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Deus Ex: 20 anos do clássico cyberpunk


Stormwatch
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- Esta praga -- os tumultos estão se intensificando até o ponto em que não poderemos conter.
- Por que conter? Deixe que se espalhe pelas escolas e igrejas. Deixe os corpos serem empilhados nas ruas. No fim, eles vão nos implorar para salvá-los.

 

20 ANOS ATRÁS

Em 17 de junho de 2000, foi lançado Deus Ex, um action-RPG em primeira pessoa com temática cyberpunk, jogabilidade revolucionária. e um roteiro absolutamente genial.

O ano é 2052. O mundo está em crise devido a uma doença devastadora chamada morte cinza. O único tratamento é a vacina ambrósia. Pela disponibilidade extremamente limitada, sua distribuição é responsabilidade da UNATCO, a divisão anti-terrorista das Nações Unidas. Mas uma remessa é roubada pelo grupo rebelde NSF - e isto acaba sendo uma boa oportunidade para testar seu novo agente nanoaumentado, JC Denton. Assim começa uma jornada em que você descobrirá não apenas a origem da praga, mas também uma conspiração secular de controle político global. E no mundo de Deus Ex, todas as teorias de conspiração têm um fundo de verdade.

AS ORIGENS

Para entender Deus Ex, devemos examinar suas raízes. Seu produtor, Warren Spector, trabalhou em Ultima Underworld, System Shock, Cybermage: Darklight Awakening, e Thief: The Dark Project. E seu designer, Harvey Smith, trabalhou em System Shock, Cybermage: Darklight Awakening, e Bioforge. Em todos estes jogos, é possível ver elementos que retornariam em Deus Ex. Especialmente a filosofia de design que Spector chamou "simulação imersiva": sistemas que oferecem grande liberdade para o jogador explorar e realizar seus objetivos por métodos diferentes.

Assim, em Deus Ex, sempre há múltiplos caminhos. Por exemplo, logo no primeiro mapa, você pode encarar os terroristas como um FPS normal usando a pistola; eliminar o perigo de longe com o rifle telescópico; destruir um robô de segurança com granadas; hackear as torretas para que elas façam o serviço; ou resgatar o agente capturado para que ele ajude na briga; ou fazer algum barulho e atrair os inimigos para onde o seu robô de segurança patrulha. Mas também pode arriscar um estilo não-letal com uma arma de dardos soníferos, ou avançar pelas sombras e se esgueirar por túneis para acertar os inimigos por trás... ou evitá-los completamente.

Além da jogabilidade e do roteiro, Deus Ex não desaponta no visual, usando bem o avançadíssimo Unreal Engine 1. E os mesmos compositores de Unreal fizeram uma trilha sonora impecável.

JOGANDO HOJE

Deus Ex ainda é uma experiência magnífica, e vive em promoção (neste exato momento está a menos de dois reau na GOG, tire o escorpião do bolso e compre). Além disso, há coleções de mods para "modernizar" o jogo. As mais famosas são GMDX (que melhora bastante o jogo com uma polida bem sutil no gráfico) e Deus Ex: Revision (que é mais radical e altera notavelmente vários ambientes).

A SÉRIE

A continuação, Deus Ex: Invisible War, veio em 2003. No entanto, não foi tão bem recebido. Feito primariamente para o Xbox em vez do PC, este jogo foi elogiado por ter boa jogabilidade e uma narrativa interessante, mas também foi criticado por ter ambientes muito menores e problemas de framerate devido às limitações do console, pela interface completamente diferente claramente feita para gamepads, e bugs devido ao seu desenvolvimento apressado.

Uma outra continuação planejada acabou abandonando o nome da série, saindo em 2005 como Project Snowblind. Outras tentativas de criar um "Deus Ex 3" não vingaram.

Passa o tempo, aquisição vem, aquisição vai, e os direitos acabaram na mão da Square Enix, que finalmente lançou Deus Ex: Human Revolution em 2011. Em vez de continuação, era uma prequela, se passando 25 anos antes do jogo original. Foi um sucesso tremendo - apesar de fãs do Deus Ex original apontarem que a jogabilidade é casualisada, e o roteiro é muito inferior, contradizendo elementos do primeiro jogo. Em seguida veio a continuação deste, Deus Ex: Mankind Divided, que não foi tão bem pela ganância da Square Enix em abusar do conteúdo trancado em DLCs. Há também um spin-off, Deus Ex: The Fall, que foi ignorado por ser primariamente um jogo para celulares.

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  • 2 weeks later...

Grande jogo, puta história cada vez mais atual, mil opções de completar cada missão... falam do Crysis mas era pesadíssimo na época tb. Mapas grandes e com uma escala incrível, chegar no topo da estátua da liberdade na primeira fase e olhar lá de cima o espaço todo que tu percorreu, fiquei de queixo caído na época. Tem uma fase em Hong Kong que põe qualquer Beethesda no chinelo, só Shenmue fez igual em nível de detalhismo a cada canto do jogo

E esse diálogo antecipando os algoritmos 20 anos atrás?

 

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7 minutos atrás, Stormwatch disse:

Eu que escrevi esse resuminho, não copiei de lugar nenhum. :ras:

Ficou mt maneiro, li direito agora... antes achei que fosse só texto colado de site gaymer :lol:

Eu zerei e gostei do The Fall, prum jogo de celular em 2013 era impressionante. Um spinoff convincente do Human Revolution em primeira pessoa, estilo Deus Ex, só mais simplificado, no PC foi tipo 5 reais entao sem reclamações. Fiquei triste nao continuarem a história, infelizmente nao querem experiencia assim em mobile

Mas minha opinião impopular é sobre o Invisible War... tudo bem que foi simplificado tanta coisa que fez o 1 perfeito, mas atmosfera e história impressionantes. Eu gosto desses sci-fis que passam tão no futuro (acho que ele é 20 anos e 1 colapso global depois do 1) que as conexões com o mundo atual já são distantes e abstratas. Foi tb um dos primeiros jogos de PC da época a usar alguns shaders q viraram populares da Unreal 2, era lindo, infelizmente pagaram o preço de ser sequel dum GOAT

 

Edited by weezer
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É como eu disse: GMDX dá uma polida no visual e umas mudanças sutis no jogo, mas no geral é fiel ao original, então é bom se vai jogar pela primeira vez com ele. Revision tem umas mudanças mais radicais, muda bastante o layout de vários ambientes, então é bom para partidas subseqüentes.

E há ainda outra opção: o executável e o renderer D3D10 do Kentie. Assim o jogo rodará melhor nos sistemas atuais, mas de resto será o original, sem mudanças.

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Quem não jogou coloque o GMDX e jogue em algum PC antigo que tiver por aí, roda em qualquer coisa de boa. E jogue explorando tudo, lendo tudo, tem até tradução 100% pra PT-BR desse jogo pra quem prefere (Eu ate manjo o ingles mas leio 100x mais rapido em PT kk). Recomendo deixarem o de x360 pra depois

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  • 1 year later...

Eita, curti muito. E tá alinhado com o protagonista do DX1. Bem dublado, tão profissional quanto o "profissional" de 2000. Teve mulher no DX2. Ta aí uma coisa inclusiva para mulheres em games que soa natural e em linha com a estética e os propósitos do jogo, não lacre barato

Edited by weezer
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