Peidãø Neck

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  1. JANOT ABRIRÁ NOVO INQUÉRITO CONTRA TEMER POR ESQUEMA NOS PORTOS Mais um esquema de corrupção envolvendo Michel Temer e o deputado afastado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) — o homem da mala do peemedebista, flagrado recebendo R$ 500 mil da JBS por indicação de Temer — será investigado pela PGR (Procuradoria-Geral da República); Rodrigo Janot deve pedir a abertura de um novo inquérito contra dupla; agora, a suspeita é de tráfico de influência para beneficiar a Rodrimar, empresa que opera no porto de Santos e foi alvo de buscas da Polícia Federal na semana passada; Temer foi gravado quando dava informações ao aliado sobre um decreto que ele assinaria seis dias depois; a medida beneficiaria concessionárias de portos, que tiveram suas concessões renovadas por 35 anos, sem licitação; a conversa interceptada pela PF ocorreu em 4 de maio, quando Loures ligou para o Planalto e foi atendido por Temer. O telefone do deputado afastado estava grampeado com autorização judicial.
  2. Doria descumpre promessas, perde secretária, e nova cracolândia surge Dependentes químicos e moradores de rua usuários de droga migraram para a praça a duas quadras da antiga cracolândia O prefeito João Doria (PSDB) descumpriu ações prometidas para a estreia de seu programa anticrack e, como consequência disso, o centro de São Paulo ganhou uma nova cracolândia a apenas 400 metros daquela decretada como extinta pelo próprio tucano no domingo (21). O modo como a operação aconteceu também levou a secretária de Direitos Humanos, Patrícia Bezerra, a entregar ao prefeito seu cargo na noite desta quarta-feira (24). Em vídeo que veio a público na mesma noite, Patrícia diz em reunião com membros de movimentos sociais que a operação foi "desastrosa". Em carta, a secretária deixou claro ao prefeito que discorda da forma como a ação foi feita e que considera estar havendo violações de direitos. Vereadora reeleita em 2016, Patrícia, filiada ao PSDB, voltará à Câmara Municipal. No dia da ação conjunta da prefeitura com o governo Geraldo Alckmin (PSDB) que prendeu traficantes e desobstruiu três vias tomadas havia anos por viciados, Doria afirmou que a cracolândia havia acabado e que começava ali o programa Redenção. O projeto negociado com o Ministério Público, porém, estava quase todo só no papel. Uma das promessas era o cadastramento prévio dos usuários, para que recebessem encaminhamentos corretos, como tratamento médico. Sem isso, em meio a ações atabalhoadas e discursos oficiais dissonantes, o que se viu foram viciados espalhados pelas ruas e a formação de uma grande concentração deles na praça Princesa Isabel. Magno Lima se desespera ao ser informado que precisa desocupar seu bar; imagem mostra espera por caminhão sem que ele tenha para onde ir Discutido por dois meses com entidades, o programa de Doria prevê criar unidades ambulatoriais e transferir pessoas para moradia adequada. O plano previa ainda criar um centro psicossocial na cracolândia e a ampliação do horário de 12 h para 24 h em unidade já existente na Sé –o que não foi feito até agora. Para especialistas, com os usuários de crack espalhados, o trabalho de elaboração de planos de recuperação individuais pode ser inviabilizado. Só as medidas de zeladoria foram integralmente cumpridas –fiscalização de imóveis irregulares e limpeza das ruas. Porém, algumas das barracas e lonas que tomavam o "fluxo" foram transferidas para a nova cracolândia. Outro efeito colateral da pressa da prefeitura foi a demolição de um imóvel com pessoas dentro, ferindo três. Isso custou derrota a Doria. A pedido da Defensoria Pública, a Justiça deferiu liminar que veta novas demolições e remoção de moradores sem encaminhamento para programas de saúde e habitação. A reboque da crise, a prefeitura buscou a Justiça por carta branca para internar usuários à força. O pedido, que ainda será analisado pelo Judiciário, representa mais um ponto não acordado com a Promotoria. Hoje, internações deste tipo são raras e sempre dependem de uma avaliação judicial para cada caso. Saldo do Redenção O programa É estruturado em seis eixos de trabalho (saúde, social, urbanístico, segurança, zeladoria e governo/Justiça) e estabelece 32 ações Objetivos Redução da vulnerabilidade e resgate da autonomia dos usuários, além da revitalização da região da Luz e de outras áreas de uso de drogas Críticas O Ministério Público e o Cremesp, que discutiam o projeto com a prefeitura, dizem que administração não seguiu o plano acordado ITENS DESCUMPRIDOS Saúde - Instalar unidades móveis de saúde - Criar um Caps (Centro de Atenção Psicossocial) móvel - Ampliar atendimento do Caps da Sé para a noite - Criar carreta oftalmológica para avaliação da população Social - Cadastrar usuários - Criar planos de ação personalizados para cada usuário - Transferir pessoas da região para moradia adequada - Realizar mutirões de beleza, odontologia etc. Justiça - Realizar desapropriações (moradores e comerciantes foram removidos sem aviso) - Articular ações com a sociedade civil
  3. Câmara decide manter salário de R$ 33 mil e plano de saúde de Rocha Loures Deputado foi afastado do mandato por ordem do Supremo Tribunal Federal sob suspeita de corrupção. Ele foi flagrado recebendo propina do frigorífico JBS A Mesa Diretora da Câmara decidiu nesta quarta-feira (24) manter o salário de R$ 33.763 do deputado paranaense Rodrigo Rocha Loures (PMDB), afastado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de corrupção. Loures também terá direito a continuar usufruindo da assistência saúde e pedir ressarcimento de consultas e exames. O entendimento dos membros da Mesa Diretora é de que o vínculo com o mandato não foi cortado, uma vez que o afastamento não é uma decisão definitiva. O argumento utilizado é de que se magistrados e servidores públicos quando afastados mantêm o subsídio, o tratamento dado ao peemedebista deveria ser o mesmo. Não houve deliberação sobre convocação do suplente. Cortes Na sexta-feira (19), a direção da Câmara já havia cortado alguns benefícios do deputado. Rocha Loures perdeu o direito à cota para exercício da atividade parlamentar de R$ 38.871,86, uma vez que está fora do mandato. O chamado “cotão” é destinado ao pagamento de despesas como passagens aéreas, telefonia, serviços postais, manutenção de escritórios, alimentação, hospedagem, despesas com locomoção, consultoria técnica, segurança e participação em eventos ligados à atividade parlamentar. O valor do cotão varia de acordo com o estado de origem do parlamentar. O peemedebista também deixou de receber os R$ 4.253 de auxílio-moradia. Ficou determinado ainda que o gabinete do deputado no anexo 4 da Câmara seria fechado. Além do corte de verbas, Rocha Loures enfrentará um processo por quebra de decoro parlamentar. O peemedebista foi citado na delação do empresário Joesley Batista, da JBS, por supostamente ter atuado no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em troca de propina. A representação da Rede, PSOL e PSB sustenta que Rocha Loures recebeu dinheiro não contabilizado para defender interesses privados junto à administração pública. No diálogo captado pelo empresário, Temer indica o deputado para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS) no Cade.
  4. Ícone do rock dispara crítica contra Michel Temer Conhecido por estar sempre indagando e denunciando questões políticas, o ex-baixista e líder do Pink Floyd, Roger Waters, em suas redes sociais, partiu ao ataque contra o presidente da República Michel Temer. Em uma imagem que traz o chefe do executivo nacional com os olhos cobertos, Waters questiona, principalmente para o público brasileiro, "Essa é a vida que realmente queremos?". A pergunta tem relação com o novo trabalho de Roger, o disco "Is This the Life We Really Want?", que questiona os valores da vida e que está previsto para ser lançado no próximo dia dois. Vale lembrar que, ao lado do Pink Floyd, o baixista ganhou destaque por suas posições políticas. O álbum conceitual "The Wall", lançado em 1979.
  5. Delatores dizem que JBS pagou partidos para apoiarem Aécio O empresário Joesley Batista, dono da JBS, e o diretor de Relações Institucionais e Governo da empresa, Ricardo Saud, afirmaram em depoimentos à Procuradoria-Geral da República (PGR) que repassaram dinheiro à campanha do então candidato à Presidência da República, Aécio Neves, por meio de caixa 2. Em um dos 15 depoimentos que prestou para fechar acordo de delação premiada, Saud diz que, diante da possibilidade de Aécio vencer a disputa em 2014, a JBS "abriu um crédito de propina que chegou a quase R$ 100 milhões". Segundo o executivo, parte dessa quantia foi usada para "comprar" o apoio de partidos à candidatura do tucano. "Somando tudo, dá R$ 100 milhões para o Aécio, tudo em propina. Uma parte ele ia pagar a gente de volta, caso ganhasse. Pelo jeito, ficou para a próxima e estou pondo juros e correção. Se ele ganhar na próxima, ele paga", ironiza Saud diante dos procuradores e advogados. De acordo com o executivo, além de se comprometer a beneficiar a empresa caso chegasse a ocupar o Palácio do Planalto, Aécio teria sinalizado que atuaria junto ao governo de Minas Gerais para favorecer a JBS, que tentava obter a liberação de créditos financeiros, entre outras coisas. De acordo com o executivo, isso também não se concretizou. Ao depoimento, o diretor anexou cópias de documentos que, segundo ele, comprovam o repasse às legendas. Saud cita nomes, datas e até números de contas bancárias. Entre eles, os de dirigentes partidários cooptados com o dinheiro da empresa. De acordo com Saud, do "crédito de propina aberto para Aécio", a JBS repassou, por meio de "doações dissimuladas oficiais", R$ 20 milhões para o PTB; R$ 15 milhões para o Solidariedade; R$ 1,3 milhão para o PMN e R$ 1 milhão para o PTdoB. Além disso, a empresa também teria pago pelo apoio do PEN (R$ 500 mil); PPN (R$ 400 mil); PPC (R$ 400 mil); PTC (R$ 250 mil); PTN (R$ 250 mil); PSL (R$ 150 mil); PSC (R$ 100 mil) e PSDC (R$ 50 mil). Os partidos têm negado as acusações de recebimento de doações não oficiais para campanha. O executivo também disse que Aécio teria pedido R$ 1,5 milhão para o diretório estadual do PMDB no Rio Grande do Sul, onde, apesar da aliança nacional do partido com o PT, a legenda lançou candidato próprio (o atual governador Ivo Sartory). "O Aécio deu R$ 1,5 milhão desse dinheiro de propina para o Sartory, por meio de doação oficial dissimulada", declara Saud no depoimento gravado. O Democratas também teria sido contemplado com recursos destinados a Aécio Neves, mas o delator não deixa claro quanto foi liberado. Saud mesmo explica aos procuradores que DEM e Solidariedade já faziam oposição ao PT e à candidata à reeleição, Dilma Rousseff. Portanto, segundo ele, seria de esperar que ambos se unissem espontaneamente a Aécio. "De todo jeito, foi prometido para o partido [DEM] R$ 10 milhões, mais a coordenação-geral da campanha para o Agripino Maia". Após relatar uma contrariedade entre Aécio e Maia, Saud não deixa claro quanto exatamente foi liberado ao DEM. "O Aécio virou uma sarna em cima do Joesley [dono da JBS]. Ligava ele, a irmã dele [Andrea Neves], o primo...[ligavam] para o Joesley, para mim […] pedindo propina, dizendo que estavam devendo demais da campanha", acrescentou Saud. Já o dono da JBS, Joesley Batista, afirmou em seu depoimento que, mesmo após o fim da campanha de 2014, quando Aécio já tinha sido derrotado, o tucano continuou lhe pedindo dinheiro. Os supostos pedidos teriam cessado entre 2016 e fevereiro de 2017, quando Joesley afirma ter voltado a se encontrar com Andrea Neves, que teria lhe pedido R$ 2 milhões para que o tucano pagasse despesas com seu advogado, Alberto Toron, na defesa dos processos da Lava Jato. Joesley contou aos procuradores que, após algum tempo, se reuniu com o próprio Aécio, em São Paulo, e acertou o pagamento da quantia em quatro prestações de R$ 500 mil. Joesley gravou esse encontro com Aécio. No áudio entregue ao MPF, o empresário combina a entrega da quantia. Joesley pediu pelo amor de Deus para Aécio parar de pedir dinheiro Em depoimento à Procuradoria-Geral da República no âmbito de sua delação premiada, o empresário Joesley Batista disse que em 2016 chegou a pedir para um preposto do senador Aécio Neves (PSDB-MG) que pelo amor de Deus ele parasse de pedir dinheiro. “Em 2016, um dia na casa dele ele me pediu 5 milhões e eu não dei. Logo depois começou (sic) as investigações contra mim e eu chamei aquele amigo dele, Flávio, e pedi pro Flávio para pedir a ele para, pelo amor de Deus, parar de me pedir dinheiro”, disse Batista. A afirmação foi feita quando o empresário passou a descrever pagamentos feitos por ele ao senador tucano. Joesley iniciou o tópico “Aécio” descrevendo que conheceu o senador durante a campanha de 2014. “Fomos o maior doador da campanha dele”, disse. O empresário relatou que já no ano seguinte à eleição, Aécio continuou pedindo dinheiro com a justificativa de que era para arcar com dívidas de campanha. Ele descreveu o repasse de R$ 17 milhões ao senador por meio da compra superfaturada de um prédio em Belo Horizonte, de propriedade de um aliado do senador. “Precisava de R$ 17 milhões e tinha um imóvel que dava para fazer de conta que valia R$ 17 milhões”, disse. Segundo o empresário foi Aécio quem indicou o imóvel. Questionado por um procurador se tratava-se de um superfaturamento do imóvel para justificar esse repasse de dinheiro, o empresário disse: “Sem dúvida. Não estávamos atrás de comprar um prédio em Belo Horizonte.” Foto de Doria com Rocha Loures é apagada das redes sociais após escândalo Flagrado recebendo R$ 500 mil em propina, deputado estava em Nova York quando a delação da JBS veio à tona. Desde que o escândalo da delação premiada da JBS estourou, na quarta-feira (17), o deputado paranaense Rodrigo Rocha Loures (PMDB), homem de confiança do presidente Michel Temer, se tornou persona non grata. Uma foto em que o parlamentar aparece abraçado ao prefeito de São Paulo, João Doria, foi apagada das redes sociais tão logo a reportagem do jornal O Globo revelou que Rocha Loures havia sido flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil de um emissário da JBS. Mas já era tarde demais para eliminar a imagem do mundo virtual. Na quarta-feira, o deputado estava em Nova York (EUA) para participar, como convidado, da cerimônia de entrega do prêmio “Personalidade do Ano”, conferida pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, ao amigo e prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB). Acompanhou de longe as primeiras repercussões da delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista. No evento, com clima de apoio à candidatura de Doria à corrida presidencial em 2018, o deputado paranaense ocupava um dos principais assentos do salão, onde se aglomeravam mil convidados e foi servido um jantar de gala. Integrante do grupo empresarial Lide, fundado por João Doria, Rocha Loures participa constantemente dos eventos promovidos pela entidade. Foi assim em abril passado, quando esteve em Foz do Iguaçu para o 16.º Forum Empresarial, e no ano passado, quando participou da edição n.º 15 do fórum na mesma cidade. O evento contou ainda com a participação do governador Beto Richa (PSDB). Na ocasião, Rocha Loures postou em sua página no Facebook a agora polêmica fotografia ao lado de Doria.
  6. Estilista criador de camisetas pró-Aécio está arrependido Sergio K. foi o autor da “A Culpa Não é Minha – Eu Votei no Aécio”, usada por Ronaldo Fenômeno, nas manifestações contra a então presidente Dilma Rousseff O estilista Sérgio K., criador da camiseta “A Culpa Não é Minha – Eu Votei no Aécio”, usada por celebridades, como Ronaldo Fenômeno, nas manifestações contra a então presidente Dilma Rousseff, está arrependido de ter envolvido seu nome e sua marca na campanha de Aécio Neves (PSDB). Após as denúncias envolvendo o senador mineiro, divulgadas nesta semana, Sérgio K afirmou para a Veja SP que nunca mais vai produzir camisetas de cunho político. O Viver Bem procurou o estilista para comentar o assunto, mas a assessoria de imprensa da marca informou que Sergio K. não queria se pronunciar sobre o assunto. A camiseta usada por Ronaldo Fenômeno foi vendida, na época, por R$ 99. Além dela, Sérgio K. também criou outra com os dizeres “Uai, We Can”. Cada uma das versões vendeu 10 mil unidades. Sérgio K. é empresário e um dos estilistas que frequenta o primeiro escalão da moda do país. Atualmente sua marca tem lojas em diversos shoppings de São Paulo e Belo Horizonte, incluindo o Iguatemi, JK e Market Place, e também na Rua Oscar Freire. Ex-casseta Marcelo Madureira sobre Aécio: "Eu fui iludido, fui enganado" O ex-membro do humorístico Casseta & Planeta e comentarista da Jovem Pan, Marcelo Madureira, falou nesta quinta-feira (18) sobre as críticas que vem sofrendo nas redes sociais após as denúncias envolvendo o senador Aécio Neves (PSDB-MG), acusado de pedir R$ 2 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista, para pagar os honorários dos advogados. Madureira apoiou Aécio nas eleições de 2014. Em resposta às críticas, ele desabafou: "vocês não imaginam o tamanho da minha decepção, da minha desilusão política. Eu fui iludido, fui enganado, eu gostaria de estar completamente equivocado, pra mim é chocante ver o candidato que eu apoiei estar envolvido nessas negociatas em plena vigência das investigações."
  7. Filha de Silvio Santos foi a jantar que negociou propina, diz delator Patricia Abravanel acompanhou o então noivo Fábio Faria, que é deputado federal e filho do governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria A apresentadora de tevê Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos e herdeira do SBT, teria participado de jantar na casa de Joesley Batista, sócio da JBS, para negociar propina em favor de Robinson Faria (PSD-RN), atual governador do Rio Grande do Norte. A história foi contada pelo delator Ricardo Saud, diretor de relações institucionais da JBS, segundo o portal UOL. Patrícia teria ido ao encontro na companhia do então noivo Fábio Faria, deputado federal pelo PSD-RN e filho de Robinson. Patrícia e Fábio se casaram em abril de 2017. VÍDEOS: Assista aos vídeos da delação premiada que abalou o governo Temer O objetivo da reunião seria arrecadar fundos para a campanha de Rbinson, que venceu a eleição em 2014. Fou um jantar muito elegante. Foi o Fábio Faria com a noiva dele, Patrícia Abravanel, filha do Silvio Santos, o Robinson Faria com a esposa dele, nós todos como as nossas esposas para tratarmos de propina”, disse. O diretor da JBS afirma que o grupo tinha interesse, como contrapartida, em assumir a concessão de água e esgoto do estado. O acordo teria sido firmado no jantar. Saud relata pagamento em dinheiro vivo e notas fiscais dissimuladas. “Algo em torno de 10 milhões”, afirma, sem especificar a moeda. O diretor prossegue dizendo que Fábio Faria, companheiro de Patricia Abravanel, “mudou-se” para a sede da empresa J&F para fazer mais pedidos: “Pagando a gente estava, mas ele ia para pedir mais, falar que “lá [no RN] é tudo de vocês, se vocês quiserem assumir o governo, a gente precisa ganhar a eleição’. Um negócio até indigesto”, relata o delator. Apesar de ter pago a propina, o grupo empresarial não cobrou sua contrapartida, segundo a versão de Saud. Procurada pelo UOL, o SBT informou que “não comenta sobre vida pessoal de seus funcionários”. O UOL também tentou contato com Patrícia Abravanel, Robinson Faria e Fábio Faria, mas não obteve respostas.
  8. Executivo da JBS delata R$ 1 milhão entregue em espécie a irmão de Richa Segundo o executivo de Relações Institucionais da empresa, dinheiro era destinado ao governador e foi entregue na porta de um supermercado em Curitiba A divulgação dos depoimentos da JBS pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (19), coloca o governador Beto Richa (PSDB) no rol de políticos supostamente beneficiados pela empresa. À Procuradoria-Geral da República (PGR), um dos executivos da gigante do setor de alimentos afirmou ter entregue R$ 1 milhão em espécie a Pepe Richa, irmão do tucano e atual secretário de Estado de Infraestrutura e Logística. O PSDB nega ter recebido qualquer doação ilegal na campanha de reeleição de Richa, em 2014. Já citado como suposto beneficiário de R$ 3,05 milhões de recursos de caixa 2 da empreiteira Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato, Richa agora teve o nome envolvido na delação premiada de executivos da JBS. Aos procuradores, Ricardo Saud, diretor de Relações Institucionais e Governo da empresa, disse ter repassado pessoalmente R$ 1 milhão em espécie a Pepe Richa. A entrega do dinheiro teria ocorrido no carro do irmão do governador, na porta de um supermercado em Curitiba. No anexo 36 da delação, Pepe é citado como “emissário de Beto Richa”. Ex-secretário e coordenador de campanha de Richa recebeu R$ 200 mil, diz delator da JBS A menção ao suposto repasse ao governador do Paraná está no conjunto de políticos que teriam recebido recursos sem que houvesse uma contrapartida do poder público à empresa. Segundo o texto da delação, a JBS “esforçava-se por atender a pedidos de dinheiro de partidos e políticos” para “obter do conjunto da classe política boa vontade” com o grupo empresarial. Os objetivos da JBS com esses pagamentos eram dois: “obter facilidade para, em caso de necessidade ou conveniência, pedir ao político a prática ou a obtenção de ato de ofício que estivesse ao seu alcance”; e “evitar atrair a antipatia do político, que pode ser muito danosa quando se trata de grupo empresarial tão capilarizado” como a JBS. Esse “reservatório de boa vontade” era construído mediante doação oficial, pagamento de notas fiscais avulsas ou entrega de dinheiro em espécie. O caso de Beto Richa se incluí na última das três situações. No vídeo do depoimento e na delação homologada, não há detalhes sobre quando o suposto repasse a Richa teria sido feito. O executivo Ricardo Saud, porém, afirma à PGR que todas as informações estão em um anexo apresentado aos procuradores, ao qual a Gazeta do Povo ainda não teve acesso. Trâmite Com base na delação dos executivos da JBS, a PGR decidirá posteriormente se há ou não elementos suficientes para pedir abertura de inquérito contra Richa no âmbito do STJ, que é o foro competente para julgar governadores. Por ora, o tucano já é alvo de duas investigações na Corte. Há pouco mais de um ano, o STJ autorizou investigações sobre o suposto envolvimento de Richa no esquema de corrupção na Receita Estadual revelado pela Operação Publicano. Já no fim de março, o tribunal autorizou que se apure a suposta participação do governador em irregularidades na concessão de licenças ambientais na região do Porto de Paranaguá, no Litoral do estado. Por fim, no âmbito da Lava Jato, o STJ poderá autorizar nas próximas semanas apurações a respeito do suposto recebimento de caixa 2 pelo tucano nas eleições de 2008, 2010 e 2014 via Odebrecht.
  9. Janot: Temer e Aécio tentaram impedir avanço da Lava Jato O presidente Michel Temer e o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) agiram em conjunto para impedir o avanço da operação Lava Jato, disse o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, em um documento divulgado nesta sexta-feira. Segundo Janot, Aécio, "em articulação, dentre outros, com o presidente Michel Temer, tem buscado impedir que as investigações da Lava Jato avancem, seja por meio de medidas legislativas, seja por meio de controle de indicação de delegados de polícia que conduzirão os inquéritos". "Desta forma, vislumbra-se também a possível prática do crime de obstrução à Justiça", ressaltou Janot, citado no texto da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin de ordenar a abertura de um inquérito para investigar Temer, Aécio e o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) em função do acordo de delação dos donos do grupo JBS, Joesley e Wesley Batista.
  10. Dono da JBS relata propina milionária, mensalinho e mais de 20 encontros com Temer Em delação, Joesley Batista diz que relação de quase uma década teve mesada a ex-ministro e até pagamento para melhorar a imagem do presidente na internet O dono da JBS, Joesley Batista, delatou o pagamento de mais de R$ 6 milhões de propina a pedido de Michel Temer, o acerto do repasse de outros R$ 50 milhões e mais de 20 encontros com o presidente da República. Estes pontos constam do resumo da delação premiada do empresário, homologada e com sigilo retirado pelo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin. Joesley revela ter sido apresentado a Temer pelo ex-ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que se definiu como afilhado político do atual presidente da República. O encontro aconteceu no escritório de Temer em São Paulo e, partir dali, os dois “trocaram telefones celulares e passaram a manter um relacionamento pautado por interesses comuns”. A partir dali, segundo o empresário, foram mais de 20 encontros nos escritórios do político em São Paulo e no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República, em Brasília. Nestas conversas, Jesley diz acertado doações em nome duas empresas indicadas por Temer. A primeira recebeu um repasse R$ 2 milhões e outro de R$ 1 milhão; a segunda, um pagamento de R$ 240 mil dividido em três vezes. Todas as operações foram feitas em 2010 e estão registradas em notas fiscais anexadas à delação. Joesley diz ter feito, a pedido de Temer, pagamento de “mensalinhos” a Wagner Rossi e Milton Ortolan quando eles deixaram o ministério da Agricultura, em 2011. Rossi, titular da pasta, recebeu R$ 100 mil por mês. Ortolan, secretário-executivo, embolsou R$ 200 mil por mês, de acordo com o delator. O benefício durou um ano. Em 2012, Joesley relata ter pago R$ 3 milhões em caixa 2 para a campanha de Gabriel Chalita a prefeito de São Paulo. Tudo registrado em planilhas anexadas ao acordo. Já às vésperas de assumir a presidência, Michel Temer teria voltado a se socorrer no empresário. Joesley diz ter recebido do peemedebista o pagamento de R$ 300 mil para marketing político na internet, onde estava sendo duramente atacado. O pagamento teria sido feito em espécie a Elsinho Mouro, marqueteiro de Temer. A gravação da conversa com Michel Temer, em março deste ano, ocorreu já em um momento em que a relação entre o empresário e o presidente não era tão próxima. O encontro foi intermediado pelo deputado federal afastado Rodrigo Rocha Loures. 87% dos brasileiros defendem que Temer renuncie à Presidência Apesar dos números apontados pelo Paraná Pesquisas, o peemedebista disse na tarde desta quinta que não abrirá mão do cargo Diante da denúncia de que Michel Temer (PMDB) deu aval para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), 87% dos brasileiros defendem que o presidente renuncie ao cargo. O dado é de um levantamento feito nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Paraná Pesquisas. O inferno de Temer teve início por volta das 19 horas desta quarta-feira (17) quando o jornal O Globo divulgou parte do conteúdo da delação de um dos donos do grupo JBS, Joesley Batista. O trecho mais comprometedor diz respeito a uma conversa gravada em março, em que o empresário diz ao peemedebista que estava dando a Cunha e a Lúcio Funaro, operador do PMDB da Câmara, uma mesada para que ambos permanecessem calados na prisão. “Tem que manter isso, viu?”, teria sido a resposta do presidente. Confrontados com esse cenário, 86,9% se disseram a favor de que Temer deveria renunciar à Presidência da República. Apenas 8,7% afirmaram que não deve haver renúncia, enquanto 4,4% não souberam ou não opinaram. Aécio diz que Serraglio é “um bosta” por não pôr delegados “amigos” na Lava Jato Num diálogo gravado, o senador Aécio Neves (PSDB) xingou com todas as forças o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, do Paraná. “Acusou” o paranaense de não ajudar a designar os inquéritos para delegados da Polícia Federal que fossem ajudar os investigados. http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/caixa-zero/aecio-serraglio-lava-jato/
  11. Luciano Huck deleta fotos com Aécio das redes sociais Os desdobramentos da denúncia de que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) teria recebido propina não ficaram somente no campo político. O apresentador da Globo, Luciano Huck, apagou das redes sociais todas as imagens em que aparecia ao lado do amigo senador. Nas eleições de 2014, Luciano declarou apoio ao candidato à presidência e esteve com ele em momentos cruciais da campanha. Uma das imagens mais conhecidas das duas figuras é a que Huck está na casa do senador acompanhando a apuração dos votos para a corrida presidencial, quando a vitória de Dilma Rousseff (PT) foi anunciada. No Instagram de Huck, seguidores enviaram mensagens ao apresentador questionando o sumiço das fotos com Aécio.
  12. Deputado que teria recebido propina das JBS está com João Doria nos EUA Rodrigo Santos da Rocha Loures (PMDB) teria sido indicado pelo presidente Michel Temer para "resolver um problema" na J&S e foi filmado recebendo dinheiro; ele acompanha o prefeito de São Paulo em uma viagem à Nova Iorque
  13. Bolsonaro se aproxima de mensaleiro e dispara: “não há santo na política” Deputado articula ingresso em novo partido para se candidatar em 2018. O mais provável é que migre para o novato Muda Brasil, que aguarda registro no Tribunal Superior Eleitoral Uma das legendas na mira do deputado e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ), o Partido Muda Brasil ainda aguarda o registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para existir de fato. O pedido na Justiça Eleitoral foi protocolado na semana passada. Seus dirigentes garantem já terem 501 mil assinaturas para dar vida ao MB, como tratam o agrupamento por enquanto. O mínimo exigido é de 486 mil assinaturas, devidamente certificadas, ou seja, conferidas uma a uma. Sobre sua possível transferência para o Muda Brasil, Bolsonaro tem dialogado com o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto, que já presidiu o PR e que cumpriu pena no escândalo do mensalão. Ele foi condenado a 7 anos e 10 meses de prisão, acusado dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Esteve preso entre dezembro de 2013 e novembro de 2014, quando passou a cumprir prisão domiciliar. Em maio do ano passado, teve sua pena perdoada após o ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), concordar com um parecer da Procuradoria-Geral da República nesse sentido. Bolsonaro confirma que já conversou com Costa Neto, mas não dá detalhes do diálogo. Apenas disse à Gazeta do Povo que não tem receios de ter seu nome associado ao de Costa Neto. “Não tenho [receio]. Vou para onde? Para o PSDB? Para o PT? Olha como eles estão enrolados até o pescoço! O meu próprio partido (PSC) está sendo investigado, veja o caso do Pastor Everaldo. Ou seja, nessa Casa [Congresso Nacional] não tem santo. O meu antigo partido, o PP, está cheio de gente sendo investigada”, disse Bolsonaro, que não esconde de ninguém o desejo de se candidatar à Presidência da República no ano que vem. Pastor Everaldo, presidente do PSC, foi citado numa das delações da Odebrecht acusado de receber R$ 6 milhões da empreiteira. Ele negou a acusação. Governo Temer quer resgatar privilégio de autoridades públicas em viagens aéreas Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2018 autoriza lista seleta de autoridades a viajar de classe executiva, prática abolida no orçamento deste ano como forma de reduzir gastos Autoridades públicas da esfera federal poderão voar novamente de classe executiva, com assentos mais confortáveis e serviços de bordo exclusivos durante o voo. Esta é a proposta presente na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018 e defendida pelo governo de Michel Temer. O custo para o contribuinte, claro, será bem maior. O “privilégio”, que havia sido retirado do último orçamento do governo para cortar gastos, ainda depende de aprovação no Congresso Nacional. Segundo consta na proposta de LDO 2018, a compra de passagens na classe econômica seria mantida como regra geral, mas agora com exceções para algumas autoridades, que poderiam viajar na classe executiva. A lista é extensa. Estão nela: presidente, vice-presidente, ministros, deputados federais, senadores, desembargadores federais, ministros de tribunais superiores, ministros do Tribunal de Contas da União, procurador-geral e subprocuradores-gerais da República, defensor público-geral federal e os comandantes das Forças Armadas.
  14. Mainardi e Reinaldo Azevedo protagonizam baixaria na internet Troca de farpas começou depois que o colunista da "Veja" escreveu um texto criticando o juiz Sergio Moro O tempo fechou entre os jornalistas Reinaldo Azevedo, da revista “Veja”, e Diogo Mainardi, do site “O Antagonista”. A troca de farpas terminou em baixaria no Twitter e se tornou o assunto mais comentado na noite desta sexta-feira (12) na rede social. Tudo começou com uma publicação do site “O Antagonista”, na manhã desta quinta, criticando a coluna de Reinaldo Azevedo no jornal “Folha de São Paulo”. No texto, Azevedo disse que o juiz Sergio Moro “esmagou o devido processo legal” durante o interrogatório do ex-presidente Lula na última quarta (10), em Curitiba. O post de “O Antagonista” ironizou a postura de Azevedo ao defender o petista e o chamou de Cristiano Zanin – um dos advogados de Lula. Inconformado com o ataque, o colunista da “Veja” utilizou seu blog para disparar contra Diogo Mainardi e o site no qual seu novo desafeto escreve. “A página (O Antagonista) é viciada neste escriba. É Reinaldo-dependente. Dadas a hora da diatribe e a preguiça de escrever, deve ser coisa do Diogo de Veneza. Parece que ele não gostou da minha coluna na “Folha” de hoje”, disse Azevedo. “Diogo quer ser a Rainha de Copas: Cortem-lhe a cabeça! A propósito, Oráculo de Veneza, quando é que Lula vai ser preso amanhã?”, completou. Diante da resposta, Diogo Mainardi não se intimidou e partiu para a baixaria. Em seu perfil no Twitter mandou um recado ao antigo colega: “Vai dar a bunda. Reinaldo”. Essa não é a primeira vez que o fundador do site O Antagonista ataca seus desafetos com xingamentos. Há cerca de um mês, ele ofendeu e ameaçou o editor-chefe da revista Fórum, Renato Rovai. O motivo da irritação foi uma matéria publicada sobre o fato de Mainardi ter sido citado pelo ex-vice presidente da Odebrecht Henrique Valladares em delação premiada envolvendo o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo ganham pernoite em motel para resolver diferenças ideológicas O colunista Reinaldo Azevedo, conhecido por suas posições políticas, vem sofrendo com o estranhamento que antigos seguidores acusam a respeito de suas crônicas mais recentes. Sua coluna acusando o juiz Sérgio Moro de ter feito “picadinho” do devido processo legal no depoimento dado pelo ex-presidente Lula na última quarta-feira fez com que seguidores o tachassem de “comunista” para baixo. A última de Reinaldo foi conclamar Diogo Mainardi a por fim ao meme “LULA PRESO AMANHÔ perpetuado em seu site de “humor & negócios ‘O Antagonista'” (aspas da coluna de Reinaldo). A resposta do ex-amigo foi um convite: “Vai dar a bunda Reinaldo”, resposta que alcançou o topo dos Trending Topics do Twitter. A rede de motéis Operação Com Dor não perdeu tempo. Aproveitou a tensão sexual entre os ex-companheiros de trincheira para oferecer uma promoção. “Oferecemos nossa suíte temática ‘Bruxo Golbery’, com brinquedos que mexem com a Constituição e projeção de artigos de Olavo de Carvalho nas paredes para criar um clima”, diz o dono do empreendimento. “Queremos que o casal tenha uma noite de alucinadas discussões sobre o futuro do Brasil”, concluiu.
  15. Governo de Beto Richa drenou R$ 1 bilhão de lucros da Copel em seis anos Nos seis anos de governo Beto Richa, a Copel entregou a seus acionistas R$ 1 bilhão a mais do que o exigido por lei. A política de divisão mais agressiva de lucros foi adotada pelo governo, segundo o próprio Beto Richa, porque o caixa estadual precisava de um reforço num momento de crise. Como principal sócio da estatal, o governo do Paraná é o maior beneficiário dessa política. Por lei, a Copel precisa repassar um mínimo de 25% a seus acionistas. O porcentual é calculado com base no lucro líquido da empresa. Esse era o montante repassado nos anos do governo de Roberto Requião, por exemplo. No entanto, os acionistas podem decidir distribuir uma fatia maior. E desde 2010, quando Orlando Pessuti assumiu, vem sendo feito quase todos os anos. Em 2011, primeiro ano de Beto Richa no governo, a Copel distribuiu 35% do seu lucro, porcentual mantido no ano seguinte. Em 2013, pela primeira vez a companhia destinou 50% dos lucros aos sócios. A estratégia se repetiu em 2014, ano de reeleição em que o governador dizia, na tevê, que o estado estava com as contas em dia e que “o melhor estava por vir”. Em 2015, a Copel voltou aos 25% de repasse, assim como grande parte das companhias de energia, num ano particularmente ruim para o setor. E agora, na hora de decidir a distribuição de dividendos referentes a 2016, o governo reverteu uma decisão do Conselho de Administração e resolveu que a Copel precisa dividir 50% dos lucros. Há registros nas atas de que vários acionistas minoritários reclamaram da política, afirmando que ela traz riscos para a companhia. Luiz Eduardo Sebastiani, diretor indicado pelo governo para a Copel, chegou a dizer o mesmo e a votar contra o repasse maior. Ele deve ser afastado do cargo nos próximos dias, embora Richa que esse não é o motivo. Desde 2011, a Copel já distribuiu cerca de R$ 2,7 bilhões aos acionistas, incluído aí o repasse a ser feito até o mês que vem, referente a 2016. Caso seguisse a estratégia de destinar apenas 25% aos sócios, mantendo o restante para reinvestimento ou pagamento de dívidas, por exemplo, só precisaria ter distribuído R$ 1,7 bilhão. O governo do Paraná, na gestão Beto Richa, recebeu R$ 726 milhões da empresa. Se tivesse optado por votar sempre a favor da distribuição de 25%, teria recebido R$ 308 milhões a menos. O governador nega que a política ponha a empresa em risco. “O estado passa por dificuldades impostas pela crise nacional sem precedentes do país. E isso nos obrigava a requisitar os dividendos de algumas empresas públicas”, disse. “Mas sem jamais prejudicar a solidez da Copel, que vem fazendo um investimento recorde no nosso governo”, disse na semana passada.