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MR Zumbi

Coronavírus (bagulho ta tenso)

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Duvido que alguém consiga bater de frente com o Trump. Só quem não gosta dele são os imigrantes de outros países.

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6 horas atrás, setzer disse:

Duvido que alguém consiga bater de frente com o Trump. Só quem não gosta dele são os imigrantes de outros países.

Olá,

O americano médio realmente tende a votar no trump, porque o comportamento deste perfil de americano é bem conservador, estilo "america first" mesmo.

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Religiosos formam rede de desinformação sobre covid-19

Líderes bolsonaristas minimizam pandemia e divulgam na internet histórias e curas mirabolantes da doença

cesar-augusto.jpg

Pastor César Augusto, que profetizou a derrota do vírus antes da primeira morte no Brasil, durante culto

Celebridade gospel em João Pessoa, o pastor César Augusto, da Associação Fé Perfeita, aproveitou um culto transmitido pela internet, em 17 de março, para profetizar o fim da pandemia do novo coronavírus. "O que eu vejo é que daqui para frente pessoas que estavam sendo analisadas como suspeitas (de ter covid-19) vão começar a dar negativo", disse aos seus seguidores. "O diabo pode colocar a viola no saco", sacramentou. Um dia antes, o País registrava a primeira morte pela doença. De lá para cá, mais de 2 milhões de brasileiros foram infectados e 78 mil morreram.

Ele é um dos líderes evangélicos simpáticos ao presidente Jair Bolsonaro que, nos canais e aplicativos de mensagens, minimizam a pandemia e divulgam histórias de curas mirabolantes e prevenções caseiras que têm o poder de tirar o foco de ações efetivas contra a doença. Um estudo sobre a desinformação no YouTube apontou que uma rede formada por outros religiosos atingiu, em 47 dias, 11 milhões de visualizações só em vídeos que citavam o novo coronavírus.

Os conteúdos incluíam sermões que minimizavam a doença, pregações de teorias conspiratórias, informações enviesadas e de desqualificação da ciência. O levantamento foi feito entre 1.º de fevereiro e 17 de março, numa etapa antes das primeiras mortes. No dia 11 de março, o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, já anunciava que o Brasil viveria pelo menos "20 semanas duras".

O dossiê foi elaborado por pesquisadores do Centro de Estudos e Pesquisas de Direito Sanitário (Cepedisa) da USP, do Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo (LAUT) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT.DD). "É comum que autoridades não científicas se valham de suas posições hierárquicas dentro da sua rede (religiosa, por exemplo) para questionar orientações do sistema de peritos (mídia, universidades, organizações internacionais, agências especializadas) e respaldarem teorias conspiratórias", diz o texto.

A atuação dos pastores é protegida pela liberdade religiosa e cumpre papel consolador em tempos de crise, mas em alguns casos ultrapassa a fronteira da fé, avaliam especialistas. Em Porto Alegre, um cartaz que ganhou as redes sociais, da Igreja Catedral Global do Espírito Santo, do pastor Silvio Ribeiro, virou caso de polícia por prometer um "óleo consagrado para imunizar contra qualquer tipo de pandemia, vírus ou doença". O evangélico pediu desculpas. A polícia apura o crime de charlatanismo.

"É uma questão de saúde pública. Ninguém está desmerecendo a fé de nenhuma religião. Sabemos que a fé ajuda as pessoas, mas a saúde e a medicina devem prevalecer", afirmou a delegada gaúcha Laura Rodrigues Lopes.

Diante das recomendações de isolamento social, o pastor Renê Terra Nova, do Ministério Internacional da Restauração, de Manaus, atuou contra o recolhimento e foi às ruas engrossar manifestações de apoio a Bolsonaro. Ele defendeu que, neste tempo de pandemia, os fiéis deviam procurar os templos. Em junho, Terra Nova integrou um grupo de pastores que viajou a Brasília para encontro com o presidente.

Distorção e 'terrorismo emocional'

Com mais de um milhão de inscritos em seu canal no YouTube, o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, é mencionado pelos pesquisadores como um líder religioso que disseminou informações distorcidas. Em um vídeo visto mais de 500 mil vezes, o aliado de Bolsonaro cita nota da Sociedade Brasileira de Infectologia para corroborar seu ponto de vista, segundo o qual apenas cidades com mais de mil casos confirmados da doença deveriam ser submetidas a isolamento social. Para ele, há "terrorismo emocional" nos alertas sobre a doença e os evangélicos precisam usar a "arma" do "poder da oração e da fé".

Contudo, Malafaia recorre, segundo os pesquisadores, a um "uso seletivo" da ciência ao ignorar que a mesma nota fazia recomendação contrária à cloroquina, droga propagandeada por governistas, e alertava para o fato de 15% dos casos da doença evoluírem para um patamar de gravidade. Ao Estadão, Malafaia rechaçou seletividade e imperícia em seus pronunciamentos.

"A ciência não disse assim: 'A doença vem por aqui e para combater é assim'. Doutores, PhDs, dizem 'quarentena funciona, não funciona, cloroquina funciona, não funciona'. A bagunça não vem das autoridades. Vem da própria ciência", disse.

O canal de inspiração católica do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, com vídeos que passam de 150 mil acessos, sugere que o vírus seria um grande laboratório social no qual a humanidade foi propositalmente metida. "Esse canal hoje vai mostrar (...) uma verdadeira manobra de engenharia social, de guerra psicológica, revolucionária", afirma, no vídeo, Frederico Viotti. À reportagem, ele disse que todas as opiniões que emite são "fundamentadas em estudos", embora o canal "não tenha viés acadêmico". Ele atribuiu a citação no estudo a "nítida perseguição ao pensamento conservador".

A minimização da pandemia não é unânime entre evangélicos. Pastor em São José dos Campos, Franklin Ferreira dirige um seminário que forma religiosos e preside a Coalizão pelo Evangelho, cujo conselho é formado por 18 representantes de diferentes igrejas. Ele suspendeu suas atividades presenciais em 14 de março. "A Bíblia ensina que a prudência é filha da sabedoria. Isso significa que a postura do cristão não é norteada por credulidade ou incredulidade, arrogância ou desprezo. Diante de um discernimento cuidadoso da realidade e das vítimas da pandemia, o cristão é chamado a atuar com maturidade, habilidade e bom julgamento", disse.

'Profecias' são sucesso de audiência

Vídeos em que líderes religiosos falam de catástrofes são sucessos de audiência. Publicado em 18 de março, o vídeo Deus avisou, profecia para 2020, produção com o pastor Gilmar Fiuza, da União de Mocidades da Assembleia de Deus de Brasília, tem 800 mil visualizações. Com orações que conjugam palavras incompreensíveis, pulos e olhos fechados, ele e a pastora Carla Teixeira transmitem o que seria uma mensagem divina: "Estou revestindo meu povo porque será um ano de dificuldade, mas o meu espírito vai fortalecer a minha Igreja".

Fiuza mandou dizer que não se manifestaria. Silvio Ribeiro não foi localizado. Renê Terra Nova foi acionado por meio de telefone e e-mail que exibe em suas páginas, mas não houve retorno. O Palácio do Planalto não comentou a atuação de pastores. O pastor César Augusto afirmou que sempre seguiu orientações sanitárias e explicou que ao sacramentar a "derrota do demônio", em março, preocupava-se com a "saúde mental" dos fiéis num momento em que "informações desencontradas" e "pânico" bombardeavam os lares.

 

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E por esses tipos de situacoes que sai da guarda do rio para os correios...

Ralacao sobre humana mas tenho paz...

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Em 19/07/2020 at 15:07, Peidãø Neck disse:

Religiosos formam rede de desinformação sobre covid-19

Líderes bolsonaristas minimizam pandemia e divulgam na internet histórias e curas mirabolantes da doença

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Pastor César Augusto, que profetizou a derrota do vírus antes da primeira morte no Brasil, durante culto

Celebridade gospel em João Pessoa, o pastor César Augusto, da Associação Fé Perfeita, aproveitou um culto transmitido pela internet, em 17 de março, para profetizar o fim da pandemia do novo coronavírus. "O que eu vejo é que daqui para frente pessoas que estavam sendo analisadas como suspeitas (de ter covid-19) vão começar a dar negativo", disse aos seus seguidores. "O diabo pode colocar a viola no saco", sacramentou. Um dia antes, o País registrava a primeira morte pela doença. De lá para cá, mais de 2 milhões de brasileiros foram infectados e 78 mil morreram.

Ele é um dos líderes evangélicos simpáticos ao presidente Jair Bolsonaro que, nos canais e aplicativos de mensagens, minimizam a pandemia e divulgam histórias de curas mirabolantes e prevenções caseiras que têm o poder de tirar o foco de ações efetivas contra a doença. Um estudo sobre a desinformação no YouTube apontou que uma rede formada por outros religiosos atingiu, em 47 dias, 11 milhões de visualizações só em vídeos que citavam o novo coronavírus.

Os conteúdos incluíam sermões que minimizavam a doença, pregações de teorias conspiratórias, informações enviesadas e de desqualificação da ciência. O levantamento foi feito entre 1.º de fevereiro e 17 de março, numa etapa antes das primeiras mortes. No dia 11 de março, o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, já anunciava que o Brasil viveria pelo menos "20 semanas duras".

O dossiê foi elaborado por pesquisadores do Centro de Estudos e Pesquisas de Direito Sanitário (Cepedisa) da USP, do Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo (LAUT) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT.DD). "É comum que autoridades não científicas se valham de suas posições hierárquicas dentro da sua rede (religiosa, por exemplo) para questionar orientações do sistema de peritos (mídia, universidades, organizações internacionais, agências especializadas) e respaldarem teorias conspiratórias", diz o texto.

A atuação dos pastores é protegida pela liberdade religiosa e cumpre papel consolador em tempos de crise, mas em alguns casos ultrapassa a fronteira da fé, avaliam especialistas. Em Porto Alegre, um cartaz que ganhou as redes sociais, da Igreja Catedral Global do Espírito Santo, do pastor Silvio Ribeiro, virou caso de polícia por prometer um "óleo consagrado para imunizar contra qualquer tipo de pandemia, vírus ou doença". O evangélico pediu desculpas. A polícia apura o crime de charlatanismo.

"É uma questão de saúde pública. Ninguém está desmerecendo a fé de nenhuma religião. Sabemos que a fé ajuda as pessoas, mas a saúde e a medicina devem prevalecer", afirmou a delegada gaúcha Laura Rodrigues Lopes.

Diante das recomendações de isolamento social, o pastor Renê Terra Nova, do Ministério Internacional da Restauração, de Manaus, atuou contra o recolhimento e foi às ruas engrossar manifestações de apoio a Bolsonaro. Ele defendeu que, neste tempo de pandemia, os fiéis deviam procurar os templos. Em junho, Terra Nova integrou um grupo de pastores que viajou a Brasília para encontro com o presidente.

Distorção e 'terrorismo emocional'

Com mais de um milhão de inscritos em seu canal no YouTube, o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, é mencionado pelos pesquisadores como um líder religioso que disseminou informações distorcidas. Em um vídeo visto mais de 500 mil vezes, o aliado de Bolsonaro cita nota da Sociedade Brasileira de Infectologia para corroborar seu ponto de vista, segundo o qual apenas cidades com mais de mil casos confirmados da doença deveriam ser submetidas a isolamento social. Para ele, há "terrorismo emocional" nos alertas sobre a doença e os evangélicos precisam usar a "arma" do "poder da oração e da fé".

Contudo, Malafaia recorre, segundo os pesquisadores, a um "uso seletivo" da ciência ao ignorar que a mesma nota fazia recomendação contrária à cloroquina, droga propagandeada por governistas, e alertava para o fato de 15% dos casos da doença evoluírem para um patamar de gravidade. Ao Estadão, Malafaia rechaçou seletividade e imperícia em seus pronunciamentos.

"A ciência não disse assim: 'A doença vem por aqui e para combater é assim'. Doutores, PhDs, dizem 'quarentena funciona, não funciona, cloroquina funciona, não funciona'. A bagunça não vem das autoridades. Vem da própria ciência", disse.

O canal de inspiração católica do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, com vídeos que passam de 150 mil acessos, sugere que o vírus seria um grande laboratório social no qual a humanidade foi propositalmente metida. "Esse canal hoje vai mostrar (...) uma verdadeira manobra de engenharia social, de guerra psicológica, revolucionária", afirma, no vídeo, Frederico Viotti. À reportagem, ele disse que todas as opiniões que emite são "fundamentadas em estudos", embora o canal "não tenha viés acadêmico". Ele atribuiu a citação no estudo a "nítida perseguição ao pensamento conservador".

A minimização da pandemia não é unânime entre evangélicos. Pastor em São José dos Campos, Franklin Ferreira dirige um seminário que forma religiosos e preside a Coalizão pelo Evangelho, cujo conselho é formado por 18 representantes de diferentes igrejas. Ele suspendeu suas atividades presenciais em 14 de março. "A Bíblia ensina que a prudência é filha da sabedoria. Isso significa que a postura do cristão não é norteada por credulidade ou incredulidade, arrogância ou desprezo. Diante de um discernimento cuidadoso da realidade e das vítimas da pandemia, o cristão é chamado a atuar com maturidade, habilidade e bom julgamento", disse.

'Profecias' são sucesso de audiência

Vídeos em que líderes religiosos falam de catástrofes são sucessos de audiência. Publicado em 18 de março, o vídeo Deus avisou, profecia para 2020, produção com o pastor Gilmar Fiuza, da União de Mocidades da Assembleia de Deus de Brasília, tem 800 mil visualizações. Com orações que conjugam palavras incompreensíveis, pulos e olhos fechados, ele e a pastora Carla Teixeira transmitem o que seria uma mensagem divina: "Estou revestindo meu povo porque será um ano de dificuldade, mas o meu espírito vai fortalecer a minha Igreja".

Fiuza mandou dizer que não se manifestaria. Silvio Ribeiro não foi localizado. Renê Terra Nova foi acionado por meio de telefone e e-mail que exibe em suas páginas, mas não houve retorno. O Palácio do Planalto não comentou a atuação de pastores. O pastor César Augusto afirmou que sempre seguiu orientações sanitárias e explicou que ao sacramentar a "derrota do demônio", em março, preocupava-se com a "saúde mental" dos fiéis num momento em que "informações desencontradas" e "pânico" bombardeavam os lares.

 

Claro que vai minimizar. Não pode faltar dinheiro no culto né? hahahahahahahahahahahahaha!

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A quantidade de nego que gosta de dar carteirada me deixa com preguiça.

Desembargador, engenheiro... civil... formado...

Tinha um cara que era famoso lá na Petrobras lol. Ele tava loucaço fazendo merda numa boate lá no Centro do Rio e quando os seguranças foram botar ele pra fora ele mandou "TIRA A MÃO DE MIM, EU SOU CONTADOR DA PETROBRAS" lol

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2 horas atrás, ragecom disse:

A quantidade de nego que gosta de dar carteirada me deixa com preguiça.

Desembargador, engenheiro... civil... formado...

Tinha um cara que era famoso lá na Petrobras lol. Ele tava loucaço fazendo merda numa boate lá no Centro do Rio e quando os seguranças foram botar ele pra fora ele mandou "TIRA A MÃO DE MIM, EU SOU CONTADOR DA PETROBRAS" lol

Porra engenheiro....... civil........... formado foi épico

a filha da puta ainda tomou no rabo que perdeu o emprego e o corno do marido dela tava falando que estava com medo de sair de casa.... ameaças de agressão kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

 

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Pior que isso só se fosse... admin... do... fórum... Seganet...

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Por mais que o excelentíssimo aí tenha ficado p** da vida porque devia estar caminhando sozinho na praia vazia (ou seja, perigo zero de transmissão), ele pediu pra se ferrar com esse negócio de chamar o cara de analfabeto, de ligar para o ciclano, etc. Com o cara gravando vídeo ali, óbvio que ia dar ruim (será que ele não percebeu?).

Mas enfim, deve ser uma grande porcaria mesmo ter que ir a praia de mascara. Melhor jogar video game em casa.

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Olá,

Por que estas pesquisas abaixo são IMPORTANTES?

Antes que apareça o MIMIMI NÃO FOI FEITO EM HUMANOS, É POR ISSO...

 

A questão (explicada por outros pesquisadores inclusive) é que esse estudo apresentado abaixo É O ESTUDO PADRÃO QUE É REALIZADO EM PRIMEIRO LUGAR PARA SE AVALIAR O USO DE QUALQUER MEDICAMENTO PARA TRATAMENTO DE DOENÇAS.

Ou seja, ESTE TIPO DE PESQUISA É A QUE DEVERIA TER SIDO FEITA LÁ ATRÁS... MAS, quando alguém "sugeriu" observar a cloroquina, virou um tumulto e politizaram tudo.

Se não houvesse pandemia e este estudo tivesse sido feito, DA MESMA FORMA QUE CENTENAS DE OUTROS SÃO FEITOS, o resultado seria: NÃO FUNCIONA PARA ESTA DOENÇA.

E foram DOIS estudos conduzidos por Alemães e Franceses e desta vez muito revisados (provavelmente por causa do tumulto atual desse medicamento).

 

 

https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/07/22/dois-novos-estudos-publicados-na-nature-mostram-que-a-cloroquina-e-hidroxicloroquina-e-ineficaz-no-combate-a-covid-19.ghtml

 

Dois novos estudos publicados na 'Nature' mostram que a cloroquina e hidroxicloroquina são ineficazes no combate à Covid-19

Uma das pesquisas não encontrou efeito antiviral do medicamento contra o Sars-Cov-2 em macacos; já outra, feita com células pulmonares humanas infectadas 'in vitro', não apresentou resultados que justificam o uso do medicamento.

Dois estudos publicados nesta quarta-feira (22) pela revista "Nature" apontaram que a cloroquina e a hidroxicloroquina não são úteis no tratamento da Covid-19, a infecção causada pelo novo coronavírus.

Em um dos artigos, o medicamento anti-malárico falhou em apresentar efeito antiviral contra a Covid-19 em macacos. Já outra pesquisa não viu efeitos da cloroquina nas células pulmonares infectadas pelo vírus, em laboratório.

Hidroxicloroquina não é eficaz no tratamento de casos leves da Covid-19, aponta estudo
Sociedade Brasileira de Infectologia diz que hidroxicloroquina não tem efeito e deve ser abandonada no tratamento da Covid
Os dois estudos foram adiantados pela revista por conta da sua importância, mas já foram validados por outros cientistas e editores da publicação, é a chamada peer review (revisão por pares). Eles devem entrar na próxima edição da "Nature" em agosto, mas já estão disponíveis para consulta online.

O dados sugerem que o medicamento não é eficaz tanto no tratamento quanto na prevenção da doença. No estudo da feito em primatas "não humanos", infectados pelo Sars-Cov-2, a hidroxicloroquina não mostrou uma grande atividade antiviral.

Teste em primatas
Segundo o estudo feito com cobaias vivas, não há eficácia do medicamento em nenhum momento da doença, seja antes da infecção (profilaxia), logo após o contato com o vírus ou em casos mais avançados da doença.

Macaco da espécie 'Macaca fascicularis', mesma usada no estudo — Foto: André Ueberbach/Creative Commons
Macaco da espécie 'Macaca fascicularis', mesma usada no estudo — Foto: André Ueberbach/Creative Commons

Os pesquisadores de um laboratório francês introduziram o vírus Sars-Cov-2 no organismo de 17 macacos da espécie Macaca fascicularis, conhecida como macaco-cinomolgo, que é nativo do Sudeste Asiático e normalmente usado como cobaia para experimentos.

"Não conseguimos provar a atividade antiviral nem eficácia clínica no tratamento com hidroxicloroquina", escreveram os autores da pesquisa. "Nossos resultados ilustram a discrepância frequente entre os resultados do 'in vitro' (em células) e 'in vivo' (em cobaias)."

O estudo medicou apenas nove dos espécimes, o restante formou parte do "grupo de controle" para poder garantir a comparação dos efeitos ou não do uso do anti-malárico. Não houve diferença no percurso da infecção em nenhum dos dois grupos.

Sem ação nas células pulmonares
A segunda pesquisa publicada pela "Nature" não comprovou os efeitos da cloroquina contra a infecção de células pulmonares pelo Sars-Cov-2. O experimento, feito em laboratório, testou a ação do medicamento 'in vitro', sem o uso de cobaias vivas.

"Nossos resultados indicam que a cloroquina visa um caminho para a ativação viral que não funciona nas células pulmonares", escreveram os pesquisadores. "[o uso da cloroquina] é improvável para proteger contra a disseminação de Sars-Cov-2."

Cloroquina e Hidroxicloroquina não têm eficácia comprovada contra a Covid — Foto: Reprodução/TV Globo
Cloroquina e Hidroxicloroquina não têm eficácia comprovada contra a Covid — Foto: Reprodução/TV Globo

Não funciona em casos leves
Na semana passa, outro estudo publicado pela revista "Annals of Internal Medicine" apontou que a administração de hidroxicloroquina em pacientes com quadro leve de Covid-19 não se mostrou eficaz.

Cientistas da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, disseram não haver diferença significativa entre os pacientes tratados com o anti-malárico e os medicados com um placebo.

Participaram deste estudo randomizado, 491 voluntários não hospitalizados e com sintomas gripais. Eles foram divididos em dois grupos, os que receberam o medicamento e os que foram administrados com um placebo, este é o grupo controle – que garante a comparação.

Também na semana passada, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) recomendou o abandono da cloroquina no tratamento da Covid-19 (veja no vídeo abaixo).

 

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Governo foi avisado de que pandemia duraria até dois anos

"Sem intervenção, esgotamos UTIs, picos vão aumentar descontroladamente, levando insegurança à população", afirmam técnicos em ata do COE

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 Em reunião a portas fechadas no fim de maio, já sob a gestão interina do general Eduardo Pazuello, técnicos do Ministério da Saúde que integram um comitê sobre o novo coronavírus alertaram que, sem medidas de isolamento social, os impactos da doença serão sentidos por até dois anos. Segundo a equipe de Pazuello, "todas as pesquisas" levam a crer que o distanciamento é "favorável" até mesmo para o retorno da economia mais rápido.

"Sem intervenção, esgotamos UTIs, os picos vão aumentar descontroladamente, levando insegurança à população que vai se recolher mesmo com tudo funcionando, o que geraria um desgaste maior ou igual ao isolamento na economia", afirmam técnicos da pasta. A discussão está registrada em ata de reunião do Comitê de Operações de Emergência (COE) do ministério, obtida pelo Estadão. "Sem isolamento, um tempo muito grande de 1 a 2 anos para controlarmos a situação", informa a ata de reunião ocorrida em 25 de maio no 3.º andar do Ministério da Saúde.

No mesmo documento, o comitê discute a criação de um aplicativo para monitorar pacientes da covid-19 e até dez pessoas que tiveram contato com a pessoa infectada, o que nunca saiu do papel. Como encaminhamento da reunião, outra ideia que não prosperou: criar protocolo que "atenda nossas necessidades específicas".

Para Paulo Lotufo, professor de epidemiologia da USP, o distanciamento social se mostrou eficaz em diversos países, incluindo o Brasil. "Veja na cidade de São Paulo. Conseguimos ter um número de mortos bem abaixo de outros locais. Em Manaus foi uma catástrofe."

O presidente Jair Bolsonaro entrou em conflito com dois ministros da Saúde durante a pandemia por divergências, entre outros pontos, sobre a adoção de quarentenas. Em 16 de abril, Luiz Henrique Mandetta (DEM) foi demitido. Em 15 de maio, Nelson Teich pediu para sair da pasta. "Vamos enfrentar o vírus. Vai chegar, vai passar. Infelizmente algumas mortes terão. Paciência, acontece, e vamos tocar o barco. As consequências, depois dessas medidas equivocadas, vão ser muito mais danosas do que o próprio vírus", disse Bolsonaro à TV Band em 27 de março.

Depois, o ministério foi interinamente para Pazuello. Sob a gestão do militar, técnicos do ministério deixaram de ressaltar o benefício do distanciamento social. Questionado em 1.º de julho se a aceleração de casos no País tem relação com a flexibilização de quarentenas, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia, esquivou-se. "Não posso afirmar que este aumento tem relação direta com a decisão do gestor local."

Para Lotufo, criou-se uma corrente de negacionismo sobre a pandemia no Brasil. "Tenho a impressão de que a coisa no Ministério da Saúde é totalmente no estilo militar. Esse tipo de conselho (o COE), não dão a mínima importância."

Criado no começo de fevereiro, o COE serve para "planejar, organizar, coordenar e controlar" a resposta à covid-19 no Brasil. Além disso, deve encaminhar ao Ministério da Saúde relatórios técnicos sobre a pandemia e ações que estão sendo tomadas. As reuniões são feitas entre secretários do Ministério da Saúde, representantes de Estados e municípios e gestores de órgãos que lidam com a pandemia, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A composição de cada encontro varia. Membros de conselhos de secretários de Estados e municípios chegaram a ficar de fora dos encontros por divergências com o ministério.

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Olá,

 

Tudo o que for falado no sentido de que o isolamento É ÚTIL, até mesmo economicamente, é óbvio. A maioria avassaladora de países seguiram isso.

Aqui não foi feito por diversas razões, incluindo a TEIMOSIA do presidente da republica que, usando de seu poder e influência, tumultuou tanto essa história, que deixou o treco caótico. Nem o Trump, tão burro quanto, insistiu tanto na teimosia (ano eleitoral, agora o Trump está até mais comportado, não fala de cloroquina, começou a usar máscara, ensaiou uns comentários positivos de isolamento ao longo das ultimas semanas, etc).

 

Só o bolsonaro caga, seguido pelos fanáticos (que, ao que tudo indica, serão abandonados porque o presidente quer "novos amigos do centrão").

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Tinha lido em algum lugar que o numero de mortes total, somando todos os tipo, no 1 semestre de 2020 ja batia em muito o de 2019, alguém sabe onde tem esses dados pra comprovar a veracidade? Assim fica mais fácil sentir o real estrago do covid19.

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Produção de cloroquina coloca Bolsonaro na mira da Justiça

MP quer apurar responsabilidade de presidente na ordem para Exército aumentar fabricação de medicamento sem eficácia comprovada contra covid

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O medicamento defendido pelo presidente Jair Bolsonaro para combater a pandemia de covid-19, mesmo sem nenhuma comprovação científica de sua eficácia, entrou na mira da Justiça. Uma investigação foi solicitada pelo Ministério Público (MP) para apurar se houve superfaturamento na compra de insumos para fabricação dos comprimidos de cloroquina pelo Exército.

Solicitado pelo subprocurador-geral do MP junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) Lucas Furtado, o pedido aguarda o parecer da secretaria do órgão para, então, ser analisado pelo plenário do tribunal.

O processo apura ainda a responsabilidade direta do presidente na decisão de aumentar expressivamente a produção de cloroquina "sem que haja comprovação médica ou científica de que o medicamento seja útil para o tratamento da covid-19", afirma o documento.

A compra do insumo, adquirido da Índia, sem licitação, custou seis vezes mais que o valor pago pelo Ministério da Saúde no ano passado. Finalizada no Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército, a produção do comprimido aumentou 84 vezes nos últimos meses em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o MP.

"Todo estudo científico produzido relatava a ineficácia da droga contra a covid", diz Furtado à DW Brasil sobre a motivação do processo. Caso as irregularidades sejam comprovadas, Bolsonaro pode sofrer diversas sanções, como multas e pagamento pelo dano causado.

O pedido de investigação argumenta que a fabricação em massa do remédio seria um desperdício de dinheiro público que deve ser devidamente apurado. "E os responsáveis (devem ser) penalizados na forma da lei, especialmente se há suspeitas de superfaturamento na aquisição de insumos", pontua o documento.

O pedido do sub-procurador gerou reação entre deputados bolsonaristas. José Medeiros, do Podemos (MT), pediu que o TCU investigue a atuação de Furtado.

Promovida por Bolsonaro como solução contra a doença que já matou mais de 94 mil brasileiros até início de agosto, a cloroquina foi banida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no tratamento da covid-19. Administrada desde a década de 1950 contra malária, o remédio pode provocar efeitos colaterais graves, como problemas cardíacos, e ainda aumentar o risco de morte em pacientes com o novo coronavírus.

No Brasil, porém, Bolsonaro orientou o Exército a aumentar a produção do comprimido na pandemia. "Temos informação de que mais de 1,5 milhão de reais foram gastos para produção de cloroquina. O laboratório do Exército aumentou sua produção em 100 vezes desde o início da pandemia", afirma Débora Melecchi, do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

Até 23 de junho, o Ministério da Saúde havia distribuído 4,4 milhões de comprimidos de cloroquina para os estados brasileiros.

"A rigor, esta aquisição [do insumo supostamente superfaturado] deveria ser fiscalizada pelo órgão de controle interno das Forças Armadas. Mas sabemos que eles não vão fazer nada, uma vez que o chefe do Executivo está fazendo propaganda da cloroquina", comenta Rudnei Marques, do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), que acompanha a investigação do TCU.

Questionado sobre o volume da produção do medicamento e o pedido de investigação do TCU, o Exército não respondeu às perguntas da DW Brasil.

Covid-19 acende debate sobre taxação de grandes fortunas

Aumento do patrimônio de mais ricos na pandemia amplia pressão para alíquotas mais altas para milionários na reforma tributária

A crise gerada pela covid-19 acendeu o debate no Brasil sobre a necessidade de aumentar os impostos do "andar de cima" junto com a proposta de reforma tributária em tramitação no Congresso. A divulgação na semana passada de uma lista de 42 brasileiros que aumentaram sua fortuna em US$ 34 bilhões, mesmo durante a pandemia, fez crescer a pressão para que a reforma tire do papel o imposto sobre grandes fortunas e eleve o Imposto de Renda dos super-ricos para diminuir a desigualdade social no País.

A corrente que cresce no Congresso é de que a reforma tributária tem de ser mais ampla do que apenas a simplificação de impostos para ajudar a reconstruir o País na fase pós-pandemia. Proposta encabeçada pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), junto com acadêmicos e um grupo de entidades ligadas aos Fiscos, aponta um potencial de arrecadação de R$ 40 bilhões por ano somente com o imposto sobre grandes fortunas.

O imposto passaria ser a cobrado das pessoas com patrimônio a partir de R$ 10 milhões com alíquotas progressivas: de 0,5% (R$ 10 milhões a R$ 40 milhões); 1% (R$ 40 milhões a R$ 80 milhões) e 1,5% (acima de R$ 80 milhões). "Somos um dos campeões mundiais de desigualdade e concentração de renda. Precisamos utilizar também esse imposto", defende Charles Alcântara, presidente da Fenafisco.

A Constituição de 1988 previu a instituição de um imposto sobre grandes fortunas no Brasil. Até hoje, no entanto, a medida depende da aprovação de um projeto de lei complementar que determine como será feita essa taxação. O imposto sobre grandes fortunas é o único dos sete tributos previstos na Constituição que ainda não foi implementado.

Outras propostas

Entre os projetos que tramitam no Congresso Nacional para regulamentar o imposto sobre grandes fortunas está o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Apresentada em 1989 - quando ainda era senador -, a proposta chegou a ser aprovada no Senado no mesmo ano, mas ficou travada na Câmara.

Para Dão Real, especialista do Instituto Justiça Fiscal, a aplicação do imposto sobre grandes fortunas em vários países no passado, mesmo que desativado depois da crise financeira de 2008, cumpriu a sua finalidade de reduzir desigualdade social em outras nações. Dão lembra que, com a pandemia, países europeus retomaram o debate para a volta desse tributo.

Os defensores de uma reforma mais ampla viram com os bons olhos a declaração do relator da reforma, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), de que vai trabalhar para a "justiça tributária".

A expectativa é de que o relator possa avançar em mudanças nas alíquotas do IR da pessoa física e a volta da tributação de lucros e dividendos, proposta que está sendo elaborada também pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes. Um das ideias em estudo é criar uma alíquota de 35% para os contribuintes com renda mais alta - integrantes da equipe econômica falam em remunerações que superem a marca de R$ 40 mil por mês. A Fenafisco defende uma alíquota ainda maior, de 45%.

No Congresso, milionários divergem

No Congresso, quase metade dos deputados declarou nas eleições de 2018 ter patrimônio superior a R$ 1 milhão, enquanto no Senado esse patamar chega a quase 66%. Isso quer dizer que muitos parlamentares podem ter de votar para ampliar os próprios tributos.

O deputado Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG), com patrimônio de R$ 38 milhões, segundo declaração à Justiça Eleitoral, é a favor de taxar os "super-ricos". "Temos de mudar nossa base tributária, migrar do consumo para patrimônio e renda", afirmou o dono de uma rede de supermercados na região do Vale do Aço, em Minas Gerais.

Já seu colega, o deputado Alexis Fonteyne (Novo-SP) - R$ 28 milhões em bens - tem opinião contrária. Para ele, que atua no ramo de pisos e revestimentos industriais, a taxação sobre grandes fortunas não é eficiente. "Se mostrou absolutamente inócuo no mundo todo", disse. "A simples redistribuição de riqueza não resolve a causa da pobreza", afirmou.

Com patrimônio de R$ 238 milhões, o senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), empresário que fundou o Grupo Positivo, disse estar aberto ao debate. "Não tenho restrição a nenhum imposto isoladamente. Penso que só devemos criar ou modificar alíquotas de impostos já existentes dentro de uma ampla reforma tributária."

Especialistas defendem maior tributação para os super-ricos

Lá fora, grupo de milionários se disse disposto a pagar mais; brasileiros mais ricos não estão no debate

Milionários brasileiros passam ao largo do debate internacional sobre a cobrança de mais impostos do grupo dos mais ricos entre a população em meio à pandemia de coronavírus. O tema ganhou mais espaço em outros países depois que a organização Milionários pela Humanidade divulgou carta pública, assinada por 83 donos de grandes fortunas com o pedido: "me tributem". A maioria dos signatários é dos Estados Unidos, mas há milionários alemães, britânicos, canadenses e holandeses.

https://www.terra.com.br/economia/especialistas-defendem-maior-tributacao-para-os-super-ricos,5c5854fda87155db88d0cb0c3f466884th7qg9q3.html

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Olá,

O caso da super-produção de cloroquina, mesmo que o TCU encontre algum "excesso de gasto", citou como exemplo 1 milhão e meio de reais... sendo bem sincero, dinheiro de pinga pra justificar desvios, crime de responsabilidade, etc. Isso aí é mais "barulho" do que algo efetivo.

 

Com relação a taxação de super ricos, todos enchem o saco com isso, mas esquecem de um detalhe: super-ricos conhecem MUITO bem como funcionam as regras do jogo e sabem desviar LEGALMENTE da maior quantidade de impostos possível. Em última instância, praticamente levam embora a maior parte do patrimônio e ele não é tributado. 

Eu não sou contra, podem tributar, MAS CONTAR COM ISSO para arrecadar BILHÕES para os cofres públicos... esqueçam.

 

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Three-Quarters of Recovered Coronavirus Patients Have Heart Damage Months Later, Study Finds

Of the 100 patients studied, 78 had lingering heart damage despite being “mostly healthy … prior to their illness”

By Julie Mazziotta
July 28, 2020 04:37 PM
 
 

Well over half a year into the COVID-19 pandemic, experts are learning more about the virus that was initially believed to be only a respiratory illness. Over time, it’s become clear that COVID-19 attacks far more than just the lungs, and new research indicates that it can leave lasting heart damage, even in formerly healthy people who have recovered from the initial symptoms.

Two new studies, both from Germany, examined the effects of COVID-19 on the heart, with one focusing on recovered patients and the other on older victims of the virus.

The first study, published Monday in JAMA Cardiology, found that three-quarters of recovered COVID-19 patients were left with structural changes to their hearts, even two months later.

The researchers examined cardiac MRIs from 100 recovered COVID-19 patients between the ages of 45 to 53, and compared them to MRIs of similar people who did not contract the virus. Most of the COVID-19 patients had recovered at home, while 33 had to be hospitalized at some point in their illness.

Of the 100 COVID-19 patients, 78 had structural changes to their hearts. Within that group, 76 had a biomarker that is typically found in patients who had a heart attack, and 60 had heart inflammation, called myocarditis. The patients were all “mostly healthy … prior to their illness,” the researchers said.

"The patients and ourselves were both surprised by the intensity and prevalence of these findings, and that they were still very pronounced even though the original illness had been by then already a few weeks away," study co-author Dr. Valentina Puntmann, a consultant physician, cardiologist and clinical pharmacologist at University Hospital Frankfurt in Germany, told UPI.

 
 

The second study, also published in JAMA Cardiology, looked at autopsy reports from 39 COVID-19 victims between 78 and 89 years old who died at the start of the pandemic. The researchers found that the virus had infected the heart in 41 percent of the patients.

“We see signs of viral replication in those that are heavily infected,” study co-author Dirk Westermann, a cardiologist at the University Heart and Vascular Centre in Hamburg, told Stat. “We don’t know the long-term consequences of the changes in gene expression yet. I know from other diseases that it’s obviously not good to have that increased level of inflammation.”

On Sunday, Boston Red Sox pitcher Eduardo Rodriguez confirmed that he won’t yet start the new MLB season because he is dealing with myocarditis, the heart inflammation found in the first study, in the months after he contracted COVID-19. Rodriguez is currently waiting on further MRI results to see if he can play.

Eduardo Rodriguez
Michael Reaves/Getty

“It’s been hard, weird. First, I got the COVID, feel all the symptoms and everything, at some point thinking that’s how bad it was the first four days. And then get here, and now that I have this, I was hoping that I get ready and go for the season as quick as I can,” Rodriguez told WEEI. “Now I’ve got to get a week off, wait for the results of the next MRI. I would say it’s been weird, really weird for me."

https://people.com/health/three-quarters-recovered-coronavirus-patients-have-heart-damage-months-later/

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Olá,

Eu acho que estas pessoas devem ser tratadas com cloroquina.

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Em 03/08/2020 at 19:17, Snayperskaya disse:

Three-Quarters of Recovered Coronavirus Patients Have Heart Damage Months Later, Study Finds

Of the 100 patients studied, 78 had lingering heart damage despite being “mostly healthy … prior to their illness”

By Julie Mazziotta
July 28, 2020 04:37 PM
 
 

Well over half a year into the COVID-19 pandemic, experts are learning more about the virus that was initially believed to be only a respiratory illness. Over time, it’s become clear that COVID-19 attacks far more than just the lungs, and new research indicates that it can leave lasting heart damage, even in formerly healthy people who have recovered from the initial symptoms.

Two new studies, both from Germany, examined the effects of COVID-19 on the heart, with one focusing on recovered patients and the other on older victims of the virus.

The first study, published Monday in JAMA Cardiology, found that three-quarters of recovered COVID-19 patients were left with structural changes to their hearts, even two months later.

The researchers examined cardiac MRIs from 100 recovered COVID-19 patients between the ages of 45 to 53, and compared them to MRIs of similar people who did not contract the virus. Most of the COVID-19 patients had recovered at home, while 33 had to be hospitalized at some point in their illness.

Of the 100 COVID-19 patients, 78 had structural changes to their hearts. Within that group, 76 had a biomarker that is typically found in patients who had a heart attack, and 60 had heart inflammation, called myocarditis. The patients were all “mostly healthy … prior to their illness,” the researchers said.

"The patients and ourselves were both surprised by the intensity and prevalence of these findings, and that they were still very pronounced even though the original illness had been by then already a few weeks away," study co-author Dr. Valentina Puntmann, a consultant physician, cardiologist and clinical pharmacologist at University Hospital Frankfurt in Germany, told UPI.

 
 

The second study, also published in JAMA Cardiology, looked at autopsy reports from 39 COVID-19 victims between 78 and 89 years old who died at the start of the pandemic. The researchers found that the virus had infected the heart in 41 percent of the patients.

“We see signs of viral replication in those that are heavily infected,” study co-author Dirk Westermann, a cardiologist at the University Heart and Vascular Centre in Hamburg, told Stat. “We don’t know the long-term consequences of the changes in gene expression yet. I know from other diseases that it’s obviously not good to have that increased level of inflammation.”

On Sunday, Boston Red Sox pitcher Eduardo Rodriguez confirmed that he won’t yet start the new MLB season because he is dealing with myocarditis, the heart inflammation found in the first study, in the months after he contracted COVID-19. Rodriguez is currently waiting on further MRI results to see if he can play.

Eduardo Rodriguez
Michael Reaves/Getty

“It’s been hard, weird. First, I got the COVID, feel all the symptoms and everything, at some point thinking that’s how bad it was the first four days. And then get here, and now that I have this, I was hoping that I get ready and go for the season as quick as I can,” Rodriguez told WEEI. “Now I’ve got to get a week off, wait for the results of the next MRI. I would say it’s been weird, really weird for me."

https://people.com/health/three-quarters-recovered-coronavirus-patients-have-heart-damage-months-later/

mas é só uma gripe cara, usa ozonio com cloroquina que vai dar bom.

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1 hour ago, DHX said:

mas é só uma gripe cara, usa ozonio com cloroquina que vai dar bom.

A cloroquina é no cu e o ozônio é pela boca?

É muito, muito revoltante ter que aguentar esses palhaços tirarem uma com a nossa cara enquanto impedem qualquer combate sério à doença no Brasil, gerando essas dezenas de milhares de mortes desnecessárias.

Um amigo morreu nesse último fim de semana em Curitiba, por falta de leitos de UTI. Ele estava há um tempo se tratando de leucemia, aí já viu...

Tinha só 40 anos.

Pode abrir o comércio, "voltar ao normal". É tranquilo.

Bem que podíamos enfiar metano no cu de quem diz uma merda dessas e acender um fósforo. Cretinos.

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34 minutos atrás, Zappato disse:

A cloroquina é no cu e o ozônio é pela boca?

É muito, muito revoltante ter que aguentar esses palhaços tirarem uma com a nossa cara enquanto impedem qualquer combate sério à doença no Brasil, gerando essas dezenas de milhares de mortes desnecessárias.

Um amigo morreu nesse último fim de semana em Curitiba, por falta de leitos de UTI. Ele estava há um tempo se tratando de leucemia, aí já viu...

Tinha só 40 anos.

Pode abrir o comércio, "voltar ao normal". É tranquilo.

Bem que podíamos enfiar metano no cu de quem diz uma merda dessas e acender um fósforo. Cretinos.

Foda.. Meus sentimentos.. 

E como está a taxa de ocupação das utis por aí? 

Aqui vive noticiando que está abaixo de 50%.. Mas aposto que na "hora do vamo vê"... Vai dizer que não tem uti disponível.. 

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Um conhecido da minha família nunca mais saiu de casa desde que começou essa história do coronga. Essa semana foi para UTI porque infartou. Ninguém morre na véspera.

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Posted (edited)

Covid iguala em 6 meses mesmo nº de mortes da HIV em 9 anos

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Castigado há séculos por epidemias e surtos dos mais variados tipos, o Brasil não é estranho a crises de saúde. Até hoje, no entanto, nenhum dos flagelos que atingem os brasileiros periódica ou continuamente matou tantos em tão pouco tempo como a covid-19.

O país deve chegar no sábado à trágica marca de 100 mil mortes causadas pela doença. Desde a gripe espanhola, há 102 anos, o Brasil não via algo assim, com a perda de vidas em uma velocidade muito superior a enfermidades como Aids, tuberculose e dengue.

"Isso é inédito, algo que nunca teve. Deveríamos estar em desespero, isso é uma tragédia como uma guerra de verdade, um conflito armado. Mas o Brasil está em uma anestesia coletiva", diz o infectologista José Davi Urbaéz, porta-voz da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

A comparação com outras doenças que, como a covid-19, são virais e não têm vacinas, mostra o tamanho do estrago que o novo coronavírus --que também pode atingir no sábado a marca de 3 milhões de casos confirmados no país-- vem fazendo no Brasil.

Considerada a epidemia do século 20, o HIV e as doenças associadas à Aids fizeram 270.591 vítimas entre 1996 e 2018, de acordo com o DataSUS, sistema de vigilância em saúde do governo federal. O HIV, no entanto, levou 9 anos para alcançar o número de mortos que a covid-19 fez em pouco mais de 5 meses.

Quase endêmica no país, a tuberculose é outra doença que matou muitos brasileiros. Foram 104.268 óbitos entre 1996 e 2018, último ano em que o DataSUS tem contagem completa. Foi em 2017, depois de 22 anos de registros, que a doença atingiu a mesma marca de vítimas fatais que a covid deixará até este fim de semana.

A dengue, outro flagelo que atinge os brasileiros a cada verão, apesar dos milhões de casos registrados, matou 6.984 pessoas em 23 anos. Em 2019, um dos piores anos da série, foram 782 óbitos. A malária, no mesmo período de 1996 a 2018, fez 2.342 vítimas fatais.

"Nos últimos 100 anos o Brasil sofreu diversas pandemias, epidemias e possui grandes endemias. Tivemos a pandemia de Influenza H1N1 em 2009; na década de 90 a pandemia de cólera nos atingiu, temos a epidemia de dengue, zika e chikungunya que frequentemente nos visita, além de termos grandes endemias como tuberculose, malária, doença de Chagas, leishmaniose. Entretanto, nenhuma dessas doenças vitimou tantos brasileiros num período tão curto de tempo. Isso é uma coisa que nos choca muito", diz o infectologista Roberto Medronho, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio e Janeiro e líder do Grupo de Trabalho Multidisciplinar para Enfrentamento da covid-19 da UFRJ.

Chamada de "gripezinha" pelo presidente Jair Bolsonaro, a covid-19 é ainda bem mais mortal que os diferentes tipos de influenza, que em 23 anos causaram a morte de 9.836 pessoas no país, segundo os números do DataSus.

"Esses números mostram que não é uma gripezinha, um resfriadinho, é uma doença muito grave, não é algo dentro do normal, não é possível relativizar. A covid-19, dentro do cenário de saúde pública, é um dos mais importantes fenômenos da história do Brasil. É difícil uma doença aguda, tirando a gripe espanhola, que tenha levado tantas vidas em tão pouco tempo", afirma Alexandre Naime, chefe do departamento de Infectologia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

A influenza de 1918, que entrou para a história como gripe espanhola, matou entre 30 e 50 milhões de pessoas no mundo. Em um Brasil ainda majoritariamente rural, a estimativa é de 35 mil a 50 mil mortos, sendo quase 15 mil no Rio de Janeiro, maior cidade do país à época.

200 mil óbitos

"A gente não sabe quando vai parar, talvez 150 mil, talvez 200 mil óbitos. Nós só vamos ter noção do impacto do que realmente foi a covid-19 quando tivermos um distanciamento temporal, mas não tenha dúvidas de que na história do Brasil ela só tem comparação com a gripe espanhola", diz Naime.

"Na história do Brasil como um todo, pode ter correlação com números de óbitos causados pelas doenças que colonizadores trouxeram para os índios, como varíola e influenza."

O início da epidemia no Brasil é marcado como 26 de fevereiro, quando foi confirmado o primeiro caso, em São Paulo. Foram praticamente três meses para chegar em 50 mil mortes, e mais 50 dias para se chegar a 100 mil, se o número for de fato atingido no sábado --até quinta-feira, foram confirmadas 98.493 mortes por covid-19 no país.

Há sete semanas epidemiológicas consecutivas o país tem registrado mais de 1.000 mortes por dia em média, e caminha para a oitava semana acima desse patamar após registrar 4.930 óbitos nos últimos cinco dias.

Paralelamente, o número de casos permanece elevado, com média superior a 50 mil registros por dia nos dias de semana, levando o Brasil a passar de 2 milhões para 3 milhões de infecções confirmadas em apenas 23 dias caso o número seja alcançado no sábado -- uma aceleração em relação ao milhão de casos anterior, que foi acumulado ao longo de 27 dias.

"É uma situação ímpar, é uma tragédia e não se tem nenhum alinhamento para controle da pandemia. O que se vê é o predomínio de palavras como 'flexibilização', 'reabertura', tudo o que aumenta circulação de pessoas e perpetua a propagação do vírus em nível absurdo", diz Urbaéz, da SBI.

"Não existe platô em controle de epidemia, isso é uma invenção. É uma catástrofe você optar por ter um país em que 1.200 mortes por dia seja parte da rotina das pessoas."

Depois de começar a epidemia com fechamento da economia nas primeiras semanas, hoje o Brasil vê a maior parte das cidades com a vida voltando ao normal, inclusive com discussões sobre a retomada de aulas presenciais, além de bares, restaurantes e academias abertos e circulação de carros e pessoas pelas ruas.

Bolsonaro, que sempre se opôs às quarentenas alegando que o impacto econômico da paralisação seria pior do que os próprios efeitos da doença, disse na quinta-feira que lamentava as mortes, "mas vamos tocar a vida", repetindo postura que vem adotando desde o início da pandemia de minimizar os óbitos.

Para Medronho, da UFRJ, esse resultado é decorrente da falta de articulação entre o governo federal, Estados e municípios.

"Essa dramática situação não é decorrência apenas da gravidade da doença, mas também de uma desarticulação completa entre os entes da Federação para o enfrentamento adequado da doença", afirma Medronho.

Depois da saída de dois ministros da Saúde - Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich -, o general Eduardo Pazuello, interino no cargo desde maio, coordena a distribuição de equipamentos e medicamentos e a qualificação de UTIs, mas abandonou a defesa do distanciamento social, medida considerada essencial por especialistas em saúde pública para conter o avanço do vírus.

"A mensagem que temos hoje 'é pegue seu coronavírus e se ficar grave tem UTI. Esse é o resumo da nossa política", diz Urbaéz.

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Edited by Peidãø Neck

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Olá,

Bom, temos os governantes imbecis que desde sempre cagaram e andaram para essa doença... tanto que, no comecinho fizeram um isolamento meia boca, mas quando a corda apertou, não pensaram duas vezes em TOCAR o FODA-SE e mandar todo mundo de volta pra rua.

Mas também temos em maior ou menor grau, a população IMBECIL, que também tocou o foda-se para essa merda. Seja por motivos "nobres" ou não, respeitar isolamento não foi um comportamento amplamente adotado aqui, nem pelos que PODIAM fazer (quanto mais esperar isso de quem não consegue).

 

Podem falar a vontade, mas o nosso "platô chapadão" de 1000 a 1200 mortes ao dia veio pra ficar ... e o país está literalmente cagando e andando pra isso. Inclusive como era de se esperar, especialistas da área medica já fizeram a ANÁLISE ÓBVIA: todos os países passaram por um "platô" e DEPOIS CAÍRAM em numero de mortes.

O Brasil está HÁ MAIS DE UM MÊS nessa taxa constante de 1000 / dia, que é MUITO MAIS TEMPO do que QUALQUER OUTRO PAÍS ficou em "platô". O que é óbvio dado o relaxo com que tudo foi feito (e mais: essa taxa de 1000 mortes ao dia NÃO TEM HORA PRA ACABAR).

 

 

 

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