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Peidãø Neck

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  1. FBI alertou governo Trump sobre racistas em maio: 'Mataram mais que qualquer grupo extremista doméstico nos últimos 16 anos' Segundo o relatório apresentado pela inteligência americana, os supremacistas foram responsáveis por 49 homicídios em 26 ataques contabilizados no período. A tragédia do fim de semana em Charlottesville não pegou de surpresa o FBI (polícia federal americana) e o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Em maio, um relatório assinado pelos dois órgãos informou o governo dos Estados Unidos que os supremacistas e grupos de extrema-direita americana são responsáveis por mais mortes do que qualquer outro grupo extremista doméstico do país nos últimos 16 anos. "Extremismo supremacista branco impõe ameaça persistente de violência letal" é o título do informe. "Eles provavelmente continuarão a representar uma ameaça de violência letal durante o próximo ano", informava o documento, revelado nesta segunda-feira pela revista Foreign Policy. Ainda de acordo com o relatório apresentado pela inteligência americana, os supremacistas foram responsáveis por 49 homicídios em 26 ataques contabilizados no período. O boletim conjunto foi entregue ao governo Donald Trump há pouco mais de três meses com "o objetivo de oferecer novos dados sobre os alvos dos supremacistas e extremistas brancos e a situação da violência praticada por estes grupos nos EUA". O relatório pretendia ainda servir como base para investigadores federais, estaduais e locais contra o terrorismo, além de polícias e agências de segurança privada, "na contenção, prevenção ou combate a ataques terrristas nos EUA 'Unir a Direita' Supremacistas, neonazistas e nacionalistas radicais organizaram marchas e protestos neste fim de semana na cidade de Charlottesville, no Estado americano da Virgínia. O "Unite the Right" (ou "Unir a Direita") resultou em pelo menos 19 feridos e três mortos. A violência registrada nos protestos foi tamanha que o governo da Virgínia declarou estado de emergência para permitir a mobilização de mais forças de segurança, incluindo tanques e helicópteros. Na sexta-feira, em uma marcha que não foi autorizada pela polícia e a prefeitura da cidade, supremacistas brancos acenderam tochas - em uma clara referência ao grupo Ku Klux Klan - e gritaram palavras de ordem como "Vidas Brancas importam" e "Vocês não vão nos substituir" ao marchar pela Universidade da Virgínia, que fica na pequena cidade de 50 mil habitantes. No sábado, quando o protesto parecia controlado, um homem de 20 anos avançou de carro contra uma multidão e matou Heather Heyer, uma advogada de 32 anos. Nesta segunda-feira, James Alex Fields Jr. teve um pedido de pagamento de fiança para aguardar julgamento em liberdade negado pela justiça local. Ataques Só em 2016, segundo o relatório da inteligência americana, grupos supremacistas e extremistas brancos cometeram um ataque letal e outros cinco com potencial de mortes. Todos tinham como alvo minorias relogiosas ou raciais, "incluindo latinos, afro-americanos, um estudante chinês e uma pessoa identificada como judia". A maior parte dos ataques foi realizada com armas de fogo - em seguida vieram os ataques com facas. Uma estudante chinesa foi atacada com uma machadinha enquanto tirava fotos para um trabalho universitário, em fevereiro de 2016. Segundo o tribunal local que julga o caso, o suspeito teria se auto-identificado como um supremacista e dito que queria matar a estudante por sua "raça". Dez dias depois, em Los Angeles, três homens pertencentes a um grupo racista foram presos após atacar um grupo de latinos. Eles teriam gritado ofensas raciais antes de avançar sobre os homens e atualmente aguardam julgamento. Há um ano, em 21 de agosto de 2016, um homem que também se declarou como supremacista foi preso como suspeito de matar um homem negro com uma faca no Estado de Indiana, também motivado por ódio racial. O relatório oficial entregue ao governo americano inclui outros casos e também citava membros da Ku Klux Klan como potenciais mobilizadores de ataques contra minorias. Desde 2000, as minorias raciais são o principal alvo de ataques realizados por extremistas brancos nos EUA. Em seguida vêm brancos moradores de rua, traficantes, estupradores e outros supremacistas brancos "identificados como desleais ao movimento".
  2. Após a organização da Brasil Game Show 2017 fazer mistério sobre seu novo convidado, foi confirmado que Hideo Kojima estará na décima edição do evento. Em publicação em sua conta oficial no Twitter, Kojima disse que vai receber um prêmio em homenagem a toda sua carreira no evento. Essa será a primeira vez do designer e diretor no Brasil. De acordo com a organização da BGS, Kojima participará de um painel sobre sua trajetória profissional, será um dos convidados da área Cosplay Zone e terá um meet & greet com os fãs, onde dará autógrafos e posará para fotos gratuitamente. Ele estará na feira nos dias 11 (quarta), 12 (quinta) e 13 de outubro (sexta). “Há anos sonhamos trazer o Kojima para a BGS. Ele é um dos maiores nomes da história da indústria dos games e tê-lo no evento justamente nessa edição comemorativa será um grande presente para a BGS e para os jogadores brasileiros”, declara Marcelo Tavares, CEO e fundador da Brasil Game Show. “Todos os anos fazemos uma pesquisa com os nossos visitantes e o nome de Hideo Kojima sempre vence disparado. Ficamos muito felizes em realizar o sonho dos gamers brasileiros de ver o Kojima de perto”. Ele também gravou um vídeo para os brasileiros. Assista abaixo. Kojima, que criou os games da franquia Metal Gear, está atualmente trabalhando em seu novo projeto exclusivo do PlayStation 4, Death Stranding. Em 2015, ele deixou a Konami e anunciou seu novo estúdio chamado Kojima Productions.
  3. As provas do crime: fotos mostram malas de dinheiro da JBS destinadas a Temer e Aécio Revista Época publica imagens dos R$ 2,4 milhões usados nas ações controladas da Operação Patmos, que flagraram emissários do presidente e do senador tucano recebendo o dinheiro A revista Época divulgou nesta sexta-feira (4) imagens das malas de dinheiro com propina da JBS usadas nas ações controladas do Ministério Público Federal (MPF) e que foram entregues a intermediários do presidente Michel Temer (PMDB), do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do doleiro Lúcio Funaro. As ações foram autorizadas pelo ministro Edson Fachin, relator do caso JBS no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a reportagem, são dezenas de imagens de malas, pastas e bolsas cheias de dinheiro, em notas de R$ 50 e R$ 100, meticulosamente arrumadas e amarrado com linguinhas de plástico. Uma delas, que continha R$ 500 mil em espécie, é a mesma que foi carregada pelo então assessor especial da Presidência da República Rodrigo Rocha Loures na saída de uma pizzaria, em São Paulo, em ação filmada e divulgada nos principais telejornais, portais de notícia e veículos impressos do país. O conjunto de fotos vem a público apenas dois dias após a Câmara dos Deputados rejeitar a denúncia por corrupção passiva oferecida contra Temer pelo MPF. A acusação se baseou justamente na ação controlada que flagrou Rocha Loures, chamado de “longa manus” do presidente pelo procurador-geral Rodrigo Janot. Para o MPF, não há dúvida de que o dinheiro tinha como destinatário Michel Temer, mas a maioria dos deputados federais (263 mais precisamente) entendeu que isso não era relevante e barrou, pelo menos até o fim do mandato do peemedebista, a abertura de ação penal contra ele. Por ocupar a Presidência da República, Temer só poderia ser processado com autorização do Legislativo e no STF, já que tem prerrogativa de foro especial. Segundo a reportagem, as malas eram providenciadas pelo delator Florisvaldo de Oliveira, braço-direito do lobista Ricardo Saud, executivo da J&F, controladora da JBS, e também delator. De acordo com o valor que seria entregue, Oliveira sabia exatamente o tamanho da mala necessária para acomodar o montante exato de dinheiro. Para entregas a partir de R$ 500 mil, a mala preta era a mais adequada. Acomodava bem meio milhão de reais, até quase R$ 1 milhão em notas de R$ 50, “se observado o método correto de organização de maços”, destaca a reportagem. Mas também foram usadas uma mala cinza, uma mochila e uma pasta preta. Os cinco pagamentos monitorados pela Polícia Federal e o MPF entre abril e maio deste ano somaram R$ 2,4 milhões. Foram três entregas de R$ 500 mil a Frederico Pacheco, primo de Aécio Neves; uma de R$ 400 mil destinada a Lúcio Funaro e recebida pela irmã dele, Roberta Funaro, e, por fim, a de R$ 500 mil entregue a Rocha Loures e destinada a Temer. Com exceção do presidente, todos os acusados estão respondendo ao processo em liberdade, apesar das evidências materiais divulgadas pela revista Época.
  4. Europa chama votação sobre Temer de "espetáculo indigno" Num novo "espetáculo indigno", deputados que condenaram ex-presidente pouparam sucessor, observam sites europeus. "Se ela tivesse metade da sede de poder e da degeneração moral dele, ainda estaria no Planalto. "Condenado na Justiça - e o novo, velho presidente do Brasil? - Die Welt, 03.08.2017 "Michel Temer dá um largo sorriso ao ficar sabendo do resultado: 263 deputados do Parlamento brasileiro rechaçaram a possibilidade de iniciar um processo contra o presidente brasileiro. Com isso, o impopular chefe de Estado escapou do processo judicial e da morte política súbita. Não se trata de uma vitória pessoal, afirmou Temer, após a decisão. Assim, Temer continuará sendo o homem forte do Brasil até o fim de seu mandato, no próximo ano, mas, para a democracia na nação sul-americana, trata-se de um duro golpe. Parlamento do Brasil protege o presidente - Der Tagesspiegel, 03.08.2017 "O que os deputados brasileiros ofereceram foi, mais uma vez, um espetáculo indigno. Houve gritos e brigas, declarações de fé foram dadas e cédulas falsas de dinheiro foram arremessadas. Um deputado tentou tirar um boneco inflável de outro e, quando não conseguiu, resolveu morder. Ao final, depois de mais de 12 horas de sessão, os parlamentares decidiram que o presidente do Brasil, Michel Temer, não deverá ser investigado por corrupção pelo Supremo Tribunal Federal: 263 deputados votaram pelo arquivamento do caso, 277 votaram pelo processo contra Temer. As provas contra Temer parecem ser claras. Tão claras que 81% dos brasileiros se manifestaram a favor de uma investigação em pesquisas. A aprovação de Temer está em apenas 5%. Mas os deputados não quiseram se unir à maioria da população. Parece estar claro por quê. Há semanas que Temer e seus seguidores assediam os deputados, oferecendo cargos e liberando verbas do orçamento para suas bases eleitorais. Foi assim que, nos últimos dias, cerca de 1 bilhão de euros foram para deputados que prometeram votar a favor de Temer. Um observador comentou o resultado da votação com as seguintes palavras: Se Dilma Rousseff tivesse só a metade da sede de poder e da degeneração moral de Michel Temer, ela ainda estaria no poder." Presidente do Brasil mantém o cargo - The Guardian, 03.08.2017 "A credibilidade do Congresso do Brasil continuou em farrapos depois de sua câmara baixa majoritariamente votar pela não aprovação de acusações de corrupção contra o presidente Michel Temer - apesar de 81% dos seus compatriotas terem dito, numa pesquisa recente, que eles deveriam. A decisão foi tomada apenas um ano depois de muitos dos mesmos deputados terem votado pela suspensão da antecessora de Temer, Dilma Rousseff, por quebrar regras orçamentárias - acusações que levaram ao seu eventual impeachment. As alegações contra Temer eram muito mais sérias. Ele se tornou o primeiro chefe de Estado do país a ser formalmente acusado de um crime. E, para completar a sensação de farsa, ao menos 190 dos 513 deputados habilitados a votar enfrentam processos criminais na suprema corte do Brasil, segundo uma pesquisa do site Congresso em Foco. 'Isso mostra a falência dos políticos e do sistema eleitoral brasileiro', disse Edson Sardinha, o editor do site." O presidente do Brasil escapa em meio a indiferença quase geral - Le Monde, 03.08.2017 "Hábil, combativo, intrigueiro, o impopular presidente brasileiro, membro do PMDB (centro), foi bem-sucedido onde sua antecessora, Dilma Rousseff, do PT (esquerda), deposta em 2016 por manipulação contábil, havia fracassado. Posto na chefia de Estado após o impeachment de Dilma Rousseff, da qual foi vice-presidente, Michel Temer é beneficiado pelo vácuo político. Se ele tivesse sido removido do poder, seria substituído por seis meses pelo Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, considerado seu duplo. 'Ganha uma viagem para Caracas quem for capaz de sair às ruas para gritar Rodrigo já!', ironizou Elio Gaspari, colunista da Folha de S. Paulo, na quarta-feira. Resta o mal-estar que tomou conta de Brasília. Um ano antes, os deputados mostraram abertamente suas opiniões, assegurando ao vivo, na televisão, votar em nome de 'Deus' ou da 'família' contra a presidente Dilma Rousseff.
  5. Raio-X: partidos e estados dos deputados que salvaram Temer Gráficos ajudam a explicar a geografia da decisão que manteve o presidente do cargo O PMDB, o PP e o PSDB foram os partidos que mais entregaram votos favoráveis ao presidente Michel Temer na votação sobre a denúncia contra o ex-presidente. Do outro lado, o PT liderou os votos contrários ao presidente.
  6. Notas frias revelam repasses de R$ 2,2 milhões da JBS a empresas ligadas a Temer Segundo a revista Época, documentos estão anexados ao acordo de colaboração premiada de executivos da J&F. Nenhum serviço teria sido prestado ao frigorífico Nota fiscais frias entregues pelos delatores da J&F no acordo de colaboração premiada revelam que empresas indicadas pelo presidente Michel Temer (PMDB) receberam, em 2010, R$ 2,2 milhões da JBS, segundo reportagem da revista Época. Segundo a delação da JBS, nenhum serviço foi prestado ao frigorífico do grupo J&F. Os valores teriam sido pedidos por Temer ao empresário Joesley Batista, do da J&F, holding que controla a JBS. Em 2010, eles haviam acabado de se conhecer por intermédio do então ministro da Agricultura, Wagner Rossi, apadrinhado de Temer. Num primeiro encontro, Temer, segundo o relato da delação reproduzido por Época, pediu ajuda a Joesley. Mais especificamente, R$ 3 milhões em doações de campanha. O empresário se prontificou a colaborar, na expectativa de manter boas relações com Temer e de que suas empresas fossem beneficiadas. Joesley pagou e empresas indicadas por Temer forneceram notas fiscais frias para simular serviços, que não foram prestados. Duas notas fiscais da Pública Comunicações, do marqueteiro Elsinho Mouco, citam “serviços prestados de planejamento estratégico de comunicação” em 2010. Outras três notas fiscais, de R$ 80 mil cada, tratam de serviços da Ilha Produções, uma produtora que pertenceu ao líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi, filho de Wagner Rossi e aliado de Temer. A nota de 2010 cita serviços de “edição, captação e atualização de banco de imagens”. A JBS entregou o dinheiro, mas como no caso anterior nenhum serviço foi prestado. Foi apenas uma maneira de repassar dinheiro ilegal a pedido de Temer. Propina rendeu R$ 1 milhão a Temer em 2014 Em outra reportagem, a revista Época diz que o então vice-presidente da República, Michel Temer, recebeu R$ 1 milhão em dinheiro vivo, em setembro de 2014, a mando do lobista Ricardo Saud, executivo da J&F. O dinheiro teria sido entregue ao coronel João Baptista Lima Filho, amigo do peemedebista, em São Paulo. O dinheiro foi estocado em duas contas nos Estados Unidos, cujo saldo superou os US$ 150 milhões, segundo Época. Para Temer, especificamente, foram destinados R$ 15 milhões – ele ficou com parte em dinheiro vivo e repassou valores para correligionários, como o deputado Baleia Rossi (PMDB-SP), que teria recebido R$ 150 mil. Já para o então deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso da Lava Jato, foram R$ 3 milhões.
  7. PGR entra com 3º pedido de prisão contra Aécio no Supremo A Procuradoria-Geral da República (PGR) entrou hoje (31) no Supremo Tribunal Federal (STF) com novo recurso pedindo a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG). A PGR pretende anular decisão anterior do ministro Marco Aurélio, que negou outro pedido de prisão e determinou o retorno do parlamentar, no mês passado, às atividades no Senado. É o terceiro pedido sucessivo feito pela procuradoria para prender o senador. Dois foram rejeitados desde a homologação da delação premiada da JBS. A questão será analisada pela Primeira Turma da Corte, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, além do relator. No mês passado, Marco Aurélio manteve decisão anterior de negar o pedido de prisão preventiva do senador, mas proibiu Aécio de deixar o país e de fazer contato com outros investigados ou réus no processo. Antes da decisão de Marco Aurélio, Aécio Neves estava afastado da atividade parlamentar por uma decisão do antigo relator do caso, ministro Edson Fachin. Aécio foi citado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, e um de seus depoimentos de delação premiada. Joesley contou aos procuradores que Aécio lhe pediu R$ 2 milhões para pagar despesas com sua defesa na Operação Lava Jato. À época, a defesa de Aécio comemorou a decisão de Marco Aurélio e o senador disse que sempre acreditou Justiça e que seguiria "no exercício do mandato que me foi conferido por mais de 7 milhões de mineiros, com a seriedade e a determinação que jamais me faltaram em 32 anos de vida pública", declarou em nota.
  8. Especialista em ‘bandidolatria’, Kim Kataguiri fará palestra no MP do Rio O Ministério Público do Rio de Janeiro marcou para o dia 15 de setembro o evento “Segurança Pública como direito fundamental”, que contará com palestras e mesas redondas sobre o tema. Um flyer, que já circula nas redes sociais, supostamente adianta a programação do evento e traz, dentre os convidados, o líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Kim Kataguiri. O MP-RJ foi procurado para confirmar a programação, mas informou que “em breve dará mais informações sobre o evento”. Questionados sobre o fato de Kim não ter propriedade para falar sobre Segurança Pública, o MP garantiu que isso não será um problema. O convite do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) ao líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Kim Kataguiri, para palestrar no evento “Segurança Pública como Direito Fundamental” está rendendo dor de cabeça à instituição. Depois divulgar o nome do jovem na programação e receber uma enxurrada de críticas de especialistas, movimentos sociais e imprensa, o MP fluminense tirou as informações do site. Entre as críticas que a participação dele no evento do MP-RJ recebeu, estão a falta de saber notório, de tato para lidar com reveses e a divulgação de informações equivocadas sobre o regime semiaberto no país – aquele em que os presos podem sair da prisão durante o dia, para trabalhar, e retornam à noite para dormir. Fact-checking Segundo o rapaz, a taxa de reincidência entre os presos é de 70%, o que justificaria que criminosos nunca deixassem a cadeia. O percentual passa longe dos níveis com que o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) trabalha, que não ultrapassam 30% de reincidência. A situação foi apurada e rebatida recentemente pela Agência Pública, que procurou o MBL para repercutir o fact-checking negativo. A resposta foi um post com acusações falsas e a imagem de um pênis, acompanhada da frase “Check this” (cheque isso, em inglês). Kataguiri chegou a ingressar no curso de Ciências Econômicas na Universidade Federal do ABC, mas deixou a graduação antes de terminar o primeiro ano. Além de ensino superior incompleto, o coordenador do MBL tampouco tem atuação na área de segurança pública ou de direitos humanos. Ele admite, entretanto, que quer garantir uma vaga na Câmara dos Deputados no ano que vem, embora também ainda não esteja filiado a nenhum partido. Nestas condições, a participação de Kataguiri no evento do MP-RJ abre precedente para que qualquer pessoa seja convidada a palestrar em um evento pago com dinheiro público, ainda que não tenha consistência acadêmica ou experiência na área para falar sobre o assunto em pauta.
  9. Procurador da Lava Jato 'Muitos queriam fim do governo Dilma e não da corrupção', diz procurador Carlos Lima, da força-tarefa do Ministério Público Federal, reagiu à entrevista do vice-presidente da Câmara dos Deputados Em mensagem publicada em sua rede social, o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Operação Lava Jato, afirmou nesta segunda-feira (24), que ‘o próximo passo do PMDB’ parece ser acabar com a investigação. Carlos Lima reagiu à entrevista do vice-presidente da Câmara dos Deputados e substituto imediato de Rodrigo Maia (DEM-RJ), o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), ao Estadão, na qual o parlamentar defendeu um “prazo de validade” para a Lava Jato. O procurador afirmou que ‘as investigações vão continuar por todo o País’. “Acabar com a Lava Jato. Esse parece ser o próximo passo do PMDB. Infelizmente muitas pessoas que apoiavam a investigação só queriam o fim do governo Dilma e não o fim da corrupção. Agora que Temer conseguiu com liberação de verbas, cargos e perdão de dívidas ganhar apoio do Congresso, o seu partido deseja acabar com as investigações. Mas, mesmo com todas as articulações do governo e de seus aliados, as investigações vão continuar por todo País”, escreveu. Na entrevista, Fabio Ramalho afirmou que ‘o Brasil não vai aguentar isso para o resto da vida’. “Ela (Lava Jato) não pode ser indeterminada. Ela já fez o seu trabalho”, disse o deputado. “Defendo a Lava Jato, mas tem de ter prazo de término. O Brasil não vai aguentar isso o resto da vida. Além da corrupção, tem de se avançar na desburocratização do País, na segurança jurídica do País, nas reformas.” Questionado sobre qual seria o prazo para a Lava Jato terminar, o deputado declarou. “Determina um tempo: seis meses.”
  10. Aumento dos combustíveis: governo diz que medida vai beneficiar o bolso do cidadão Michel Temer afirma que população vai compreender o reajuste sobre combustíveis e Henrique Meirelles diz que medida vai beneficiar o bolso cidadão A decisão do governo de anunciar aumento de PIS/Cofins para gasolina, diesel e etanol já movimentou o alto escalão em defesa da medida, a começar pelo próprio presidente Michel Temer (PMDB). Ao chegar em Mendoza, na Argentina,onde ocorre reunião de cúpula do Mercosul, na noite de quinta-feira (20), o peemedebista afirmou que a decisão está em linha com a responsabilidade fiscal e será bem compreendida pela população. E ele contou com o reforço do ministro da Fazenda Henrique Meirelles, homem-forte da economia, na difícil missão de tentar apaziguar os ânimos da população, que vai sentir no bolso a alta de impostos, e da indústria, que já criticou fortemente a medida. "Mas agora levamos a efeito um pequeno aumento que diz respeito apenas ao combustível e não diz respeito ao serviço”, afirmou Temer. “A população vai compreender porque esse é um governo que não mente”, completou o presidente, ressaltando que é preciso dizer “exatamente o que está acontecendo”. Meirelles fez coro e afirmou que “no momento”, a elevação do PIS/Cofins é suficiente e que, “em última análise”, todas as medidas econômicas são “para beneficiar bolso do cidadão”. Meirelles dorme durante discurso de Temer na Cúpula do Mercosul Durante o discurso do presidente Michel Temer na 50ª Cúpula do Mercosul, em Mendoza, na Argentina, nesta sexta-feira (21), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não resistiu e dormiu. Meirelles estava à mesa, ao lado de Temer, e cochilou algumas vezes enquanto Temer falava.
  11. Deputados e senadores devem R$ 533 milhões à União e querem o perdão de dívidas Relatório do novo Refis estipula uma redução de até 99% em juros e multas e pede entrada pequena para o parcelamento Deputados e senadores que devem à União R$ 532,9 milhões serão os responsáveis por aprovar o texto do novo Refis - programa de parcelamento de débitos tributários e previdenciários concedido com descontos generosos de juros e multas. O governo enviou uma proposta ao Congresso, em janeiro, com a expectativa de arrecadar R$ 13,3 bilhões este ano, mas a medida foi alterada pelos parlamentares, derrubando a arrecadação para R$ 420 milhões. A nova versão pretende perdoar 73% da dívida a ser negociada. Os dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), responsável pela gestão da dívida ativa, foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. O valor inclui dívidas inscritas nos CPFs dos parlamentares, débitos nos quais eles são corresponsáveis ou fiadores e o endividamento de empresas das quais são sócios ou diretores. Os R$ 532,9 milhões em dívida dos parlamentares consideram apenas as dívidas em aberto, ou seja, o endividamento classificado como “irregular” pela PGFN. Isso porque deputados e senadores já foram beneficiados por parcelamentos passados. O total de débitos ligados a deputados e senadores inscritos em Refis anteriores - ou seja, que estão sendo pagos e se encontram em situação “regular” - é de R$ 299 milhões. Companhias administradas por parlamentares respondem pela maior parte dos calotes à União que seguem em aberto. As empresas de 76 deputados federais devem R$ 218,7 milhões, enquanto as geridas por 17 senadores acumulam débitos de R$ 201,2 milhões. É nesse grupo que está incluído o deputado Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG), relator da medida provisória do novo Refis e responsável por modificar totalmente o teor do texto original para ampliar as vantagens aos devedores. A Receita Federal vai recomendar o veto do novo Refis se permanecerem as condições propostas pelo relator. Desde o início, a Receita queria que essa versão do parcelamento saísse com regras duras para desestimular os “viciados” em parcelar dívidas tributárias - contribuintes que pagam apenas as primeiras prestações e depois abandonam os pagamentos à espera de novo perdão. Desde 2000, já foram lançados 27 parcelamentos especiais. A PGNF informou ainda que 11 deputados são corresponsáveis em dívidas que chegam a R$ 31,8 milhões, bem como 3 senadores estão arrolados em débitos de terceiros que somam R$ 62,2 milhões. A lista do órgão de cobrança expõe ainda os débitos diretos dos parlamentares, inscritos nos próprios CPFs. Nesse grupo estão 29 deputados federais, com dívida total de R$ 18,9 milhões, e 4 senadores, que juntos devem R$ 6 milhões.
  12. Marcos Valério acerta delação com a PF e deve revelar detalhes de mensalão tucano Acordo aguarda homologação do Supremo Tribunal Federal, já que envolve políticos de foro privilegiado. O publicitário Marcos Valério fechou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal de Minas Gerais, após ter a oferta negada pelo Ministério Público Federal. O acerto foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda homologação. A colaboração envolve políticos de foro privilegiado e, por isso, depende do aval do Supremo. Valério deve narrar detalhes sobre o mensalão tucano – esquema de desvios de recursos públicos de estatais mineiras para a fracassada campanha de reeleição do então governador Eduardo Azevedo (PSDB), em 1998. De acordo com a PF, o acordo foi assinado no último dia 6, quando foi apresentada “vasta documentação” e prestado depoimento. A delação depende de homologação do Supremo para que possa ser usada em ações penais. Durante o período de recesso do STF, caberá à presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, validar o conteúdo do acordo ou distribuir para outro ministro quando as atividades forem retomadas. Prepare o bolso: governo Temer cogita aumentar imposto sobre combustíveis Elevação da alíquota do PIS e da Cofins deve ser anunciada pela equipe econômica nesta quarta-feira. Medida visa liberar despesas hoje represadas. A frustração de receitas está tão forte que, para liberar despesas que estão congeladas até quinta-feira (20), o presidente Michel Temer terá de dar aval para que a equipe econômica aumente tributos sobre combustíveis. Pelos cálculos que estão na mesa até o momento, seria preciso aumentar em cerca de R$ 0,10 por litro de gasolina e diesel para levantar cerca de R$ 4 bilhões, valor que seria suficiente para liberar despesas hoje represadas. O aumento seria feito por meio de elevação da alíquota de PIS e Cofins sobre combustíveis, que entraria em vigor automaticamente. Inicialmente, a equipe econômica cogitou elevar a Cide, contribuição que também incide sobre combustíveis. No entanto, seria preciso esperar três meses para que a medida entrasse em vigor e haveria divisão dessa receita com estados e municípios. Por isso, essa opção perdeu força. O presidente Temer definirá o aumento de tributos sobre combustível em reunião com a equipe econômica nesta quarta. O anúncio da revisão orçamentária está marcado para quinta.
  13. Contrariado, João Doria perde a pose de gestor no Facebook Confrontado, o prefeito de São Paulo mostra dificuldade em lidar com números adversos Em sete meses como prefeito de São Paulo, uma das principais bandeiras de João Doria tem sido as parcerias com a iniciativa privada. Doria, que gosta de se vender como gestor e não como um político comum, defende que as parcerias são uma boa forma de driblar a crise econômica e falta de dinheiro que as administrações municipais enfrentam. Desde o começo de seu mandato, a estratégia vem dando muito certo. Com 100 dias de governo, sua aprovação, de acordo com o Instituto Paraná de Pesquisas, chegava aos 70%, alimentando sonhos mais altos, como uma possível candidatura à presidência em 2018. A atuação precipitada e sem muito método na Cracolândia, que levou ao pedido de demissão de sua secretária de Direitos Humanos, fez com que, pela primeira vez, sua popularidade sofresse abalos. Doria foi à imprensa anunciar o fim da Cracolândia, mas o que se viu foi que ela apenas mudou de lugar, migrando para a praça Princesa Isabel, a poucos metros do local original. Como consequência, a reprovação ao seu governo aumentou de 39% para 52%, segundo uma pesquisa divulgada pela Datafolha, realizada entre os dias 1º e 13 de junho. Mas a joia da coroa, a questão das parcerias privadas, ainda garantia sua fama de bom gestor. Até que, nesta sexta-feira (07), a Folha de S. Paulo publicou uma grande reportagem mostrando que, de todas as doações anunciadas pelo prefeito, apenas 8% foram de fato efetivadas. Um exemplo apontado pela reportagem de Arthur Rodrigues que deixa claro a diferença entre o discurso praticado por João Doria e a realidade é uma doação no alto valor de R$ 20 milhões atribuída à empresa aérea Qatar Airways. O pedido foi feito em fevereiro pelo prefeito. Detalhe: a empresa não tem sequer conhecimento sobre o assunto. Há outros problemas. Uma doação de alimentos de R$ 12 milhões que seria feita pela Associação Brasileira de Alimentos (Abia) aconteceu de fato. Mas o valor real foi bem menor: R$ 1,5 milhão, bem menor que o propagandeado pela prefeitura. Confrontado com os números que mancham sua principal bandeira, Doria tomou uma atitude pouco condizente com a dos melhores manuais de gestão. Gravou um vídeo em sua página no Facebook, seguida por 2.780.000 pessoas, em um tom bastante alterado. “Hoje estou aqui contestar, contestar esta matéria aqui da Folha de S. Paulo, escrita por este repórter, Arthur Rodrigues. Diz aqui: ‘Doações prometidas por Doria empacam’. EMPACAM COISA NENHUMA, SENHOR ARTHUR RODRIGUES E FOLHA DE S. PAULO! (...)Me dê atitudes positivas e eu confiarei que as medidas que vocês colocam aqui nesta matéria representam um bom sentimento em relação à cidade. Ora, faça-me o favor. Pode fazer críticas. É natural e é normal. Quem está na função pública está sujeito a receber críticas, mas sejam justos e sejam corretos. E na próxima matéria, Arthur, pesquise melhor, tá?” Nos dois minutos em que pediu ao repórter para pesquisar melhor e afirmou que as doações não empacaram, Doria não apresentou nenhuma informação que contestasse os números da reportagem. Tentou apenas desqualificar o jornal e o repórter, se mostrando refratário a uma análise ancorada apenas em dados. Iniciativas que estimulam as empresas a contribuir com o bem comum são sempre bem-vindas. Mas o prefeito de São Paulo deve estar atento que a liberdade de expressão é essencial para que exista a cobrança do poder público. Sem isso, as próprias bases da democracia ficariam profundamente abaladas.
  14. 2017 O ano que não perdoa - A New Nightmare

    George A. Romero, diretor de a Noite dos Mortos-Vivos, morreu hoje aos 77 anos. Cineasta revolucionou os filmes de zumbi. George A. Romero, diretor de clássicos como A Noite dos Mortos-Vivos, morreu neste domingo (16) aos 77 anos. O cineasta é considerado o pai dos filmes de zumbi modernos e foi um dos nomes que revolucionou o gênero no cinema (Via LA Times). Segundo a família de Romero, o diretor morreu enquanto dormia “após uma severa batalha contra o câncer de pulmão”. Ele faleceu enquanto ouvia a trilha sonora de um de seus filmes favoritos, Depois do Vendaval, clássico de 1952 dirigido por John Ford e estrelado por John Wayne. Romero começou a era dos filmes de zumbi e redefiniu o gênero de terror com A Noite dos Mortos-Vivo, que escreveu ao lado de John A. Russo e dirigiu em 1968. Ao contrário dos filmes dos anos 50 que contavam com cientistas excêntricos, gargalhadas malévolas e castelos mal-assombrados, o longa era mais cru e realista. A Noite dos Mortos-Vivos tinha Duane Jones, Judith O’Dea e Karl Hardman no elenco e conta a história de sete pessoas que ficam presas em uma fazenda rodeada de zumbis. O filme, que ajudou a definir a mitologia moderna dos zumbis de Romero, foi rodado por US$ 114 mil e arrecadou US$ 30 milhões mundialmente. Ano passado, o cineasta chegou a criticar a forma como os filmes e séries de zumbis são feitos atualmente e culpou produções como The Walking Dead e Guerra Mundial Z por não fazer mais filmes. “Eu fiz Terra dos Mortos (2005), que foi o maior filme de zumbi que já fiz. E não acho que ele precisava ser tão grande. A maior parte do dinheiro foi para o elenco. Eles são ótimos, mas não acho que precisava gastar todo aquele dinheiro. Os charutos de Dennis Hopper custam mais do que a produção inteira de A Noite dos Mortos-Vivos (1968), essa é a verdade. Agora, por causa de Guerra Mundial Z e The Walking Dead, eu não consigo fazer um filme pequeno e modesto de zumbis, que deveria ser algo sociopolítico. Eu costumava conseguir lançar alguma coisa com base em ação zumbi, e conseguia esconder mensagens dentro disso. Agora não consigo. No momento em que menciono a palavra zumbi, precisa ser algo como ‘olha, Brad Pitt pagou US$ 400 milhões para fazer isso’”, disse na época. Martin Landau, vencedor do Oscar, morre aos 89 anos Ator americano levou prêmio de melhor ator coadjuvante por "Ed Wood", de 1994, filme de Tim Burton. Landau também atuou na série "Missão Impossível", nos anos 60. Martin Landau morreu aos 89 anos, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante pelo filme "Ed Wood", de 1994, ele também particiou da série "Missão Impossível" nos anos 60. Landau faleceu na madrugada de sábado (15). O ator estava em hospital e sofreu complicações inesperadas, após ser internado por um mal-estar, disse Dick Guttman, seu relações públicas, em comunicado, neste domingo (16). Depois de receber duas indicações para o Oscar, pelos filmes "Crimes e pecados", de Woody Allen, e "Tucker", de Francis Coppola, Landau finalmente recebeu o prêmio em 1995. Ele finalmente levou a estatueta com grande atuação em "Ed Wood", de Tim Burton, onde interpretou Bela Lugosi, lendário ator que fez "Drácula".
  15. Reformas da Paranaprevidência foram um “assalto”, diz procurador Gabriel Guy Léger, procurador do Ministério Público de Contas do Paraná , afirma que, no modelo atual, não haverá recursos para bancar aposentadorias a partir de 2047 A mudança mais recente na Paranaprevidência, que culminou na batalha do Centro Cívico e descapitalizou o fundo em R$ 3,8 bilhões, prejudicou intensamente sua sustentabilidade, mas não foi a intervenção mais grave que o sistema enfrentou. Na opinião do procurador do Ministério Público de Contas do Paraná Gabriel Guy Léger, sucessivas mudanças promovidas em diferentes governos explicam a insolvência do fundo, que não terá nenhum centavo para pagar aposentadorias a partir de 2047, caso seja mantido o modelo atual. Segundo Léger, o que tem ocorrido é um “roubo” aos recursos previdenciários. “Não precisa ser a mão armada para ser roubado. Temos aqui o caso de um assalto a mão legislativa”, afirmou, durante palestra em um seminário sobre previdência, organizado pelo sindicato dos servidores do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) e pela federação nacional da categoria. O procurador afirma que o TCE tem feito seu papel de fiscalização, mas que fica de mãos amarradas porque as intervenções que prejudicam o fundo são aprovadas pelos deputados estaduais. “O tribunal se pauta pela lei, não pode desconsiderar o panorama legislativo estadual. Há uma violação à modelagem constitucional, e há muitas ações questionando isso no Supremo, mas, como o Supremo está atribulado com outras coisas, não as julga”, relata. De todas as intervenções na Paranaprevidência, Léger aponta três que considera mais grave, ressaltando que é sua opinião como procurador, não do TCE. “Em primeiro está a falta de composição do fundo de previdência com a paridade de, vamos simplificar, 10% cota patronal, 10% servidores. Ou seja, 20% da folha seria para compor um fundo de previdência. Nunca foi feito”, conta. Ele critica a previsão de o governo aumentar a alíquota até 20% nos próximos anos, considerando que não conseguiu contribuir nem com 10%. Em segundo lugar está a negociação que o governo de Jaime Lerner fez em 2000, quando antecipou a receita de 20 anos dos royalties de Itaipu e usou para capitalizar o fundo. “A negociação não foi economicamente vantajosa para o estado, que trocou os 20 anos para receber em 15 anos, mas abriu mão de 53% do valor”, apontou. Ou seja, ganhou cinco anos, mas recebeu só metade do que teria direito. “Além disso, o estado passou a considerar esse pagamento de royalties como se fosse a cota patronal. Não passou a cota patronal. Aquilo que deveria ser receita extraordinária para formar uma poupança só compensou o débito do governo”, acrescentou. Por fim o procurador cita as mudanças promovidas em 2015 pela gestão de Beto Richa. “A segregação de massas em 2012 já tinha sido ruim, mas a de 2015 foi a mais prejudicial.” A segregação de massas prevê a separação dos segurados em dois grupos distintos, um coberto pelo fundo financeiro e outro pelo fundo previdenciário. O que é questionado é que a Lei Estadual nº 18.469/2015 transferiu do Fundo Financeiro para o Previdenciário 33,5 mil inativos que até então eram pagos pelo Tesouro. O governo então deixou de aportar na previdência os valores correspondentes a esses funcionários e passou a sacar cerca de R$ 145 milhões da Paranaprevidência, com data retroativa a janeiro de 2015. Essa operação é que “derreteu” o patrimônio do sistema em R$ 3,8 bilhões, segundo cálculo do consultor Renato Follador, um dos idealizadores do órgão criado em 1998.
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