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Peidãø Neck

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  1. Deixo aqui a trilha de um dos filmes mais assustadores de todos os tempos, um trabalho magnífico do Morricone:
  2. Adeus a Ennio Morricone, gênio da música de cinema Ennio Morricone morreu aos 91 anos. Ele teve uma carreira de quase 70 anos como instrumentista e 60 anos como compositor de trilhas sonoras para cinema, TV e rádio. Nesse tempo, trabalhou em mais de 500 filmes para diretores prestigiados como Pier Paolo Pasolini, Irmãos Taviani, Terence Malick, Bernardo Bertolucci, Roland Joffé, John Carpenter, William Friedkin, Brian De Palma e, mais recentemente, Quentin Tarantino ("Os Oito Odiados"). Mas Morricone será lembrado para sempre pela música sublime que criou para três faroestes, dirigidos nos anos 1960 por um cineasta ainda prestes a se tornar famoso: Sergio Leone. Os filmes eram "Por Um Punhado de Dólares" (1964), "Por Uns Dólares a Mais" (1965) e "Três Homens em Conflito" (1966). A música desses filmes não era um complemento à narrativa. Ela era a narrativa. Seca, minimalista e surpreendente, a música complementava com maestria a beleza árida das imagens de Leone e fazia os filmes parecerem muito mais épicos e sofisticados do que eram na realidade. Das três, a trilha de "Três Homens em Conflito" tornou-se a mais famosa. Tão pop, na verdade, que um trecho dela, "O Delírio do Ouro" ("L'estasi dell'oro") acabou sendo usada por bandas de rock como Metallica e Ramones em seus shows (os Ramones usavam também outro trecho da trilha como introdução de seus concertos). Dois anos depois, já com mais grana e condições, Leone filmou sua obra-prima, "Era Uma Vez no Oeste", que também contou com uma trilha sonora memorável de Morricone. O filme tornou Morricone uma estrela no mundo todo, e ele começou a receber convites de diretores e europeus e norte-americanos. Hollywood bateu à sua porta, e logo o compositor estava trabalhando em dez ou quinze trilhas ao mesmo tempo. Mas a fama e o dinheiro não mudaram seu jeito de ser: Morricone nunca abandonou Roma, nunca aprendeu a falar inglês e, acredite, só foi conhecer os Estados Unidos em 2007. Trabalhava, obsessivamente, em sua mansão em Roma, onde mantinha um estúdio de gravação. Quem quisesse trabalhar com ele, que o procurasse em casa. Nesses 60 anos, Ennio Morricone vendeu cerca de 70 milhões de discos de suas trilhas sonoras. Foi, certamente, o mais pop dos compositores de cinema. E um dos mais importantes.
  3. Morre o ator Leonardo Villar, que protagonizou o clássico “O Pagador de Promessas” Leonardo Villar faleceu na tarde da última sexta-feira, aos 96 anos, vítima de problemas cardíacos Na tarde da última sexta-feira (3), o Brasil perdeu um dos seus atores importantes: Leonardo Villar, que faleceu aos 96 anos vítima de problemas cardíacos. A informação é da revista Fórum. O ator natural de Piracicaba não conseguiu destaques em novelas, apesar de ter participado de produções como “A Cor da Sua Pele”, “Estúpido Cupido” e “Barriga de Aluguel”. Foi através do teatro e do cinema que suas performances ficaram conhecidas, acrescenta a reportagem. Nos cinemas, Villar tem dois personagens que fizeram história: Lampião no filme de Carlos Coimbra, “Lampião, o Rei do Cangaço”, e Zé do Burro, em “O Pagador de Promessas”. Na obra “O Pagador de Promessas”, a mais importante de toda a sua carreira, é a única produção nacional a vencer a Palma de Ouro, principal prêmio entregue no Festival de Cinema de Cannes, o mais prestigiado da Europa.
  4. Bonificação para militares custará R$ 26,5 bilhões em 5 anos Em meio a crise econômica, afago do governo para as Forças Armadas terá preço alto O reajuste de até 73% na bonificação salarial concedida aos militares das Forças Armadas que fazem cursos ao longo da carreira custará R$ 26,54 bilhões em cincos anos. Chamado de "adicional de habilitação", o "penduricalho" será incorporado na folha de pagamento de julho dos militares, com impacto de R$ 1,3 bilhão neste ano, em plena pandemia do novo coronavírus, de acordo com nota técnica do Ministério da Economia e dados do Ministério da Defesa, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Na prática, o gasto anual com o pagamento dessa bonificação no soldo dos militares crescerá ano a ano, como antecipou o Estadão, e em 2024 já estará em R$ 8,14 bilhões. O reajuste do adicional foi aprovado com a reforma da Previdência dos militares, no fim do ano passado. Os críticos argumentam que o benefício deveria ter sido suspenso até dezembro de 2021, junto com o congelamento dos reajustes salariais dos servidores civis, aprovado pelo Congresso com o socorro de R$ 120 bilhões aos Estados e municípios. A ideia do congelamento - uma contrapartida do setor público aos cortes salariais no setor privado - foi do ministro da Economia, Paulo Guedes. Quase 12 milhões de trabalhadores da iniciativa privada foram atingidos durante a pandemia com a tesourada nos salários e suspensão de contratos. Os ministros militares do governo Jair Bolsonaro, porém, trataram de negociar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a "blindagem" das Forças Armadas. Desde o início do governo, Bolsonaro tem protegido as carreiras militares. O bônus será concedido no momento em que Bolsonaro enfrenta uma sucessão de crises e busca ampliar sua base de apoio, composta por militares, policiais, evangélicos, ruralistas e, agora, políticos do Centrão. Ocorre também em um cenário de dificuldades do governo para prorrogar o auxílio emergencial de R$ 600 à população mais afetada pelos efeitos da pandemia da covid-19 na economia. A área econômica anunciou ontem a extensão do benefício por dois meses, mas o repasse deverá ser feito em várias etapas. Os militares se converteram numa espécie de esteio de Bolsonaro, que tem o mandato ameaçado por denúncias de crime de responsabilidade apresentadas no Congresso, um inquérito por acusação de interferência na Polícia Federal tramitando no Supremo Tribunal Federal, além do julgamento de ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Oficiais das Forças Armadas comandam 10 dos 23 ministérios e são maioria no Palácio do Planalto, de onde atuam, nos bastidores, na articulação com o Legislativo e o Judiciário, além dos órgãos de controle. Hoje, os maiores salários brutos entre os 381 mil militares em geral são do general Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e do almirante Bento Albuquerque (Minas e Energia). Em março, último pagamento publicado pelo governo, eles receberam, respectivamente, R$ 51.026,06 e R$ 50.756,51, conforme o Portal da Transparência. Os valores, no entanto, caem na regra do abate-teto, pela qual ninguém pode ganhar mais do que um ministro do Supremo, que recebe R$ 39,2 mil. Mudança Lotado no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o major-brigadeiro Ary Soares Mesquita, secretário de Assuntos de Defesa e Segurança Nacional, ganha o terceiro maior salário do setor militar. Ele tem vencimento bruto de R$ 40.992,66. Os generais da ativa e da reserva do governo também serão beneficiados com o reajuste no penduricalho, mas o valor deve ser "engolido" pelo abate-teto. A situação pode mudar em breve. Em abril, a Advocacia-Geral da União (AGU) emitiu parecer no qual considera que, para os militares, a regra do abate-teto incidirá sobre cada um dos vencimentos acumulados, e não mais sobre o somatório deles. Ou seja, se um militar recebe R$ 20 mil das Forças Armadas e R$ 39,2 mil do Executivo, ele poderá embolsar R$ 59,2 mil por mês, uma vez que cada uma das rendas não ultrapassa o teto. A manobra, revelada pela revista Época, não é aplicada por enquanto em razão da pandemia. De acordo com nota técnica do Ministério da Economia, as alterações promovidas no "adicional de habilitação" dos militares terão impacto de R$ 1,3 bilhão até o fim do ano. O dinheiro foi preservado em reserva específica do Orçamento. Além de subir a despesa por causa desse adicional, o governo já tinha gasto R$ 441 milhões a mais por causa das mudanças na reforma dos militares. O motivo apontado foi o de que dobrou a ajuda de custo na passagem do militar para a inatividade. Mais benesses O "adicional de habilitação" foi criado ainda na gestão de Fernando Henrique Cardoso e é dado para quem fez cursos ao longo da carreira. O valor era o mesmo desde 2001. No ano passado, Bolsonaro autorizou o reajuste para até 73% sobre o soldo, em quatro etapas. Na primeira delas, o penduricalho para quem fez "curso de altos estudos", por exemplo, subirá a partir de julho de 30% para até 42% sobre o valor da remuneração. O aumento vale para militares da ativa e da reserva, que pressionaram para receber. Um outro adicional criado por Bolsonaro, o de disponibilidade militar, tem impacto previsto de R$ 2,7 bilhões por ano. Esse penduricalho não existia antes e engorda o salário em até 41%. Na outra ponta, a ajuda de custo na passagem para a reserva dobrou, quando havia sido projetada para atingir cerca R$ 300 milhões anuais, abaixo dos R$ 441 milhões já registrados em 2020, conforme o documento do Ministério da Economia. A mesma lei que reajustou o "adicional de habilitação" abriu a possibilidade de contratação de militares inativos para exercerem tarefas em outros órgãos da administração pública, com um adicional de 30% da remuneração na aposentadoria. A medida tem sido criticada por facilitar a chamada militarização do serviço público na gestão Bolsonaro. O governo não informa quantos militares da reserva ocupam cargos civis no governo. O Estadão mostrou que militares da ativa no Executivo já são 2,9 mil. Antes do envio da reforma da Previdência, o ministro da Economia, Paulo Guedes, aceitou que os militares ficassem de fora da proposta. Um projeto de reforma foi enviado depois, com aumento de despesas por causa da reestruturação das carreiras, o que acabou consumido boa parte da economia com o aumento da contribuição para a aposentadoria. Salles nomeia executivo sem experiência ambiental para Ibama Formado em administração de empresas, Glauco José Côrte Filho nunca atuou em um cargo da área BRASÍLIA - Por indicação política, com o propósito de atender a pleitos de partidos do Centrão, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, colocou um executivo à frente da superintendência do Ibama em Santa Catarina, sem qualquer ligação ou experiência profissional direta com o setor ambiental. https://www.terra.com.br/noticias/ciencia/sustentabilidade/salles-nomeia-executivo-sem-experiencia-ambiental-para-ibama,5bf772ece0474c9d4f9032d3184aab40iz4ulrgr.html
  5. Economistas criticam Bolsonaro e citam atuação imperdoável Posição do presidente em defender a reabertura do comércio e a extinção de medidas restritivas não foram bem vistas Economistas que participaram na segunda-feira, 29, do painel sobre futuro da economia no Brazil Forum UK 2020 afirmaram que, neste momento, não dá para escolher entre economia e saúde. Segundo eles, a atuação do presidente Jair Bolsonaro, ao defender a reabertura do comércio e a extinção de medidas restritivas para possibilitar a retomada da economia, é "imperdoável". Na visão do economista e professor do King's College London Alfredo Saad-Filho, as "raízes" do impacto da pandemia no País têm relação com a desigualdade brasileira e com "o descaso deliberado do governo" ao lidar com a questão. Saad-Filho cita "a tentativa deliberada de se manter a atividade econômica a partir de um ponto de vista de que, para se manter o nível da renda, valeria a pena sacrificar vidas". Com um ministro interino na Saúde, o Brasil somava, até às 19h30 desta segunda, 57.658 mortes por covid-19, conforme Consórcio de imprensa. Segundo Saad-Filho, o governo brasileiro abriu mão de suas responsabilidades com a população. "A psicopatia impede os níveis mais altos de governo de olhar para o outro, de cuidar do seu, de tratar da população. Estamos lidando com um desastre que poderia ter sido evitado. Isso, ao meu ver, é imperdoável." Zeina Latif, colunista do Estadão e ex-economista chefe da XP, avalia que "faltou articulação (do governo) com os Estados" no enfrentamento à pandemia. Citando um cenário em que nenhuma medida tivesse sido tomada, Zeina afirma que "a contaminação seria muito rápida", com consequências duras. "Isso poderia gerar crise social, distúrbios, e de qualquer forma ia acabar impactando a economia pelas mortes, pela mão de obra que você perde, pelo caos social, pelo medo das pessoas". Segundo ela, é importante ter em vista este cenário extremo, senão podemos acabar "confundindo a análise, achando que o isolamento causa a crise, e não exatamente a doença". Para infectologista da SBI, 'o que melhora a economia é o controle do vírus' Especialista acredita que decisão de abertura no DF mostra que cientistas já perderam a guerra contra a covid-19 "Estamos vivendo uma tragédia incompreensível", afirmou o médico infectologista José David Urbaéz, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) em Brasília, ao comentar a decisão do governo do Distrito Federal (DF) de retomada das atividades normais nos próximos dias. "É um absurdo, o que está acontecendo. Estamos vivendo numa realidade paralela, que não se pode entender. Não existe essa dicotomia entre economia e saúde", afirmou o médico. "Isso é falso", declarou. Para o infectologista, o País está vivendo "uma tragédia" que já tem 60 mil mortes, mais do que a perda de vidas dos EUA na guerra do Vietnã, que contou 58 mil mortes, lembrou. "Observe as ações políticas não estão alinhadas com as evidências científicas", argumentou Urbaéz. Ele afirmou ainda que no caso do novo coronavírus "a única forma" de prevenção e de redução de mortes "é a manutenção as pessoas em casa" para que aquelas que eventualmente estão contaminadas não transmitam a doença. "E garantindo para as pessoas com maior vulnerabilidade apoio financeiro", argumentou. Pessimista em relação à evolução da pandemia no País, Urbaéz acredita que a reabertura de atividades na sociedade vai levar ao um agravamento da doença. "Os especialistas que conhecem medicina e trabalham com a ciência têm alertado para o agravamento do quadro e mostrado que qualquer abertura somente poderia ser feita depois de haver uma queda sustentável nos casos e nas mortes", asseverou o médico. "O que melhora a economia é o controle do vírus", protestou. Para ele, a estratégia deveria seguir a compreensão de manter 75% da população, pelo menos, em casa e, com isso, permitir que o vírus fosse extinto nas pessoas em isolamento. "O vírus se alimenta de circulação das pessoas", insistiu o infectologista, destacando que "qualquer pessoa séria sabe disso". Ele criticou ainda a decisão governista de apostar na liberação dos testes de sorologia. "Isso não serve para diagnóstico", explicou. Ele disse que o teste que funciona para diagnóstico da doença é o PCR, que detecta o vírus. "Testes de sorologia servem para outra coisa, para estudos de prevalência", criticou. "Mas do que adianta isso agora se não se sabe o que fazer com isso?", questionou. Segundo Urbaéz, é lamentável que o Brasil esteja fazendo também o desmonte dos programas de saúde da família, que já foram reconhecidos como medicina de ponta do País, usada no controle de epidemias. "Isso segue o que está ocorrendo também nos Estados Unidos" onde, segundo ele, há o esvaziamento do que já foi "uma catedral para nós". O médico se referia ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, em Atlanta, que reunia expertise em doenças como zika, H1N1, e outras. "O CDC foi desmontado". E finalizou: "Nós estamos fracassando", disse o cientista. "Perdemos a guerra contra o vírus", desabafou. Europa confirma que brasileiros serão barrados em reabertura União Europeia permitiu que cidadãos de 14 países realizem viagens não essenciais para o bloco; Uruguai é único país permitido na América do Sul https://www.terra.com.br/noticias/mundo/europa-confirma-que-brasileiros-serao-barrados-em-reabertura,8c2da033c460bdfc04fe52e3c20c7561dl1bwcjd.html
  6. Bolsonaro eleva 'penduricalhos' para atender militares Aumento de até R$ 1.600 nos vencimentos começa a partir de julho Com salários brutos que podem chegar aos R$ 50 mil, um grupo de militares terá a partir do mês que vem um aumento de até R$ 1.600 nos rendimentos. O reajuste ocorrerá em um dos penduricalhos que elevam o soldo e beneficiará, principalmente, o oficialato das Forças Armadas. A medida ocorre no momento em que a economia sofre com o impacto do novo coronavírus. Milhões de trabalhadores da iniciativa privada perdem empregos ou são atingidos por suspensão e corte de salários e o governo enfrenta dificuldades para manter um auxílio emergencial de R$ 600 aos informais. Ao mesmo tempo, o presidente Jair Bolsonaro está envolto em crises e busca reforçar sua base de apoio, composta por militares, policiais, evangélicos, ruralistas e, agora, políticos do Centrão. Chamada de "adicional de habilitação", a benesse foi criada ainda na gestão de Fernando Henrique Cardoso e é dada para quem fez cursos ao longo da carreira. O valor era o mesmo desde 2001. No ano passado, Bolsonaro autorizou o reajuste para até 73% sobre o soldo, em quatro etapas. Na primeira delas, o penduricalho para quem fez "curso de altos estudos", por exemplo, subirá a partir de julho de 30% para até 42% sobre o valor do soldo. O aumento vale para militares da ativa e da reserva. Com isso, um general de quatro estrelas, topo hierárquico das três Forças, passará a somar R$ 5.600 por mês ao soldo de R$ 13.400. Até então, o adicional era de cerca de R$ 4.000 mensais. Eles ainda acumulam outros adicionais que elevam o salário para, pelo menos, R$ 29.700 - a remuneração pode subir, a depender da formação, permanência em serviço, atividades e local de trabalho. Atualmente, recebem o adicional basicamente oficiais e, no caso do Exército, alguns praças. Militares de baixa patente da Aeronáutica e da Marinha também pressionam para receber. Questionado pelo Estadão, o Ministério da Defesa não informou quantos militares recebem o benefício e qual será o impacto total na folha de pagamento da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Os penduricalhos acabam camuflando reajustes salariais, vetados pelo governo por causa da crise econômica. Desde que assumiu, em janeiro de 2019, Bolsonaro já fez outros agrados aos militares. Empregou 2.900 no seu governo e promoveu uma reforma previdenciária mais amena. 'Ajuda de custo' Com a passagem para a reserva a partir de 2020, eles ainda fazem jus a outro benefício ampliado na reforma, a chamada "ajuda de custo" na passagem para a inatividade. O pagamento dobrou e passou a ser oito vezes a remuneração - o almirante Bento Albuquerque, ministro das Minas e Energia, teve direito a cerca de R$ 300 mil de uma só vez em maio. Hoje, os maiores salários brutos entre os 381 mil militares em geral são do general Luiz Eduardo Ramos (ministro-chefe da Secretaria de Governo) e de Bento Albuquerque. Em março, pagamento mais recente publicado pelo governo, eles receberam, respectivamente, R$ 51.026,06 e R$ 50.756,51, conforme o Portal da Transparência. Os valores, contudo, caíram para R$ 24.861,18 e R$ 28.140,46, pela regra do abate-teto. O redutor é aplicado porque servidores não podem acumular vencimentos além de R$ 39,2 mil, valor do salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O que pode mudar em breve também por uma medida do governo Bolsonaro. Em abril, a Advocacia-Geral da União emitiu parecer no qual considera que, para os militares, a regra do abate-teto incidirá sobre cada um dos vencimentos que acumulam e não mais sobre a somatória deles. Ou seja, se um militar recebe R$ 20 mil das Forças e R$ 39,2 mil do Executivo, ele poderá embolsar R$ 59,2 mil por mês, uma vez que cada uma das rendas não ultrapassa o teto. A manobra, revelada pela revista Época, por enquanto, não é aplicada devido à pandemia. Oficiais das Forças Armadas comandam dez ministérios e são maioria no Palácio do Planalto, de onde atuam nos bastidores na articulação com o Legislativo e o Judiciário, além dos órgãos de controle. Os generais da ativa e da reserva no governo serão beneficiados com o reajuste no penduricalho, mas o valor deve ser engolido pelo abate-teto, pois também recebem parte do salário dos cargos civis que ocupam. O reajuste no penduricalho é o primeiro de uma série de quatro que ocorrerão até 2023. Terá direito não apenas quem fez o "curso de altos estudos". Também serão beneficiados, em menor porcentual, os militares que fizeram cursos de formação, especialização e aperfeiçoamento. O aumento é aguardado nos quartéis desde a aprovação da reforma da Previdência, no ano passado. A lei proposta pelo governo mudou o sistema de proteção social dos militares, mas veio acompanhada de uma reestruturação nas carreiras, com a criação de adicionais e reajuste de alguns já existentes. Somente os militares, carreira de origem do presidente, que é capitão, tiveram direito a aumentos durante as mudanças nas regras de aposentadoria. Em 2023, os militares poderão receber 73% a mais no soldo-base, conforme o escalonamento dos reajustes anuais que começa em 1.º de julho. Isso representa 43% a mais. O que diz a Defesa O Ministério da Defesa não respondeu qual será o impacto do aumento do adicional na remuneração nem quantos militares da ativa e da reserva terão direito a receber a mais. A pasta confirmou apenas que o pagamento será feito a partir de julho. Em vez de chamar de aumento, a Defesa dá ao reajuste o nome de "reescalonamento".
  7. Fabrício Queiroz, tesoureiro do clã Bolsonaro, negocia delação premiada A maior preocupação de Queiroz é com a família: sua mulher, Márcia Aguiar de Oliveira, que está foragida, e as filhas, Nathalia Mello e Evelyn Mello, todas investigadas no “esquema da rachadinha”. Ele também pede para cumprir prisão domiciliar, segundo a CNN Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, preso na semana passada, Fabrício Queiroz negocia um acordo de delação premiada com o Ministério Público do Rio de Janeiro, informa reportagem da CNN Brasil. De acordo com fontes envolvidas na investigação, a maior preocupação de Queiroz é com a família. Ele quer garantidas e proteções para a mulher, Márcia Aguiar de Oliveira, que está foragida, e para as filhas, Nathalia Mello e Evelyn Mello, todas investigadas no “esquema da rachadinha”. Ele também pede para cumprir prisão domiciliar. Queiroz está bastante preocupado que as filhas venham a ser presas e que Márcia seja localizada. "A negociação está arrastada porque os promotores querem garantias que o ex-assessor de Flávio Bolsonaro tem informações novas para apresentar e não apenas relatar fatos que a investigação já conseguiu remontar", informa ainda a reportagem.
  8. Acredito que sim, olha o que disse a advogada: Luciana Pires, advogada do senador, informou que vai pedir a anulação das decisões de Itabaiana. "A defesa agora buscará a nulidade de todas as decisões e provas relativas ao caso desde as primeiras investigações. A defesa sempre esteve muito confiante neste resultado por ter convicção de que o processo nunca deveria ter se iniciado em primeira instância e muito menos chegado até onde foi. Flávio Bolsonaro era deputado estadual na época e o juízo competente para julgar o caso seria o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio, como acaba de ser reconhecido", disse.
  9. Justiça do RJ acata recurso de Flávio Bolsonaro, e caso das 'rachadinhas' vai para 2ª instância Por 2 votos a 1, desembargadores deferiram habeas corpus que leva processo para Órgão Especial do TJ. Em outra votação, também por 2 a 1, foi decidido que continuam valendo decisões do juiz de 1ª instância, como a prisão de Queiroz; defesa de Flávio vai pedir nulidade. Isso significa a manutenção da prisão de Fabrício Queiroz, como também, o mandado de prisão contra a sua mulher, Márcia, que está foragida. Os dois são suspeitos de participação no esquema das "rachadinhas" no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro. Apesar da validade mantida, o Órgão Especial do TJ, que assumirá o caso, pode rever as decisões. Luciana Pires, advogada do senador, informou que vai pedir a anulação das decisões de Itabaiana. https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/06/25/desembargadores-julgam-recurso-de-flavio-bolsonaro-no-inquerito-das-rachadinhas.ghtml
  10. Brasil deve passar de 166 mil mortes por covid-19 em outubro América Latina pode chegar a quase 390 mil, tendo Brasil e México como responsáveis por dois terços delas O número de mortes por coronavírus na América Latina deve chegar a 388.300 em outubro, com Brasil e México sendo responsáveis por dois terços das mortes, conforme outros países da região limitem seus surtos, disseram pesquisadores nesta quarta-feira, 25. A região emergiu como um novo epicentro global para a pandemia em rápida expansão, conforme as mortes ultrapassaram 100.000 pessoas nesta semana e os casos triplicaram de 690.000 há um mês para 2 milhões. Altos níveis de pobreza e grandes setores informais --o que significa que muitos trabalhadores não podem ficar em quarentena-- combinaram-se com a superlotação nas cidades e cuidados de saúde públicos inadequados, particularmente em comunidades rurais isoladas, para atrapalhar a luta da América Latina para conter o contágio. O Brasil deve exceder 166.000 mortes e o México 88.000, de acordo com a previsão do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME) da Universidade de Washington. Os líderes do Brasil e do México estão sendo castigados por não levarem o vírus a sério o suficiente e pressionarem pela reabertura de suas economias antes que o vírus tivesse sido domado. "O Brasil está em um momento sombrio. A menos que e até que o governo tome medidas sustentadas e aplicadas para retardar a transmissão, o país continuará sua trágica trajetória ascendente de infecções e mortes", afirmou o diretor do IHME, dr. Christopher Murray. Ao mesmo tempo que o presidente Jair Bolsonaro continua minimizando a gravidade da crise da saúde, o Brasil atingiu nesta quarta-feira 1.188.631 casos confirmados e 53.830 mortes. Os pesquisadores do IHME alertaram que a perda de vidas poderia aumentar ainda mais do que a previsão já sombria se as diretrizes sobre o uso de máscaras e o distanciamento social forem relaxados. No pior cenário, o número de mortos pela Covid-19 pode chegar a 340.476 pessoas no Brasil e 151.433 no México, segundo o relatório. A previsão é que Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Guatemala e Peru tenham mais de 10.000 fatalidades. Em contraste, 15 países, incluindo Paraguai, Uruguai e Belize, devem registrar menos de 1.000 mortes cada. "Vários países latino-americanos estão enfrentando trajetórias explosivas, enquanto outros estão segurando as infecções efetivamente", disse Murray. A transmissão pode ser reduzida pela metade em comunidades onde as pessoas estão usando máscaras ao sair de casa, de acordo com o IHME. "O aumento de testes e o uso de máscaras são ferramentas importantes para reduzir o número dessa pandemia no México, além de manter distância saudável", disse o dr. Rafael Lozano, diretor de Sistemas de Saúde do IHME. Se o uso de máscaras subir para 95%, o Brasil poderá ver apenas 147.431 mortes e o número previsto de mortes no México poderá cair para 79.652, disseram os pesquisadores. Governo volta atrás e admite alta de casos da covid-19 Alta é verificada na semana epidemiológica 25, que se encerrou em 20 de junho, sobre a anterior Após afirmar que o Brasil parecia caminhar para uma "estabilização" de casos e óbitos da covid-19, o Ministério da Saúde reconheceu nesta quarta-feira, 24, que os números da pandemia seguem crescendo. "A gente tinha falado que parecia que a curva tenderia a certa estabilização, ou diminuição do número de casos. A gente vê que nesta semana tivemos aumento significativo de casos novos", disse o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia, em entrevista à imprensa. Na última quinta-feira, 18, o mesmo secretário havia dito que a curva de casos dava a "entender que estamos entrando em um platô, que a inclinação da curva se encaminha para uma estabilidade". https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/governo-volta-atras-e-admite-alta-de-casos-da-covid-19,b52a07605ae64d23f158e00a4189502ffy9d343z.html
  11. Receita vê irregularidades e multa empresários bolsonaristas Levantamento de jornal mostrou que grupo ligado ao governo deve aproximadamente R$ 650 milhões A Receita Federal viu manobras tributárias e multou um grupo de empresários ligados a Jair Bolsonaro. De acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo, a intenção deles era não realizar o pagamento integral de impostos. Segundo levantamento da publicação, oito empresários com relações com o atual governo federal devem cerca de R$ 650 milhões. O grupo questiona a cobrança da Receita Federal no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais). A PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional), que cobra pendências transitadas e registradas na dívida ativa da União, também tem registros. Os empresários Luciano Hang, Sallim Mattar, Rubens Menin, Flávio Rocha, Junior Durski, Edgard Corona e Sebatião Bonfim são os que travam batalha contra o fisco. O jornal paulista apurou que o Carf passou a ser mais amigável durante a gestão Bolsonaro após o governo deixar de ter o voto decisivo no desempate para autuações superiores a R$ 5 milhões. Antigamente esse voto era do representante do Ministério da Fazenda. PF quer saber se Queiroz teve acesso à investigação sigilosa Em agosto do ano passado, o então advogado de Queiroz, Paulo Klein, teria tido ciência do caso e pediu para acessar os autos A Polícia Federal solicitou à superintendência da corporação no Rio de Janeiro cópia de um inquérito sigiloso aberto no ano passado envolvendo o relatório do Coaf que identificou movimentações financeiras suspeitas do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz. A solicitação foi feita na última sexta, 19, pela delegada Christiane Correa Machado, que lidera as investigações sobre interferência política do presidente Jair Bolsonaro na corporação. Reportagem da Folha de S. Paulo mostrou que a PF Rio abriu inquérito no ano passado para apurar suposto crime de evasão de divisa praticados por um advogado no Rio Grande do Sul mencionado em um relatório do Coaf que também citava Queiroz. O ex-assessor não era investigado, mas transações financeiras dele teriam sido listadas no documento. Em agosto do ano passado, o então advogado de Queiroz, Paulo Klein, teria tido ciência do caso e pediu para acessar os autos. Como Queiroz não era investigado, o pedido foi negado pela Justiça. No mesmo mês, o presidente Jair Bolsonaro tentou trocar o comando da PF Rio e emplacar um nome de sua confiança. "Visando instruir os autos do Inquérito Policial nº 0004/2020-1 SINQ/CGRC/DICOR (4831 - STF), solicito a Vossa Excelência informações sobre existência de eventual inquérito instaurado na SR/PF/RJ (Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro), a partir do Relatório de Inteligência Financeira 34670.7.50.6762, esclarecendo se, nos respectivos autos, foram protocolados requerimentos de vistas de Fabrício de Queiroz. Caso positivo, solicito cópia desses documentos", pediu a delegada. A defesa de Moro apontou à PF que a petição de Klein no inquérito demonstra que Queiroz tinha ciência da existência do relatório do Coaf que o mencionava, e queria ter acesso ao documento sigiloso. A defesa também ressalta que, no mesmo período, o presidente Jair Bolsonaro tentava trocar o comando da PF Rio, que conduzia as investigações. "Essas razões endossam e reforçam a imprescindibilidade da disponibilização de cópia do procedimento investigatório n° 5011763-74.2019.4.02.5101 para que se possibilite analisar sua evolução processual e eventuais implicações pertinentes à questão criminal aqui apurada", afirmou o advogado Rodrigo Sánchez Rios. A defesa de Moro relembrou que as investigações em questão, sobre interferências políticas de Bolsonaro, se interligam ao caso devido à pressão exercida pelo presidente em agosto do ano passado para a troca do comando da PF Rio. Bolsonaro tentou emplacar um nome de sua confiança no mesmo mês que a investigação sigilosa que a defesa de Queiroz teve ciência de uma investigação relacionada a um relatório do Coaf que o citava. https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/pf-quer-saber-se-queiroz-teve-acesso-a-investigacao-sigilosa,cc01795a608fc26e458fb2d15f4b257ezgw7d6pu.html TCU: alteração na exoneração de Weintraub "confirma fraude" O subprocurador-geral do Tribunal de Contas da União (TCU) Lucas Furtado afirmou que a retificação da data de exoneração do ex-ministro Abraham Weintraub, nesta terça-feira, 23, confirma que houve fraude no processo. "Antes, era ilegal e parecia haver fraude. Agora, confirmou", disse Furtado ao Estadão/Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. O subprocurador requisitou ontem que a Corte de Contas avalie se houve participação do Itamaraty na ida de Weintraub para os Estados Unidos. https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/tcu-alteracao-na-exoneracao-de-weintraub-confirma-fraude,3ae7da54f904c0a60a060451c640d3f5mnc8spng.html
  12. Investidores ameaçam deixar Brasil por desmate da Amazônia Carta, de grupo formado por quase 30 instituições financeiras em todo o mundo que gerenciam mais de US$ 3,7 trilhões, foi entregue ao governo brasileiro, segundo publicou o jornal britânico Um grupo formado por quase 30 instituições financeiras em todo o mundo exige que o governo brasileiro freie o crescente desmatamento no País, segundo publicou nesta terça-feira, 23, o jornal britânico Financial Times. Para o grupo, a continuidade da prática criou "uma incerteza generalizada sobre as condições para investir ou fornecer serviços financeiros ao Brasil". A carta foi entregue ao governo brasileiro na terça-feira em meio às crescentes as preocupações de que os investidores possam começar a desinvestir da maior economia da América Latina se o governo de Jair Bolsonaro falhar em conter a destruição ambiental. "Como instituições financeiras, que têm o dever fiduciário de agir no melhor interesse de longo prazo de nossos beneficiários, reconhecemos o papel crucial que as florestas tropicais desempenham no combate às mudanças climáticas, protegendo a biodiversidade e assegurando serviços ecossistêmicos", afirmou a carta, assinada por 29 instituições financeiras que gerenciam mais de US$ 3,7 trilhões em ativos totais. Os signatários incluem o Legal & General Investment Management e a Sumitomo Mitsui Trust Asset Management. "Considerando o aumento das taxas de desmatamento no Brasil, estamos preocupados com o fato de as empresas expostas a desmatamento potencial em suas operações e cadeias de suprimentos no Brasil enfrentarem uma dificuldade crescente de acessar os mercados internacionais. Também é provável que os títulos soberanos brasileiros sejam considerados de alto risco se o desmatamento continuar", escreveram, conforme reproduziu o jornal. O FT salientou que o desmatamento na floresta amazônica aumentou no Brasil desde a eleição de Bolsonaro, apresentado como um ex-capitão do exército de direita, que apoia a abertura das terras protegidas à atividade comercial. Segundo a publicação, nos primeiros quatro meses deste ano, uma área com o dobro do tamanho da cidade de Nova York foi destruída com madeireiros ilegais e garimpeiros aproveitaram a diminuição da fiscalização durante a pandemia de coronavírus para derrubar florestas. A terra é geralmente convertida em pasto para criar gado, continua o diário. A reportagem enfatizou que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, também alimentou controvérsia quando foi filmado durante uma polêmica reunião ministerial que foi liberada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) dizendo que o governo deveria tirar proveito do foco da mídia na pandemia da covid-19 para "mudar e simplificar" as regras ambientais. "Queremos continuar investidos em empresas brasileiras, mas é preciso haver um uma regulação estável e previsível e arcabouço ambiental e políticas que estão alinhados com a sustentabilidade que trarão uma mudança de curso", disse Jan Erik Saugestad, executivo-chefe da Storebrand Asset Management, um grupo norueguês que tem US$ 80 bilhões sob sua gestão. "Eventualmente, se não virmos esse tipo de mudança, o risco de permanecer investido poderá chegar a um ponto em que não permaneceremos investidos", continuou. Frigoríficos Um gerente de portfólio de um grupo europeu de gerenciamento de ativos, que assinou a carta, disse: "Não é apenas uma ameaça. Consideraríamos desinvestir. Acreditamos que o Brasil pode enfrentar desafios econômicos estruturais se não ajustar seu curso de ação." Os investidores, continuou o FT, disseram estar particularmente preocupados com a indústria brasileira de frigoríficos, que corre o risco de ser excluída dos mercados internacionais por causa de seu suposto papel no desmatamento. A JBS do Brasil tem sido repetidamente acusada por ambientalistas de comprar vacas de terras desmatadas na Amazônia. No mês passado, mais de 40 empresas europeias, incluindo a maior rede de supermercados britânica Tesco e a varejista Marks and Spencer, alertaram que iriam boicotar produtos brasileiros se o governo não agir em relação ao desmatamento. "O maior medo é sempre que nossos ativos percam valor. Isso pode ser causado por empresas que perdem o acesso ao mercado, mas também devido a danos à reputação", afirmou o gerente de portfólio europeu. O FT lembrou que, no ano passado, o braço de administração de ativos da Nordea suspendeu as compras de títulos do governo brasileiro após incêndios na Amazônia causados por madeireiros e fazendeiros que limpavam terras desmatadas. Gabriella Dorlhiac, diretora executiva da Câmara de Comércio Internacional de São Paulo, disse que essas campanhas têm "um impacto muito real nas empresas daqui". "Não é apenas a perda de contratos. Veja o acordo comercial UE-Mercosul. Há uma ameaça de que algo que levou 20 anos para ser finalizado seja colocado em risco." O acordo comercial UE-Mercosul foi acordado pelos dois blocos no ano passado, mas fez pouco progresso em direção à ratificação. "O governo brasileiro deve tomar medidas para reverter urgentemente as taxas crescentes de desmatamento", disse Jonathan Toub, gerente de fundos de ações da Aviva Investors. "Em nossas carteiras de ações, tivemos um viés positivo para o Brasil no início do ano. No entanto, erros de política aumentaram nossas preocupações sobre as prioridades do governo. Reduzimos nossa exposição a ativos brasileiros nos últimos meses." Lobby das armas se reuniu 73 vezes no governo federal Lobistas e empresários de armas e munições têm presença assídua nos gabinetes do governo de Jair Bolsonaro. As pastas da Casa Civil, da Defesa, da Justiça e das Relações Exteriores abriram espaços em suas agendas oficiais, entre janeiro de 2019 a abril deste ano, para 73 audiências e reuniões com representantes do setor. Os encontros ocorrem também no Palácio da Alvorada, mas não são divulgados. O lobby é visível, no entanto, mesmo na portaria do palácio, onde Bolsonaro costuma ter conversas com grupos de atiradores. As entradas e saídas de advogados e empresários nos palácios e ministérios resultaram numa flexibilização sem precedentes no controle da produção de revólver, fuzis e projéteis. Pelo menos 16 desses encontros de lobby registrados ocorreram em semanas em que o governo publicou portarias e decretos para atender demandas dos representantes das empresas. O mais assíduo deles é Rafael Mendes de Queiroz, da Taurus e da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC). Oficialmente, ele participou de 46 encontros com autoridades, a maioria na Defesa e no Itamaraty. https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/lobby-das-armas-se-reuniu-73-vezes-no-governo-federal,9da47661bf93b2d7175f800fb2f820c85yvxoh51.html
  13. Robôs de Bolsonaro sobem hashtag errada no Twitter e pagam mico A tática é usada desde as eleições presidenciais de 2018, e demonstra que nem sempre é efetiva O dia não está fácil para quem defende o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas redes sociais. Robôs que disparam tuítes sequenciais foram programados de forma errada, e acabaram subindo a hashtag #FechadoComBolsonaroAté2016 no Twitter. Mas 2016, como é bom lembrar, já passou. A tática de usar alguns poucos perfis da rede social para disparar diversos tuítes com a mesma hashtag e aparecer nos trending topics do Twitter é usada desde a campanha eleitoral de 2018, que elegeu Bolsonaro presidente da República. Conhecidos como “robôs de Bolsonaro”, as contas muitas vezes erram na hora de publicar, o que demonstra claramente que as publicações não são um reflexo real do apoio ao presidente. Um estudo feito pela UFRJ e pela FespSP revelou que o presidente tem mais apoiadores robôs do que imaginamos. As instituições fizeram uma análise a respeito das manifestações do dia 15 de março, as primeiras em favor de Bolsonaro durante a pandemia do novo coronavírus. O estudo mostra que 55% das publicações envolvendo a hashtag #BolsonaroDay partiram de robôs de Bolsonaro. A pesquisa identificou a ação de 23,5 mil usuários não humanos a favor do presidente em um universo total de 66 mil usuários que publicaram a “hashtag” naquele dia.
  14. Esse jogo não está na aba da Plus, você tem que pesquisar manualmente ou pelo link: https://store.playstation.com/pt-br/product/UP1018-CUSA00079_00-INJUSTICEULTIMAT
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