que faz parte da tese da defesa mostrar que adversários da petista também recebiam doações. Aécio publicou um vídeo na página do PSDB e nas redes sociais em que afirma que os depoimentos de Marcelo Odebrecht, ex-presidente e herdeiro do Grupo Odebrecht, e de Benedicto Júnior, ex-presidente da construtora Norberto Odebrecht, não associaram o seu nome a qualquer prática de caixa 2. “Em nenhum momento, ao contrário do que tentaram disseminar ao longo do dia de hoje (ontem), o senhor Benedicto afirma que eu solicitei recurso por caixa 2 ou qualquer outro meio.” O senador afirmou também que o depoimento de Marcelo Odebrecht mencionou transferências de recursos ao PSDB em 2014 feitas “oficialmente, via caixa 1”. Aécio disse que Odebrecht não falou em caixa 2 e que isso, por si só, “é motivo de reconhecimento da lisura da campanha”. O tucano afirmou que “como dirigente partidário, tinha o dever de tentar ajudar dezenas, centenas de candidatos, e sempre da forma correta, da forma legal, da forma lícita”. O ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga (PSDB) negou, via assessoria, ter recebido recursos de caixa 2 da Odebrecht durante sua campanha pelo governo de Minas em 2014. Na disputa, o tucano foi derrotado por Fernando Pimentel (PT). A defesa de Pimenta disse que “todos os valores arrecadados para a campanha política foram devidamente declarados”. A assessoria do deputado Dimas Fabiano (PP), parlamentar que, segundo Benedito Júnior, teria ficado com parte dos R$ 6 milhões, informou que ele não conhece o ex-executivo. Dimas é filho do ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, um dos nomes envolvidos no esquema conhecido como Lista de Furnas, que seria o repasse de recursos desviados da estatal para campanhas políticas. Outro citado, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) já havia dito que “nunca tratou, no curso de toda sua trajetória pessoal ou política, com qualquer pessoa ou empresa sobre qualquer assunto ilícito”.
  15. Aécio Neves pediu R$ 15 milhões para campanha, diz Marcelo Odebrecht Questionado pela defesa de Dilma, Marcelo Odebrecht afirmou em depoimento que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) pediu R$ 15 milhões para campanha em 2014 Em seu depoimento de quatro horas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (1°), Marcelo Odebrecht, delator e ex-presidente da Odebrecht, relatou que o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), teria lhe pedido R$ 15 milhões no final do primeiro turno da campanha eleitoral de 2014. O delator depôs na Ação de Investigação Judicial Eleitoral aberta a pedido do PSDB contra a chapa Dilma-Temer. Ele disse que, inicialmente, negou o pedido do tucano afirmando que o valor era muito alto, mas que o senador teria sugerido como “alternativa” que os pagamentos fossem feitos aos seus aliados políticos. Após ser preso na Lava Jato, contudo, Odebrecht disse ter sido informado que o aporte financeiro acabou não se concretizando. Ainda assim, segundo ele, teria ficado definido no encontro com Aécio que o repasse seria discutido entre Sérgio Neves, que era superintendente da empresa em Minas, e o empresário Oswaldo Borges da Costa, apontado como tesoureiro informal do tucano. Em seu relato, Odebrecht disse que só se recorda de doações oficiais a Aécio. O valor bate com a planilha e a troca de mensagens de Odebrecht apreendidos pela Lava Jato e que mostram o repasse de R$ 15 milhões do departamento de propina da empreiteira ao apelido “mineirinho” que, segundo o delator Claudio Melo Filho, era uma referência a Aécio. Odebrecht foi questionado pela defesa de Dilma Odebrecht respondeu sobre o tucano quando questionado pela defesa da presidente cassada Dilma Rousseff – de acordo com os advogados, questionar doações para o PSDB fazia parte da estratégia da petista. À Justiça Eleitoral, a campanha do senador mineiro registra doações que somam R$ 3,9 milhões da Construtora Odebrecht e R$ 3,9 milhões da Braskem, petroquímica do grupo empresarial. Ao todo, o PSDB recebeu R$ 15 milhões da Odebrecht em doações eleitorais em 2014. O delator, contudo, não se aprofundou mais sobre o assunto, pois o juiz auxiliar que estava conduzindo a audiência pediu a Marcelo que se limitasse ao objeto da Ação Judicial Eleitoral – repasses para a chapa Dilma-Temer, que venceu as eleições de 2014. Além destes R$ 15 milhões, o empreiteiro contou que se encontrou várias vezes com o tucano, e que Aécio sempre pediu dinheiro para campanhas. Em relação aos repasses para a campanha tucana em 2014, o delator disse que se lembrava mais especificamente de três ocasiões – uma doação para o PSDB na época da pré-campanha, uma de cerca de R$ 5 milhões durante a campanha, e o pedido no final do primeiro turno de R$ 15 milhões. Na versão do empreiteiro, o contato da Odebrecht com Aécio para tratar da campanha era mais difuso do que com Dilma e feito com a base das empresas do grupo em Minas, estado do senador. ‘Mineirinho’ está na documentação da PF A versão de Marcelo Odebrecht coincide com documentação encontrada pela Lava Jato em Curitiba. No pedido de busca e apreensão da Polícia Federal na 26.ª fase da operação, a Xepa, “Mineirinho” é apontado como destinatário de R$ 15 milhões entre 7 de outubro e 23 de dezembro de 2014. As entregas, registradas nas planilhas da secretária Maria Lúcia Tavares, do Setor de Operações Estruturadas – conhecido como o “departamento de propina” da Odebrecht – teriam sido feitas em Belo Horizonte, capital de Minas. A quantia foi solicitada em 30 de setembro de 2014, na véspera do primeiro turno, por Sérgio Neves, a Maria Lúcia, que fez delação e admitiu operar a “contabilidade paralela” da empresa a mando de seus superiores. O pedido foi intermediado por Fernando Migliaccio, ex-executivo da empreiteira que fazia o contato com Maria Lúcia e que foi preso na Suíça. Aécio não se manifestou Procurada nesta quinta-feira (2) a assessoria de imprensa do tucano não havia emitido posição oficial sobre o caso até por volta das 13h. O espaço está aberto para manifestação de Aécio.