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Sonymaster

Curiosidades Diversas de Retrogames

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Colecionadores existem aos montes ao redor do globo. Para o bem de outros jogadores (eu incluso) que devem se contentar a comprar um, no máximo dois jogos de tempos em tempos, alguns desses decidem abrir as portas de suas casas para mostrar aquilo que possuem, e uma dessa pessoas foi encontrada pela equipe do site Metro.

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A colecionadora em questão, apresentada apenas como Heidi, contou ao site que não tinha condições de adquirir jogos quando era criança, mas que esse cenário mudou em 2002, quando deu início à sua caçada por jogos, consoles e peças para montar o quarto dos sonhos, algo que você pode conferir na galeria que abre esta notícia.

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Entre os itens que estão dispostos no quarto de Heidi estão, além de 4.600 jogos, televisores de tamanhos variados, 140 consoles, algumas unidades do Game & Watch e até mesmo uma máquina de Blast City. Todos eles estão arranjados por tipo, e é possível perceber que ela preza pela organização (repare que, na terceira fileira da imagem abaixo, podemos ver os primeiros jogos de Mega Man para Nes em ordem cronológica).

Site oficial dela: http://retro-video-gaming.com/2015/12/16/game-room-updated/
Seu Twitter: @Retro_Game_Blog

Fonte: Metro.co.uk

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A bela e talentosa norte-americana Jeri Ellsworth, que com 15 anos já projetava carros de corrida, hoje desenvolve seus próprios chips de computador – além de ter criado o lendário C-1, o “Commodore em um chip”. Não por acaso, já foi chamada de “Wozniak de saias” – e, acredite, não é nenhum exagero.

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Jeri Ellsworth nasceu na cidade de Yamhill, em Oregon, embora tenha crescido em Portland, cidade no mesmo estado americano. Como sua mãe morrera quando ela tinha apenas um ano, foi criada somente por seu pai, que era dono de um posto de gasolina e preparava carros de corrida. Foi aí que tudo começou.

Ainda muito nova, com 7 anos (SETE ANOS!!!), Jeri aprendeu sozinha como funcionava o sistema operacional (linguagem BASIC e loaders) do microcomputador doméstico Commodore 64 – famoso na época 2. Jeri aprendeu a programar nele apenas lendo seu manual, chegando a desenvolver programas completos. Não satisfeita, “hackeava” os programas e jogos existentes.

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Depois, passou a desmontar todos os seus brinquedos para ver como funcionavam. Seu pai, cansado disso, passou a recolher na vizinhança aparelhos quebrados para ela destruir. Só que, passado algum tempo, a pequena Jeri começou a construir coisas novas – que funcionavam mesmo – a partir da sucata. Há que se dizer que ela faz isso até hoje.

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Como sua cidade era uma comunidade rural, ela só conseguia componentes eletrônicos com os radioamadores da vizinhança. Essa escassez de recursos foi crucial para a personalidade inventiva e seu gosto por reciclar coisas antigas.

Mas a moça deu um tempo na eletrônica e na computação para meter-se em outra área bastante específica de conhecimento: a mecânica de carros de corrida em pista de lama.

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Aos 12 anos, Ellsworth começou a ajudar seu pai na construção de carros de corrida, desses tipo “gaiola” que correm em pistas de lama. A princípio como piloto de testes, passou a desenvolver alguns projetos de carroceria e chassis, depois carros completos – que chegou a fabricar e vender com sua própria marca, num negócio em que era concorrente ao do pai.

Entrando nesse negócio, com o qual ela ganhou muito dinheiro, Jeri desistiu da escola – e, lembre-se, ela ainda era menor de idade quando tudo isso aconteceu!

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Aos 21 anos, em 1995, Ellsworth abandonou o esquema das corridas e decidiu, junto com um amigo, abrir uma lojinha de informática, que montava e vendia computadores PC. Mas a parceria azedou e ela abriu uma loja concorrente, a Computers Made Easy (um trocadilho entre computadores tornados fáceis de operar e é fácil montar e vender um computador). As coisas prosperaram e a CME rapidamente virou uma rede no estado do Oregon.

Seu ex-sócio, aliás, foi à falência. As lojas de Jeri eram melhores e o atendimento ao público era mais cordial, o que o tirou da jogada em pouco tempo.

Mas, como em toda a sua vida, aborreceu-se do marasmo de administrar um negócio de varejo, que já dava sinais de declínio. “As margens caíram de US$ 400 por computador vendido para menos de US$ 75”, conta Ellworth em uma entrevista ao EE Times. “Não havia como sustentar as lojas assim”.

Quando vendeu tudo em 2000, mudou-se para Washington (o estado, não a capital federal) para estudar projeto de circuitos integrados (mais conhecidos como “chips”) na Faculdade de Walla Walla – o que também não deu certo devido ao que ela chamou de “incompatibilidade cultural”.

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Aparentemente, os professores de Walla Walla não gostavam de ser questionados. Talvez uma reação tardia ao grunge, mas o fato é que Ellsworth largou a faculdade depois de menos de um ano e voltou ao Oregon.

O tempo passado em Walla-Walla não foi em vão, todavia. Ellsworth começou, já na faculdade, a estudar os circuitos de seu primeiro computador, o Commodore 64 (lançado 18 anos antes, em 1982), e no fim de 2002 já tinha um projeto de um único chip que substuía absolutamente TODO o computador.

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Animada com o projeto, Ellsworth acabou abrindo mais uma empresa (com o empresário alemão Jens Schönfeld, da Individual Computers) que fabricava uma placa-mãe compatível mecanicamente com o Commodore 64 original e que funcionava exatamente como a “oficial”.

Batizada de C-1 (ou C-One – www.c64upgra.de), a placa logo ganhou emulações de outras plataformas (por exemplo, o Amstrad CPC, o Sinclair ZX-81 e o primeiro computador da Commodore, o VIC-20).

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Hoje, pode ser reconfigurada com módulos para emular quase qualquer coisa dos anos 80 e 90 e mesmo para criar plataformas inteiramente novas de computação “faça-você-mesmo” (muitos anos antes do Arduíno…).

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Em paralelo, Jeri foi convidada pela empresa Mammoth Toys para desenvolver um outro produto, um computador Commodore 64 completo que cabia dentro de um joystick e que já vinha com 30 jogos classicos da plataforma.

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Entre o projeto, produção e envio às lojas, Ellsworth levou apenas cinco – julho a novembro de 2004, bem a tempo para o Natal. O C64DTV (Commodore 64 direct-to-TV), como foi oficialmente batizado, vendeu 70 mil unidades no primeiro dia e mais de quinhentas mil unidades no mundo todo enquanto foi fabricado. Nada expressivo, mas fez bem às contas correntes dos envolvidos – menos Ellsworth, que deveria ter ganho royalties pelo produto e, segundo ela, até hoje não viu a cor.

Todavia, o jornal The New York Times fez uma grande reportagem sobre “a garota que projeta chips” (cuja foto reproduzimos aqui), o que catapultou a carreira de Ellsworth e garantiu muitos outros projetos financeiramente bem mais proveitosos.

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Depois da experiência na indústria, Ellsworth passou a dar palestras pelo mundo, sendo considerada uma estrela em todos os eventos de que participou – e, obviamente, seu “passe” para dar alguma conferência não é nem um pouco pequeno. Em cada um deles, além da palestra do dia, apresentava uma maluquice diferente feita especialmente para a ocasião.

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Por exemplo, para a famosa feira norte-americana de de faça-você-mesmo, a Maker Faire de 2011 (patrocinada pela revista Make), Ellsworth criou uma lâmpada sobre a cabeça que acende mesmo quando ela tem uma ideia, da mesma forma que nos desenhos animados. A traquitana possuía, alem da lâmpada e da eletrônica agregada, sensores para detectar as ondas cerebrais – e, portanto, determiar quando alguma coisa lhe passa pela cabeça.

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Em outra oportunidade, a feira de robótica BarBot, também em 2011, a hacker criou um vestido que acende automaticamente quando alguém se aproxima. Para completar do costume, Jeri usou também uma bolsa NES, uma bolsa feminina com uma miniatura de Nintendo 8 bits embutida – incluindo controles e uma telinha LCD!

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Além de se apresentar em eventos e feiras, Ellsworth também virou uma estrela da web. Ela tem seu próprio canal no YouTube (youtube.com/user/jeriellsworth), onde apresenta suas invenções malucas e fala sobre carreira, tecnologia e apresenta muitos, eu disse muitos, projetos estrambóticos e bacanas que você pode fazer em casa.

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Entre 2007 e 2009, Jeri apresentou, junto com o músico e hardware bender George Senger, o webprograma Fat Man and Circuit Girl. Nele, a dupla mostrava ideias de projetos que poderiam ser realizados reaproveitando coisas velhas – como por exemplo um gravador de voz usando um drive de disquete, Jeri também atua como educadora, ensinando às crianças de escolas americanas a reciclar e experimentar com o “lixo tecnológico” para construir coisas novas – além de contar sua história, como forma de inspirar os mais jovens a seguir seus passos.

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Uma entrevista (em inglês) com Jeri Ellsworth no programa Triangulation, do canal de TV pela web TWiT.com, A entrevista foi gravada em fevereiro de 2011. Mas a hacker, sendo uma pessoa todalmente imersa nesse nosso louco mundo tecnológico do século 21, está em todo lugar.

A propósito, ela tem uma coleção de mais de 90 máquinas de pinball (“fliperama”) em seu porão, a maioria funcionando – e só estão funcionando porque ela reformou.

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Em meio à reserva de mercado, o Commodore 64 – um sucesso nos EUA – jamais apareceu aqui no Brasil. O computador correspondente que tivemos por aqui foi o excelente MSX, projetado no Japão e um sucesso estrondoso na Asia, Europa e América do Sul. Jeri teria gostado dele: era muito mais hackeável que o Commodore e usava o valoroso processador Zilog Z80, além de ter desempenho e recursos de som, cor e alta resolução parecidos com o do concorrente norte-americano.

Fonte: Geek World e www.jeriellsworth.com

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Gata e retrogamer colecionadora compulsiva, isso deve ser em outra dimensão! só pode!

 

Falow!!!

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39 minutos atrás, Ignarius disse:

Caray, sensacional. 

Gostei muito de como ela organizou os jogos de Famicom. 

ja tinha visto uns bares retro organizarem assim, mas mais por falta de espaço fisico mesmo. Ela deve ter usado de referência

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Bonita ela e sua coleção.

Edited by Dav

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Bacana. Hoje ela está com 43 anos, nossa contemporânea. Interessante que mesmo assim ela se veste e tem características totalmente femininas.

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eu achei muitíssimo bem feito, mas totalmente sem noção e feio :lol:

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9 horas atrás, Zariel disse:

Gata e retrogamer colecionadora compulsiva, isso deve ser em outra dimensão! só pode!

cé loko! gasta mais que mulher de deputado

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Como Pek disse, muito bem feito, as chaves de comando e as conexões, local de cartucho, pintura e acabamento mas é bem desnecessário

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10 horas atrás, Zariel disse:

Gata e retrogamer colecionadora compulsiva, isso deve ser em outra dimensão! só pode!

 

Falow!!!

Tirou as palavras da minha boca. kkk

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1 hora atrás, Pek disse:

eu achei muitíssimo bem feito, mas totalmente sem noção e feio :lol:

O mesmo aqui. 

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Muito legal, ela manja pacas. 

Eu queria ter um mini Commodore 64 desses que é tudo em um controle. 

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Qual a necessidade das saídas SCART, VGA e AV se o negócio já tem uma tela embutida?

Seria mais legal fazer um projeto mais portátil e sem tela. Ou com uma tela menor e com botões embutidos. Ou ainda com controles arcade... Sei lá ficou sem muita funcionalidade e grande demais.

No final ficou parecendo aqueles enfeites modelados em plástico para festa de criança :lol: 

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pelo que eu entendi são todas entradas, ou seja, pra ligar um outro aparelho que não seja o proprio Mega built-in.

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10 minutos atrás, Pek disse:

pelo que eu entendi são todas entradas, ou seja, pra ligar um outro aparelho que não seja o proprio Mega built-in.

Entradas para rodar na tela dele??? E o que essa tela LCD tem de especial? A proporção 4:3?

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