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Galva Maximus

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    Viúvo do Mega e noob no 360
  • Birthday 11/04/1974

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    http://ilhadosdinobots.blogspot.com

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  1. Existe algum aplicativo de android que transmite telas do celular que funcione no xbox 360 bloqueado? Já tentei vários, mas nenhum consegue encontrar o console para conectar.
  2. Mega Lançamento TecToy

    Eu tenho esse da Tectoy e o loader do neto funciona muito bem, o único porém é que a bateria acaba mais rápido.
  3. Há cerca de quatro anos Felipe Pepe decidiu assumir uma tarefa que parecia impossível: compilar um livro que abordaria a história dos RPGs para computadores. Para lhe ajudar na missão, ele começou a entrar em contato com jornalistas, profissionais da indústria e fãs do gênero, que escreveriam breves textos sobre centenas de títulos. Nascia então o CRPG Book. Com o passar do tempo o projeto chamou a atenção de diversas pessoas renomadas, como George Weidman, Chris Avellone, Tim Cain e Ian Frazier, numa clara demonstração de que a comunidade precisava de um documento que registrasse a riquíssima história desse tipo de jogo e a expectativa passou a ser para que o livro fosse concluído o quanto antes. Eu mesmo lamento só ter ficado sabendo da existência da iniciativa no ano passado, não tendo conseguido assim divulgá-lo com mais antecedência e se existe um lado bom nessa minha falha, foi que a espera pela versão final do CRPG Book não foi grande. Isso porque esta semana a versão gratuita do livro finalmente foi disponibilizada. “Ao longo de 528 páginas você encontrará informações sobre mais de 400 RPGS, desde os primeiros jogos PLATO até os modernos lançamentos AAA, assim como joias escondidas, curiosidades e até traduções feitas por fãs. Os reviews foram escrito por uma equipe de 112 voluntários de todo o planeta — fãs, modders, jornalistas, críticos e desenvolvedores indie e de jogos AAA.” Um detalhe muito legal do CRPG Book é que além das análises ele também traz algumas sugestões de mods e dicas de como rodar alguns jogos em equipamentos mais novos. Por se tratar de algo que fala sobre tantos títulos bem antigos, é bacana ver que os envolvidos tiveram o cuidado de nos mostrar como aproveitar esses clássicos. Também é importante dizer que não está descartada a possibilidade do livro ser incrementado no futuro, assim como uma versão física chegar às livrarias e se isso acontecer, todo o faturamento com as vendas será doado à instituições de caridade. Para quem gosta de RPGs ou quer conhecer um pouco mais sobre a história da indústria de games, algo como o CRPG Book torna-se praticamente obrigatório, ainda mais se considerarmos que ele é distribuído gratuitamente. Sendo assim, baixe já a sua cópia e reserve um tempinho para relembrar alguns clássicos e ser apresentado a muitos outros que você nem sabia que existiam.
  4. https://www.assemblergames.com/threads/a-bunch-of-saturn-dev-software.60654/page-3 It's got a fully working sample for the SNASM2 MegaCD kit, with the vector table setup for the MegaCD debugger (I've been unable to get this working) along with the elusive SEGA.EXE loader. Also seems to have the ISO tools so I can finally get the CD emulator ISA board working. I'll keep digging through, very excited ...there's also a file called 'HORNY' containing a phone number... It looks like there's a batch file which assembles and deploys this whole game to a devkit, I'll get it all set up tomorrow and see if it works Insomnia strikes, so I set up my gear and managed to build the game. Ok, you've found Super Strike Trilogy, an unreleased MegaCD compilation disc! It's very unstable, can't get past the title screen, but the debugger seems to be working (this is the first time I've got the MegaCD side of my devkit working, so I'm relieved!) so I could try and figure out the problem if I get time. Managed to get it into ISO form, enjoy: https://www.mediafire.com/?f5x0d7sdxdjcdwk It's a bit unstable and there's some audio missing.
  5. [Kickstarter] Blasphemous

    Aproveitando o sucesso de jogos metroidvania competentes, mais a nova onda dos jogos difíceis, com Dark Souls puxando a carroça de games como The Surge, Final Station e tantos outros, a Espanha oferece mais um game que bebe destas fontes, e oferece gráficos em duas dimensões de ótima qualidade. Estamos falando de Blasphemous, jogo que entrou em campanha no Kickstarter e busca chamar a atenção do público que curte bons desafios. Blasphemous é um jogo de plataforma em duas dimensões no melhor estilo metroidvania, com visual em duas dimensões que, além de lembrar os bons tempos dos jogos em DOS, como o Prince of Persia, por exemplo, também denunciam um ótimo trabalho de arte de sua equipe, com sprites cheios de vida e pixels muito bem feitos, o que inclui também os cenários, belíssimos e ricos em formas e detalhes. Ainda falando da parte artística, o jogo se inspira muito em artistas espanhóis, como Francisco de Goya, além da arquitetura de Sevilha, a cidade dos desenvolvedores do jogo, a The Game Kitchen. Já no gameplay, a promessa é de muito conteúdo, no que diz respeito a habilidades de combate e personalização de personagens. A história do game rola em Ortodoxia, um local extremamente religioso e supersticioso, com muitas igrejas e pessoas dentro delas. Neste contexto, temos um grave problema que transformou as pessoas do local em criaturas deformadas e sanguinárias, verdadeiras bestas agressivas e violentas, mas com a sua fé intacta. Resolver e eliminar o mal do lugar é a sua tarefa. Blasphemous está em campanha no Kickstarter, e pede US$50 mil para “existir”. A partir de US$20, você ganha uma cópia do jogo assim que ele for lançado, e tem programado o seu lançamento para novembro de 2018 para PC, e depois quer chegar ao Playstation 4, Xbox One e Nintendo Switch.
  6. Nokia + Android: vem aí o retorno triunfal

    Interessante o artigo, pena que não tem números da América latina. Se a nokia lançar um aparelho com hardware de qualidade com Android puro, grandes chances de eu voltar para a marca. Meu primeiro smartphone foi o 5530 e era excelente. Enviado do meu Meganet
  7. Até geração passada a resposta seria 100% no final da geração, mas daqui pra frente há controvérsias, por causa da dependência do online, de ficar à mercê de desligamentos de servidores.
  8. 20 anos sem Chico Science

    Há exatos 20 anos, um cinto de segurança com defeito tirou de nós Francisco de Assis França, o Chico Science. Uma das cabeças do Movimento Mangue Beat, que no início da década de 90 mudou totalmente o cenário da música brasileira. Chico misturou maracatu, embolada, côco com rock, punk, hip-hop, ficção científica e tecnologias digitais, somando-se a isso letras mostravam ao resto do país os manguezais, os caranguejos e as delícias e agruras da capital de Pernambuco, a "quarta pior cidade do mundo". Mais do que apenas montar uma banda e lançar um CD, Chico Science e Nação Zumbi (junto com Mundo Livre S/A, Mestre Ambrósio, Comadre Fulozinha, Devotos do Ódio e tantas outras) mostraram que Recife não era apenas frevo e maracatu no carnaval, havia um grande movimento de jovens mentes que queriam criar e inovar o cenário musical brasileiro. Além disso, criaram o festival Abril pro Rock, que foi o ponto de partida para que muitos outros eventos fossem criados, fazendo as pessoas descobrirem que fora do eixo Rio-São Paulo havia muita coisa acontecendo. Com certeza você já ouviu trechos da música "Côco Dub" em algum programa de tv. Chico era um grande fã de tecnologia. Se vivo estivesse, nadaria de braçada nessa nova realidade musical de redes sociais, distribuição digital e steaming. Ouvir o primeiro CD "Da lama ao caos" fez a cabeça deste que vos escreve enxergar todo um novo universo musical, antes apenas determinado pela programação das rádios. Um artista que merece ser lembrado pela obra e pelo legado. Chico se foi, a Nação Zumbi segue firme e forte. A parabólica continua enfiada na lama. Manifesto Mangue 1 por Zero Quatro Caranguejos com Cérebro Mangue - O conceito Estuário. Parte terminal de um rio ou lagoa. Porção de rio com água salobra. Em suas margens se encontram os manguezais, comunidades de plantas tropicais ou subtropicais inundadas pelos movimentos dos mares. Pela troca de matéria orgânica entre a água doce e a água salgada, os mangues estão entre os ecossistemas mais produtivos do mundo. Estima-se que duas mil espécies de microorganismos e animais vertebrados e invertebrados estejam associados à vegetação do mangue. Os estuários fornecem áreas de desova e criação para dois terços da produção anual de pescados do mundo inteiro. Pelo menos oitenta espécies comercialmente importantes dependem dos alagadiços costeiros. Não é por acaso que os mangues são considerados um elo básico da cadeia alimentar marinha. Apesar das muriçocas, mosquitos e mutucas, inimigos das donas-de-casa, para os cientistas os mangues são tidos como os símbolos de fertilidade, diversidade e riqueza. Manguetown - A cidade A planície costeira onde a cidade do Recife foi fundada, é cortada por seis rios. Após a expulsão dos holandeses, no século XVII, a (ex) cidade "maurícia" passou a crescer desordenadamente as custas do aterramento indiscriminado e da destruição dos seus manguezais. Em contrapartida, o desvairio irresistível de uma cínica noção de "progresso", que elevou a cidade ao posto de "metrópole" do Nordeste, não tardou a revelar sua fragilidade. Bastaram pequenas mudanças nos "ventos" da história para que os primeiros sinais de esclerose econômica se manifestassem no início dos anos 60. Nos últimos trinta anos a síndrome da estagnação, aliada à permanência do mito da "metrópole", só tem levado ao agravamento acelerado do quadro de miséria e caos urbano. O Recife detém hoje o maior índice de desemprego do país. Mais da metade dos seus habitantes moram em favelas e alagados. Segundo um instituto de estudos populacionais de Washington, é hoje a quarta pior cidade do mundo para se viver. Mangue - A cena Emergência! Um choque rápido, ou o Recife morre de infarto! Não é preciso ser médico pra saber que a maneira mais simples de parar o coração de um sujeito é obstruir as suas veias. O modo mais rápido também, de infartar e esvaziar a alma de uma cidade como o Recife é matar os seus rios e aterrar os seus estuários. O que fazer para não afundar na depressão crônica que paraliza os cidadãos? Como devolver o ânimo deslobotomizar e recarregar as baterias da cidade? Simples! Basta injetar um pouco da energia na lama e estimular o que ainda resta de fertilidade nas veias do Recife. Em meados de 91 começou a ser gerado e articulado em vários pontos da cidade um núcleo de pesquisa e produção de idéias pop. O objetivo é engendrar um "circuito energético", capaz de conectar as boas vibrações dos mangues com a rede mundial de circulação de conceitos pop. Imagem símbolo, uma antena parabólica enfiada na lama. Os mangueboys e manguegirls são indivíduos interessados em: quadrinhos, tv interativa, anti-psiquiatra, Bezerra da Silva, Hip Hop, midiotia, artismo, música de rua, John Coltrane, acaso, sexo não-virtual, conflitos étnicos e todos os avanços da química aplicada no terreno da alteração e expansão da consciência.
  9. Alguém precisa legendar isto!
  10. Mega Man Mobile so que...

    "Para alegria dos fãs" Nunca se viu tanto sarcasmo numa frase tão pequena. Enviado do meu Meganet
  11. Mega Lançamento TecToy

    Mesmo que eu nunca compre, ver essa caixa novamente na vitrine das lojas vai ser uma experiência foda.
  12. Enemy Zero é um jogo de Sega Saturn lançado em 1997. Foi criado pelo extinto estúdio WARP, no melhor estilo “survival horror” quando esta modalidade estava em plena ebulição no mercado mundial de videogames. Uma edição limitada super especial de Enemy Zero foi produzida e vendida por 2.000 dólares cada. O que tem de tão especial nesta versão? Investindo em quem lhe dá valor Encabeçando o projeto estava o compositor e game designer Kenji Eno, responsável por todos os títulos da franquia “D” (este é o nome do jogo mesmo). Ele tinha certeza da afinidade e megalomania que envolvia o novo título e seus jogadores. Acreditava não ser tão surreal que as pessoas pagassem tão caro por um produto único, e há motivos: Para começar, é realmente um caixote de madeira! Foram construídos apenas 20 kits exclusivos. Aspecto rustico ajuda no visual do “presente”. Inscrições e autógrafos deixaram as edições únicas. Sortudos endinheirados Quem tivesse interesse em adquirir o produto precisava fazer uma reserva, que era realizada apenas via telefone! Caso conseguisse finalmente uma linha desocupada, ainda passaria por um longo processo cadastral para averiguação de viabilidade, acertar detalhes de pagamento e entrega. O pacote era incrivelmente grande e recheado de mimos aos fãs da série (além do jogo original, claro). Alguns itens são originais do processo de criação do jogo, e não repetem em outros kits. Além da industrialização Confira a lista completa dos itens inclusos no caixote: ✔️ 1 versão original de Enemy Zero. ✔️ 1 boné com a logomarca “E0”. ✔️ 1 crachá (como o que aparece no jogo). ✔️ Conjunto completo incluindo luvas de couro, calça, brinco etc. Vestimenta e adornos exatamente conforme vestiam as modelos que promoviam os produtos do estúdio WARP durante a Tokyo Game Show de 1996. Design criado por Yasushi Nirasawa – “simplesmente” o mesmo responsável pelo design da vestimenta utilizada pelo protagonista da série japonesa Kamen Rider. Numa primeira impressão pode parecer estranho, mas é importante enxergar como um item raro de coleção. Projeto e execução: modelo contratada pela WARP demonstra o conjunto completo. ✔️ 1 toalha com a logomarca bordada. ✔️ 1 miniatura de cadáver (com direito a fluidos corporais). ✔️ 1 marca páginas metálico. ✔️ 1 folder e 1 ingresso de uma demonstração de Enemy Zero realizada em 1996. ✔️ Algumas reportagens, folhetins e releases sobre o jogo que na época eram enviados à impressa via fax. ✔️ 1 fita VHS (fita de vídeo cassete) com clipes musicais da trilha sonora do jogo. ✔️ 1 gravura lenticular (imagem que reproduz efeito de profundidade ou 3D). ✔️ 1 kit de adesivos. ✔️ 1 camiseta do jogo. ✔️ 1 réplica da arma que Laura usa no jogo (design também criado por Nirasawa). ✔️ Documentos reais do projeto, utilizados durante o desenvolvimento do jogo. ✔️ Disquetes, envelopes e sacolas de papel da WARP. ✔️ 1 CD-R utilizado para testes durante a produção do jogo. Como se não bastasse tudo isso, um detalhe enlouqueceu os compradores: Kenji Eno entregou cada encomenda pessoalmente! É o cara! Logo que chegava, Eno fazia questão de conhecer o comprador, conversar um pouco, autografar alguns itens, registrar tudo e partir para o próximo. Marcado na história Tudo isso faz de “Enemy Zero Limited Edition” algo realmente histórico, ganhando o título de “Edição Especial Mais Exclusiva do Mundo” dentre todos os jogos de videogame já produzidos. O recorde foi oficializado em 2012 pelo Guinness Book! “Prenda-me Se For Capaz” Pacotes como este aparecem em leilões on-line que beiram os 4.000 dólares, e ficam cada vez mais escassos, pois são muitos itens que podem extraviar ou até mesmo perder valor com a remoção dos lacres e embalagens. Anúncios no eBay são sempre acirrados, mesmo com itens vendidos separadamente. Mais sobre os jogos: Em 1995 Eno criou D exclusivamente para o videogame 3DO, mas o sucesso comercial do jogo ampliou seu reconhecimento profissional na área, culminando na migração para outras plataformas concorrentes da mesma geração, como Sega Saturn e Sony PlayStation, além de aparecer até mesmo nos computadores que rodavam MS-DOS. Versão para 3DO: mais uma relíquia para poucos. Enemy Zero Dando continuidade ao sucesso do título, foi lançado Enemy Zero em 1996. Novamente estrelava a sofrida protagonista Laura. A consagrada fórmula baseada em enigmas da versão original foi mantida, mas agora combinada ao estilo de tiro em primeira pessoa. Clássica versão japonesa para Sega Saturn. Quatro CDs acompanhavam o produto. Inicialmente estava sendo desenvolvido para PlayStation, mas devido a uma morna pré-venda do primeiro título, considerada sem grandes esforços pelo lado da Sony, Eno acabou por tomar uma atitude drástica e arriscada: em plena conferência da Sony, demonstrou uma demo de Enemy Zero, onde no final do vídeo aparecia a logomarca do PlayStation em uma suave transição, transformando-se na logomarca do concorrente direto, o Saturn. Foi uma decisão muito criticada, uma vez que o aparelho da Sony mostrava, na prática, recursos extremamente avançados para a época. A opinião popular gritava aos quatro ventos que o Saturn não poderia suportar gráficos 3D de ponta, assim como demonstrara seu concorrente. Eno foi sucinto ao justificar sua opinião: “O PlayStation e o Saturn não são tão diferentes assim, então estou transferindo o desenvolvimento para o outro sistema, e não estou encontrando qualquer dificuldade”. Aos céticos, provavelmente faltava saber que na produção das animações estava nada mais, nada menos, que Fumito Ueda (futuro diretor de clássicos como Ico e Shadow of the Colossus). Não tinha como dar errado! E após nove meses de desenvolvimento já estava pronto. Assista a gameplay completa do jogo: D2 Em 1999 foi lançado D2 exclusivamente para Dreamcast. Desta vez era inegável que realmente estavam trabalhando no sistema correto, pois todos sabiam que tratava-se de uma tecnologia top de linha, com potencial suficiente para evoluir a série, além de manter a fidelidade que o produtor mantinha à Sega. D2 chegou a ser produzido para o videogame de codinome “M2”, sucessor do 3DO. Mesmo com protótipos bem encaminhados e apresentações públicas, o sistema nunca foi lançado, obrigando a migração da WARP para o Dreamcast. Embora faça parte da mesma franquia, e possua a mesma protagonista, mostra uma história totalmente independente das outras versões. Emplacou em cheio, mesclando jogabilidade com exploração em terceira pessoa, combates em primeira pessoa e uma boa porção de RPG. Kenji Eno Ele merece todo reconhecimento e respeito da comunidade gamer pela sua capacidade artística, pela sua coragem e por suas atitudes. Ele faleceu em 2013 aos 42 anos, mas fez história com seus jogos, num estilo característico que ditou regras, categorizados como “filme interativo de terror psicológico”. Dentre os clássicos de Eno, está “Real Sound: Kaze no Regret” (canto inferior direito). Pode ser considerado um “audiobook interativo”. Na maior parte do tempo o jogador ouve o desenrolar da história, precisando tomar algumas decisões esporádicas. Saindo do mercado de games Depois de lançar e colher os frutos de seu último jogo (D2), a WARP mudou de nome para Superwarp em 2000, saindo da indústria de videogames, focando apenas na produção de conteúdo para internet, DVD e ramo musical, até fechar as portas em 2001. Logo em seguida (ainda no mesmo ano) Kenji Eno fundou a empresa Fyto (acrônimo de “From Yellow to Orange”). Era especializada em aplicativos para celulares, e conteúdo para CDs e DVDs. Nova empresa, novos negócios. Voltando ao mercado de games Eno entusiasmou-se com uma nova geração de consoles que estava a caminho em 2006. Então aproveitou o evento E3 daquele ano para avisar que estava voltando ao mercado de games com a Fyto, e faria um jogo totalmente novo! Ele tentou fazer mistério ao ser indagado para qual console estava trabalhando, mas todos presumiram que tratava-se do Nintendo Wii pelos gestos que fez ao representar a jogabilidade do novo título. Os rumores estavam certos, e a Fyto cumpriu a promessa, lançando seu primeiro e único jogo: “You, Me, and the Cubes“, para Nintendo Wii em 2009. Gráficos simples com animações fluídas. Nenhum personagem pode cair do cubo. A jogabilidade se mantém repetitiva mesmo em estágios mais avançados. O jogo, de fato, não foi considerado um sucesso de vendas, mas Eno justificou a falta de expressividade do título alegando ser apenas um ramo de atividade paralelo de sua empresa. Última tentativa Eno ainda planejava um novo jogo, chamado “Kakexun”, que foi engavetado por conta de sua morte. Sonho inacabado. Como não foi possível terminar o desenvolvimento, em 2014 alguns amigos e profissionais da área criaram um grupo batizado de”WARP 2“para dar continuidade ao trabalho. Buscaram recursos em sites japoneses de crowdfunding (empresas que intermedeiam financiamento coletivo com objetivo de incentivar e angariar fundos para projetos específicos). A meta era receber pelo menos 44.000 dólares, mas as coisas não saíram bem como esperavam, e no prazo final conseguiram arrecadar aproximadamente “míseros” 18.000 dólares. Resolveram então fazer uma divulgação mais agressiva, incluindo a velha estratégia de esbanjar brindes. Assim, dependendo da quantia oferecida, o investidor poderia receber alguns destes itens: ✔️ Um versão (alfa ou beta) do jogo. ✔️ Acesso a partes restritas de sites parceiros. ✔️ Wallpapers para celulares e computadores. ✔️ Bonecos em miniatura de Eno e Laura. Laura em duas versões. ✔️ Nome postado no site oficial. ✔️ Adesivos com a temática do jogo. ✔️ 6 modelos de camisetas. As camisetas eram confeccionadas conforme a demanda, após o financiamento. ✔️ 1 par de canecas. Detalhe para o nome incorporado à arte no rodapé. ✔️ Convite para eventos exclusivos. ✔️ Nome inserido nos créditos do jogo. ✔️ 1 livro dentre os que foram utilizados de fonte de pesquisa e inspiração, principalmente relacionados à cosmologia e física. ✔️ Mensagem de áudio com sua voz deixada no jogo. Com apenas 5 segundos e um efeito especial aplicado posteriormente. ✔️ Participar de algumas reuniões da produção. ✔️ Guia impresso de quase todos os jogos da WARP. Edições que não podem faltar na prateleira dos colecionadores. ✔️ 1 e-book com a história, arte e teorias que envolvem o jogo. ✔️ Cópia de documentos e rascunhos de Eno enquanto planejava Kakexun. ✔️ Itens, bônus e power ups exclusivos dentro do jogo. ✔️ Participação em workshops fechados realizados pelo diretor do projeto, Kazutoshi Iida, por todo o Japão (alimentação, transporte e hospedagem não inclusos). ✔️ Sua foto pode aparecer no perfil de alguma criatura do jogo. ✔️ 1 terno Versace vestido pelo próprio Eno (aos que investiram acima de 8.800 dólares). A própria família cedeu os ternos (ele tinha vários, e dos caros). Mais uma vez a estratégia deu certo, alcançando o objetivo com folga, e último sonho de Eno está em produção (sim, ainda está!). Não é um jogo muito ambicioso, pois você precisa apenas resolver cálculos matemáticos, e num plano de fundo suas respostas (certas ou erradas) interferem na evolução do universo. Assista um trailer: Este projeto anda aos trancos e barrancos, que saiu há muito tempo da fase “alfa” para o “beta”, onde parece ter paralisado. A cada fase, uma nova campanha de crowdfunding é realizada. A promessa é de um jogo para PC e dispositivos móveis, mas as atualizações são lentas, o que deixa claro ser mais uma homenagem a Eno, que um trabalho realmente sério. Curiosidades: ✔️ Laura aparece com um sobrenome diferente em cada jogo, sendo “Harris” em D, “Lewis” em Enemy Zero, e “Parton” em D2. ✔️ Enemy Zero foi o primeiro jogo original 3D a mostrar oficialmente cenas de nudez. Sem MOD e sem Hack para a cena. ✔️ Kenji Eno sempre foi muito comunicativo e popular. Gostava de chegar perto do público para manter uma relação estreita com quem gostava de seus jogos. Além disso, era muito divertido, e não perdia uma oportunidade de criar situações inusitadas. Em um destes encontros um fã pediu para Eno autografar seu jogo “D”, e olha o que ele recebeu de volta: Exclusividade acima de tudo! ✔️ Os kits estão se tornando cada vez mais escassos, elevando o valor de mercado progressivamente. Com tão poucas unidades produzidas, dá pena de saber que uma delas foi encontrada neste estado em um hotel abandonado no Japão: Pelo seu valor histórico, esta unidade pode ser considerada ainda mais rara. Despedida Para encerrar, assista o tributo oficial a Kenji Eno feito por sua equipe:
  13. Tópico dos Action Figures

    http://www.goodsmile.info/ja/product/6038/figma+叫び.html
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