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Telenet/Renovation – A Fábrica de Animes no Mega Drive!

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Hoje trazemos um outro estúdio que infelizmente já fechou as portas, mas que assim como a Treasure, marcou grande presença no 16 bits da Sega: a Telenet Japan, ou também como era conhecida pela sua contraparte norte-americana, a Renovation.

TELENET-RENOVATION_CAPA.jpg

Se você jogava Mega Drive na década de 90, deve ter se deparado (assim como eu) com alguns títulos com belíssimas aberturas no estilo anime. Na época eu começava a conhecer as animações japonesas, então sempre era uma alegria muito grande quando eu “alugava” um jogo e via aqueles pixels de olhos grandes na tela.

Um jogo em especial me marcou muito nesta época: Valis III (imagem abaixo), lançado em 1991 no Megão (eu cheguei a fazer um site todo dedicado a essa série no final dos anos 90).

A Telenet foi fundada em 1983 no Japão por Kazuyuki Fukushima, posteriormente tendo como subsidiárias vários estúdios como as Wolf Team, Laser Soft e Reno/Riot. Vamos conhecer melhor a história dessa empresa? Então vem com a gente!

valis-3.jpg

 

O Início – computadores japoneses

Antes de marcar presença no mercado de consoles, a Telenet se consolidou como um estúdio durante os anos 80, desenvolvendo e publicando jogos para computadores domésticos japoneses, como o MSX (sistema bem popular aqui no Brasil), os PC-88/98 e o glorioso Sharp X68000 (todos esses exclusivos do Japão).

Títulos não muito expressivos como Tricky (1984), Piper (1985), American Truck (1985) e Albatross Tournament Golf (1986) marcam os primeiros anos da Telenet no mercado.

No entanto, foi em 1986 que um jogo entrou para a história do estúdio: Valis: The Fantasm Soldier, lançado inicialmente para os sistemas MSX, PC-88 e Sharp X1.

Com uma estrutura e mecânicas bem simples, o game era um jogo de ação e plataforma 2D, que tinha como protagonista uma jovem colegial que encontra uma espada mágica e se transforma em uma poderosa guerreira, com a missão de salvar a Terra e outras dimensões da invasão de monstros malignos.

valis-the-fantasm-soldier-msx.jpg

 

A versão de MSX era a mais simples (tinha um gameplay horrível), mas a versão para as (várias) outras plataformas, sempre ia incluindo melhorias e aperfeiçoamentos, o que tornou o título uma das principais franquias da empresa – chegou a receber três sequências nos anos seguintes, sempre com uma grande ênfase na narrativa e nos personagens.

A série Valis é na verdade mediana como jogo de plataforma 2D e seu “sucesso” (se é que podemos chamar assim) certamente vem do boom de animes com jovens colegiais envolvendo magia/fantasia das décadas de 80/90, lembradas aqui no Brasil principalmente por Sailor Moon e Guerreiras Mágicas de Rayearth.

O ano de 1986 também marca outro acontecimento importante na história da empresa e dos videogames em geral: a fundação do estúdio Wolf Team, que se tornaria o principal desenvolvedor de jogos da Telenet e mais tarde se tornaria a Namco Tales Studio, criadora da popular série de RPGs “Tales of”.

WolfTeam_logo.png

 

A Wolf Team lançou vários games populares e por isso merece um grande destaque na história da Telenet. Um dos seus primeiros trabalhos foi justamente o game Valis: The Fantasm Soldier.

Em plataformas mais robustas como o PC-88/98, o salto de qualidade no jogo, em comparação ao MSX, é perceptível e já mostrava o que seria a marca registrada da Wolf Team em seus títulos: várias cenas de anime (ou cutscenes) que ajudavam a contar a história da aventura.

Apesar de hoje em dia as famigeradas cutscenes serem algo normal (e até obrigatórias), lembrem-se que estamos em 1986 e Valis fazia história não por ser um jogo de plataforma, mas sim com o seu pioneirismo nas cenas cinematográficas – o primeiro Ninja Gaiden, habitualmente lembrado pela sua narrativa e cutscenes, chegou ao Nintendinho só em 1988.

valis-pc88.jpg

 

Em 1987 a Wolf Team tornou-se independente da Telenet, porém foi reintegrada anos mais tarde e se fundiu com outra subsidiária da empresa, a Lasersoft, e por volta de 1993/94 sofreu uma nova reestruturação com a parceria com a Namco.

Entre os principais membros da Wolf Team temos o CEO e produtor Masahiro Akishino, o programador Yoshiharu Gotanda, o designer Masaki Norimoto, o diretor Joe Asanuma, o artista gráfico Yoshiaki Inagaki, o designer de efeitos sonoros Ryota Furuya e o hoje notório compositor Motoi Sakuraba.

Seguindo novas direções

Em 1994, a Wolf Team estava projetando um novo RPG chamado Tale Phantasia, escrito e programado por Yoshiharu Gotanda, com design de Masaki Norimoto e trilha sonora por Motoi Sakuraba, Shinji Tamura e Ryota Furuya.

Para lançar o jogo e ter um alcance a nível mundial maior, a Telenet/Wolf Team fechou contrato com a Namco, estúdio bem mais conhecido mundialmente, e que insistiu em várias mudanças no projeto, incluindo a renomeação do game para Tales of Phantasia.

Os conflitos entre as duas partes levou a um adiamento do lançamento do jogo de 1994 para 1995 no SNES, e além disso a maior parte da equipe inicial saiu da empresa para fundar a sua própria, a tri-Ace (formada pelos ‘três ases’ Yoshiharu Gotanda, Masaki Norimoto e Joe Asanuma), em 1995 – entre os seus principais trabalhos estão as franquias Star Ocean e Valkyrie Profile.

 

namco-tales-studio-logo.jpg

 

A Wolf Team então desenvolveu um trabalho mais focado nos próximos games Tales of, até ser renomeada para Namco Tales Studio em 2003, quando a Namco comprou suas ações tornando-se a proprietária majoritária (no entanto, os direitos da maioria das propriedades intelectuais da Wolf Team ainda continuariam com a Telenet).

A Namco Tales Studio continuou seu trabalho até 2011, quando foi anunciado que o estúdio seria dissolvido e se fundiria com a sua editora, tornando-se então a Bandai Namco Games.

E assim terminou a história da Wolf Team, cujos membros talentosíssimos ainda geraram outros estúdios renomados.

Os Games = Pura Diversão

Mas antes de toda essa salada mista, a Telenet e a Wolf Team lançaram vários games populares no Mega Drive e no Sega CD (além de outras plataformas, como o PC-Engine, onde eram bem atuantes também), sendo que muitos desses jogos chegaram ao ocidente por meio da Renovation Products, a publisher da Telenet (e de alguns outros estúdios também) nos Estados Unidos.

Fundada em 1989, a Renovation teve um curto período de vida, mas bastante atuante, especialmente durante o auge do Mega Drive. Em 1993 a Sega comprou o estúdio, que foi dissolvido imediatamente, e a Telenet encerrou a produção de games nas plataformas da Sega.

gaiares-1.jpg

Vale lembrar que além das cenas de anime, outras características marcavam bem os jogos da Telenet/Wolf Team, como as belíssimas trilhas sonoras, que aproveitavam bem o chip sonoro do Mega Drive – a maioria assinada por Motoi Sakuraba (mas havia outros compositores talentosos), que mais tarde ficaria famoso com as trilhas orquestradas da série Tales of -, assim como as fantásticas artes japonesas das capas dos jogos (que ganhavam versões ocidentais bem feias pela Renovation).

Vamos relembrar alguns títulos memoráveis da Telenet/Wolf Team!

Final Zone (1990)

FINAL-ZONE-CAPAS.jpg

A Wolf Team fez sua estreia no Mega Drive com o game Final Zone, que é na verdade o terceiro game de uma série que começou em 1986 no MSX, PC-88 e X1  (o primeiro game lançado pelo estúdio), mas que chegou originalmente para o X68000. Aqui o jogador assume o comando de um mecha com a missão de sair explodindo tudo pela frente com uma visão isométrica, simples assim – e quer algo mais legal do que explodir tudo num robozão no seu Megão?

Granada (1990)

granada-capas.jpg

Lançado originalmente no X68000, também pela Wolf Tam, Granada logo recebeu um port no Mega Drive e foi muito bem recebido pelos fãs de shooters com visão aérea e ação frenética., além de contar com uma empolgante trilha sonora de Motoi Sakuraba (junto com Masaaki Uno e Yasunori Shiono).

Gaiares (1990)

gaiares-capas.jpg

O Mega Drive é conhecido por possuir os melhores shoot-em-up (ou jogos de navinha, se preferir) da geração 16 bits, com uma grande variedade em seu catálogo, e um deles que merece destaque sem dúvida é Gaiares, desenvolvido pela Reno. Logo de cara temos uma longa e impressionante (para a época) abertura anime-pixel, que nos conta que no ano 3000 a Terra se tornou um depósito de lixo tóxico e que piratas espaciais planejam coletar o material para a produção de armas de destruição em massa. Temendo o pior, o conselho do Império Leezaluth envia uma advertência à Terra, afirmando que se não conseguir impedir os piratas, eles seriam forçados a destruir o nosso planeta. Assim, um jovem piloto é escolhido para combater os piratas, com uma nave armada com uma poderosa arma experimental de Leezaluth, chamada TOZ System, que seria operada por Alexis, uma emissária de Leezaluth. O jogo contém cenários belíssimos, além de uma trilha sonora fantástica assinada por Shinobu Ogawa (que também compôs as trilhas de Valis I e III no Mega Drive, entre outros games), que sabia como ninguém como aproveitar o chip sonoro do 16 bits da Sega. Sem dúvida um dos maiores shooters da história!

Valis III (1991)

valis-3-capas.jpg

 

Olha o Valis aí de volta, fazendo sua estreia no Mega Drive com o terceiro game, desenvolvido pela Reno e lançado originalmente para o PC-Engine em 1990. A versão do Mega recebeu alguns cortes, mas no geral adapta bem o original (lançado em CD), com várias cutscenes, um gameplay sólido (com três personagens diferentes), belos gráficos e claro, com grande enfoque na narrativa e personagens. A trilha sonora, novamente, é um destaque à parte que só merece elogios (alguns temas chegam a ser melhores no Mega Drive do que a trilha de CD do PCE).

Arcus Odyssey (1991)

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Antes de chegar no Mega Drive, a Wolf Team lançou três títulos da série de RPG Arcus para computadores japoneses entre 1988 e 1991 (uma coletânea com esses três jogos foi lançada para o Sega CD no Japão). Arcus Odyssey foi lançado primeiramente no X68000 e depois chegou ao Mega Drive em uma versão quase idêntica, além de receber uma versão também no SNES (lançada apenas no Japão). Hoje conhecido como gênero dungeon crawler, o jogo apresenta uma aventura com visão isométrica onde é possível escolher entre quatro heróis para explorar vastos calabouços (ou dungeons, como preferir) com a missão de impedir o ressurgimento da maligna feiticeira Castomira. Um jogo de ação com elementos de RPG bem divertido e envolvente.

El Viento (1991)

el-viento-capas.jpg

Jogo exclusivo da Wolf Team para o Mega Drive, lançado em 1991 e o primeiro de uma trilogia. O game segue o gênero de plataforma 2D com uma protagonista que tem como arma principal um bumerangue, além de algumas magias especiais. O jogador assume o comando da jovem feiticeira peruana Annet, que tenta impedir que um culto desperte o deus antigo e malévolo Hastur. A ambientação da aventura é nos EUA no final da década de 1920. Novamente um jogo de plataforma sólido e muito divertido (bem semelhante à Valis), com ação frenética e empolgante trilha sonora de Motoi Sakuraba.

Exile (1991)

exile-capas.jpg

Antes de chegar no Mega Drive, Exile ganhou dois jogos para computadores japoneses no final dos anos 80. O RPG de ação foi lançado pela Riot originalmente para o PC-Engine CD e depois portado para o Mega Drive. Na época o jogo gerou uma certa polêmica, por ser ambientado no Oriente Médio do século XII e contar a história do assassino e guerreiro do deserto conhecido como Sadler, passando pelas grandes Cruzadas que devastaram a região. Alguns jogadores hoje comparam Exile à série Assassin´s Creed, por apresentar várias referências históricas, misturada com elementos dos RPGs tradicionais. Vale citar que a versão americana desse jogo teve várias censuras (como uma cena com pessoas sendo crucificadas e queimadas) e termos traduzidos diferentes para o inglês para evitar polêmicas. Um RPG bem distinto da maioria lançada na época.

Valis (1991)

valis-capas.jpg

Cinco anos depois do seu lançamento original, a Telenet, por meio da Riot, lançou um remake do primeiro Valis no Mega Drive, trazendo várias boas mudanças e seguindo um estilo mais parecido com o de Valis III, lançado antes no console. O game apresenta bons gráficos, longas cenas de anime e uma bela trilha sonora, mas infelizmente peca em um gameplay extremamente lento e tedioso, o  que acaba matando boa parte da diversão. Mesmo assim não é um jogo ruim e vale uma conferida exatamente pelos pontos positivos citados.

Earnest Evans (1991)

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O Indiana Jones esquisitão da Wolf Team. O jogo é sequência de El Viento e seu lançamento é uma verdadeira salada mista. Ele foi lançado originalmente para o Sega CD (somente no Japão) e recebeu uma versão em cartucho somente nos EUA. A versão japonesa apresenta o game como um prelúdio de El Viento, enquanto a americana diz que os eventos são posteriores à aventura de Annet – o Earnest Evans desse jogo é um descendente do Earnest de El Viento. a Versão CD conta com várias cutscenes bacanas, mas infelizmente todas foram cortadas na versão cartucho. Motoi Sakuraba assina a trilha sonora de ambas as versões. Earnest Evans seria um bom jogo de ação e plataforma se não fosse pela “movimentação de robô” bizarrésima do personagem, oferecendo um gameplay bem complicado.

Traysia (1991)

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Um RPG bem no estilo tradicional 16 bits no qual o jogador assume o comando de um jovem chamado Roy que sonha com grandes aventuras e explorar o mundo com ambientação medieval. Como é de se esperar no desenrolar destas aventuras, um grande mal vai ameaçar o mundo de Roy, além de um grande mistério envolvendo o seu amor de infância, a garota que dá nome ao jogo e que se chama Traysia.

Sol-Feace (1991)

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Shoot-em-up desenvolvido pela Wolf Team e lançado originalmente para o X68000 em 1990, sendo portado para o Sega CD no ano seguinte (um dos títulos de lançamento do sistema no Japão). Também ganhou uma versão em cartucho, chamado Sol-Deace (praticamente idêntica ao CD). Um bom shump, mas não chega aos pés de Gaiares, mas por outro lado conta com uma excelente trilha sonora de Motoi Sakuraba (especialmente a versão CD).

Syd of Valis (1992)

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Também conhecido como SD Valis no Japão, sendo que SD significa Super Deformed, estilo de caricatura oriental em que os personagens são desenhados com corpo pequeno e grandes cabeças. O jogo é uma espécie de remake de Valis II, misturando os estilos lançados para computadores e o PC-Engine (são duas versões bem diferentes uma da outra). O game é bem medíocre e até desapontador para os fãs da série (especialmente quando comparado com a excelente versão do X68000), a Telenet (ou a Laser Soft, que o produziu) bem que podia ter lançado um game mais sério e maduro. Infelizmente, esse foi o último jogo da franquia lançado no Mega Drive.

Os FMV Games

Cobra Command (1992)

cobra-command-capas.jpg

A Wolf Team também ficou conhecida por relançar os polêmicos games FMV (Full Motion Video, ou filme/animação interativo, hoje mais conhecido como QTE – Quick Time Events) no Sega CD, lançados originalmente pelos saudosos estúdios Taito e Data East nos arcades dos anos 80. O primeiro deles foi Cobra Command, onde o jogador assume o comando de um super helicóptero e deve salvar o mundo de um exército terrorista. A animação do game foi feita pelo estúdio Toei Animation. Se você era fã da clássica série Trovão Azul, certamente vai gostar do jogo!

Time Gal (1992)

time-gal-capas.jpg

Já Time Gal nos apresenta uma viajante do tempo que deve deter um vilão que roubou uma máquina do tempo e quer mudar o seu futuro alterando o passado (pois é, bem na vibe de um certo filme famoso aí), também com animação da Toei. Um jogo com uma narrativa divertida e uma heroína bem carismática.

Road Avenger (1992)

ROAD-AVENGER-CAPAS.jpg

Já Road Avenger foi feito sob medida para os fãs de Mad Max ou da série Super Máquina, em que o jogador assume o comando de um vigilante em um carro insano, com a missão de se vingar de uma gangue de motoqueiros que mataram sua esposa, atravessando os cenários e perigos mais absurdos que a imaginação louca dos japoneses conseguiram inventar na época – adrenalina pura! Também com belas animações da Toei.

Revenge of the Ninja (1993)

revenge-ninja-capas.jpg

Curiosamente, Revenge of the Ninja (também conhecido como Ninja Hayate nos arcades japoneses) foi lançado apenas nos EUA e no Brasil –  provavelmente a Telenet achou que não valia a pena lançar no Japão, já que o Sega CD não era muito popular por lá. O jogo conta a história de um jovem ninja que deve se infiltrar no castelo de um clã inimigo para resgatar uma princesa.

Anett Futatabi (1993)

anett-sega-cd.jpg

O terceiro e último jogo da série iniciada por El Viento, lançado apenas no Japão e que traz novamente a heroína de cabelos verdes como personagem principal, desta vez na forma de um beat-em-up de rolagem lateral ao estilo de Streets of Rage (mas sem a mesma qualidade). Apesar de ter belíssimas cutscenes (provavelmente as mais belas já feitas no Sega CD, produzidas pela estúdio Madhouse), o jogo em si é bem repetitivo e mediano – não tem nem opção para dois jogadores, que poderia ser facilmente resolvido com o Earnest Evans (que aparece nas cutscenes). Foi um dos últimos games lançados pela Wolf Team nos sistemas Sega.

Mas que fim levou a Telenet?

Bom, já vimos aqui o que aconteceu com a Wolf Team, mas e a Telenet? A empresa parou de produzir games para a Sega (e todas as plataformas em geral) no final de 1993 por razões desconhecidas, mas provavelmente foi devido a problemas financeiros. Neste mesmo ano a Sega comprou a filial americana Renovation Products, que sumiu do mapa.

Apesar de lançar vários títulos considerados bons, a Telenet nunca teve um sucesso avassalador que ganhasse uma boa montanha de dinheiro para os seus cofres. Além disso, seus jogos não levavam o Mega Drive ao limite como os geniais títulos da Treasure, mas sempre apresentavam algo criativo e original – sem falar das trilhas sonoras maravilhosas da maioria de seus games!

el-viento-2.jpg

Nos anos seguintes a Telenet sobreviveu graças ao sucesso dos games Tales of desenvolvidos pela Wolf Team – a Telenet tinha cerca de 34% das ações da Wolf Team, enquanto a Namco tinha 60% e o restante era do diretor da série, Eiji Kikuchi.

Em 2006 a recém incorporada Bandai Namco comprou as ações remanescentes da Wolf Team, cortando assim o último vínculo com o ex-empregador dos desenvolvedores e aumentando seu controle acionário para 94%. Atualmente, a Bandai Namco possui 100% da empresa.

 

arcus-odyssey-1.jpg

 

Em 2007 a Telenet pediu concordata e fechou as suas portas, vendendo suas ações para a Sunsoft, e que hoje detém os direitos de todo o catálogo da Telenet – e que até o momento não fez nada com eles e se duvidar, em breve também corre o risco de falir.

A Telenet ainda tentou se salvar em 2006 licenciando suas propriedades como a série Valis para a Eants, uma desenvolvedora de visual novels hentai (adulto erótico), o que resultou no infame “game” Valis X. O jogo foi mal recebido por fãs e críticos em todo o mundo. Foi o último jogo lançado pela Telenet – infelizmente um fim nada glorioso para as heroínas da série.

A Telenet sem dúvida foi uma parte importante da história dos videogames e da própria Sega, sempre entretendo os seus fãs com games divertidos e inesquecíveis. Infelizmente a empresa não existe mais hoje, e seu rico catálogo de jogos está por aí, em algum lugar nos porões e arquivos da Sunsoft juntando pó e teia de aranha. Vamos torcer para que algum dia, um estúdio de renome adquira essas propriedades intelectuais e ressuscite clássicos como Final Zone, Gaiares, Arcus Odyssey, El Viento, Valis, entre outros!

Fonte: Tectoy

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Baita saudade :D .

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saudosa telenet

so de ver a capa dos jogos deles na locadora, ja tremia na base (as japonesas, claro)

na epoca q q eu tinha nesclone, cruzava boa parte da cidade de onibus final de semana (de santa felicidade até o centro e andava mais um monte, até chegar em uma locadora perto do batel) pra jogar gaiares e um pouco de super famicom (recem lancado na epoca).

pensava: esse é o futuro... :lula:

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5 horas atrás, burn disse:

saudosa telenet

so de ver a capa dos jogos deles na locadora, ja tremia na base (as japonesas, claro)

na epoca q q eu tinha nesclone, cruzava boa parte da cidade de onibus final de semana (de santa felicidade até o centro e andava mais um monte, até chegar em uma locadora perto do batel) pra jogar gaiares e um pouco de super famicom (recem lancado na epoca).

pensava: esse é o futuro... :lula:

Isso sim é um verdadeiro gamer 90s Kid hahahahaah

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Hummmmmm... Não sabia. Então é por isso que as cutscenes da série Ernest Evans/Annet Futatabi são tão parecidos com os da Time Gal........ Huuuuuuummmmmm

Valeu chapa @Sonymaster por mais um excelente tópico.

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Posted (edited)

Annet Futatabi poderia ter sido um ótimo jogo pro Sega CD, mas acabou sendo bem medíocre por ter a cara de um jogo inacabado. Não é à toa que a empresa fechou no mesmo ano, já deviam estar sem grana pra terminar o jogo e lançaram do jeito que estava.

Edited by Ignarius

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Acho que foi exatamente isso que aconteceu

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Em 14/03/2020 at 01:41, Sonymaster disse:

Também ganhou uma versão em cartucho, chamado Sol-Deace (praticamente idêntica ao CD).

Fora uns poucos jogos que realmente usavam tudo da máquina, esse era o padrão do Mega CD: jogos de cartucho + cenas de vídeo + música gravada.

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14 horas atrás, ragecom disse:

Hummmmmm... Não sabia. Então é por isso que as cutscenes da série Ernest Evans/Annet Futatabi são tão parecidos com os da Time Gal........ Huuuuuuummmmmm

Valeu chapa @Sonymaster por mais um excelente tópico.

Valeu grande Rage. :D

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Parabéns pelo ótimo tópico, uma das minhas empresas favoritas, tenho vários games dela e os jogo até hoje (na consola). :entorna:

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Em 16/03/2020 at 08:41, burn disse:

saudosa telenet

so de ver a capa dos jogos deles na locadora, ja tremia na base (as japonesas, claro)

na epoca q q eu tinha nesclone, cruzava boa parte da cidade de onibus final de semana (de santa felicidade até o centro e andava mais um monte, até chegar em uma locadora perto do batel) pra jogar gaiares e um pouco de super famicom (recem lancado na epoca).

pensava: esse é o futuro... :lula:

Bons tempos esses de ser trombadinha raiz. :iawww:

Eu fiz muito disso (pegar ônibus para jogar no centro) quando queria jogar Golden Axe e Street Figther II CE (tempo depois). Já locadora dei mais sorte, pois os bairros dos playboys fica numa distância que dava para ir andando ou de bicicleta.

 

Quanto aos jogos da empresa, muita coisa boa, principalmente Gaiares. Agora, como eu detestava esse  Earnest Evans, achava bizarro demais o personagem, pqp. :saiii:

 

Tópico legal, @Sonymaster.

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3 horas atrás, Minda disse:

Bons tempos esses de ser trombadinha raiz. :iawww:

Eu fiz muito disso (pegar ônibus para jogar no centro) quando queria jogar Golden Axe e Street Figther II CE (tempo depois). Já locadora dei mais sorte, pois os bairros dos playboys fica numa distância que dava para ir andando ou de bicicleta.

 

Quanto aos jogos da empresa, muita coisa boa, principalmente Gaiares. Agora, como eu detestava esse  Earnest Evans, achava bizarro demais o personagem, pqp. :saiii:

 

Tópico legal, @Sonymaster.

Valeu, nunca pensei que o blog da Tectoy ia fazer uma reportagem tão legal.

E eu também achava estranho aquele esqueleto estranho do personagem hahahahahH

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Posted (edited)

eles tentaram copiar o efeito usado nesse jogo

ao meu ver conseguiram, mas nao melhoraram nada

e esse jogo é de 86

 

Edited by burn

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1 hora atrás, Sonymaster disse:

Valeu, nunca pensei que o blog da Tectoy ia fazer uma reportagem tão legal.

E eu também achava estranho aquele esqueleto estranho do personagem hahahahahH

 

40 minutos atrás, burn disse:

eles tentaram copiar o efeito usado nesse jogo

ao meu ver conseguiram, mas nao melhoraram nada

e esse jogo é de 86

 

uma vez eu li explicando o estilo do game

é algo tipo cada sprite independente ou movimentava por blocos diferentes ou coisa assim

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