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  1. TSE desaprova contas do PSDB de 2011; sanção é de R$ 10 mi Em um de seus últimos atos como ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o jurista Henrique Neves não aprovou, no último dia 11 de abril, as contas do PSDB referentes ao ano de 2011. Neves determinou que o partido devolva cerca de R$ 4 milhões ao erário, bem como que deixe de receber uma das doze parcelas mensais do fundo partidário referentes a 2017 o que, no caso do PSDB, corresponde a R$ 6,6 milhões. O diretório tucano também deverá destinar R$ 2,1 milhões para o incentivo à participação de mulheres na política. Entre as principais irregularidades identificadas pelo ministro do TSE estão: despesas com passagens aéreas sem a comprovação de utilização dos bilhetes, despesas dos diretórios estaduais sem comprovação da prestação de serviços e da vinculação com atividade partidária, não apresentação de notas fiscais de hospedagem e pagamento de hospedagem sem utilização de diária, entre outros. A decisão monocrática do ministro Henrique Neves não precisou ser referendada pelo plenário do TSE, pois uma resolução aprovada recentemente pelo tribunal autorizou que, em determinados casos, a reprovação das contas seja decidida individualmente pelo relator. O mandato de Henrique Neves como ministro do TSE terminou no último dia 16 de abril. Ele foi substituído pelo jurista Admar Gonzaga.
  2. Deltan liga impeachment a tentativa de barrar Lava Jato O procurador da República é coordenador da força-tarefa em Curitiba e lança nesta quarta-feira (26) obra sobre a operação Em um livro em que conta os bastidores do funcionamento da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal (MPF), o procurador da República Deltan Dallagnol liga o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) a uma tentativa de barrar o avanço das investigações. Na passagem, o procurador resgata a divulgação das gravações entre o delator Sergio Machado e o senador Romero Jucá (PMDB). “Em 12 de maio de 2016 o clima de instabilidade política levaria ao afastamento provisório da presidente Dilma pelo Senado Federal, mas não seria capaz de parar a Lava Jato. Ainda que esse fosse o plano. Apenas 11 dias depois, veio a público a gravação de uma conversa de março entre Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro, e Romero Jucá, recém-empossado ministro do Planejamento e um dos principais líderes do PMDB”, diz um trecho da obra. No diálogo, Jucá falou da necessidade de “estancar a sangria” da Lava Jato através de um “grande acordo nacional”, “com o Supremo, com tudo”. O objetivo seria limitar onde estavam as investigações da Lava Jato.
  3. Tem acontecido a mesma coisa comigo, não sei se sou eu ou esses jogos novos que não passam nenhum tipo de empolgação...
  4. Morre aos 73 anos Jonathan Demme O diretor de 'O Silêncio dos Inocentes' faleceu nesta manhã, em Nova York, devido a um câncer no esôfago e problemas cardíacos. O cinema perdeu um de seus grandes nomes na manhã desta quarta-feira (26). Faleceu, em Nova York, o diretor Jonathan Demme. Aos 73 anos, ele foi vítima de um câncer no esôfago e de complicações cardíacas. O cineasta foi diagnosticado com a doença em 2010, quando passou por um tratamento bem sucedido. No entanto, o câncer retornou em 2015. Seu estado havia piorado bastante nas últimas semanas. Em mais de 40 anos de carreira, Demme realizou obras marcantes como O Silêncio dos Inocentes, Filadélfia e O Casamento de Rachel . Seu último filme a chegar aos cinemas brasileiros foi Ricki and the Flash - De Volta pra Casa, com Meryl Streep. Atuou ainda como produtor, ajudando a realizar o ótimo Adaptação . Além disso, o cineasta recebeu um Oscar pelo trabalho em O Silêncio dos Inocentes . Ao longo dos anos, colecionou prêmios em festivais importantes como Berlim e Veneza. Demme deixa a esposa, a artista Joanne Howard, e três filhos.
  5. Gilmar Mendes suspende depoimento de Aécio à Polícia Federal O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu por ao menos 48 horas o interrogatório do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que seria realizado hoje (26), no inquérito em que o parlamentar é investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, suspeito de participar em um esquema de corrupção em Furnas, estatal do setor elétrico. A defesa de Aécio havia pedido a suspensão do depoimento para que o parlamentar pudesse ter acesso ao que foi dito por outras testemunhas já ouvidas no processo. A Polícia Federal defendia, como estratégia de investigação, que o senador fosse interrogado antes de tomar conhecimento sobre outros depoimentos colhidos no inquérito. "É direito do investigado tomar conhecimento dos depoimentos já colhidos no curso do inquérito, os quais devem ser imediatamente entranhados aos autos", escreveu Mendes, determinando que todos os depoimentos já colhidos sejam juntados aos autos do processo, que são públicos. Mendes não marcou nova data para que Aécio seja ouvido. O senador é alvo de outros seis inquéritos criminais no Supremo, cinco dos quais foram abertos no início do mês pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF.
  6. Em evento de luxo, Doria e Beto Richa defendem que população aperte o cinto O Paraná está sendo o grande palco para João Dória, prefeito de São Paulo, neste fim de semana prolongado. Em Foz do Iguaçu, a Lide, criada e capitaneada por ele, realiza seu evento anual, com quatro dias de palestras, discussões e muita vida mansa para os convidados. Entre passeios a Itaipu, torneios de golfe e de tênis, test-drives de novos modelos da Mercedes-Benz e jantares de luxo, os convivas discutem a necessidade de apertar os cintos do restante da população. Reduzir direitos trabalhistas. Aprovar a reforma da previdência. E fazer um amplo ajuste fiscal. Depois seguem para uma aula de vinhos ou para um evento sobre a arte de produção do uísque escocês. (Veja a programação oficial aqui.) Leia mais: Governo Richa queria tirar mais dinheiro da Copel, mas estatal disse não O discurso que une o PSDB ao governo Temer foi defendido com ânimo por um dos principais convidados do evento, o governador do Paraná, Beto Richa. O tucano disse esperar que o país avance o máximo possível nas reformas ainda neste ano. E citou o caso do Paraná como bom exemplo. “O país precisa definir essas questões, que são estruturais, para retomar o crescimento com segurança e sustentabilidade”, disse o governador, elogiadíssimo pelos colegas de evento. “Eu vi a transformação do Paraná de um estado acanhado para líder da economia brasileira. Enquanto alguns estão lidando com problemas internos, aqui a gente floresce. E isso acontece por causa do ajuste fiscal feito pelo governador Beto Richa, que não somente arrumou as contas públicas, mas também criou um bom cenário para o crescimento do setor privado, disse o atual presidente da Lide, Luís Furlan. O evento da Lide conta com a presença de diversos ministros do governo Temer (entre eles o da Saúde, Ricardo Barros), do presidente do TST, Ives Gandra Martins, e de políticos e empresários de várias regiões, como ACM Neto, homenageado como gestor público do ano.
  7. Responsável por obra do metrô diz que pagava caixa 2 a Alckmin Secretário estadual que recebia os recursos era identificado pelo codinome “Salsicha” e depois, por “M&M” O responsável da Odebrecht pelo contrato de construção da Linha 6 do Metrô de São Paulo, Arnaldo Cumplido de Souza e Silva, era o encarregado de liberar o pagamento de caixa 2 para a campanha de 2014 do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo relato feito pelo ex-executivo ao Ministério Público Federal (MPF), foram sete pagamentos, feitos entre abril e setembro de 2014, que totalizaram a transferência de R$ 6,3 milhões à campanha do tucano. O valor, no entanto, pode ser ainda mais alto. De acordo com delação de Benedicto Barbosa Júnior, diretor da Odebrecht Insfraestrutura e superior a Cumplido, as transferências totais foram de R$ 8,3 milhões. Alckmin nega irregularidades. De acordo com Cumplido, o recebedor dos recursos era Marcos Monteiro, à época arrecadador oficial da campanha e hoje secretário de Planejamento e Gestão do Estado de São Paulo. Nas planilhas da Odebrecht, Monteiro era inicialmente identificado pelo codinome “Salsicha” e depois passou para “M&M”, contou Cumplido. Luiz Antonio Bueno, chefe direto de Cumplido, era quem o orientava mensalmente, por e-mail, a fazer as transferências. “Entre abril e outubro de 2014, Luiz Bueno me solicitou que programasse pagamentos para o codinome M&M e também Salsicha. E explicou que M&M seria Marcos Monteiro o coordenador financeiro da campanha de Geraldo Alckmin. (...) Nesse caso aqui, começou como Salsicha e depois virou M&M”, disse à procuradora da Lava-Jato que o interrogava. Cumplido disse não saber quais benefícios a Odebrecht recebera por conta desses pagamentos. Insistiu em dizer que recebia a ordem de Luiz Bueno e a cumpria sem questionar. Barbosa Júnior, porém, em sua delação, detalhou que a Odebrecht considerava Alckmin um “expoente” e afirmou que a empresa acreditava que “haveria uma alternância de poder no Brasil”. “Alckmin é uma pessoa que nós como empresa considerávamos como um dos grandes postulantes a liderar o partido (PSDB) e liderar o país como presidente. Então, tanto ele como Aécio (Neves, senados do PSDB) sempre tiveram tratamentos muito próximos a nós”, disse, frisando que Alckmin “era importante” e que a empresa queria “manter essa relação profunda e funcionando em óbice”. Os 13 nomes da lista de Fachin que foram às ruas "contra a corrupção" Ao menos 13 políticos da lista de Edson Fachin foram às ruas "contra a corrupção", em defesa da "ética e da moralidade". Eles respondem inquéritos por corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica Os desdobramentos da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal em março de 2014, aumentaram o número de figurões da política nacional encrencados com a Justiça. Passados mais de dois anos desde a divulgação da primeira lista, quando 50 políticos foram mencionados em depoimentos, praticamente dobrou a lista de congressistas que, segundo investigadores, beneficiaram-se de esquemas de corrupção com empreiteiras e na Petrobras. Nesta semana, o ministro relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, divulgou os nomes dos 108 acusados que responderão a inquérito por corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Considerando apenas a lista de Fachin, que foi baseada em delações de ex-executivos da Odebrecht, os políticos mais citados são Aécio Neves (PSDB) e Romero Jucá (PMDB), com 5 inquéritos cada um. Um breve levantamento divulgado pelo portal UOL revelou que pelo menos 13 políticos que integram a lista de Edson Fachin participaram de manifestações “contra a corrupção” e por “mais ética no Brasil”. Confira os nomes abaixo. 1. AÉCIO NEVES (PSDB). O senador tucano atuou em manifestações de rua pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT), sua rival na eleição de 2014, com um discurso de moralidade na política. Alvo de cinco inquéritos na lista de Edson Fachin, Aécio é alvo do maior número de pedidos de investigação feitos pelo ministro STF. 2. GERALDO ALCKMIN (PSDB). Citado nas delações da Odebrecht, o governador paulista é apontado pelo recebimento de R$ 10,7 milhões em caixa dois do departamento de propina da Odebrecht, segundo delatores da empreiteira. No acordo de delação homologado pelo STF, um cunhado de Alckmin é citado como o nome que teria recebido “pessoalmente parte desses valores”: o empresário Adhemar Cesar Ribeiro, irmão da primeira-dama paulista, Lu Alckmin. Segundo a delação, R$ 2 milhões foram aplicados na campanha do tucano ao Palácio dos Bandeirantes em 2010, e o restante, na de 2014, “todas somas não contabilizadas”, ou seja, caixa dois. Alckmin participou de ato contra a corrupção e pelo impeachment de Dilma na av. Paulista. 3. JOSÉ SERRA (PSDB). Citado nas delações por recebimento de pagamentos irregulares nas campanhas de 2004 (R$ 2 milhões), 2006 (R$ 4 milhões), 2008 (R$ 3 milhões) e 2010 (R$ 23 milhões), Serra esteve em protestos na avenida Paulista, em São Paulo, ano passado, pelo impeachment e contra a corrupção. 4. ROMERO JUCÁ (PMDB). Alvo de cinco inquéritos, um deles sobre recebimento de R$ 10 milhões para favorecer a Odebrecht na construção da usina de Santo Antônio, Jucá foi às ruas em março do ano passado pelo impeachment de Dilma Rousseff e “contra a corrupção”. Presidente do PMDB, o senador é o político que acumula, ao lado de Aécio Neves, o maior número de pedidos de investigações feitas por Fachin. 5. BLAIRO MAGGI (PMDB). O pedido de instauração de inquérito acusa Maggi de ter recebido R$ 12 milhões na campanha para o governo de Mato Grosso no ano de 2006. Ele, que também foi às ruas contra a corrupção, nega a acusação. 6. ALOYSIO NUNES (PSDB). Citado na lista sob suspeita de ter recebido R$ 500 mil em caixa dois na campanha para o Senado em 2010, o tucano, nomeado ministro por Michel Temer (PMDB), Nunes esteve sorridente em manifestações de rua convocadas ano passado por movimentos pró-impeachment. 7. CÁSSIO CUNHA LIMA (PSDB). Nome assíduo na defesa do impeachment de Dilma , o tucano é acusado de ter recebido R$ 800 mil na campanha ao governo da Paraíba em 2014. Cássio costuma usar a tribuna do Senado Federal para proferir discursos ‘anti-corrupção’. 8. RODRIGO MAIA (DEM). Citado nas delações porque teria recebido R$ 350 mil em campanha, em 2008, sem ser candidato, e outros R$ 100 mil para garantir aprovação da Medida Provisória do Refis, o atual presidente da Câmara Rodrigo Maia, teria ainda solicitado em 2010, segundo as delações, R$ 600 mil para a campanha do pai, César Maia. Defensor do impeachment de Dilma e participante de atos públicos da causa, Maia nega irregularidades. 9. BRUNO ARAÚJO (PSDB). O ministro do governo Temer é acusado por delatores de receber doação de R$ 600 mil não declarados em 2010 e 2012. Foi de Bruno Araújo o voto 342 na Câmara dos Deputados contra Dilma Rousseff — número necessário para abertura do processo de impeachment. 10. JOSÉ CARLOS ALELUIA (DEM). Acusado de ter recebido R$ 300 mil em caixa dois em 2010 e R$ 280 mil em doação oficial, com contrapartidas, em 2014, Aleluia foi às ruas de Salvador, em 2015, contra a corrupção. 11. JUTAHY JÚNIOR (PSDB). Mencionado por delatores por recebimento de R$ 850 mil não contabilizados nas campanhas de 2010 e 2014, o tucano disse ter “absoluta convicção” de que o procedimento será arquivado. Ele esteve no protesto de março de 2016 pela deposição de Dilma – evento organizado para a “luta contra a corrupção”. 12. PAULINHO DA FORÇA (SD). Citado nas delações porque teria recebido R$ 1 milhão de propina na campanha à Câmara em 2014, além de outros R$ 200 mil em espécie para a campanha de 2010, o fundador da Força Sindical, segunda maior central sindical do país, vinha ao menos desde 2015 defendendo a queda de Dilma em um discurso “contra a corrupção”. 13. ANTONIO ANASTASIA (PSDB). O tucano foi citado nas delações pelo recebimento de R$ 7,3 milhões, em 2009 e 2010, a pretexto de doação eleitoral para campanha ao governo de Minas. O senador e ex-governador de Minas, que foi às ruas pelo impeachment e contra a corrupção em março de 2016, afirma que “nunca tratou de qualquer assunto ilícito com ninguém”. As imagens dos alvos de Fachin em atos ‘contra a corrupção’:
  8. DIOGO MAINARDI É CITADO EM DELAÇÃO ENVOLVENDO AÉCIO O jornalista Diogo Mainardi, responsável pelo site O Antagonista e também comentarista na GloboNews, foi citado pelo ex-vice presidente da Odebrecht Henrique Valladares em delação premiada envolvendo o senador Aécio Neves (PSDB-MG); segundo o executivo, Mainardi foi visto jantando com o tucano no restaurante Gero, no Rio de Janeiro, junto também com o empresário Alexandre Accioly, em um encontro em que teriam sido negociadas propinas da empreiteira; Segundo Valladares, o senador recebeu R$ 50 milhões da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, com a maior parte de repasses feitos no exterior, em acordo no qual as empreiteiras buscavam defender interesses em hidrelétricas. Ele afirma que os pagamentos dos R$ 30 milhões que couberam à Odebrecht foram feitos em várias transferências mensais, entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões, em contas de outras pessoas, empresas e trusts fora do país. Será que o Diogo Mainardi vai deixar de ser antagonista para ser protagonista?
  9. Prescrição deve beneficiar parte de acusados na lista O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi citado pelo sócio majoritário da Odebrecht, Emílio Odebrecht, em sua delação premiada, mas é muito provável que o caso seja encerrado sem que haja investigação. O motivo é o período em que as campanhas de FHC teriam recebido "pagamento de vantagens indevidas, não contabilizadas" –eleições de 1994 e de 1998. Pela legislação em vigor, o crime de caixa dois prescreve 12 anos após o fato. Ou seja, desde 2006, para acusações referentes ao primeiro pleito, e desde 2010 na reeleição. Em favor de FHC, há também o artigo 115 do Código Penal, que reduz pela metade o prazo de prescrição para os maiores de 70 anos por ocasião da sentença. O tucano tem 85 anos. http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/04/1875254-prescricao-deve-beneficiar-parte-de-acusados.shtml?cmpid=twfolha
  10. Aécio Neves: o campeão de inquéritos abertos por Fachin Mineiro é alvo de cinco dos inquéritos abertos a partir das delações premiadas da Odebrecht O senador mineiro Aécio Neves, presidente nacional do PSDB e um dos favoritos a disputar a Presidência da República pelo partido em 2018, é alvo de cinco dos inquéritos abertos por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Veja a lista completa das denúncias que pesam contra a cúpula política nacional Isso faz dele o campeão de investigações abertas em consequência das delações premiadas de 77 executivos da Odebrecht, posto que divide com o também senador -- e ex-ministro de Michel Temer -- Romero Jucá (PMDB-RR). As suspeitas mais graves contra Aécio estão em dois inquéritos, que tratam respectivamente de fraude em licitação de obras em Minas Gerais, à época em que o político era governador, e da possível atuação dele -- mediante pagamentos em dinheiro -- em favor de empreiteiras na construção de hidrelétricas no Rio Madeira. No primeiro caso, um alegado cartel de empreiteiras teria sido formado com participação do político, então governador, para a construção para a Cidade Administrativa de Minas Gerais. A Procuradoria Geral da República (PGR) suspeita que o tucano buscava obter propinas nos pagamentos das obras. No segundo, Aécio e o PSDB são suspeitos de receber “pagamento de vantagens indevidas” para atuar em favor da Odebrecht e de outra empreiteira, a Andrade Gutierrez, “notadamente na construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau”, no Rio Madeira. Marcelo Odebrecht, herdeiro e ex-comandante do grupo que leva seu sobrenome, afirmou em delação que “Aécio detinha forte influência na área energética, razão pela qual o grupo concordava com expressivos repasses financeiros em seu favor.” No despacho assinado por Fachin, mencionam-se “prestações de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões” ao senador tucano. Nos três inquéritos restantes, o tucano e outros políticos são suspeitos de pedir, como “vantagens indevidas”, doações a campanhas eleitorais, inclusive a de Aécio para a presidência da República em 2014. Também são mencionadas as campanhas do também senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), ex-vice-governador e homem forte nos mandatos de Aécio em Minas Gerais, e do ex-ministro e ex-deputado Pimenta da Veiga (PSDB), candidato derrotado ao governo mineiro em 2014. Fraudes em licitações A construção da Cidade Administrativa de Minas Gerais --um conjunto de prédios projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer para abrigar a máquina administrativa do governo estadual -- já é investigada, pelo Ministério Público mineiro, por suspeita de fraude em licitação. O empreiteiro Léo Pinheiro, da baiana OAS, disse, em delação premiada na Lava Jato, que houve pagamento de propina de 3% do valor da obra -- R$ 1,2 bilhão. O inquérito determinado por Fachin irá apurar se, “recém-empossado para o segundo mandato de governador, [Aécio] teria organizado esquema para fraudar processos licitatórios, mediante organização de um cartel de empreiteiras, na construção da Cidade Administrativa.” Se comprovada a suspeita, o tucano teria cometido crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, cartel e fraude a licitações. No caso das hidrelétricas, Henrique Valladares, ex-executivo da Odebrecht Energia, braço da empreiteira para obras no setor, disse em delação que Aécio e o PSDB teriam recebido “valores pagos em cada prestação [que] giravam em torno de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões, implementados por meio do Setor de Operações Estruturadas do grupo”, responsável justamente pelo pagamento de propinas a políticos. O tucano era identificado, nas planilhas, pelo apelido “Mineirinho”, lembra o delator. Se confirmado, os crimes cometido pelo senador, nesse caso, são de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Campanhas eleitorais Três inquéritos abertos por Fachin tratam do vantagens indevidas a Aécio Neves e aliados políticos. Um deles, que também investiga o deputado federal Dimas Fabiano Toledo (PP-MG), parte das delações de Marcelo Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Júnior (ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura) e Sérgio Luiz Neves (ex-diretor da construtora do grupo). Segundo a PGR, os delatores indicam, em “declaração e com prova documental, que, em 2014, pagaram, a pedido de Aécio Neves, vantagens indevidas a campanhas do próprio senador à presidência da República e de vários outros parlamentares, como Antonio Anastasia (senador, PSDB-MG), Dimas Fabiano Toledo e Pimenta da Veiga (PSDB, ex-deputado e ex-ministro, candidato derrotado ao governo de Minas Gerais em 2014). O segundo se apoia nas delações de de Benedicto Júnior e Sérgio Luiz Neves. Eles apontam “por meio de declaração e prova documental que, em 2010, pagaram, a pedido de Aécio, vantagens indevidas para campanha eleitoral ao governo de Minas Gerais de Anastasia. Narra-se o repasse de R$ 5,47 milhões”. Benedicto Júnior e Neves também falam do pagamento de “R$ 1,8 milhão, em 2009, a pedido do então governador Aécio Neves, como doação eleitoral em favor da campanha ao governo de Anastasia.” O último dos cinco inquéritos apura o pagamento de vantagens indevidas em favor de Aécio e em benefício de aliados políticos dele. Não há mais detalhes no despacho assinado por Fachin, mas a PGR vê indícios de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro. Além dos cinco inquéritos abertos por ordem de Janot, o senador mineiro responde a mais um derivado da operação Lava Jato. Nesse, é é investigado por irregularidades em Furnas, estatal do setor elétrico que faz parte do sistema Eletrobras.
  11. Aécio, Serra e mais 12 nomes do PSDB serão investigados pela PGR Relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin autoriza abertura de inquérito contra políticos veteranos e expoentes do partido Entre os 108 alvos com foro privilegiado que serão investigados pela Procuradoria-Geral da República no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), pelo menos 14 citados são do PSDB – alguns deles, como os senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP), pertencem ao alto escalão do partido, os chamados “tucanos do bico vermelho”. As informações são do blog do jornalista Fausto Macedo, do jornal O Estado de S. Paulo. Aécio é o atual presidente nacional da sigla e um dos pré-candidatos do PSDB à Presidência da República em 2018. O senador mineiro é o político com o maior número de inquéritos que serão abertos contra si: cinco – mesmo número do peemedebista Romero Jucá (RR). Serra é outro presidenciável do PSDB e até há pouco tempo ocupava o cargo de ministro das Relações Exteriores do governo Temer. O atual ministro da pasta Aloysio Nunes Ferreira também aparece na lista de investigados nos 83 inquéritos abertos com autorização do ministro do STF Edson Fachin. Aloysio foi candidato a vice-presidente na chapa com Aécio que foi derrotada nas eleições de 2014. Personagens do impeachment estão na lista Há ainda senadores com papel de destaque no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, no ano passado: o mineiro Antônio Anastasia, que foi relator da comissão do impeachment e apresentou relatório favorável à cassação do mandato da petista; o paraibano Cássio Cunha Lima e o capixaba Ricardo Ferraço. Consta ainda o nome do catarinense Dalírio José Beber. Da Câmara Federal, aparecem os tucanos Jutahy Júnior (BA) , Yeda Crusius (RS), João Paulo Papa (SP) e Betinho Gomes (PE). Deverão responder a processo na Corte Federal também alguns nomes expoentes do partido, como o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PE), e o prefeito de Blumenau (SC), Napoleão Bernardes. A abertura dos inquéritos se baseia nas delações de executivos e ex-executivos do grupo Odebrecht, que foram homologadas em fevereiro pela presidente do STF, Carmen Lúcia. Alckmin usou cunhado para pegar R$ 10,3 mi do setor de propinas da Odebrecht, dizem delatores Valores repassados ao Governador de São Paulo, por meio de Adhemar César Ribeiro, teriam sido destinados às campanhas do tucano em 2010 e 2014; http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/alckmin-usou-o-cunhado-para-pegar-r-103-mi-do-setor-de-propinas-da-odebrecht/
  12. Planalto vai pagar rádios e TVs para falar bem da reforma da Previdência A ofensiva do governo federal para atrair apoio à reforma da Previdência passa agora pela distribuição das verbas federais de publicidade, principalmente em rádios e TVs. A estratégia do Palácio do Planalto para afastar as resistências à reforma é fazer com que locutores e apresentadores populares, especialmente no Nordeste, expliquem as mudanças sob um ponto de vista positivo. Os veículos de comunicação que aderirem à campanha terão direito à publicidade federal. Com esse roteiro, o Planalto mostra que, além da concessão de cargos e emendas, a propaganda também virou moeda de troca em busca da aprovação da reforma da Previdência. O Orçamento prevê R$ 180 milhões para toda a publicidade do governo em rádio, TV, jornais e internet, sem incluir as campanhas de utilidade pública. Os responsáveis pela indicação da mídia que receberá a verba são justamente deputados e senadores. De olho na eleição de 2018, os parlamentares sabem que, ao conseguir esses recursos, ganham espaço para aparecer. O combinado é que, com o agrado do governo, votem a favor de mudanças na aposentadoria. O plano para conquistar emissoras de grande audiência, na tentativa de virar o jogo, foi definido pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco. Nas palavras de um auxiliar do presidente Michel Temer, a tática “mata dois coelhos com uma só cajadada”. Coube ao líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), receber os pedidos dos parlamentares. Fachin manda investigar 9 ministros de Temer, 29 senadores e 42 deputados Três governadores também estão na lista, segundo blog do jornalista Fausto Macedo. Ministro relator no STF derruba sigilo sobre as delações da Odebrecht O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito contra nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, entre eles os presidentes das duas Casas, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (PMDB-CE). A informação é do blog do jornalista Fausto Macedo, do jornal O Estadão de S. Paulo, que teve acesso com exclusividade às 83 decisões do magistrado do STF. A lista de investigados Ministros de Estado Eliseu Lemos Padilha (PMDB-RS), Casa Civil Gilberto Kassab (PSD-SP), Ciência e Tecnologia Wellington Moreira Franco (PMDB), Secretaria-Geral da Presidência da República Roberto Freire (PPS), Cultura Bruno Cavalcanti de Araújo (PSDB-PE), Cidades Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), Relações Exteriores Marcos Antônio Pereira (PRB), Indústria, Comércio Exterior e Serviços Blairo Borges Maggi (PP), Agricultura, Pecuária e Abastecimento Helder Barbalho (PMDB), Integração Nacional Senadores Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado Romero Jucá Filho (PMDB-RR) Aécio Neves da Cunha (PSDB-MG) Renan Calheiros (PMDB-AL) Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) Paulo Rocha (PT-PA) Humberto Sérgio Costa Lima (PT-PE) Edison Lobão (PMDB-PA) Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) Jorge Viana (PT-AC) Lidice da Mata (PSB-BA) José Agripino Maia (DEM-RN) Marta Suplicy (PMDB-SP) Ciro Nogueira (PP-PI) Dalírio José Beber (PSDB-SC) Ivo Cassol (PT-AC) Lindbergh Farias (PT-RJ) Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) Kátia Regina de Abreu (PMDB-TO) Fernando Afonso Collor de Mello (PTC-AL) José Serra (PSDB-SP) Eduardo Braga (PMDB-AM) Omar Aziz (PSD-AM) Valdir Raupp (PMDB-RR) Eduardo Amorim (PSDB-SE) Maria do Carmo Alves (DEM-SE) Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) Ricardo Ferraço (PSDB-ES) Antônio Anastasia (PSDB-MG) Deputados federais Rodrigo Maia (DEM-RM), presidente da Câmara Paulinho da Força (SD-SP) Marco Maia (PT-RS) Carlos Zarattini (PT-SP) João Carlos Bacelar (PR-BA) Milton Monti (PR-SP) José Carlos Aleluia (DEM-BA) Daniel Almeida (PCdoB-BA) Mário Negromonte Jr. (PP-BA) Nelson Pellegrino (PT-BA) Jutahy Júnior (PSDB-BA) Maria do Rosário (PT-RS) Felipe Maia (DEM-RN) Ônix Lorenzoni (DEM-RS) Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB-PE) Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT-SP) Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) Yeda Crusius (PSDB-RS) Paulo Henrique Lustosa (PP-CE) José Reinaldo (PSB-MA), por fatos de quando era governador do Maranhão João Paulo Papa (PSDB-SP) Vander Loubet (PT-MS) Rodrigo Garcia (DEM-SP) Cacá Leão (PP-BA) Celso Russomano (PRB-SP) Dimas Fabiano Toledo (PP-MG) Pedro Paulo (PMDB-RJ) Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA) Paes Landim (PTB-PI) Daniel Vilela (PMDB-GO) Alfredo Nascimento (PR-AM) Zeca Dirceu (PT-PR) Betinho Gomes (PSDB-PE) Zeca do PT (PT-MS) Vicente Cândido (PT-SP) Júlio Lopes (PP-RJ) Fábio Faria (PSD-RN) Heráclito Fortes (PSB-PI) Beto Mansur (PRB-SP) Antônio Brito (PSD-BA) Décio Lima (PT-SC) Arlindo Chinaglia (PT-SP) Governadores Renan Filho (PMDB), governador de Alagoas Robinson Faria (PSD), governador do Rio Grande do Norte Tião Viana (PT), governador do Acre Outros Ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo Filho Prefeita Municipal de Mossoró/RN Rosalba Ciarlini (PP), ex-governadora do Estado Valdemar da Costa Neto (PR) Luís Alberto Maguito Vilela, ex-Senador da República e Prefeito Municipal de Aparecida de Goiânia entre os anos de 2012 e 2014 Edvaldo Pereira de Brito, então candidato ao cargo de senador pela Bahia nas eleições 2010 Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais/Codemig Cândido Vaccarezza (ex-deputado federal PT) Guido Mantega (ex-ministro) César Maia (DEM), vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal Paulo Bernardo da Silva, ex-ministro de Estado Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro José Dirceu, ex-ministro de Estado Deputada Estadual em Santa Catarina Ana Paula Lima (PT-SC) Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Marta Suplicy Napoleão Bernardes, prefeito de Blumenau (PSDB-SC) João Carlos Gonçalves Ribeiro, que então era secretário de Planejamento do Estado de Rondônia Ulisses César Martins de Sousa, à época Procurador-Geral do Estado do Maranhão Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, então candidato a vice-governador de Roraima, filho de Romer Jucá Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio Eron Bezerra, marido da senadora Vanessa Grazziotin Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu, em nome de quem teria recebido os recursos – a38 Humberto Kasper Marco Arildo Prates da Cunha Vado da Famárcia, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho José Feliciano
  13. Janot pede ao STF que Rossoni vire réu sob a acusação de proteger Richa PGR afirma que o atual secretário da Casa Civil satisfez “interesse pessoal” na tentativa de barrar ação penal contra um correligionário, no caso, o governador Beto Richa (PSDB) O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que abra inquérito contra o secretário de Estado da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB). Segundo ele, o tucano cometeu o crime de prevaricação ao deixar engavetado por três anos na Assembleia Legislativa do Paraná, quando era presidente da Casa, um pedido de autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para julgar o governador Beto Richa (PSDB). Janot afirma que Rossoni satisfez “interesse pessoal” na tentativa de barrar ação penal contra um correligionário. Richa é alvo da Ação Penal 687, que tramita no STJ desde que ele se elegeu governador. Em junho de 2009, o Ministério Público Federal (MPF) ofereceu ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) uma denúncia contra ele por suposta irregularidade praticada entre 2006 e 2008, quando foi prefeito de Curitiba. Richa teria empregado R$ 100 mil de recursos públicos do Fundo Nacional de Saúde em desacordo com os planos a que o dinheiro se destinava. Como a Constituição do Paraná exige uma licença prévia da Assembleia para processar e julgar o governador, em novembro de 2011 o STJ expediu ofício para o Legislativo paranaense solicitando a autorização para julgar Richa. Um ano depois, diante da falta de resposta, o pedido foi reiterado pelo relator do caso, ministro Herman Benjamin. Passados mais dois anos, em outubro de 2014, o então deputado federal Dr. Rosinha (PT) denunciou o caso ao Ministério Público do Paraná (MP-PR). Dez dias depois, finalmente Rossoni determinou que o pedido do STJ fosse encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia, para posterior votação em plenário. Na visão de Janot, a atitude de Rossoni caracteriza o delito de prevaricação − retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal −, estabelecido pelo Código Penal no rol de crimes contra a administração pública. A pena prevista para esses casos é detenção de três meses a um ano e multa. “Procurando satisfazer interesse pessoal, a saber, obstar o prosseguimento da ação penal movida contra o seu correligionário, Valdir Rossoni retardou a prática de ato de ofício: o encaminhamento da solicitação à Comissão de Constituição e Justiça para emissão de parecer e deliberação”, afirma Janot, no pedido encaminhado ao Supremo na semana passada. A relatora do caso no STF – foro competente para julgar Rossoni, que é deputado federal licenciado – é a ministra Rosa Weber. Assembleia negou autorização ao STJ quatro anos depois do pedido inicial No dia 18 de novembro de 2014, a CCJ da Assembleia negou o pedido do STJ para julgar Beto Richa. Elaborado pelo então líder do governo e hoje presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), o parecer foi aprovado em plenário, no dia seguinte, por 40 votos a favor e 5 votos contrários da bancada do PT. Todas essas votações ocorreram a portas fechadas, sob a justificativa que o processo contra Richa tramitava em segredo de Justiça. Comissionados de filho de Beto Richa oneram prefeitura em R$ 1 milhão por ano A gestão de Marcello Richa na Secretaria de Esportes de Curitiba inchou a folha de pagamento de comissionados em R$ 1 milhão ao ano. Os dados são públicos e estão disponíveis no Portal da Transparência da prefeitura de Curitiba. Filho do governador Beto Richa, Marcello ocupa o posto de secretário pela segunda vez – já esteve lá na gestão de Luciano Ducci e agora voltou com Rafael Greca. Sabe-se que ele pretende disputar uma vaga de deputado estadual no ano que vem. Até o final do ano passado, a secretaria tinha 13 comissionados, o que custava ao município um total mensal de R$ 96.507,56. Desde a posse do herdeiro, o total mensal passou para R$ 179.987,56. Isso porque Marcello Richa contratou nada menos do que 23 cargos em comissão. Por mês, isso significa R$ 83.480,04 fluindo do erário para as contas dos indicados políticos do pré-candidato. Multiplicando por 12 meses, são R$ 1,001 milhão.
  14. Tabela do Brasileirão 2017 é feita para o Flamengo ser campeão, acusa especialista O engenheiro Horácio Nelson Wendel se dedica a encontrar erros e virtudes nas tabelas de campeonatos. Já fez várias sugestões de melhorias para diversos torneios. Foi um dos mentores das primeiras configurações do Brasileirão por pontos corridos, em 2003. Tentou como pôde alertar a turma da Primeira Liga para os equívocos deste ano. Já infernizou a Federação Paranaense de Futebol para ajustar falhas grostescas… Mas desta vez, o catarinense Wendel ficou espantado. “A tabela do Brasileirão 2017 é toda feita para o Flamengo ser campeão. Um absurdo”, avisa ele. O engenheiro não se conforma com a falta de critérios da CBF para confeccionar a ordem dos jogos. “A tabela da Serie A 2017 tem parcialidade clubística flagrante, tem todos os ingredientes para um desinteresse técnico e comercial da competição”, avisa, indicando 73 erros no total. TABELA: veja a tabela completa do Brasileiro 2017 Veja os erros achados por ele 1) Na parcialidade clubística, o Flamengo joga cinco vezes seguidas na cidade do Rio de Janeiro nas rodadas 21-22-23-24-25, proteção recorde “Onde estará o Flamengo em transmissão para o Rio em TV aberta durante 32 dias?”, questiona. 2) O Flamengo jogará três vezes seguidas no Rio nas rodadas 7-8-9 e mais três vezes seguidas no Rio nas rodadas 11-12-13. “Dá para acreditar que o Flamengo receberá um embalo de 6 jogos em casa e somente um jogo fora de casa, no início da competição, entre as rodadas 7 e 13? 3) O Flamengo fará 11 jogos em casa e 1 jogo fora de casa, em 2 períodos seguidos, de 12 rodadas. “Não há duvida nenhuma que a tabela foi feita, direcionada para o Flamengo ser campeão”, acusa. Questões comerciais, claro, atormentam Horácio Nelson Wendel, pois ele oferece suas tabelas para os torneios. Diz inclusive que passou estes dados para Mario Celso Petraglia, do Atlético, e outros cartolas. Neste ponto, Wendel vê aberrações envolvendo o Corinthians, também com alguns benefícios. 1) O Corintians joga 4 vezes seguidas em São Paulo nas rodadas 11-12-13-14 2) No returno, o Corintians joga quatro vezes em São Paulo e uma vez fora de casa contra o Santos, entre as rodadas 21 e 25, o segundo clube mais beneficiado na tabela. “Onde estará o Corintians em transmissão para São Paulo em TV aberta, que não sai do estado de São Paulo durante 34 dias?”, reforça. Também acha que a CBF desprezou princípios elementares, como critérios técnicos. “Nas 10 primeiras rodadas, os 10 melhores clubes de 2016 jogam contra os seis piores e os quatro vindos da Série B. Nas nove últimas rodadas, os 10 melhores jogam entre si, e os 10 piores jogam entre si”, levanta. Veja outros apontamentos O Fluminense joga 3 vezes seguidas no Rio de Janeiro nas rodadas 3-4-5 O Fluminense joga 3 vezes seguidas no Rio De Janeiro nas rodadas 27-28-29 O Atlético joga 3 vezes seguidas em Curitiba nas rodadas 2-3-4 O Bahia joga 3 vezes seguidas em Salvador nas rodadas 10-11-12 O Vasco joga 3 vezes seguidas no Rio de Janeiro nas rodadas 8-9-10 O Vasco joga 3 vezes seguidas no Rio de Janeiro nas rodadas 30-31-32 O Botafogo joga 3 vezes seguidas no Rio de Janeiro nas rodadas 12-13-14 O Botafogo joga 3 vezes seguidas no Rio de Janeiro nas rodadas 26-27-28 O Cruzeiro joga 3 vezes seguidas em Belo Horizonte nas rodadas 10-11-12 O Coritiba joga 3 vezes seguidas em Curitiba nas rodadas 21-22-23 O Atlético-MG joga 3 vezes seguidas em Belo horizonte nas rodadas 29-30-31 O Vitória joga 3 vezes seguidas em Salvador, nas rodadas 29-30-31