Peidãø Neck

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  1. Deputados e senadores devem R$ 533 milhões à União e querem o perdão de dívidas Relatório do novo Refis estipula uma redução de até 99% em juros e multas e pede entrada pequena para o parcelamento Deputados e senadores que devem à União R$ 532,9 milhões serão os responsáveis por aprovar o texto do novo Refis - programa de parcelamento de débitos tributários e previdenciários concedido com descontos generosos de juros e multas. O governo enviou uma proposta ao Congresso, em janeiro, com a expectativa de arrecadar R$ 13,3 bilhões este ano, mas a medida foi alterada pelos parlamentares, derrubando a arrecadação para R$ 420 milhões. A nova versão pretende perdoar 73% da dívida a ser negociada. Os dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), responsável pela gestão da dívida ativa, foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. O valor inclui dívidas inscritas nos CPFs dos parlamentares, débitos nos quais eles são corresponsáveis ou fiadores e o endividamento de empresas das quais são sócios ou diretores. Os R$ 532,9 milhões em dívida dos parlamentares consideram apenas as dívidas em aberto, ou seja, o endividamento classificado como “irregular” pela PGFN. Isso porque deputados e senadores já foram beneficiados por parcelamentos passados. O total de débitos ligados a deputados e senadores inscritos em Refis anteriores - ou seja, que estão sendo pagos e se encontram em situação “regular” - é de R$ 299 milhões. Companhias administradas por parlamentares respondem pela maior parte dos calotes à União que seguem em aberto. As empresas de 76 deputados federais devem R$ 218,7 milhões, enquanto as geridas por 17 senadores acumulam débitos de R$ 201,2 milhões. É nesse grupo que está incluído o deputado Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG), relator da medida provisória do novo Refis e responsável por modificar totalmente o teor do texto original para ampliar as vantagens aos devedores. A Receita Federal vai recomendar o veto do novo Refis se permanecerem as condições propostas pelo relator. Desde o início, a Receita queria que essa versão do parcelamento saísse com regras duras para desestimular os “viciados” em parcelar dívidas tributárias - contribuintes que pagam apenas as primeiras prestações e depois abandonam os pagamentos à espera de novo perdão. Desde 2000, já foram lançados 27 parcelamentos especiais. A PGNF informou ainda que 11 deputados são corresponsáveis em dívidas que chegam a R$ 31,8 milhões, bem como 3 senadores estão arrolados em débitos de terceiros que somam R$ 62,2 milhões. A lista do órgão de cobrança expõe ainda os débitos diretos dos parlamentares, inscritos nos próprios CPFs. Nesse grupo estão 29 deputados federais, com dívida total de R$ 18,9 milhões, e 4 senadores, que juntos devem R$ 6 milhões.
  2. Marcos Valério acerta delação com a PF e deve revelar detalhes de mensalão tucano Acordo aguarda homologação do Supremo Tribunal Federal, já que envolve políticos de foro privilegiado. O publicitário Marcos Valério fechou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal de Minas Gerais, após ter a oferta negada pelo Ministério Público Federal. O acerto foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda homologação. A colaboração envolve políticos de foro privilegiado e, por isso, depende do aval do Supremo. Valério deve narrar detalhes sobre o mensalão tucano – esquema de desvios de recursos públicos de estatais mineiras para a fracassada campanha de reeleição do então governador Eduardo Azevedo (PSDB), em 1998. De acordo com a PF, o acordo foi assinado no último dia 6, quando foi apresentada “vasta documentação” e prestado depoimento. A delação depende de homologação do Supremo para que possa ser usada em ações penais. Durante o período de recesso do STF, caberá à presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, validar o conteúdo do acordo ou distribuir para outro ministro quando as atividades forem retomadas. Prepare o bolso: governo Temer cogita aumentar imposto sobre combustíveis Elevação da alíquota do PIS e da Cofins deve ser anunciada pela equipe econômica nesta quarta-feira. Medida visa liberar despesas hoje represadas. A frustração de receitas está tão forte que, para liberar despesas que estão congeladas até quinta-feira (20), o presidente Michel Temer terá de dar aval para que a equipe econômica aumente tributos sobre combustíveis. Pelos cálculos que estão na mesa até o momento, seria preciso aumentar em cerca de R$ 0,10 por litro de gasolina e diesel para levantar cerca de R$ 4 bilhões, valor que seria suficiente para liberar despesas hoje represadas. O aumento seria feito por meio de elevação da alíquota de PIS e Cofins sobre combustíveis, que entraria em vigor automaticamente. Inicialmente, a equipe econômica cogitou elevar a Cide, contribuição que também incide sobre combustíveis. No entanto, seria preciso esperar três meses para que a medida entrasse em vigor e haveria divisão dessa receita com estados e municípios. Por isso, essa opção perdeu força. O presidente Temer definirá o aumento de tributos sobre combustível em reunião com a equipe econômica nesta quarta. O anúncio da revisão orçamentária está marcado para quinta.
  3. Contrariado, João Doria perde a pose de gestor no Facebook Confrontado, o prefeito de São Paulo mostra dificuldade em lidar com números adversos Em sete meses como prefeito de São Paulo, uma das principais bandeiras de João Doria tem sido as parcerias com a iniciativa privada. Doria, que gosta de se vender como gestor e não como um político comum, defende que as parcerias são uma boa forma de driblar a crise econômica e falta de dinheiro que as administrações municipais enfrentam. Desde o começo de seu mandato, a estratégia vem dando muito certo. Com 100 dias de governo, sua aprovação, de acordo com o Instituto Paraná de Pesquisas, chegava aos 70%, alimentando sonhos mais altos, como uma possível candidatura à presidência em 2018. A atuação precipitada e sem muito método na Cracolândia, que levou ao pedido de demissão de sua secretária de Direitos Humanos, fez com que, pela primeira vez, sua popularidade sofresse abalos. Doria foi à imprensa anunciar o fim da Cracolândia, mas o que se viu foi que ela apenas mudou de lugar, migrando para a praça Princesa Isabel, a poucos metros do local original. Como consequência, a reprovação ao seu governo aumentou de 39% para 52%, segundo uma pesquisa divulgada pela Datafolha, realizada entre os dias 1º e 13 de junho. Mas a joia da coroa, a questão das parcerias privadas, ainda garantia sua fama de bom gestor. Até que, nesta sexta-feira (07), a Folha de S. Paulo publicou uma grande reportagem mostrando que, de todas as doações anunciadas pelo prefeito, apenas 8% foram de fato efetivadas. Um exemplo apontado pela reportagem de Arthur Rodrigues que deixa claro a diferença entre o discurso praticado por João Doria e a realidade é uma doação no alto valor de R$ 20 milhões atribuída à empresa aérea Qatar Airways. O pedido foi feito em fevereiro pelo prefeito. Detalhe: a empresa não tem sequer conhecimento sobre o assunto. Há outros problemas. Uma doação de alimentos de R$ 12 milhões que seria feita pela Associação Brasileira de Alimentos (Abia) aconteceu de fato. Mas o valor real foi bem menor: R$ 1,5 milhão, bem menor que o propagandeado pela prefeitura. Confrontado com os números que mancham sua principal bandeira, Doria tomou uma atitude pouco condizente com a dos melhores manuais de gestão. Gravou um vídeo em sua página no Facebook, seguida por 2.780.000 pessoas, em um tom bastante alterado. “Hoje estou aqui contestar, contestar esta matéria aqui da Folha de S. Paulo, escrita por este repórter, Arthur Rodrigues. Diz aqui: ‘Doações prometidas por Doria empacam’. EMPACAM COISA NENHUMA, SENHOR ARTHUR RODRIGUES E FOLHA DE S. PAULO! (...)Me dê atitudes positivas e eu confiarei que as medidas que vocês colocam aqui nesta matéria representam um bom sentimento em relação à cidade. Ora, faça-me o favor. Pode fazer críticas. É natural e é normal. Quem está na função pública está sujeito a receber críticas, mas sejam justos e sejam corretos. E na próxima matéria, Arthur, pesquise melhor, tá?” Nos dois minutos em que pediu ao repórter para pesquisar melhor e afirmou que as doações não empacaram, Doria não apresentou nenhuma informação que contestasse os números da reportagem. Tentou apenas desqualificar o jornal e o repórter, se mostrando refratário a uma análise ancorada apenas em dados. Iniciativas que estimulam as empresas a contribuir com o bem comum são sempre bem-vindas. Mas o prefeito de São Paulo deve estar atento que a liberdade de expressão é essencial para que exista a cobrança do poder público. Sem isso, as próprias bases da democracia ficariam profundamente abaladas.
  4. George A. Romero, diretor de a Noite dos Mortos-Vivos, morreu hoje aos 77 anos. Cineasta revolucionou os filmes de zumbi. George A. Romero, diretor de clássicos como A Noite dos Mortos-Vivos, morreu neste domingo (16) aos 77 anos. O cineasta é considerado o pai dos filmes de zumbi modernos e foi um dos nomes que revolucionou o gênero no cinema (Via LA Times). Segundo a família de Romero, o diretor morreu enquanto dormia “após uma severa batalha contra o câncer de pulmão”. Ele faleceu enquanto ouvia a trilha sonora de um de seus filmes favoritos, Depois do Vendaval, clássico de 1952 dirigido por John Ford e estrelado por John Wayne. Romero começou a era dos filmes de zumbi e redefiniu o gênero de terror com A Noite dos Mortos-Vivo, que escreveu ao lado de John A. Russo e dirigiu em 1968. Ao contrário dos filmes dos anos 50 que contavam com cientistas excêntricos, gargalhadas malévolas e castelos mal-assombrados, o longa era mais cru e realista. A Noite dos Mortos-Vivos tinha Duane Jones, Judith O’Dea e Karl Hardman no elenco e conta a história de sete pessoas que ficam presas em uma fazenda rodeada de zumbis. O filme, que ajudou a definir a mitologia moderna dos zumbis de Romero, foi rodado por US$ 114 mil e arrecadou US$ 30 milhões mundialmente. Ano passado, o cineasta chegou a criticar a forma como os filmes e séries de zumbis são feitos atualmente e culpou produções como The Walking Dead e Guerra Mundial Z por não fazer mais filmes. “Eu fiz Terra dos Mortos (2005), que foi o maior filme de zumbi que já fiz. E não acho que ele precisava ser tão grande. A maior parte do dinheiro foi para o elenco. Eles são ótimos, mas não acho que precisava gastar todo aquele dinheiro. Os charutos de Dennis Hopper custam mais do que a produção inteira de A Noite dos Mortos-Vivos (1968), essa é a verdade. Agora, por causa de Guerra Mundial Z e The Walking Dead, eu não consigo fazer um filme pequeno e modesto de zumbis, que deveria ser algo sociopolítico. Eu costumava conseguir lançar alguma coisa com base em ação zumbi, e conseguia esconder mensagens dentro disso. Agora não consigo. No momento em que menciono a palavra zumbi, precisa ser algo como ‘olha, Brad Pitt pagou US$ 400 milhões para fazer isso’”, disse na época. Martin Landau, vencedor do Oscar, morre aos 89 anos Ator americano levou prêmio de melhor ator coadjuvante por "Ed Wood", de 1994, filme de Tim Burton. Landau também atuou na série "Missão Impossível", nos anos 60. Martin Landau morreu aos 89 anos, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante pelo filme "Ed Wood", de 1994, ele também particiou da série "Missão Impossível" nos anos 60. Landau faleceu na madrugada de sábado (15). O ator estava em hospital e sofreu complicações inesperadas, após ser internado por um mal-estar, disse Dick Guttman, seu relações públicas, em comunicado, neste domingo (16). Depois de receber duas indicações para o Oscar, pelos filmes "Crimes e pecados", de Woody Allen, e "Tucker", de Francis Coppola, Landau finalmente recebeu o prêmio em 1995. Ele finalmente levou a estatueta com grande atuação em "Ed Wood", de Tim Burton, onde interpretou Bela Lugosi, lendário ator que fez "Drácula".
  5. Reformas da Paranaprevidência foram um “assalto”, diz procurador Gabriel Guy Léger, procurador do Ministério Público de Contas do Paraná , afirma que, no modelo atual, não haverá recursos para bancar aposentadorias a partir de 2047 A mudança mais recente na Paranaprevidência, que culminou na batalha do Centro Cívico e descapitalizou o fundo em R$ 3,8 bilhões, prejudicou intensamente sua sustentabilidade, mas não foi a intervenção mais grave que o sistema enfrentou. Na opinião do procurador do Ministério Público de Contas do Paraná Gabriel Guy Léger, sucessivas mudanças promovidas em diferentes governos explicam a insolvência do fundo, que não terá nenhum centavo para pagar aposentadorias a partir de 2047, caso seja mantido o modelo atual. Segundo Léger, o que tem ocorrido é um “roubo” aos recursos previdenciários. “Não precisa ser a mão armada para ser roubado. Temos aqui o caso de um assalto a mão legislativa”, afirmou, durante palestra em um seminário sobre previdência, organizado pelo sindicato dos servidores do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) e pela federação nacional da categoria. O procurador afirma que o TCE tem feito seu papel de fiscalização, mas que fica de mãos amarradas porque as intervenções que prejudicam o fundo são aprovadas pelos deputados estaduais. “O tribunal se pauta pela lei, não pode desconsiderar o panorama legislativo estadual. Há uma violação à modelagem constitucional, e há muitas ações questionando isso no Supremo, mas, como o Supremo está atribulado com outras coisas, não as julga”, relata. De todas as intervenções na Paranaprevidência, Léger aponta três que considera mais grave, ressaltando que é sua opinião como procurador, não do TCE. “Em primeiro está a falta de composição do fundo de previdência com a paridade de, vamos simplificar, 10% cota patronal, 10% servidores. Ou seja, 20% da folha seria para compor um fundo de previdência. Nunca foi feito”, conta. Ele critica a previsão de o governo aumentar a alíquota até 20% nos próximos anos, considerando que não conseguiu contribuir nem com 10%. Em segundo lugar está a negociação que o governo de Jaime Lerner fez em 2000, quando antecipou a receita de 20 anos dos royalties de Itaipu e usou para capitalizar o fundo. “A negociação não foi economicamente vantajosa para o estado, que trocou os 20 anos para receber em 15 anos, mas abriu mão de 53% do valor”, apontou. Ou seja, ganhou cinco anos, mas recebeu só metade do que teria direito. “Além disso, o estado passou a considerar esse pagamento de royalties como se fosse a cota patronal. Não passou a cota patronal. Aquilo que deveria ser receita extraordinária para formar uma poupança só compensou o débito do governo”, acrescentou. Por fim o procurador cita as mudanças promovidas em 2015 pela gestão de Beto Richa. “A segregação de massas em 2012 já tinha sido ruim, mas a de 2015 foi a mais prejudicial.” A segregação de massas prevê a separação dos segurados em dois grupos distintos, um coberto pelo fundo financeiro e outro pelo fundo previdenciário. O que é questionado é que a Lei Estadual nº 18.469/2015 transferiu do Fundo Financeiro para o Previdenciário 33,5 mil inativos que até então eram pagos pelo Tesouro. O governo então deixou de aportar na previdência os valores correspondentes a esses funcionários e passou a sacar cerca de R$ 145 milhões da Paranaprevidência, com data retroativa a janeiro de 2015. Essa operação é que “derreteu” o patrimônio do sistema em R$ 3,8 bilhões, segundo cálculo do consultor Renato Follador, um dos idealizadores do órgão criado em 1998.
  6. Ex-coordenador do MBL ganha cargo comissionado de Francischini O deputado Fernando Francischini tem uma nova aquisição em seu gabinete. Eder Borges, coordenador do MBL no Paraná durante todo o processo de impeachment de Dilma Rousseff (e que recentemente deixou o movimento) agora virou funcionário comissionado. Segundo o Diário Oficial, a nomeação saiu em 4 de maio. Eder Borges, que sempre reclamou do Estado inchado, passa a ser Secretário Parlamentar 19, com remuneração paga pela Viúva de R$ 4,3 mil. Com isso, Francischini, outro defensor do Estado mínimo, tem nada menos do que 17 funcionários mantidos pelo erário. Os dois estariam assumindo, segundo Borges, a coordenação da campanha presidencial de Jair Bolsonaro (PSC) no Paraná.
  7. Congresso quer Refis com desconto de 99% e benefícios a igrejas e clubes de futebol Comissão aprovou relatório do novo Refis com mudanças que podem diminuir arrecadação e beneficiar alguns setores Deputados e senadores romperam o acordo com o governo e aprovaram na quinta-feira (14), o relatório do novo Refis com condições mais favoráveis para empresas devedoras. O texto também ajuda igrejas, times de futebol, produtores de álcool, dentre outros grupos, com benefícios que nada têm a ver com o programa de refinanciamento de dívidas tributárias. Integrantes da equipe econômica contestaram o texto e ainda calculam o impacto que a medida terá, caso seja aprovada pelo plenário da Câmara. Na versão anterior, que já tinha ampliado as vantagens para devedores da União, o governo poderia arrecadar entre R$ 13 bilhões e R$ 15 bilhões com a adesão ao programa neste ano. Mas, nos anos seguintes, haverá frustração de receitas superior a R$ 2 bilhões por ano. Para valer, o texto precisa ser aprovado pelo Senado antes de seguir para a sanção presidencial. O presidente poderá vetar alguns pontos ou até mesmo toda a lei. Os deputados, no entanto, afirmam que negociaram o novo texto com o governo em troca de apoio à reforma trabalhista e previdenciária. Na versão atual do relator, o deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG), há previsão de descontos de até 99% de multa e juros caso o devedor opte por uma parcela de 20% à vista calculada sobre o valor integral (sem descontos). Antes, previa-se uma parcela maior (25%) à vista para descontos de até 90% de juros e multas. Outro revés para o governo foi a possibilidade de utilização de créditos tributários gerados por prejuízos fiscais. Caso haja saldo remanescente, será possível o parcelamento em até sessenta meses. Ou seja: as empresas passam a aderir ao programa pagando uma parcela menor e conseguindo mais descontos. Jabutis O relatório aprovado traz ainda diversos trechos alheios ao programa de refinanciamento de dívidas tributárias. Conhecidos popularmente como “jabutis”, esses benefícios contemplaram igrejas, times de futebol, produtores de etanol, exportadores de cigarro, portos secos, dentre outros. Caso as medidas forem mantidas pelo Congresso, associações religiosas não terão de pagar IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) quando fizerem remessas ao exterior. Muitas delas têm braços nos EUA, Europa e África. O relator ainda previu em seu parecer a reinclusão de clubes que foram excluídos do programa de parcelamento de dívidas de times de futebol, o Profut. Ele argumenta que a medida vai beneficiar principalmente os clubes menores. O Profut permitiu o refinanciamento de dívidas de impostos em 240 meses, com redução de 70% das multas, 40% dos juros e 100% dos encargos. Os clubes que aderiram tiveram desconto de 50% nas 24 primeiras parcelas, 25% da 25.ª à 48.ª e 10% a 49.ª à 60.ª. Como contrapartida, precisaram assumir alguns compromissos, como limitação de mandatos dos dirigentes, não atrasar salários, gastar no máximo 80% da receita bruta anual do futebol profissional com salários e direitos de imagem e investir nas categorias de base e no futebol feminino Empresas de rádio e televisão devedoras poderão pagá-las ao poder público em condições similares às do Refis. As autorizações para porto secos (aduanas localizadas fora dos portos marítimos) tiveram a validade estendida para 25 anos prorrogáveis por mais dez anos. Para tentar barrar os cigarros clandestinos que entram no país via Paraguai, os cigarros deverão ter selos identificando sua origem.
  8. Governo consegue barrar relatório contra Temer na CCJ da Câmara Por 40 votos a 25, Comissão de Constituição e Justiça rejeitou parecer que recomendava prosseguimento da acusação contra o presidente; texto será votado em plenário A comissão que analisa a denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) por corrupção passiva rejeitou, por 40 votos a 25, o relatório que recomenda que a Câmara autorize o Supremo Tribunal Federal (STF) a dar andamento ao caso. Um relatório paralelo que sugere o arquivamento do processo foi aprovado pelo colegiado. O texto agora precisa ser apreciado pelo plenário da Casa. A decisão é uma vitória para o governo Temer. O deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), relator do caso, declarou em seu voto que há “indícios fortes” para que a investigação prossiga. É de sua autoria o relatório derrotado nesta quinta-feira (13). Com a rejeição do parecer dele, o presidente da comissão, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), designou um novo relator que acatou um voto divergente que havia sido protocolado na secretaria da comissão. Foram apresentados dez votos paralelos: seis a favor da denúncia e quatro contra a denúncia. Para tentar evitar a derrota, partidos da base de apoio ao governo substituíram membros da comissão que sinalizavam voto a favor do relatório de Zveiter. Foram realizadas 21 trocas de parlamentares pelo menos. No início da semana, aliados do governo contabilizavam uma maioria de votos favoráveis ao andamento da denúncia. Com a mudança de deputados, governistas garantiram a vitória e conseguiram barrar o relatório contra Temer. A sessão foi marcada por críticas da oposição sobre essa manobra regimental usada por membros da base do governo.
  9. Ministério da Ciência e Tecnologia cobra R$ 20 milhões de Aécio e gabinete Pasta diz que houve irregularidades nos gastos de convênio entre o governo federal e o de Minas Gerais em 2005 O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações cobra R$ 20,3 milhões do senador Aécio Neves (PSDB) e de três secretários de Estado por supostas irregularidades em convênio entre o governo federal e o de Minas Gerais em 2005. O tucano governou o estado de 2003 a março de 2010. O acordo foi firmado para a construção dos chamados centros vocacionais tecnológicos (CVTs), que oferecem por exemplo cursos nas áreas de empreendedorismo, informática e agricultura. Os ex-secretários do tucano citados pelo ministério são Bilac Pinto, Paulo Kleber Duarte Pereira e Alberto Duque Portugal, que comandaram a Secretaria de Ciência e Tecnologia. Os centros foram construídos e funcionam. Porém, segundo apuração do ministério, teriam ocorrido irregularidades nos gastos que envolveram R$ 7,3 milhões em valores da época. Corrigidos, eles totalizam os R$ 20,3 milhões cobrados do senador e auxiliares. O total previsto para o projeto era de R$ 21,5 milhões.
  10. Em outra gafe internacional, Temer diz que está fazendo “voltar o desemprego” Presidente postou vídeo no Twitter em que narra os “bons resultados” alcançados por seu governo. Temer deu “escorregada” na escolha do verbo para se referir ao índice de desemprego Segundo Temer, ele havia acabado de participar da terceira sessão plenária do encontro do G-20, onde relatou aos líderes mundiais ali presentes os “bons resultados” que o Brasil vem alcançando em seu governo. “Cada país fez um relato daquilo que está fazendo em seus país, como eu pude fazer um relato daquilo que estamos fazendo no Brasil, gerando exatamente inflação baixa, reduzindo os juros, fazendo voltar o desemprego (sic) e combatendo a recessão”, afirmou. O vídeo dura 1 minuto e 26 segundos, foi gravado de forma improvisada e sem edições, diferentemente de outras publicações que o presidente costuma colocar nas redes sociais. Horas antes, o presidente brasileiro também causou surpresa ao negar que exista crise econômica no país. “Crise econômica no Brasil não existe. Vocês têm visto os últimos dados”, disse aos jornalistas, ao chegar ao local da reunião do G-20. Não foi gafe, é a pura verdade!
  11. Força-tarefa da Lava Jato é encerrada pela PF do Paraná Investigação continua, mas policiais deixam de trabalhar exclusivamente no caso do petrolão Criada em 2014 para atuar exclusivamente nas investigações da Operação Lava Jato, a força-tarefa da Polícia Federal (PF) do Paraná foi encerrada por decisão da direção-geral da corporação. Isso não significa o fim das investigações. Mas, a partir de agora, os delegados e agentes deixam de atuar apenas na Lava Jato e passam a trabalhar também em outros casos conduzidos pela Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros. Oficialmente, a Polícia Federal informou que o desmanche do grupo de trabalho se deu por uma “diminuição na demanda de trabalho da Lava Jato em Curitiba”. Nos bastidores, no entanto, acredita-se em outros motivos. Segundo informações apuradas pela Gazeta do Povo, a quantidade de inquéritos em andamento ainda é grande. Além disso, bastante material relacionado às delações da Odebrecht e da JBS deve ser enviado a Curitiba, levando à abertura de novos inquéritos. No auge da operação Lava Jato, entre 2015 e 2016, a força-tarefa tinha nove o delegados. No final de maio, a equipe foi reduzida para seis, e atualmente, o número é de apenas quatro. Houve redução no número de agentes e peritos, além de cortes no orçamento destinado à operação. Em nota, a Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná informou que o efetivo atual está adequado à demanda e será reforçado em caso de necessidade. “Os grupos de trabalho dedicados às operações Lava Jato e Carne Fraca passam a integrar a Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas. A medida visa priorizar ainda mais as investigações de maior potencial de dano ao erário, uma vez que permite o aumento do efetivo especializado no combate à corrupção e lavagem de dinheiro e facilita o intercâmbio de informações”, diz a nota. Procurador “antecipou” Na noite de quarta-feira (5), o procurador do Ministério Público Federal (MPF) Carlos Fernando dos Santos Lima havia “antecipado” o “fim” da força-tarefa na PF. “A força-tarefa da Polícia Federal na operação Lava Jato deixou de existir. Não há verbas para trazer delegados”, publicou Lima em sua página no Facebook. Lima, que integra a força-tarefa pelo MPF, ainda criticou o presidente Michel Temer, postando junto com sua publicação uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo que mostrava a liberação de emendas parlamentares após a delação da JBS. “Mas para salvar o seu mandato, Temer libera verbas à vontade”, disse o procurador.
  12. Fachin manda soltar ex-deputado Rocha Loures, após 27 dias de prisão Ex-assessor de Temer é acusado de corrupção no STF. Ele foi flagrado recebendo mala de R$ 500 mil em propina paga pela JBS O ministro Edson Fachin, relator do caso JBS no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) nesta sexta-feira (30). O ex-assessor do presidente Michel Temer será monitorado por tornozeleira eletrônica e terá de se recolher em casa à noite, entre 20 horas e 6 horas do dia seguinte, de acordo com a decisão de Fachin Ele estava preso na carceragem da Polícia Federal desde 3 de junho. Rocha Loures foi flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil em propina paga pela JBS.
  13. Governo propõe tirar recursos da Educação para normalizar emissão de passaportes Projeto foi enviado ao Congresso nesta quinta-feira pelo poder Executivo BRASÍLIA - O governo propôs retirar R$ 102, 3 milhões de dotação orçamentária do Ministério da Educação para normalizar a emissão de passaportes para a Polícia Federal. O projeto, elaborado pelo Ministério do Planejamento, foi enviado ao Congresso nesta quinta-feira. A proposta gerou desconforto na Comissão de Orçamento do Congresso, que pediu a indicação de outra fonte de receita. De acordo com o projeto, o governo retiraria orçamento destinado à capacitação e formação inicial e continuada para educação básica, de programas de alfabetização de jovens e adultos, de ações de graduação, pesquisa e extensão e de iniciativas de valorização da diversidade e promoção de direitos humanos. O presidente da comissão, senador Dário Berger (PMDB-SC) pediu ao ministro do Planejamento a indicação de outra fonte. Segundo ele, o governo concordou em trocar a fonte de receita, retirando a dotação de convênios com organismos internacionais. Relator do projeto, o deputado Fernando Francischini (SD-PR), que é delegado da Polícia Federal, vai continuar em Brasília para apresentar seu parecer nesta sexta-feira. A proposta será votada na Comissão Mista de Orçamento na próxima terça-feira, dia 4 de julho. O projeto precisa ser votado em plenário, mas 21 vetos trancam a pauta do Congresso. Não há ainda sessão do plenário convocada. A emissão de passaportes foi suspensa pela Polícia Federal na quarta-feira após ter sido atingido o limite de dotação orçamentária para a atividade. A PF esclareceu que até dispõe de recursos financeiros, mas que não pode manter a emissão por questões burocráticas. O governo enviou o projeto em uma tentativa de minimizar os danos causados pela suspensão do serviço. Somente após a aprovação do projeto e a sanção pelo presidente a emissão poderá ser normalizada. Este valor de R$ 102,3 milhões é o apontado pela Polícia Federal para normalizar o serviço de emissão de passaportes até o final do ano.
  14. Temer escolhe Raquel Dodge, rival de Janot, como nova chefe da Lava Jato É a primeira vez desde 2003 que o primeiro colocado da lista tríplice apresentada pelo Ministério Público Federal não é escolhido pelo presidente da República A subprocuradora Raquel Dodge, segunda colocada na lista tríplice entregue pelo Ministério Público Federal (MPF), foi a escolhida pelo presidente Michel Temer para assumir a Procuradoria-Geral da República (PGR) no lugar de Rodrigo Janot, a partir de setembro. O anúncio foi feito na noite desta quarta-feira (28), mesmo dia em que Temer recebeu a relação com o resultado da votação interna do presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, José Robalinho Cavalcanti. Com 587 votos, Raquel foi a segunda mais votada na eleição realizada na terça-feira (27) com procuradores da República todo o país. O primeiro foi o vice-procurador eleitoral Nicolao Dino, com 621 votos. É a primeira vez desde 2003 que o primeiro colocado da lista tríplice não é escolhido pelo presidente da República. Terceira colocada na eleição interna do MPF em 2015, Raquel é do grupo de oposição a Janot – fator que parece ter pesado a seu favor. E, embora garanta que dará continuidade à Operação Lava Jato na PGR, defendeu recentemente uma proposta que, na visão do atual procurador-geral, trará prejuízos à investigação. Além disso, Raquel foi apoiada por figurões da política que são alvos da operação, como o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), e pelo ministro da Justiça, Torquto Jardim. Apoio e polêmica Durante a campanha pela PGR, Raquel Dodge afirmou que irá apoiar a Lava Jato e que vai ampliar o número de investigadores e a estrutura disponibilizada para eles, caso seja necessário. Apesar disso, ela se envolveu recentemente numa polêmica sobre o futuro da operação. Em abril, durante reunião do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), apresentou um projeto de resolução que, se aprovado, limitaria a cessão de procuradores das unidades estaduais a operações em andamento – incluindo a Lava Jato. Sob o argumento de que era preciso preservar o funcionamento das unidades do MPF, ela propôs que cada unidade do Ministério Público só poderia ceder 10% dos membros. E disse que isso não afetaria a operação. Janot irritou-se com a proposta e disse que ela provocaria impactos negativos: “Esse discurso de que não vai afetar a Lava Jato é um discurso que tem de ser recebido com muita ponderação porque, na verdade, ninguém, a não ser aqueles que participam da investigação, conhece a complexidade, o alcance, a dimensão, do que representa essa investigação”. Raquel afirmou ter consultado o comando da Lava Jato, que teria dito que a proposta não prejudicaria a operação. Contrariado, Janot argumentou que ele, que coordena a operação na PGR, não havia sido consultado. Ao fim da sessão do CSMP, a proposta acabou sendo retirada de votação. E ainda não voltou à pauta. Mas deixou sobre Raquel Dodge uma nuvem de dúvidas sobre suas reais intenções em relação à Lava Jato.
  15. Janot apresenta denúncia contra Temer e Rocha Loures por corrupção passiva Abertura de ação penal contra o presidente da República no Supremo Tribunal Federal depende agora de autorização da Câmara dos Deputados O procurador-geral da República Rodrigo Janot denunciou criminalmente o presidente Michel Temer e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) por corrupção passiva no caso JBS. A denúncia foi protocolada nesta segunda-feira (26) no Supremo Tribunal Federal (STF). Janot atribui crime a Temer a partir do inquérito da Operação Patmos – investigação desencadeada com base nas delações dos executivos do grupo J&F, que controla a JBS. É a primeira vez na história da República brasileira que o Ministério Público Federal (MPF) acusa um presidente no exercício do cargo pela prática de crime comum. A ação proposta por Janot não pode ser aberta diretamente pelo Supremo. O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte máxima, terá de enviar a acusação formal do procurador à Câmara dos Deputados. Para autorizar a abertura do processo contra o presidente é necessária a aprovação de dois terços dos 513 deputados. O caso JBS mergulhou o presidente em sua pior crise política. Na noite de 7 de março, Temer recebeu no Palácio do Jaburu o executivo Joesley Batista, que gravou a conversa com o peemedebista. Nela, Joesley admite uma sucessão de crimes, como o pagamento de mesada para comprar o silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB). A investigação revelou os movimentos do homem da mala, Rocha Loures, ex-assessor especial do presidente. Na noite de 28 de abril, Loures foi flagrado em São Paulo correndo com uma mala de propinas da JBS – 10 mil notas de R$ 50, somando R$ 500 mil. Janot aponta que a propina seria destinada a Temer, o que é negado pela defesa do presidente. Segundo a denúncia do procurador-geral, “entre os meses de março a abril de 2017, com vontade livre e consciente, o Presidente da República Michel Miguel Temer Lulia, valendo-se de sua condição de chefe do Poder Executivo e liderança política nacional, recebeu para si, em unidade de desígnios e por intermédio de Rodrigo Santos da Rocha Loures, vantagem indevida de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) ofertada por Joesley Mendonça Batista, presidente da sociedade empresária J&F Investimentos S.A., cujo pagamento foi realizado pelo executivo da J&F Ricardo Saud”. “Além do efetivo recebimento do montante espúrio mencionado, Michel Temer e Rodrigo Loures, em comunhão de esforços e unidade de desígnios, com vontade livre e consciente, ainda aceitaram a promessa de vantagem indevida no montante de R$ 38 milhões”, diz Janot. Procurador diz que Temer “ludibriou os cidadãos brasileiros” Na denúnciaF, Janot foi duro com Temer e afirmou que o peemedebista “ludibriou” sobretudo os eleitores que votaram na chapa que ele compôs com a presidente Dilma Rousseff. “Não se nega que Michel Temer tem, atualmente, projeção política. Afinal de contas, é o atual Presidente da República, tendo sido vice-presidente da República de 2011 a 2016. É um dos chamados caciques do PMDB, foi eleito presidente da Câmara dos Deputados por duas vezes e eleito presidente nacional de seu partido em 2001. Ludibriou os cidadãos brasileiros e, sobretudo, os eleitores, que escolheram a sua chapa para o cargo político”, diz Janot, no final da denúncia. O procurador diz ainda que, em dimensão menor, Rocha Loures violou a dignidade do cargo de deputado federal. E que a cena dele correndo com uma mala cheia de dinheiro é uma “afronta ao cidadão”. “A cena do parlamentar correndo pela rua, carregando uma mala cheia de recursos espúrios, é uma afronta ao cidadão e ao cargo público que ocupava. Foi subserviente, valendo-se de seu cargo para servir de executor de práticas espúrias de Michel Temer. Não há dúvida, portanto, de que o delito perpetrado pelos imputados Michel Temer e Rocha Loures, em comunhão, de ação e unidade de desígnios, causou abalo moral à coletividade, interesse este que não pode ficar sem reparação”. Obstrução da Justiça Também nesta segunda, a Polícia Federal encaminhou ao STF o relatório final do inquérito contra Temer, com o laudo da perícia feita na gravação de Joesley. A PF concluiu que há elementos concretos que apontam para a prática do crime de obstrução de investigação de organização criminosa por parte do presidente da República. O relatório final deve embasar uma segunda denúncia que Janot pretende fazer contra Temer, agora pelo crime de obstrução da Justiça.
  16. Avião com 500 kg de cocaína decolou de fazenda ligada a ministro Blairo Maggi Aeronave foi interceptada pela Força Aérea Brasileira após decolar da Itamarati Norte, propriedade no Mato Grosso arrendada pelo Grupo Amaggi, da família do ministro da Agricultura Uma aeronave com 500 quilos de cocaína interceptada em Goiás, no domingo (25), decolou de uma fazenda no Mato Grosso, ligada ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP). A informação é da Força Aérea Brasileira (FAB), que emitiu nota oficial sobre a apreensão. De acordo com o comunicado, o avião decolou da fazenda Itamarati Norte, em Campo Novo do Parecis (MT) com destino a Santo Antonio Leverger (MT). A Itamarati Norte é arrendada pelo Grupo Amaggi, pertencente à família do ministro. O caso foi noticiado pelo site “Midia News” e confirmado pela reportagem. Nesta segunda-feira (26), a FAB divulgou nova nota em que afirma que as informações foram fornecidas pelo piloto da aeronave e que a localização exata da decolagem será investigada. O avião foi interceptado por volta das 13 horas do domingo. Após ser orientado a pousar na região de Aragarças (GO), o bimotor matrícula PT-IIJ arremeteu. “O A-29 da FAB executou o tiro de aviso – uma medida de persuasão para forçar o piloto da aeronave interceptada a cumprir as determinações da defesa aérea – e voltou a comandar o pouso obrigatório”, afirma a nota. O bimotor pousou na região de Jussara (GO) e foi encontrado por um helicóptero da Polícia Militar. A droga apreendida será levada à Polícia Federal em Goiânia. A interceptação ocorreu no âmbito da Operação Ostium, que tem como objetivo reforçar a vigilância do espaço aéreo na fronteira do Brasil com a Bolívia e o Paraguai para coibir voos que possam estar ligados ao narcotráfico.
  17. Presidente do Conselho de Ética do Senado arquiva representação contra Aécio O senador João Alberto Souza (PMDB-MA), presidente do Conselho de Ética do Senado, arquivou nesta sexta-feira (23) a representação por quebra de decoro parlamentar contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). O peemedebista informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não admitiu a ação "por falta de provas". Segundo Souza, os membros do Conselho têm dois dias úteis para recorrer --até a próxima terça (27). É necessário o apoiamento de pelo menos cinco integrantes do colegiado para que o recurso seja colocado em votação no colegiado. Autor da representação, apresentada no dia 18 do mês passado, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou ao UOL que pretende recorrer da decisão e informou já ter obtido a garantia da assinatura de um membro do Conselho, o senador Lasier Martins (PDT-RS). "É um mecanismo lamentável tomarem uma decisão na sexta-feira, no limite do prazo", comentou o parlamentar. Apesar de ter afirmado no dia último 6, quando foi reeleito presidente do Conselho, que decidiria dentro de 48 horas qual providência tomaria com relação à representação, Souza tomou conhecimento da ação apenas nesta segunda (19). Ele tinha cinco dias úteis para determinar a admissibilidade ou não da petição. A ação foi apresentada no mesmo dia em que o tucano se tornou alvo de inquérito baseado nas delações dos executivos do grupo J&F e foi afastado de suas funções por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). Nesta quinta (22), o ministro Marco Aurélio Mello autorizou que a PGR (Procuradoria-Geral da República) instaurasse outro inquérito contra o tucano. Entenda o caso de Aécio Proibido de exercer as funções de senador pelo ministro do STF Edson Fachin, Aécio foi denunciado pela PGR no último dia 2 por corrupção passiva e obstrução de Justiça. A denúncia é assinada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que pede a "perda de função pública" do tucano. Ele também pede que o senador e sua irmã, Andrea Neves, que foi presa no dia 18 de maio, sejam condenados a pagar um total de R$ 6 milhões à União por danos materiais e morais. Aécio foi gravado pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, pedindo R$ 2 milhões para pagar um advogado para sua defesa nos inquéritos da Operação Lava Jato. No STF, o relator do processo em que Aécio é investigado passou a ser o ministro Marco Aurélio Mello.
  18. Temer comete gafes na Noruega e confunde país com Suécia O presidente Michel Temer cometeu gafes nesta sexta-feira (23) durante um encontro oficial com a primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, em Oslo. O brasileiro ficou em saia justa quando a premier teceu duras críticas à corrupção. Em seguida, confundiu-se todo, dizendo que visitaria o "Parlamento brasileiro" e se reuniria com o "rei da Suécia". "Estamos preocupados com a Lava Jato e é preciso fazer uma limpeza e encontrar uma solução", afirmou Erna Solberg, ao lado de Temer. Segundo ela, o Brasil vive uma época de "desafios" e "turbulência". Atualmente, a Noruega também investiga empresas que teriam pagado propina a ex-diretores da Petrobras ou executivos que manteriam contas no exterior. Temer, desconcertado com as críticas da premier, confundiu-se todo ao tomar a palavra para seu discurso. Em vez de anunciar sua visita ao Parlamento norueguês e seu encontro com o rei do país, o peemedebista disse que iria ao "Parlamento brasileiro" e falaria com o "rei da Suécia". Em Oslo, o presidente brasileiro foi alvo ainda de um protesto nas ruas, diante do prédio onde o encontro com Erna Solberg ocorria. Manifestantes carregaram placas, em inglês, exigindo "respeito aos direitos indígenas", "à democracia" e aos "direitos humanos". O tema ambiental já tinha sido motivo de gafe para Temer, que fora notificado ontem (22) pela Noruega da redução de 50% de ajuda financeira para a preservação da Amazônia.
  19. Temer é líder de quadrilha mais perigosa do Brasil, diz Joesley Batista À revista, o empresário afirmou que o presidente nunca teve “muita cerimônia” para tratar de dinheiro e que seus aliados “não têm limites” O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS, disse à revista Época que o presidente Michel Temer (PMDB) é o líder da “maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil”. A entrevista à publicação foi a primeira dada por ele desde que voltou ao Brasil depois de um período no exterior. Batista saiu do país depois de fechar uma delação que estremeceu o governo do peemedebista e voltou nesta semana. Na organização criminosa liderada por Temer, Joesley também inclui Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara, preso em Curitiba), Geddel Vieira Lima (ex-ministro de Temer, que caiu por acusações de corrupção), Henrique Eduardo Alves (ex-ministro de Temer, preso no começo de junho), Eliseu Padilha (ministro-chefe da Casa Civil) e Moreira Franco (ministro da Secretaria-Geral da Presidência). O dono da JBS os descreve como “turma” que é “muito perigosa”, ressaltando que nunca teve coragem de brigar com eles e que, caso se “baixe a guarda”, eles “não têm limites”. À Época, Joesley descreveu Temer como uma pessoa que “não tem muita cerimônia” para tratar de dinheiro. A relação entre os dois, segundo o empresário, começou em 2010 e sempre esteve vinculada a verba de campanha e a favores. O dono da JBS disse que o presidente é um dos políticos que acredita que apenas ocupar um cargo “já o habilita a você ficar devendo favores a ele”. Na entrevista, o empresário ainda detalhou como foi feito o acordo para comprar o silêncio de Cunha e de seu operador, o doleiro Lúcio Funaro, que também está preso em investigações da Operação Lava Jato. Este esquema consta no áudio gravado por Joesley e que jogou o governo Temer contra as cordas, quando o presidente foi flagrado assentindo ao acerto. O dono da JBS deu nomes dos mensageiros e disse que, com o dinheiro entrando, o ex-presidente da Câmara e seu operador sempre o tranquilizavam, dizendo que ele não seria delatado. Ambos também diziam, de acordo com Joesley, que o dinheiro era para sustentar as famílias. O esquema para garantir o silêncio dos dois também era informado periodicamente ao mensageiro de Temer, Geddel Vieira Lima. O empresário disse que era procurado a todo momento pelo ex-ministro, pois o presidente “sabia de tudo” e estava preocupado. “Quem estava incumbido de manter Eduardo e Lúcio calmos era eu”, afirmou.
  20. Congresso recebe sinal verde de Temer para constranger Fachin e a Lava Jato O Palácio do Planalto deu aval para que a base aliada use uma CPMI para pressionar a Lava Jato, começando pelo ministro Edson Fachin Com aval do Palácio do Planalto, a base aliada se movimenta para usar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS para pressionar o Poder Judiciário e o Ministério Público. Após reunião com o presidente Michel Temer nesta semana, deputados decidiram acelerar a instalação da comissão, que não está em funcionamento porque os partidos não concluíram as indicações de seus representantes. Inicialmente formulada para constranger a JBS, em especial Joesley Batista, que delatou centenas de políticos, dentre os quais Temer, a ideia agora é que ela seja usada contra a Lava Jato. Planalto e aliados têm defendido a tese de que, se o presidente da República e seus auxiliares mais próximos têm sido alvo da força-tarefa, parlamentares não estarão a salvo dos investigadores. Seria, portanto, necessário unir a classe política para coibir e frear o que consideram exageros das operações. Articulações apontam que o primeiro alvo deve ser o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. A base quer aprovar requerimento para que ele compareça à CPI mista a fim de esclarecer sua relação com o executivo Ricardo Saud, do grupo J&F. Parlamentares apresentaram na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara um requerimento pedindo explicações ao ministro. Eles disseram que receberam informações de que Saud teria atuado na campanha de Fachin para que os senadores o aprovassem para o STF, em 2015, por indicação da então presidente Dilma Rousseff. O ministro não comenta as afirmações. Como os governistas avaliam que o presidente do colegiado, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), não apreciará o documento, ficou decidido que o debate será levado à CPI mista. “Essa questão vai surgir lá com certeza”, disse o deputado Fausto Pinato (PP-SP), um dos signatários do requerimento na CCJ. Pinato questionou o grau de influência de Saud na indicação de Fachin ao STF e disse que o ministro não terá como evitar os esclarecimentos. “Existe uma possibilidade (de chamar Fachin). Será um bom momento para que uma série de situações se esclareçam”, afirmou o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), um dos integrantes da “tropa de choque” de Temer no Congresso. Para chamar Fachin ao Congresso, deputados querem aprovar um convite, uma vez que a legislação não permite a aprovação de convocação de um ministro do STF. Caso Fachin decline do chamado, os deputados vão se sustentar no artigo 60 do Regimento Interno da Câmara, que trata da competência de fiscalização e controle da Casa. Alternativa estudada por parlamentares seria fazer avançar na CCJ da Câmara uma PEC que imputa responsabilidades a ministros do Supremo que usurparem as funções do Legislativo e do Executivo.
  21. Ex-deputado Rocha Loures é preso após perder o mandato O ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor especial do presidente Michel Temer, foi preso neste sábado (3) pela Polícia Federal em Brasília após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte. Loures foi detido em casa e conduzido à Superintendência da Polícia Federal na capital. A ordem de prisão autorizada por Fachin foi feita a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Loures é acusado de receber R$ 500 mil em propina da empresa JBS. Ele é investigado com Temer em inquérito aberto após as delações de executivos da empresa pelos crimes de corrupção, organização criminosa e obstrução da Justiça. O primeiro pedido de prisão tinha sido negado por Fachin porque Loures ainda era deputado federal. Ele perdeu o cargo com o retorno do ex-ministro Osmar Serraglio, exonerado do Ministério da Justiça, à Câmara, de quem era suplente. Com a perda do foro privilegiado, Janot reiterou nesta quinta o pedido de prisão, que foi então aceito por Fachin. Em áudio gravado pelo empresário da JBS Joesley Batista, Temer teria afirmado que considerava Loures - filmado carregando uma mala de dinheiro após o encontro entre Joesley e o presidente - um intermediário para tratar com o empresário da JBS. A possibilidade de Loures aceitar negociar um acordo de delação premiada preocupa o Planalto e pode ter consequência negativas para Temer. Nesta semana, Fachin autorizou o interrogatório de Temer à Polícia Federal. O depoimento será prestado por escrito, a pedido da defesa. Após a entrega das perguntas, o presidente terá 24 horas para enviar as respostas. A investigação sobre Temer e Loures foi separada do inquérito que envolve o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). Eles eram investigados no mesmo processo no Supremo por terem sido citados nos depoimentos de Batista. O interrogatório de Temer foi solicitado pela Procuradoria Geral da República com intuito de esclarecer a conversa mantida entre o presidente e Joesley Batista. A investigação contra o peemedebista, autorizada pelo próprio Fachin em 18 de maio, apura se, nesse diálogo, Temer deu aval ao empresário para o pagamento de propina ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso desde outubro no âmbito da Lava Jato.
  22. Janot denuncia Aécio no STF por corrupção passiva e obstrução da Justiça O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofereceu nesta sexta-feira (2) denúncia contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) no Supremo Tribunal Federal (STF) com base na delação dos empresários do Grupo J&F, controlador do frigorífico JBS. O tucano é acusado de corrupção passiva pelo suposto recebimento de R$ 2 milhões em propina da JBS e por obstrução de Justiça por tentar impedir os avanços da Operação Lava Jato. Janot também pediu a abertura de um novo inquérito para investigar o crime de lavagem de dinheiro. A irmã de Aécio, Andrea Neves, o primo Frederico Pacheco e o advogado Mendherson Souza Lima também foram denunciados, mas apenas por corrupção passiva. Os três foram presos na Operação Patmos, deflagrada em 18 de maio. Essa é a primeira denúncia oferecida contra Aécio, que responde a outros sete inquéritos no Supremo, cinco em decorrência da delação de executivos da Odebrecht e outros dois sobre o esquema de corrupção em Furnas e de intervenção durante a CPI dos Correios, em 2005. Após o oferecimento da denúncia, o ministro relator do caso, Marco Aurélio Mello, terá que levar o pedido para análise na Primeira Turma do Supremo. Se os ministros aceitarem o pedido de Janot, Aécio se tornará réu e passará a responder a uma ação penal no STF. Suspeita Entre as acusações que pesam sobre Aécio no âmbito da delação dos empresários do grupos J&F, está a gravação na qual o tucano pede R$ 2 milhões a Joesley Batista, um dos donos da JBS. Em uma conversa, o tucano aparece pedindo o dinheiro ao empresário sob a justificativa de que precisava pagar despesas com sua defesa na Lava Jato. A irmã de Aécio, Andrea Neves, teria feito o primeiro contato com o empresário. O tucano indicou seu primo Frederico para receber o dinheiro. Mendherson também teria participado. O dinheiro foi entregue pelo diretor de Relações Institucionais da JBS, Ricardo Saud, um dos sete delatores. Ao todo, foram quatro entregas de R$ 500 mil cada uma. Fatiamento Quando abriu o inquérito, a Procuradoria Geral da República (PGR) começou a investigar Aécio junto com o presidente Michel Temer e seu ex-assessor, Rodrigo Rocha Loures. A Procuradoria, no entanto, já estudava pedir o fatiamento das investigações a fim de acelerar o oferecimento de denúncia contra o tucano, uma vez que os indícios contra Aécio já eram considerados suficientes para isso. A PGR havia pedido a prisão de Aécio e o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, negou, mas determinou o afastamento de suas funções como parlamentar. A defesa de Aécio entrou com recurso contestando a decisão que o afastou do cargo e pediu o fatiamento das investigações. Fachin atendeu o pedido de fatiamento e o ministro Marco Aurélio foi sorteado como novo relator. Agora, cabe a Marco Aurélio pedir para ouvir as defesas, preparar um relatório e levar a denúncia para a Primeira Turma.