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Coronavírus (bagulho ta tenso)


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2 horas atrás, Sgt. Rock disse:

Minha cidade agora virou notícia em todos os noticiários da Bahia. O trem aqui ficou feio, parece que tá sendo o lugar mais grave do estado, atualmente, com taxa de contaminação mais alta.

O governador deu uma entrevista agora cedo em uma das coisas que ele disse é que essa alta taxa de contaminação da minha cidade, em parte, é consequência do fato dela se encontrar bem a divisa com os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, dois estados com altos índices de contaminação, mais altos que a Bahia, inclusive. A circulação de pessoas desses dois estados aqui dentro, e de pessoas daqui nesses dois estados, é muito grande realmente.

Moro no ES e aqui cara a coisa ta cada vez mais proxima da gente... Minha rua tem varios casos confirmados, meu cunhado hj deu positivo e um colega do serviço tambem está
Questão de tempo pra travar tudo novamente, ai andando hj cedo de carro vi numa praça varios aposentados jogando dominó alguns inclusive sem mascara
tinha que travar a aposentadoria desses caras caso fosse pego atoa na rua, só assim pra talvez colocar medo neles

Away

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Oh mouço! O tal do brasileiro é uma raçazinha ignorante, burra e hipócrita mesmo viu. Eu vi ontem, no canal da Band no Youtube, uma matéria falando, dentre outras coisas, que um brasileiro, que f

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Apontar culpados agora é perda de energia. Depois vcs fazem seus boicotes contra a china, param de comprar na gearbest, no Ali express, parem de comprar consoles e videogames, componentes eletrônicos

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3 horas atrás, MR Zumbi disse:

Moro no ES e aqui cara a coisa ta cada vez mais proxima da gente... Minha rua tem varios casos confirmados, meu cunhado hj deu positivo e um colega do serviço tambem está
Questão de tempo pra travar tudo novamente, ai andando hj cedo de carro vi numa praça varios aposentados jogando dominó alguns inclusive sem mascara
tinha que travar a aposentadoria desses caras caso fosse pego atoa na rua, só assim pra talvez colocar medo neles

Away

Olá,

Esses brasileiros que saem sem necessidade já ligaram o foda-se. Paciência... quem vai imperar agora é Ivan Drago:

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o GOVERNO FEDERAL tem uma enorme parcela de culpa, porque deu TODOS os sinais ERRADOS e DESTRUIU todos os que TENTARAM sinalizar o correto (ministros, governadores, etc).

 

ENTRETANTO, é algo que eu já disse LÁ ATRÁS (e me lembro que até o Zapatto criticou porque meu comentário não estava claro naquele momento): o povo não COLABORA, por inúmeros motivos. Ao retirar desse pacote aqueles que não podem ficar em casa por causa das condições extremas, AINDA FICAMOS COM UMA ENORME PARCELA DA POPULAÇÃO QUE NÃO COLABORA PORQUE NÃO QUER

 

Pessoas que ficam jogando domino na praça, tomando uma pinga no boteco, comprando miçanga no calçadão, fazendo pancadão, festa funk e todas essas bullshitagens que inclusive agora foram relatadas pelos outros users aqui neste tópico, INCLUSIVE de diversos estados do país, mostram aquilo que eu já havia dito também: a falta de colaboração e coletividade do brasileiro vai contribuir enormemente para o aumento dessa pandemia.

 

O governo tem culpa? Tem, e é enorme. Mas ele tem TODA A CULPA?  Não, boa parte da culpa também vai para o povo que não quer colaborar, PORQUE NÃO quer.

 

O preço será cobrado porque como já disseram, o vírus não tem ideologia e não escolhe... ele simplesmente "funciona".

 

 

 

 

Edited by rcaropreso
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3 horas atrás, MR Zumbi disse:

Moro no ES e aqui cara a coisa ta cada vez mais proxima da gente... Minha rua tem varios casos confirmados, meu cunhado hj deu positivo e um colega do serviço tambem está
Questão de tempo pra travar tudo novamente, ai andando hj cedo de carro vi numa praça varios aposentados jogando dominó alguns inclusive sem mascara
tinha que travar a aposentadoria desses caras caso fosse pego atoa na rua, só assim pra talvez colocar medo neles

Away

Olá,

As pessoas não aguentam ficar em casa e vão usar qualquer motivo para sair na rua. Até "fazer manifesto em apoio aos manifestos dos EUA" andaram fazendo no Brasil, só pra ir pra rua.

 

Isolamento social com "boa vontade" é algo que poucos países fizeram.

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5 minutos atrás, parana disse:

E esse "tal pico" que nunca chega....

 

Olá,

Vai demorar pra chegar... o isolamento foi meia boca e isso equivale a "empurrar com a barriga".

O retorno às atividades também está sendo meia boca, porque muitos não estão seguindo nem as orientações básicas de uso de mascara, cuidado com as mãos e evitar aglomerações.

 

Tudo isso vai manter a taxa de contaminação ALTA por muito tempo.

 

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6 horas atrás, parana disse:

Aquele abraço pro Gov da Bahia.

Querer cobrar "gestão" em fevereiro, sendo que depois disso a União(governo brasileiro) teve março, abril, maio  e não fez nada, só funciona se tu ta torcendo para o capitão cloroquina.

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Foda-se deu o governo federal. Nem um gabinete de crise tem, com varios setores da sociedade.

Ele só escuta os empresarios que bancaram a campanha dele com promessa de reformas para retirar os direitos dos trabalhadores

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7 hours ago, rcaropreso said:

Olá,

Vai demorar pra chegar... o isolamento foi meia boca e isso equivale a "empurrar com a barriga".

O retorno às atividades também está sendo meia boca, porque muitos não estão seguindo nem as orientações básicas de uso de mascara, cuidado com as mãos e evitar aglomerações.

 

Tudo isso vai manter a taxa de contaminação ALTA por muito tempo.

 

Isso vai dar merda, capitão.

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1 hora atrás, Zappato disse:

Isso vai dar merda, capitão.

Olá,

Ivan Drago falou, Ivan Drago avisou.

 

Depois de UM MÊS... o que o presidente fez? Homologou o ministro da saúde interino como.... MINISTRO DA SAÚDE INTERINO , no Diário Oficial. Sensacional.

 

O Brasil é o único país que demitiu não UM, mas DOIS ministros da Saúde durante a GRANDE PANDEMIA DE 2020. E o motivo não foi incompetência e sim DISCORDAR DO PRESIDENTE E QUERER SEGUIR A CIÊNCIA.

 

Também somos um dos únicos senão o único a FLEXIBILIZAR TUDO SEM TER ATINGIDO PICO OU ACHATAMENTO DA CURVA DE CONTAMINAÇÃO.

 

O Brasil será um caso de estudo único no resto do mundo, nos próximos anos. Queriam ser estudados pela NASA? Desta vez, acho que conseguiram.

 

 

 

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Eu acho bizarro comparações de países europeus com o Brasil (tipo: "se o Brasil todo tivesse feito lockdown por 1 mês..."). Sério... gente, isso aqui tem o tamanho de um continente inteiro. Tem gente de todo tipo:  inteligente, burra, trabalhadora, vagabunda, milionário, gente na pobreza extrema... temos 26/27 estados, cada um agindo de uma forma diferente e desrespeitando o governo federal... enfim, como vocês acham que daria para todo esse povo pensar e agir da mesma forma? A gente até hoje não conseguiu acabar com o DENGUE, que vem da porra de um mosquito. Vocês acham que a gente daria conta de superar um surto de doença respiratória, que está no ar, invisível?

Outra coisa que eu não entendo é quem ainda acredita que "na minha cidade só tem 1 caso de COVID". Vocês realmente acham que a doença já não está espalhada pra todo lado? Agora é conviver com ela, tomar os cuidados possíveis de higiene (nós mesmos, e não esperarmos isso dos outros), e torcer pra isso acabar logo, seja porque geral já pegou anticorpos ou seja pela vinda de uma vacina.

Edited by setzer
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Brasil pode aprender com África no combate ao vírus, diz OMS

Entidade cita distanciamento social e conscientização da população entre as causas dos baixos números do continente

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A África é o segundo continente menos afetado pela covid-19 no mundo, com cerca de 163 mil casos confirmados e aproximadamente 4,6 mil mortes pelo vírus, de acordo com a Johns Hopkins. O Brasil, por sua vez, tem 32.548 vítimas, segundo o Ministério da Saúde — um número sete vezes maior. Os Estados de São Paulo e Rio, somados, já tiveram mais casos (182.723) e mais do que o triplo de óbitos (14.286) na comparação com o continente.

O País pode tirar lições da forma como os africanos estão combatendo a doença. É o que afirma Matshidiso Moeti, diretora regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) na África.

"O que o Brasil pode aprender? Os países da África, desde muito cedo, implementaram medidas muito significativas de distanciamento social e físico. Isso nos deu um tempo a mais. Ao mesmo tempo, esses países trabalharam duro para ampliar a capacidade do sistema de saúde", explicou Moeti.

Além de pregar a importância das medidas de isolamento, a diretora citou um "engajamento muito forte da população", que está se mobilizando para ajudar a conter a disseminação do coronavírus. "As pessoas estão tomando atitudes por conta própria, para se protegerem e para protegerem os outros da infecção", disse.

O abismo entre os números da África e do restante do mundo pode ter relação com a subnotificação de casos. De acordo com Moeti, porém, não há razões para crer que essa subnotificação seja tão grande a ponto de esconder uma outra realidade no continente. A diretora admitiu escassez na testagem, mas afirmou que haveria meios de detectar uma larga defasagem nos dados caso ela existisse.

"Temos uma maneira diferenciada de observar se houve aumento acelerado nos casos, através do Sistema de Vigilância Sentinela para Influenza. Se houvesse um grande número de pessoas com sintomas respiratórios e febre, teríamos encontrado nesse sistema. Isso não aconteceu. Há alguma subnotificação, mas não é como se um dia fôssemos descobrir que muitos e muitos africanos morreram de covid-19 e não detectamos", garantiu a diretora.

Países que conseguiram ampliar os testes de diagnóstico nas últimas semanas, como Gana, Senegal e Etiópia, também amparam a convicção de Moeti na autenticidade dos números africanos. Por conta disso, houve um aumento nos casos diários confirmados, mas nada que preocupe a entidade a respeito de subnotificações, segundo a diretora.

Bolsonaro perde nas redes sociais com pandemia, diz estudo

Radicalização do discurso do presidente tem sido a forma de recuperar simpatizantes, segundo especialistas

O presidente Jair Bolsonaro tem enfrentado mais rejeição nas redes sociais por sua postura na pandemia do que pelas crises políticas do governo. Dados do Twitter levantados pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV DAPP) a pedido do Estadão mostram que o presidente perdeu capacidade de atrair novos seguidores desde o pronunciamento na TV em março, quando apelou para o fim do isolamento social. Esse foi também o momento em que recebeu mais comentários negativos na rede social. Para especialistas ouvidos pelo Estadão, a pandemia do novo coronavírus acelerou a perda de apoio do presidente e a radicalização de seu discurso em momentos de tensão política tem sido a forma de recuperar simpatizantes.

https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/bolsonaro-perde-nas-redes-sociais-com-pandemia-diz-estudo,af79060bc53e1cb977c674d5c79aa5d94i14cdgi.html

 

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12 horas atrás, setzer disse:

Eu acho bizarro comparações de países europeus com o Brasil (tipo: "se o Brasil todo tivesse feito lockdown por 1 mês..."). Sério... gente, isso aqui tem o tamanho de um continente inteiro. Tem gente de todo tipo:  inteligente, burra, trabalhadora, vagabunda, milionário, gente na pobreza extrema... temos 26/27 estados, cada um agindo de uma forma diferente e desrespeitando o governo federal... enfim, como vocês acham que daria para todo esse povo pensar e agir da mesma forma? A gente até hoje não conseguiu acabar com o DENGUE, que vem da porra de um mosquito. Vocês acham que a gente daria conta de superar um surto de doença respiratória, que está no ar, invisível?

Outra coisa que eu não entendo é quem ainda acredita que "na minha cidade só tem 1 caso de COVID". Vocês realmente acham que a doença já não está espalhada pra todo lado? Agora é conviver com ela, tomar os cuidados possíveis de higiene (nós mesmos, e não esperarmos isso dos outros), e torcer pra isso acabar logo, seja porque geral já pegou anticorpos ou seja pela vinda de uma vacina.

Olá,

As análises são mais elaboradas que a contagem de totais:https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2020/06/04/pesquisadores-avaliam-os-riscos-para-a-abertura-precoce-do-comercio-em-meio-a-pandemia.ghtml

 

Uma outra pesquisa, da USP de Ribeirão Preto, mostrou que o Brasil foi o único país que, a partir do 50º dia de epidemia, manteve a curva de aceleração da Covid-19. Nos outros países , houve desaceleração.

"A partir do 50º dia da epidemia, comparada com o 50º dia de epidemia de todos esses países, o Brasil está colocando o pé no acelerador de casos, enquanto esses países já estavam colocando o pé no freio dos casos”, explica Domingos Alves, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP).

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Sim, o Brasil é um país continental, com centenas de milhões de habitantes. Mas outros também são e não se vê nada igual ao que está acontecendo aqui. 

Aqui, frente à uma pandemia, se escolheu o obscurantismo, a ignorância, a chacota e a ganância.

O resultado agora está aí, isso não é nem uma curva, é uma reta ascendente. E é numa situação dessa que governantes estão querendo mandar o povo de volta pra rua, pra que morram pelo dinheiro. 

"E daí?" 

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Maior estudo sobre riscos da cloroquina é tirado do ar

A pesquisa publicada no The Lancet mostrava aumento no risco de morte pelo uso do medicamento; autores dizem que não podem garantir a veracidade dos dados

Fonte: https://veja.abril.com.br/saude/maior-estudo-sobre-riscos-da-cloroquina-e-tirado-do-ar/

Nesta quinta-feira, 4, o periódico científico The Lancet tirou do ar o maior estudo já publicado sobre os riscos da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19. A decisão aconteceu a pedido dos autores, sob a justificativa de que eles não podem mais “garantir a veracidade das fontes de dados primárias”.

O estudo, publicado no final de maio, trazia uma análise extensa, totalizando 96.032 pacientes internados por Covid-19 em seis continentes. Alguns foram tratados com cloroquina ou sua versão menos tóxica, a hidroxicloroquina e outros foram usados como grupo controle, pois não receberam nenhum desses medicamentos.

Os resultados mostraram que o uso desses medicamentos no tratamento da Covid-19 não só não traz benefícios como aumenta o risco de morte por arritmia cardíaca. O trabalho foi utilizado como base para a Organização Mundial da Saúde (OMS) suspender temporariamente os estudos com  cloroquina e a hidroxicloroquina.

No entanto, desde sua publicação, os dados utilizados no trabalho vinham sendo questionados por especialistas do mundo todo. Acontece que os autores não fizeram os ensaios clínicos. Em vez disso, eles utilizaram dados fornecidos pela empresa Surgisphere. Curiosamente, a empresa pertence a Sapan Desai, um dos quatro co-autores do estudo.

 

Após a polêmica inicial, os outros três co-autores, incluindo o Mandeep R. Mehra, professor da Escola Médica da Harvard iniciaram uma investigação independente para averiguar a confiabilidade dos dados fornecidos pela empresa para o estudo e concluíram que houve problema. “Lançamos uma revisão independente por pares do Surgisphere com o consentimento de Sapan Desai para avaliar a origem dos elementos do banco de dados, confirmar a integridade do banco de dados e replicar as análises apresentadas no artigo.”, disseram em declaração conjunta.

Na terça-feira, a revista científica The Lancet já havia publicado uma nota na qual manifestam preocupação com o estudo.  “Importantes questões científicas foram levantadas sobre dados relatados no artigo de Mandeep Mehra et al. — Hidroxicloroquina ou cloroquina com ou sem um macrolídeo para tratamento de COVID-19: uma análise de registro multinacional — publicado na The Lancet em 22 de maio de 2020. Embora uma auditoria independente da proveniência e da validade dos dados tenha sido encomendada pelos autores não afiliados ao Surgisphere e esteja em andamento, com os resultados esperados muito em breve, estamos emitindo uma manifestação de preocupação para alertar os leitores para o fato de que sérias questões científicas foram trazidas à nosso atenção. Atualizaremos este aviso assim que tivermos outras informações.”,, escreveram os editores da revista.

A nota é um recurso utilizado quando há dúvidas sobre um artigo publicado, mas ainda não há evidências suficientes para uma retratação ou outra medida a tomar. A conclusão veio nesta quinta-feira e o estudo foi excluído.

Na quarta-feira, 4, a OMS anunciou a retomada dos estudos clínicos com cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19 após seus especialistas concluírem que o uso do medicamento é seguro. Por outro lado, no mesmo dia, um rigoroso estudo publicado no The New England Journal of Medicine, concluiu que o uso de hidroxicloroquina não foi capaz de prevenir a infecção por coronavírus em pessoas expostas a pacientes doentes. Embora não seja eficaz como medida de prevenção, os autores não identificaram efeitos adversos graves ou problemas com o ritmo cardíaco dos participantes.

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53 minutos atrás, setzer disse:

Maior estudo sobre riscos da cloroquina é tirado do ar

A pesquisa publicada no The Lancet mostrava aumento no risco de morte pelo uso do medicamento; autores dizem que não podem garantir a veracidade dos dados

Fonte: https://veja.abril.com.br/saude/maior-estudo-sobre-riscos-da-cloroquina-e-tirado-do-ar/

Nesta quinta-feira, 4, o periódico científico The Lancet tirou do ar o maior estudo já publicado sobre os riscos da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19. A decisão aconteceu a pedido dos autores, sob a justificativa de que eles não podem mais “garantir a veracidade das fontes de dados primárias”.

O estudo, publicado no final de maio, trazia uma análise extensa, totalizando 96.032 pacientes internados por Covid-19 em seis continentes. Alguns foram tratados com cloroquina ou sua versão menos tóxica, a hidroxicloroquina e outros foram usados como grupo controle, pois não receberam nenhum desses medicamentos.

Os resultados mostraram que o uso desses medicamentos no tratamento da Covid-19 não só não traz benefícios como aumenta o risco de morte por arritmia cardíaca. O trabalho foi utilizado como base para a Organização Mundial da Saúde (OMS) suspender temporariamente os estudos com  cloroquina e a hidroxicloroquina.

No entanto, desde sua publicação, os dados utilizados no trabalho vinham sendo questionados por especialistas do mundo todo. Acontece que os autores não fizeram os ensaios clínicos. Em vez disso, eles utilizaram dados fornecidos pela empresa Surgisphere. Curiosamente, a empresa pertence a Sapan Desai, um dos quatro co-autores do estudo.

 

Após a polêmica inicial, os outros três co-autores, incluindo o Mandeep R. Mehra, professor da Escola Médica da Harvard iniciaram uma investigação independente para averiguar a confiabilidade dos dados fornecidos pela empresa para o estudo e concluíram que houve problema. “Lançamos uma revisão independente por pares do Surgisphere com o consentimento de Sapan Desai para avaliar a origem dos elementos do banco de dados, confirmar a integridade do banco de dados e replicar as análises apresentadas no artigo.”, disseram em declaração conjunta.

Na terça-feira, a revista científica The Lancet já havia publicado uma nota na qual manifestam preocupação com o estudo.  “Importantes questões científicas foram levantadas sobre dados relatados no artigo de Mandeep Mehra et al. — Hidroxicloroquina ou cloroquina com ou sem um macrolídeo para tratamento de COVID-19: uma análise de registro multinacional — publicado na The Lancet em 22 de maio de 2020. Embora uma auditoria independente da proveniência e da validade dos dados tenha sido encomendada pelos autores não afiliados ao Surgisphere e esteja em andamento, com os resultados esperados muito em breve, estamos emitindo uma manifestação de preocupação para alertar os leitores para o fato de que sérias questões científicas foram trazidas à nosso atenção. Atualizaremos este aviso assim que tivermos outras informações.”,, escreveram os editores da revista.

A nota é um recurso utilizado quando há dúvidas sobre um artigo publicado, mas ainda não há evidências suficientes para uma retratação ou outra medida a tomar. A conclusão veio nesta quinta-feira e o estudo foi excluído.

Na quarta-feira, 4, a OMS anunciou a retomada dos estudos clínicos com cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19 após seus especialistas concluírem que o uso do medicamento é seguro. Por outro lado, no mesmo dia, um rigoroso estudo publicado no The New England Journal of Medicine, concluiu que o uso de hidroxicloroquina não foi capaz de prevenir a infecção por coronavírus em pessoas expostas a pacientes doentes. Embora não seja eficaz como medida de prevenção, os autores não identificaram efeitos adversos graves ou problemas com o ritmo cardíaco dos participantes.

Olá,

Adicione a este comentário que o estudo mais famoso a favor da cloroquina (na França, aquele do Didier Raoult) foi retirado do ar há quase um mês pelos mesmos motivos.

Ou seja, totalmente inconclusivo esse medicamento, exceto por um ou 2 artigos de Stanford (EUA) com cerca de 1000 a 1200 pacientes que conclui que a cloroquina NÃO FUNCIONA no tratamento do covid-19... mostrando que em geral, não se pode concluir nada.

 

Isso significa que o presidente "estava certo" como muitos falam? NÃO, ISSO SIGNIFICA QUE ELE É UM IMBECIL E ESTÁ ERRADO. Porque transformou um simples medicamento numa cura mágica, e gastou tanto nisso QUE O TCU ESTÁ AUDITANDO O GOVERNO E QUERENDO SABER PORQUE GASTOU TANTO EM FABRICAÇÃO DE CLOROQUINA NOS ULTIMOS DOIS MESES.

 

A "beleza" da Ciência em comparação ao obscurantismo e negacionismo representado por Bolsonaro e BolsoGado é justamente essa:  A ciência PERMITE MUDAR DE IDEIA QUANDO HÁ NOVAS EVIDÊNCIAS OU AS ATUAIS NÃO ESTÃO BOAS. Se esse medicamento não funciona ou é duvidoso, é possível partir para outras possibilidades, como muitos estão testando, inclusive.

Somente o fanatismo de visão única do presidente brasileiro (porque até o Trump parou de falar nisso) que quer usar esse medicamento como a solução para enviar as pessoas para a rua, com aquela reta de subida que o Ignarius já postou ali em cima, é que não dá espaço para se PROCURAR ALGO QUE FUNCIONE.

 

 

 

 

 

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Trump cita estratégia do Brasil: teríamos até 2 mi de mortes

bolsonarotrump-Adnael-min.jpg

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, citou nesta sexta-feira o Brasil como exemplo de país com dificuldades para lidar com a pandemia de coronavírus, ao defender a estratégia adotada por seu governo contra a doença e dizer que agora os EUA devem mudar o foco para se concentrar em proteger grupos de risco e permitir uma maior reabertura da economia.

Trump disse que o Brasil está seguindo o mesmo caminho da Suécia, país que não impôs quarentenas e decidiu se basear principalmente em medidas voluntárias de distanciamento social e higiene pessoal, mantendo a maioria das escolas, restaurantes e empresas abertas. Como resultado, a Suécia tem um número muito maior de casos de Covid-19 do que seus vizinhos nórdicos.

"Se você olhar para o Brasil, eles estão passando por dificuldades. A propósito, eles estão seguindo o exemplo da Suécia. A Suécia está passando por um momento terrível. Se tivéssemos feito isso, teríamos perdido 1 milhão, 1 milhão e meio, talvez até 2 milhões ou mais de vidas", disse Trump na Casa Branca, acrescentando que agora é hora de acelerar a reabertura.

Os Estados Unidos são o país do mundo com o maior número de casos do novo coronavírus, com 1,9 milhão de infecções e mais de 108 mil mortos.

O Brasil é o segundo do mundo em número de casos, com quase 615 mil infecções confirmadas pelo Ministério da Saúde e 34.021 mortes, mas tem neste momento a maior taxa de aceleração da doença no mundo, uma vez que quase diariamente registra mais casos e mortes do que os EUA.

Apesar disso, diversos governos municipais e estaduais têm anunciado planos para afrouxar as medidas de distanciamento social no Brasil diante da pressão econômica provocada pela paralisação das atividades, o que levou especialistas alertarem para o risco de um agravamento da situação.

 

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1 hora atrás, Peidãø Neck disse:

Trump cita estratégia do Brasil: teríamos até 2 mi de mortes

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, citou nesta sexta-feira o Brasil como exemplo de país com dificuldades para lidar com a pandemia de coronavírus, ao defender a estratégia adotada por seu governo contra a doença e dizer que agora os EUA devem mudar o foco para se concentrar em proteger grupos de risco e permitir uma maior reabertura da economia.

Trump disse que o Brasil está seguindo o mesmo caminho da Suécia, país que não impôs quarentenas e decidiu se basear principalmente em medidas voluntárias de distanciamento social e higiene pessoal, mantendo a maioria das escolas, restaurantes e empresas abertas. Como resultado, a Suécia tem um número muito maior de casos de Covid-19 do que seus vizinhos nórdicos.

"Se você olhar para o Brasil, eles estão passando por dificuldades. A propósito, eles estão seguindo o exemplo da Suécia. A Suécia está passando por um momento terrível. Se tivéssemos feito isso, teríamos perdido 1 milhão, 1 milhão e meio, talvez até 2 milhões ou mais de vidas", disse Trump na Casa Branca, acrescentando que agora é hora de acelerar a reabertura.

Os Estados Unidos são o país do mundo com o maior número de casos do novo coronavírus, com 1,9 milhão de infecções e mais de 108 mil mortos.

O Brasil é o segundo do mundo em número de casos, com quase 615 mil infecções confirmadas pelo Ministério da Saúde e 34.021 mortes, mas tem neste momento a maior taxa de aceleração da doença no mundo, uma vez que quase diariamente registra mais casos e mortes do que os EUA.

Apesar disso, diversos governos municipais e estaduais têm anunciado planos para afrouxar as medidas de distanciamento social no Brasil diante da pressão econômica provocada pela paralisação das atividades, o que levou especialistas alertarem para o risco de um agravamento da situação.

 

Padrão Suécia de qualidade! AUYEHAUEHAUEHUAHEUAHEUAHEUAHE

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On 6/2/2020 at 1:11 PM, Luiz Claw said:
Quote

 

Brasil “some” da contagem da covid da Universidade Johns Hopkins e senador pede números paralelos do TCU e do Congresso

 

O site do Ministério da Saúde dedicado à contagem de casos da pandemia de coronavírus estava fora do ar. Agora, voltou sem a contabilidade total das mortes causadas pela covid-19 no Brasil.

Ao mesmo tempo, os dados do Brasil desapareceram do notório banco de dados da Universidade de John Hopkins, nos Estados Unidos, dedicado a comparar a evolução da covid-19 em diferentes paises.

O Brasil tem hoje o segundo maior número de casos e o terceiro maior número de mortos, de acordo com dados oficiais do Ministério da Saúde, depois de Estados Unidos e Reino Unido.

Por falta de testes, a subnotificação é imensa.

A previsão do ex-ministro da Saúde Arnaldo Chioro é de que o Brasil pode chegar a 120 mil mortes.

A tática do general Eduardo Pazuello, sob ordens do presidente Jair Bolsonaro, é esconder os números, exatamente como a ditadura militar fez durante a epidemia de meningite nos anos 70.

Na sexta-feira, o Jornal Nacional da TV Globo driblou o truque do governo, de retardar para as 22 horas a divulgação dos números, com um plantão no meio da novela, quando a audiência é maior (ver vídeo acima).

https://www.viomundo.com.br/politica/brasil-some-da-contagem-da-covid-da-universidade-john-hopkins-e-senador-pede-numeros-paralelos.html

 

Acho que só está começando, hein...

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https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/06/07/ministerio-divulgou-menos-mortes-que-levantamento-do-g1-veja-as-diferencas.ghtml

 

Segundo a recontagem do G1 são 3648 casos a mais e 114 óbitos  ( a mais também) em relação ao número informado pelo governo federal no último Sábado.

Edited by iceman
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